16 de outubro de 2009

Aula - Reforma intima

PLANO DE AULA


REFORMA ÍNTIMA
(Idade sugerida: acima de 12 anos)

Objetivo: Levar os evangelizandos à conclusão que a única maneira de nos unirmos a Deus é com a auto-reforma e essa mudança deverá vir de dentro para fora. E para isso devemos aproveitar as oportunidades presentes para apressar nossa evolução, pois amanhã, talvez não haja mais tempo

Bibliografia:
§ Site:
http://www.momento.com.br
§ Site da Vera Stefanelo
§ Livro: Fonte Viva, págs. 163, 247, 377;
§ Mateus 13: 24-30
§ Livro: Manual prático do Espírita de Ney P.Peres

Prece inicial

Harmonização com músicas – Convidar os evangelizandos a cantarem: Reforma íntima de Clésio Tapety

Música: Reforma intima – Clésio tapety
Educar os sentimentos
Conquistar fortaleza moral
Bom combate, auto conhecimento
E mudança de atitudes

Nós devemos trabalhar
Para transformar o nosso coração
Vamos tentar
Nós devemos trabalhar
Para transformar o nosso coração

E deixar brotar
Só o amor
Transformar pedras em construção
Transformar espinho em flor
Eliminar vícios e defeitos
Conquistar só virtudes
(Refrão)


1. Desenvolvimento do sub-tema:
· Como fica uma casa quando se está fazendo uma reforma? Desarrumada, muita sujeira e pó, e pode fazer-nos sentir muito mal.
· Por que fazemos uma reforma na casa?(pode significar por que ela esteja ruim e precise reformá-la ou simplesmente necessite melhorá-la, ampliá-la, torná-la mais confortável)
. Quando é necessário uma reforma na casa? (quando ela está em mal estado; é a pintura que está começando a descascar ou se encontra desbotada; descobrimos que precisamos substituir o piso, uma parede, um pedaço do teto; algumas telhas quebradas ou consertar as calhas, etc.)
. Existem outras coisas que podemos reformar? ( escutar as respostas, até chegar “em nós”)
. Podemos sim fazer reforma exterior e interior, como seria a exterior? (mudar a cor do cabelo ou mudar o corte; lipoaspiração; plástica; roupas novas, etc.)
· E o que é fazer uma reforma interior em nós? (É a transformação, mudança no pensar, sentir e agir ou seja, transformar sentimentos inferiores que existe em nós)
. Por que fazer? Para nos libertarmos das imperfeições, procurando melhorar, aprimorar nosso Espírito nos aproximando da perfeição.
. Para quê fazê-la? Para transformar moralmente a nós mesmos e a partir dessa transformação, toda a Humanidade.
· Para fazer essa reforma que deveremos fazer? (Analisar a nossa forma de ser, de pensar e de agir e nos dispor a mudar para melhor; vigiando e orando, estudando o Evangelho e com o apoio do Plano Espiritual conseguiremos remover as dificuldades naturais, transpondo nossas barreiras.).
· Como é feita essa reforma? ( Primeiramente dentro de nós, depois em todos os campos de nossa existência (na escola, no trabalho, na família, com amigos e inimigos). As nossas ações influenciam e muda o meio em que vivemos e as pessoas que nos relacionamos.
. Quando fazer? Agora e já. O tempo passa e não há mais o que esperar

2 . Reflexões (Ler e comentar o texto)
O termo Reforma Intima nas pessoas dá a idéia de que tudo em si está errado e necessita ser reformulado. Mas, se analisarmos a nossa forma de ser, de pensar e de agir, vamos descobrir que temos defeitos sim (muitos), entretanto, também temos virtudes.
Os defeitos são aqueles sentimentos dos quais devemos nos libertar, naturalmente, pouco a pouco. Assim como a reforma de uma casa visa certas condições como, por exemplo, financeiras e não se faz de um dia para o outro, assim em nós, tempo, esforço, atenção é do que precisamos para nos liberar de pequenos e grandes defeitos.
É o ciúme que teima em aparecer, a impaciência que nos faz explodir por quase nada, o egoísmo falando mais alto.
Toda transformação interior tem a ver com esforço e renúncia, desejo em melhorar-se, força de vontade, e para isso é preciso que mudemos hábitos, pensamentos e atitudes.
Essa transformação interior começa em nossos sentimentos, devemos estar atentos ao que pensamos e logo sentimos. E para isso, vamos olhar para dentro de nós, verificarmos alguns vícios, ou seja, os vícios da alma que são os sentimentos inferiores, sentimentos esses que trazemos de experiências passadas e também os adquiridos nessa vida e que devemos renovar com bons sentimentos, as virtudes.
O que são as virtudes? É o conjunto dos sentimentos bons (paciência, perdão, tolerância, etc.), que devemos saturar nosso Espírito para assim extinguir os sentimentos inferiores (egoísmo, orgulho, mágoa, etc.)
E assim, com o desejo sincero da renovação interior, vamos trocando valores negativos por positivos.

3. Contar-lhes a Parábola do Joio e do Trigo – com o objetivo de levá-los a compreensão da necessidade de identificar os sentimentos bons e ruins para transformá-los.

A PARÁBOLA DO JOIO E DO TRIGO
"O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas enquanto os homens dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. Porém, quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio. Chegando os servos do dono do campo, disseram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Pois donde vem o joio? Respondeu-lhes: Homem inimigo é quem fez isso. Os servos continuaram: Queres, então, que vamos arrancá-lo? Não, respondeu ele; para que não suceda, que, tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e no tempo da ceifa direis aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para os queimar, mas recolhei o trigo no meu celeiro".
(Mateus, 13: 24-30)

4. Reflexões sobre a parábola: Pedir a cooperação dos evangelizandos.
* O campo somos nós, a humanidade.
* O semeador é Jesus.
* O trigo a boa semente - esses são os sentimentos de amor, de paz, de caridade, perdão, amizade. E também é, a boa leitura, os filmes educativos, as aulas de evangelização. Tudo que induz os seres humanos ao caminho do bem e da felicidade.* O joio a má semente - São os sentimentos egoístas, de maldade, de materialismo.E também são as propagandas que induzem aos vícios e ao consumismo, os filmes violentos, as leituras que não trazem mensagem positiva, a ociosidade, as drogas, a violência, a fofoca, o crime. * O inimigo É todo o pensamento, sentimento, palavra e atitude que induz as almas ao crime, aos vícios, a violência, a fofoca.
*Porque não arrancar o joio antes do trigo crescer? O joio também significa as dificuldades, sofrimentos e privações que necessitamos ainda para crescer e que não podem ser “tiradas” de nosso caminho.
Conclusão: Essa parábola ensina que é encontrado em nós o sentimento do bem e do mal e, eles estão lado a lado crescendo, e é através da separação que identificaremos os sentimentos nos conhecendo melhor, e assim, não permitiremos o crescimento dos sentimentos ruins possibilitando nossa mudança intima.

5. Propor a dinâmica abaixo:

6. Propor a dinâmica abaixo:
RETRATO FALADO
IDADE: 11 anos em diante
Objetivos: Aprofundar a percepção de si mesmo; perceber as motivações que interferem nos pensamentos, sentimentos e ações.
Material: papel, lápis preto e de cor, borracha.
1. Colocar música suave e pedir pras crianças sentarem-se em círculo
2. Solicitar que desenhem na folha de papel uma figura humana de frente, da cabeça aos pés. Explicar que não se trata de obra de arte, mas sim um esboço de uma figura humana e nada mais. Depois, pedir pra que olhem para a figura, entrar em contato com ela, dar-lhe uma identidade, uma vida e um nome.
3. Pedir a todos que, juntos cada um no seu desenho, respondam por escrito às solicitações que lhe serão feitas:
è Saindo da cabeça do personagem, fazer um balão com três idéias que ninguém irá modificar;
è Saindo da boca, fazer um balão com uma frase que foi dita e da qual se arrependeu e outra frase que precisa ser dita e ainda não o foi;
è Do coração sair uma seta, indicando três amores. Chamar a atenção do grupo para o fato de que esses amores não precisa necessariamente ser alguém, podendo tratar-se de uma idéia, uma atividade, etc.;
è Na mão direita do personagem, escrever um sentimento que este tem disponível para oferecer;
è Na mão esquerda, escrever algo que ele tem necessidade de receber;
è No pé esquerdo, um sonho ou algo que deseje alcançar;
è No pé direito escrever os passos que precisa dar em relação a essa meta ou a esse sonho.
Quando terminarem o que foi solicitado, perguntar quais as semelhanças entre o personagem, e quem o construiu. E cada qual apresentará o personagem a todos os companheiros da sala.
Comentário: Ao fazer o retrato falado e lhe dar vida, cada criança irá refletindo sobre si mesma.
É uma atividade rica, prazerosa, leve e descontraída. Muitas crianças falarão mais profundamente de si mesmo fato que o evangelizador deve estar atento, no sentido de auxiliá-las nesse momento.
Esse mesmo esquema pode ser usado para falar das emoções, decisões, sentimentos, relacionamentos, etc.
Nos balões, saindo da cabeça, olhos, boca, ouvido, coração, braços e mãos, pernas e pés, podem conter o que o Evangelizador deseja propor.
Ex: da cabeça: pensamentos felizes – gerando bem estar; boca: palavras que ajudam que ensinam que auxiliam; as mãos: fazer o bem, ajudar o outro, etc.
Fonte: Projeto Memorial Pirajá/”Aprendendo a Ser e Conviver”/ Adaptado para a Evangelização.


PRECE FINAL

História - Atilia a lagarta (lei de igualdade)

História de atilia a lagarta
(Tema sugerido: lei de igualdade, preconceito)

Era uma vez uma lagarta, seu nome era Atília. Passava grande parte de sua vida no chão, olhando tristemente os pássaros a cortar os ares com leveza e beleza. Ficava indignada com sua vida e com sua forma feia, para se mover arrastava-se lentamente e com dificuldade, gostaria de ser como os pássaros no céu e se queixa com Deus, Como ele é injusto com ela!

Os pássaros notaram Atília, aquele bicho feio e rastejante no chão! Riam-se dela! Ah! Ah! Ah! Era muito feia, diziam engasgando de tanto rir.
Atília sofria muito com as risadas, o deboche. “Sou a mais desprezível das criaturas”, pensa. “Sou feia, condenada a rastejar pela Terra.”

Um dia, entretanto, subiu desgostosa até o alto de uma árvore e decidiu ficar lá até a morte. No entanto, ela não sabia, mas era a Natureza pedindo que subisse , os animais possuem um instinto que lhes diz o que devem fazer. E assim fez.

Com o tempo foi se formando um casulo em torno dela, confusa ela pensava: “ será que estou morrendo? Será que estou construindo o meu próprio túmulo ?”
Indignada com a vida que levou até então, reclama novamente com Deus: “Porque Senhor me fez assim, diferente e feia?”
Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim.

Alguns dias depois, sente que algo acontecera consigo, então se vê transformada com lindas asas coloridas! Ela é uma linda borboleta! Agora pode passear pelos céus, e ser admirada. Os pássaros do bosque se encantaram, algo maravilhoso acontecera! Atília se transformou na mais linda borboleta!
Atília surpreendeu-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus. Tudo se transforma e nada é sempre como aparenta.

FIM

4 de outubro de 2009

Aula - A Seara de Jesus



Objetivo: levar a compreensão do evangelizando a importância dos ensinos de Jesus em nossos corações.

Canções para harmonizar

Prece Inicial

Primeiro momento: Dialogar introduzindo o tema:

Meus amiguinhos, vamos falar sobre a seara de Jesus ou campo semeado por Jesus que é o coração de cada um de nós, a humanidade em que o Divino Mestre deixou plantada a sementinha de seus ensinamentos quando encarnado em nosso planeta.

Quando esteve encarnado entre nós Ele formou um grupo de doze amigos chamados apóstolos para ajudá-lo trazer a “semente” ou a mensagem que transformaria o coração do homem (o nosso coração). Que mensagem é essa? Amor – Amor é o resumo de toda sua mensagem ou ensinamento.
Vamos relembrar a parábola do semeador para saber como (em que grau) está o crescimento da semente da palavra de nosso Irmão Jesus em nosso coração?

Segundo momento:

PARÁBOLA DO SEMEADOR


Um semeador saiu a semear ou a plantar num campo. O semeador é aquele que planta as sementes.




Uma parte das sementes das sementes caiu à beira da estrada. Foi pisada pelos que passaram e os passarinhos comeram o restante.


Um punhado,caiu entre pedregulhos, nasceu, mas logo secou porque no meio das pedras não há terra para a raiz se aprofundar.


Outras cairão entre os espinhos. Os espinhos cresceram e afogaram as plantinhas.




E por fim, muitas caíram em terra boa, germinaram e cresceram. Deram muito trigo nessa boa terra.



Vou contar-lhes agora o sentido da história:



O semeador é Jesus.
O campo é o mundo. As sementes, são os ensinamentos. A boa ou má terra, são os corações das crianças ou das pessoas. Quem é Jesus? Jesus é o nosso mestre e Senhor. Nosso grande amigo, que nos ensina a sermos melhores.
O mundo em que vivemos, é o campo de ação, onde fazemos o nosso treinamento. É aqui que temos a nossa família encarnada: Pai, Mãe, irmãos e coleguinhas.
As sementinhas são os ensinamentos. Eis alguns O amor, a caridade, a justiça, a Fé, a verdade, o trabalho , e o conhecimento....

EXPLICAÇÃO


SEMENTE À BEIRA DO CAMINHO

As sementes que caíram à beira da estrada representam as crianças e as pessoas que não aprendem nada, não se interessam por nada. São aquelas crianças que todos estão falando, explicando, ensinando, aconselhando e pouco está valendo. Não prestam atenção. A professora ou a mamãe, diz, não suba no muro que você cai. Não é obedecida. Aí vem os pássaros e as levam ou os interesses materiais, o mal e as tira dos seus corações.


A SEMENTE EM SOLO ROCHOSO

São as crianças ou as pessoas que no momento do conselho ou da orientação parecem atentos e comportados, se empolgam ouvindo, porém logo em seguida, esquecem todo ensinamento todo conselho e voltam a desobediência. Querem se modificar, mas não encontram forças em si mesmos, se deixam levar pelos interesses.


AS SEMENTES ENTRE ESPINHOS

São as pessoas cujos corações não estão preparados ainda para recebê-las. São as pessoas EGOÍSTAS, pessoas que pensam só nelas. Mas, desejam possuir tanta coisas (vestuário, jóias, casa carro passeios, brinquedos e atenções...) e com essa maneira de pensar e de agir, sufocam as palavras de Jesus,por acharem os interesses do mundo mais importantes.
Essas crianças, cujos corações possuem o “solo” acima citado, deveriam começar por fazer pequenas tarefas, pequenas boas ações. Ex:ajudar a mãe em casa, ajudar um velhinho cego atravessar a rua, e outras atividades caridosas mais como aguar uma plantinha, Tratar um bichinho . Conhecer e por em pratica as palavras mágicas.(muito obrigado, dá licença, faz favor, bom dia etc.). Tudo isso vai fortalecendo a força de vontade e edificando no bem os corações. Serão no futuro, boa terra para receber as sementinhas de Jesus.


AS SEMENTES CAIDA EM BOA TERRA

Essa caiu finalmente em boa terra. Isto é em coração bem formado. São pessoas ou crianças que ouvem as boas palavras às compreendem e as põe em prática. São bem comportadas e de bom coração e bons sentimentos. Praticam a caridade, ajudam, dão bons exemplos e acabam por influenciarem outros que por sua vez, passam benéficas influencia aos demais. Isto é que quer dizer, 100 por 1. As crianças que assim procedem serão os grandes homens do futuro. Os grandes benfeitores da humanidade. Ex: Dr. Bezerra de Menezes, "falar algo sobre ele." Maria João de Deus, a grande protetora das crianças "falar algo sobre ela".
Terceiro momento: É muito importante que observemos como está essa sementinha que Jesus plantou, pois desde o primeiro dia que Jesus saiu ensinando e demonstrando a lei de amor com seus amigos, Ele espera que nós o sigamos e o ajudemos a semear o Amor.
Como se dá a semeadura? Como semear? Nós semeamos por pensamentos, palavras, gestos e ações. Se formos simpáticos, gentis, carinhosos, e estamos sempre prontos para ajudar quem precise de nós, estamos fazendo a boa semeadura. Mas, eis que muitos de nós “dormimos”, isto é, deixamos de “orar e vigiar”, ou permitimos que o erro cresça e ganhe raízes.
Na parábola do trigo e do joio que irei contar agora, Jesus nos fala e alerta sobre a necessidade de separar e vigiar nossos pensamentos afim de modificar e transformar nosso e outros corações.


Quarto momento:


PARÁBOLA DO TRIGO E DO JOIO

Um semeador, durante todo o dia, semeou grãos de trigo no seu campo. Ao por do sol voltou para casa, cansado, mas, feliz por haver realizado sua missão de trabalho. Semeara trigo e estava contente porque aquele trigo seria, em breve, transformado em pão, para alimento de muita gente. Porém, esse homem tinha um inimigo que invejava suas plantações. O inimigo era mau e queria, a todo custo prejudicar as sementeiras do fazendeiro.

“Que farei?” — pensava o inimigo. E teve a idéia maldosa de semear pequenas pedras no campo de trigo; mas, poderiam ser retiradas e seu ódio não ficaria satisfeito. Resolveu, então, semear joio onde o trigo havia sido semeado. Foi esse o plano maldoso do inimigo do semeador. O joio é uma planta muito parecida com o trigo, mas, não serve para a alimentação do homem, podendo até envenená-lo. Eis porque o inimigo do fazendeiro quis fazer a mistura do joio com o trigo no campo, visando prejudicar a colheita e causar males aos que se alimentassem do produto daquele campo. O inimigo fez o que pensou. Durante a noite, enquanto o fazendeiro e seus trabalhadores dormiam, o homem maldoso entrou no campo e semeou joio no meio do trigal. Algum tempo depois, quando as espigas de trigo já surgiam no campo, apareceu também o joio. Então, os trabalhadores foram dizer ao fazendeiro o que haviam visto no campo:

— Senhor não semeou no campo somente boas sementes? Por que, então, está nascendo joio no trigal? O fazendeiro já havia descoberto tudo e respondeu aos servidores:

— Foi um inimigo que fez isso...

Os trabalhadores lhe perguntaram:

— Senhor, quer que vamos, agora mesmo, arrancar o joio? O senhor, porém, lhes respondeu com uma explicação:

— Não é possível fazer isso agora. Vocês sabem que o joio é muito parecido com o trigo. Se vocês quiserem arrancar o joio, que foi plantado junto com o bom grão, arrancarão também o trigo, pois as raizes de ambos muitas vezes se entrelaçam. Deixem que cresçam juntos o joio e o trigo. Na época da ceifa, eu direi aos ceifeiros que colham primeiro o joio e o atem em feixes para queimá-lo; e depois juntem o trigo no meu celeiro.

Quinto momento:

Quem é o Semeador? Jesus


O que é o campo? É a humanidade, nosso coração.


O que é a boa semente (TRIGO)? São as idéias verdadeiras, de amor, de paz, de caridade, perdão, amizade. A boa leitura, os filmes educativos, as aulas de evangelização. Tudo que induz os seres humanos ao caminho do bem e da felicidade.

O que é a semente má (JOIO)? São as idéias egoístas, de maldade, de materialismo. São as propagandas que induzem aos vícios e ao consumismo, os filmes violentos, as leituras que não trazem mensagem positiva, a ociosidade, as drogas, a violência, a fofoca, o crime.


Quem é o inimigo? É todo o pensamento, sentimento, palavra e atitude que induz as almas ao crime, aos vícios, a violência, a fofoca. São os Espíritos desencarnados e encarnados que praticam a maldade e induzem outros seres humanos ao caminha da infelicidade.


Por que o fazendeiro disse para deixar o trigo e o joio crescerem juntos e só arrancar (ceifar) o joio na época certa, antes do trigo? Deus sempre nos dá uma nova oportunidade de evoluir (através da reencarnação), de transformarmos nossos erros em virtudes. Nosso planeta esta passando de um mundo de provas e expiação para um mundo de regeneração. Quem não acompanhar a evolução do planeta não poderá mais reencarnar aqui, isto é, os que preferirem o caminho da maldade e da injustiça, serão separados dos se esforçarem e desejarem seguir o caminho do bem e da justiça.


Jesus precisa de nossa cooperação por menor que seja para auxiliar aqueles que estão ainda longe do bem. Que possamos todos ser o trigo, isto é, a boa semente, ajudando nossos irmãos e transformando nosso planeta em um mundo mais feliz.
Como podemos cooperar com Jesus na transformação do mundo?

Sexto momento: Confeccionar um Jornal Mural: “Como cooperar com Jesus na transformação do mundo.”


Prece final

19 de agosto de 2009

Aula - Pai Nosso

PLANO DE AULA

PAI NOSSO
A Oração dominical
Objetivo: Levar ao coração da criança a prece que Jesus ensinou. Segundo Kardec: “Os Espíritos recomendaram-na como símbolo de todas as preces, porque, eles, Espíritos, a consideram em primeiro lugar. Ela resume, na apreciação de Kardec, todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo”.
Biografia:
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXV
Mt, 6 a 15; Lc, 11: 1 a 4; ESE, 8: 2ª7.
PAI NOSSO (Meimei/ F. C. Xavier), todo o livro.
FONTE VIVA (Emmanuel/ F. C. Xavier), capítulos 77, 135 e 164.
Primeiro momento:
Fazer os seguintes questionamentos aos evangelizandos:
1 - Quem conhece a oração do Pai Nosso?
2 - Que outros nomes possui esta oração? (Oração Dominical ou Oração do Senhor, porque os discípulos chamavam Jesus de Dominus - Senhor em latim)
3 - Quem ensinou esta prece?
4 - A quem é dirigida esta oração?
Exposição:
ILUSTRAÇÃO INICIAL


Este desenho retrata o momento em que Jesus estava reunido com os apóstolos e seus familiares, em uma pequena comunidade, quanto houve um diálogo entre Pedro e Jesus então, pediram-lhe:
- Senhor, ensina-nos a orar.
Então, o Mestre ensinou-lhes a Oração Dominical, que é o “Pai Nosso”. (Lucas, 11:2 a 4)
Segundo momento: Fixar os desenhos no quadro, à proporção que os for explicando para que as crianças façam relação auxiliando e fixando o entendimento com recursos visuais.
MOMENTOS ESPECIAIS
1. Quando o evangelizador(a) completar a análise das QUATROS PRIMEIRAS frases da prece, relembrar às crianças a síntese inicial, que se refere aos nossos deveres para com Deus.
2. Ao analisar o “pão nosso de cada dia”, dizer que esse ensino de Jesus se refere a nós mesmos, em particular, nas nossas realizações, estudos, trabalhos, relacionamentos com as pessoas, etc.
3. Ao iniciar o estudo dos momentos SEIS, SETE e OITO, relembrar que eles, em síntese, se referem aos nossos deveres para com as pessoas com quem lidamos (Lar, família, escola e na sociedade).
DESENHO Nº 01

“Pai Nosso, que estás nos céus.”
Quando Jesus começou a prece dominical, atendendo ao pedido dos Apóstolos, o Mestre queria dizer-nos que Deus, acima de tudo, é nosso Pai.
Criador dos homens, das estrelas e das flores.
Senhor dos céus e da Terra.
Para Ele, todos somos filhos abençoados.
Seu imenso carinho para conosco está no sol que nos aquece, dando sustento e alegrias a todos os seres e a todas as coisas.
Meimei
PAI NOSSO, cap. I
DESENHO Nº 02

“Santificado seja o teu nome.”
O Apostolado de Jesus foi uma constante santificação do nome de Deus.
Procurou ele mesmo, louvar o Pai Celeste, distribuindo o contentamento e a paz, com todos.
Assim entendo, Jesus amparou os velhos e as crianças, amando e ajudando sempre.
Santificando as suas relações com Deus, espalhou a esperança e a caridade na Terra, enriquecendo os homens de fraternidade e alegria.
Jesus rendia graças a Deus, auxiliando o próximo.
Meimei
PAI NOSSO, cap. II

DESENHO Nº 03

“Venha a nós o teu reino.”
Meu filho, se procuras a benção da felicidade, não te esqueças de que o começa em nosso próprio coração e de que o primeiro lugar onde devemos trabalhar por ele é na própria casa onde vivemos.
Jesus trabalhou pela vinda da Glória do Céu ao mundo, auxiliando a todos e ajudando-nos até à cruz do sacrifício, dando-nos a entender que o amor e só pelo brilhará entre os homens para sempre.
Meimei
PAI NOSSO, cp. III

DESENHO Nº 04

“Seja feita a tua vontade, assim na Terra como no céu.”
Podermos discernir a sabedoria de Deus em todas as situações:
No sofrimento, á Paciência.
Na perturbação, é a Serenidade.
No trabalho, é devotamento ao Dever.
Na amargura, é a Esperança.
Na queda, é o Reerguimento.
Na ofensa, é o Perdão Completo.
Na vida comum, é a Bondade em favor de todos.
Meimei
PAI NOSSO, cap. IV
DESENHO Nº 05

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.”
O trabalho é uma obrigação, que leva o homem a exercitar a sua inteligência na procura dos meios de prover as suas necessidades e atender ao seu bem-estar, pelo trabalho material e pelo trabalho intelectual.
O pão nosso de cada dia não é somente o almoço e o jantar, o café e a merenda.
É também a idéia e o sentimento, a palavra e a ação.
Conversando, distribuímos os nossos pensamentos.
Nossos atos influenciam os que nos cercam, segundo as nossas intenções.
Por isso, também os outros nos alimentam com as suas atitudes.
E, ainda hoje, o Mestre continua alimentando o pensamento da Humanidade, por intermédio de um livro – o Evangelho Divino.
Meimei
PAI NOSSO, cap. V
DESENHO Nº 06

“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.”
Quando pronunciamos essas palavras, não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.
A caridade consiste também no esquecimento e no perdão das ofensas.
“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele.” – Jesus (Mt, 5:25)
DESENHO Nº 07

“Não nos deixeis cair em tentação.”
Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus Espíritos, que tentarão desviar-nos do caminho do bem, inspirando-nos maus pensamentos. – Allan Kardec (ESE, 28:6)
Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações, é indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar.
Não há colheita sem plantação.
Meimei
PAI NOSSO, cap. VII
DESENHO Nº 08


“Livra-nos do mal, porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Assim seja.”
Este casal ora com emoção e reconhecimento a Deus, agradecendo ao Pai do Céu que lhes salvara a vida com a sua previdência de amor misericordioso.
“Meu Deus, meu anjo de guarda, agradeço-vos o socorro que nos proporcionastes, no perigo de que estive ameaçado.
Inspira-me, por intermédio dos bons Espíritos que me assistem o propósito de empregar utilmente o tempo que ainda me concederes de vida.”
Allan Kardec
ESE, 28:3
Terceiro momento: Dialogar com auxilio das gravuras, deixando que as crianças falem na atmosfera espiritual sublime, criada por essa oração de Jesus.
Quando buscamos a ajuda divina é preciso que preparemos o coração adequadamente. É inútil pedir amparo com o coração cheio de inveja, de ciúme, de malquerença, de ódio e de outros detritos morais.Importante fazermos a nossa parte quando pedimos algo a Deus.Pedir, saber pedir e, acima de tudo, merecer.A prece sempre traz as forças necessárias para superar as dificuldades, e compreender os motivos da situação.Orar pedindo que sejamos orientados durante o sono para que durante o dia recebamos a intuição para resolver os problemas. Às vezes, já acordamos nos sentindo melhor, ou com uma nova idéia acerca do assunto, que está nos preocupando.Muitas vezes as pessoas oram a Deus pedindo saúde, mas acabam com ela pelo vício enfermiço do cigarro, da gula, do trago infeliz, entre outros abusos.Nesse caso, se realmente desejamos pedir algo, que peçamos forças para vencermos os nossos vícios, as nossas imperfeições.
Quarto momento: Atividade escrita
Prece Final
*Conteúdo retirado da apostila AME ciclo B com alterações


15 de agosto de 2009

Aula - A voz da consciencia

PLANO DE AULA

A VOZ DA CONSCIÊNCIA

Objetivo: Despertar na criança a compreensão da existência em si mesma o que o Espiritismo chama de “Voz da consciência”, que nos adverte para não cairmos em erro. Esclarecer que a consciência é um pensamento íntimo existente em todas as pessoas.
Referência bibliográfica:
o Pedro, 3: 16 – “Tendo uma boa consciência”
o LE, 393 – “É a voz da consciência que nos adverte...”
o LE, 600 – “A consciência de si mesmo, principal atributo do Espírito”
o LE, 607 – “Capacidade de distinguir o bem do mal”
o Pão Nosso (Emmanuel/F. C. Xavier), cap. 76: “No refolho da consciência, vozes amigas lhe falam sem palavras...”
Primeiro momento: Introdução ao tema proposto:
Deus, nosso Criador e Pai, na sua infinita sabedoria, dotou-nos de um atributo que se chama CONSCIÊNCIA, que é um pensamento íntimo, existente em todas as pessoas.
Esse pensamento interior é conhecido como A VOZ DA CONSCIÊNCIA, que nos adverte para não cairmos em erro.
Esse pensamento ou voz sempre surge especialmente em momentos de decisões em nossas vidas, surge frente a situações em que temos oportunidade de escolher entre o bem e o mal, o certo e o errado.
O que nos acontece é que nós não a consultamos sempre que se faz necessário, isso por não termos o hábito ou quando ela nos fala não damos “ouvidos” a ela, pois quase sempre estamos fazendo o que queremos e não o que é certo e deveria ser feito, é porque estamos sempre satisfazendo a nossos interesses primeiro e não nos importando com os outros ou com o que é certo.
É através dessa “voz” que temos a capacidade de julgar nossos próprios atos, que temos capacidade de escolher entre o bem e o mal, e ela está gravada em nossa alma desde o momento de nossa criação, e ao encarnarmos ela vai aflorando à medida que crescemos. Ela é como uma plantinha que vai crescendo, e vocês crianças já a possuem bem crescidinha e é preciso que para essa plantinha cresça e dê muitos bons frutos, cuidar e dá atenção a ela cada vez que ela falarem a vocês.
Sempre que essa “voz” nos fala, temos a opção de ouvi-la ou não, mas é porque temos o livre-arbítrio, uma oportunidade que Deus nos dá de escolher o bem. Mas, quando nos vemos tentados a ignorá-la, isso causa muitos problemas futuros, pois, podemos ferir corações muito queridos, ou ainda, deixar recair sobre um inocente uma culpa nossa! Enquanto, ao ouvi-la poderemos atrair simpatia e admiração quando, por exemplo, experimentamos confessar ou admitir um erro nosso, certamente quando somos sinceros, somos admirados e não castigados.
Sempre adquirimos virtudes ao fazer as coisas certas, vamos fazer uma relação de virtudes que adquirimos ouvindo a voz da consciência?
Segundo momento: Deixar que os evangelizandos conversem sobre as virtudes escrevendo-as no quadro.
Terceiro momento: Diálogo e Reflexão
Vou agora relatar um fato ocorrido com um jovem que em uma difícil situação de CONSCIÊNCIA, o levou a profundas reflexões entre o bem e o mal. Vejamos como isso aconteceu.
Usar (logo abaixo) o expressivo desenho de um jovem no momento de suas cogitações nos “refolhos de sua consciência”

UM EXEMPLO DE “VOZ DA CONSCIÊNCIA”
A expressão facial estampada no rosto desse jovem reflete a luta de sua consciência e o dever de honestidade.
Vejamos as razões dessa luta íntima
Esse moço, pobre, mas cheio de ambição, ganha pouco mais que o necessário para o seu sustento.
Numa tarde de sábado, achou um pacote de dinheiro esquecido num banco de jardim público.
Aflito, permaneceu no mesmo banco até à noitinha, aguardando que alguém viesse à procura do dinheiro, o que não ocorreu.
No seu quarto de pensão, encontrou no pacote considerável quantidade de notas, juntamente com uma fatura comercial com o nome da pessoa.
Durante todo o dia de domingo, ficou pensando se deveria ou não devolver o dinheiro, lutando intimamente com a voz da consciência.
Pergunta para que os evangelizandos reflitam e respondam:
- O que vocês fariam se estivesse na situação do moço pobre? (dialogar).
Quarto momento: Narrar à história (com interferência): UM DIA NA VIDA DO MENINO PEDRINHO
Narração com interferência:
Agora vamos narrar um dia vivido pelo menino Pedrinho, em oito situações embaraçosas, todas com desenhos alusivos, quando, em cada uma, a voz de sua consciência lhe falava sem palavras.
Entretanto, se o evangelizador(a) desejar, poderá usar somente as ilustrações, rememorando os acontecimentos e os educativos momentos de reflexão.
Quinto momento: A atividade escrita para refletir e fixar o tema dado.
Prece Final

*Conteúdo retirado da apostila AME ciclo B

História - "A voz da consciencia" - Um dia na vida do menino Pedrinho

HISTÓRIA COM INTERFERÊNCIA


UM DIA NA VIDA DO MENINO PEDRINHO

Era uma vez um menino chamado Pedrinho, que freqüentava regularmente a Escola Espírita de Evangelização do Centro Espírita onde seus pais participavam ativamente.
Nos seus quase dez anos, era ativo e estudioso, levado e fraterno, “respondão” e afável, ao mesmo tempo.
O que Pedrinho mais admirava nas aulas de evangelização eram as explicações da evangelizadora sobre Jesus, escutando atentamente os ensinos e exemplos de nosso Mestre, como incentivo ao nosso aperfeiçoamento íntimo.
Pedrinho, no fundo de seu coração, queria evoluir espiritualmente, seguindo Jesus.

ILUSTRAÇÃO Nº 01


- Pedrinho, ô Pedrinhoooo! Levanta-se, é a quinta vez que lhe chamo!
- Ora, mamãe, não me amole, estou com sono!
- Meu filho – Falou sua mãe com amor – você está atrasado para ir à escola, você não pode perder a hora de entrar...
- E o que tem isso, falou desrespeitosamente e mal-criado. Se eu quiser não irei à aula.
- Você não pode faltar, falou sua mãe com doçura, é dia de sabatina de matemática...
- Está bem, mãezinha, sovou por isso, do contrário não iria, falou com ar “mandão”, desafiando a paciência de sua mãe.
Mal lavou o rosto e escovou os dentes, sem tomar café, e saiu correndo.
ILUSTRAÇÃO Nº 02


À porta da casa, lá estava sua mãezinha, com o dinheiro necessário para ele comprar uma merenda na padaria do Sr. José.
INTERFERÊNCIA: O evangelizador(a) perguntará às crianças:
Com a má-criação demonstrada no trato com a sua carinhosa mãe, Pedrinho, naquele momento, estava com a consciência feliz ou “pesada” de remorsos?
(deixar as crianças opinarem, dialogando com a classe)
ILUSTRAÇÃO Nº 03


Entrou como um pé-de-vento na padaria do Sr. José, e pediu um pão-doce com manteiga, que era o de sua preferência.
Recebeu o pão e estendeu o dinheiro... Entretanto, nesse exato momento, o Sr. José foi chamado ao telefone, não lhe dando oportunidade de reembolsá-lo.
Atrasado, Pedrinho foi embora sem pagar, resmungando: não quer receber, melhor para mim.
INTERFERÊNCIA: o evangelizador(a) perguntará:
Com essa atitude, Pedrinho, sem pagar o pão, ficou com a sua consciência “leve” ou “inquieta”?
(Dialogar com as crianças)
ILUSTRAÇÃO Nº 04


Durante a aula de aritmética, a consciência de Pedrinho, vez por outra, lembrava-lhe que deveria ter pagado o pão-doce, além de acusá-lo pelo maltrato para com a sua carinhosa mãe.
Talvez por isso, quando foi chamado por sua delicada mestra para ir ao quadro-de-giz, respondeu irritado que não estava com vontade de fazer nenhuma demonstração para a classe.
Compreensiva, a professora ficou calma, aguardando oportunidade para se entender com Pedrinho.
ILUSTRAÇÃO Nº 05


No final da aula, quando a mestra marcou problemas para serem resolvidos em casa, para toda a classe, sobrecarregou Pedrinho com mais cinco problemas, a fim de compensar os que ele não quis fazer no quadro.
Todos saíram, mas Pedrinho ficou sentado na sua carteira.
Enquanto a bondosa professora dava os últimos retoques na sua volumosa pasta, Pedrinho foi chegando de mansinho e falou:
- A senhora pode me perdoar? Eu hoje acordei muito atabalhoado!
- Como não, Pedrinho! Você está desculpado, não se preocupe, disse a bondosa mestra, abraçando-o com sincera afeição.
INTERFERÊNCIA
Temos dois momentos distintos na consciência de Pedrinho! Vocês não acharam?
- Quando se recusou a ir ao quadro-de-giz, como o seu pensamento interior estava? (dialogar).
Por outro lado, arrependeu-se e pediu perdão à mestra, não foi assim?
Como estava a consciência do Pedrinho nas duas situações? (dialogar).
ILUSTRAÇÃO Nº 06 – novamente na padaria.

Assim que saiu da Escola, Pedrinho lembrou-se, imediatamente, do ocorrido na padaria e procurou o Sr. José, explicando-lhe porque não pagou o pão-doce que adquiriu dele mesmo, pela manhã. Por isso, Sr. José, agora venho pagar-lhe.
O padeiro, muito admirado do gesto corajoso e honesto do Pedrinho, recebeu o dinheiro, mas, antes de lhe dar o troco, deu a volta no balcão para ir abraçar e cumprimentar o Pedrinho pela atitude honesta.
INTERFERÊNCIA
Diante da atitude honesta e corajosa de Pedrinho, confessando-se devedor e se apresentando, espontaneamente, para pagar o pão, como estava a sua consciência? Em que situação? Tranqüila, aliviado, como? (dialogar).
ILUSTRAÇÃO Nº 07 – De volta ao lar:


Radiante de alegria, Pedrinho entrou em sua, sentindo ainda as vibrações de fraternidade iluminada dos dois abraços recebidos de sua mestra e do Sr. José, quando reparou os desacertos para com essas duas criaturas.
Por isso, se sentia feliz, como que abençoado por dentro.
Nesse estado de espírito, procurou sua mãe e lhe contou os sucessos do dia, sem omitir nada, num relato amplo, honesto e simples.
Foi o que bastou para receber os cumprimentos afetuosos de sua querida mãe, através de um abraço carinhoso, de quem sente que o filho está aceitando e praticando, como pode os ensinos de Jesus, com o objetivo de se aperfeiçoar espiritualmente.
ILUSTRAÇÃO Nº 08 – Abraçado à sua mãezinha:



Carinhosamente, Pedrinho, ainda abraçado à sua mãe, falou-lhe: Mãe, desculpe-me pelo que lhe fiz de manhã, ferindo-a com as minhas palavras...
- Como perdoar ou desculpar, meu filho, se não me sinto, nem nunca me senti ferida por você?!
Beijando-a feliz, Pedrinho lhe falou:
- Mãe, vou começar a fazer os meus deveres escolares, tenho dobrados problemas de matemática para resolver...
INTERFERÊNCIA:
Crianças, com a consciência lavada e iluminada, Pedrinho terminou o seu dia em qual situação espiritual? (dialogar).
FIM
*Conteúdo retirado da apostila AME ciclo B

27 de julho de 2009

Quadrinhos - André Luiz

QUADRINHOS - ANDRÉ LUIZ
Faixa etária: 7 a 10 anos






Esses quadrinhos são de minha autoria, peço que a preservem.

Simone Anastácio

18 de julho de 2009

História - Sermão aos pássaros

História
Sermão aos Pássaros


(Do Livro das Virtudes para Crianças, p. 66-67)

São Francisco era muito amável e afetuoso, não apenas com os homens, mas com todas as criaturas vivas. Referia-se aos pássaros como seus irmãozinhos alados e não tolerava vê-los sofrer. Na época do Natal, espalhava farelos de pão perto das árvores para que eles pudessem festejar também. Numa ocasião, quando um menino lhe deu um casal de pombas que havia capturado, São Francisco construiu-lhes um ninho onde a fêmea pôde por seus ovos. O tempo foi passando e os ovos chocaram, gerando uma linda ninhada. As pombinhas eram tão mansas, que pousavam nos ombros de São Francisco e comiam diretamente de sua mão. Contam-se muitas histórias acerca do grande amor e compaixão desse homem pelas receosas criaturas dos campos e das florestas.
Um dia, enquanto caminhava pelos bosques, os pássaros levantaram vôo das árvores onde se encontravam e foram até ele para cumprimentá-lo. Entoaram os trinados mais encantadores para demonstrar seu afeto. E ao perceberem que ele iria falar-lhes,pousaram na relva para escutá-lo.
- Ó lindos passarinhos! Eu amo todos vocês, pois são meus irmãozinhos alados.
Deixem-me dizer-lhes uma coisa, meus queridos irmãozinhos: vocês devem sempre amar e respeitar a Deus.
- Pois vejam o que Ele lhes dá: asas para cruzarem os ares. Dá-lhes roupagem protetora e bela. Dá-lhes o ar para nele se movimentarem e dele fazerem sua morada.
- E pensem nisso, irmãozinhos: vocês não precisam plantar nem colher, pois Deus lhes dá o alimento. Dá-lhes os rios e córregos, cujas águas podem beber. Dá-lhes as montanhas e os vales, onde podem repousar. Dá-lhes as árvores, onde vocês podem construir seus ninhos.
- Não trabalham a terra nem o tear; Deus cuida de vocês e de seus filhotes. Deve ser, então, porque Ele ama vocês. Portanto, não sejam ingratos; cantem em seu louvor e agradeçam Sua caridade.
Nesse momento, parou de falar e observou ao redor de si. Todos os pássaros saltaram alegres. Abriram as asas e os bicos para demonstrar que haviam entendido suas palavras.
E depois de receberem a bênção do santo, fizeram ouvir seus trinados; e a floresta inteira encheu-se de alegria e júbilo com o maravilhoso canto dos pássaros.
(Tradução de Ricardo Silveira)

São Francisco nasceu na segunda metade do século XII em Assis, na Itália. Fundador da ordem dos Franciscanos, é admirado até hoje por sua vida simples e despojada, seu amor pela paz e respeito por todas as criaturas vivas. Esta é uma das histórias mais famosas a seu respeito.

“...recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade, e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução (...)”
(do livro “Ave Cristo”, de F. C. Xavier/Emmanuel).
*Desconheço a autoria

10 de julho de 2009

Aula - Parábolas que Jesus contou

PLANO DE AULA
Parábolas que Jesus contou
“Parábola do Semeador”

Prece Inicial
Primeiro momento: iniciar a aula colocando no quadro nove traços e solicitar aos evangelizandos que digam letras, até formarem o assunto que será tratado na aula.
Segundo momento: explicar o que significa a palavra parábola e porque Jesus se utilizava delas para ensinar ao povo.
Parábolas são as histórias que Jesus contava, eram pequenas histórias que continham ensinamentos morais. Jesus as utilizava para que as pessoas entendessem e guardassem no coração os ensinamentos. Através delas eram ditas verdades, que de outra maneira não seriam escutadas nem entendidas pelas pessoas da época. São feitas comparações com acontecimentos da vida cotidiana; uma forma de facilitar a compreensão das coisas espirituais.
Terceiro momento: contar a parábola do semeador, utilizando-se de recursos visuais.
A PARÁBOLA DO SEMEADOR
Nosso Senhor Jesus saiu cedo de casa naquele dia, assentou-se enquanto uma multidão se reuniu perto dele ouvindo – o falar:
“Certo dia um homem do campo pôs-se a semear. Jogou as sementes na terra e um pouco caiu no caminho, e logo vieram os passarinhos e as comeram.
Outras sementes caíram no meio das pedras, onde havia pouca terra. As sementes brotaram logo, mas não tinham raízes profundas e o sol forte as secou.

Outras sementes caíram entre espinhos, e elas não puderam crescer e morreram, pois os espinhos as sufocaram.
Por fim, as últimas sementes que lançou caíram em terra boa e fértil. E cada uma dessas sementes cresceu e tornou-se frutíferas, chegando a produzir trinta, sessenta e até cem frutos.”
EXPLICAÇÃO
Então, os amigos de Jesus pediram que Ele explicasse o que a história do semeador queria dizer.
"O semeador da história é Ele, Jesus. As sementes são suas palavras, seus ensinamentos. O solo ou a terra são as pessoas que são umas diferentes das outras como o solo em que as sementes caíram.
Há pessoas que são semelhantes às sementes que Jesus referiu-se na parábola:
As primeiras sementes que caíram no caminho e os passarinhos comeram, essas representam as pessoas que não compreendem a palavra de Jesus e não dão importância para o que Ele diz. Então, suas palavras (sementes) ficam jogadas, esquecidas em seus corações (no solo) e vem o tempo (os pássaros) e as levam. Assim como os passarinhos que vêm comer as sementes, as más ações dessas pessoas fazem com que a palavra de Jesus não esteja no coração delas.
As sementes que caíram no meio das pedras representam as pessoas que ouvem, admiram-se, acham muito bonito, mas logo que aparece um obstáculo ou uma dificuldade, elas desistem e abandonam suas palavras. Ainda tem o coração muito endurecido.
As sementes que caíram no meio dos espinhos e ficaram sufocadas representam as pessoas que estão sufocadas por preocupações, ocupadas em fazer conquistas materiais, ganhar dinheiro, as vezes tentam seguir os exemplos de Jesus, mas são muito egoístas, não conseguem repartir, não entendem a fraternidade.

Quanto às sementes que caíram em terra boa, elas representam as pessoas que tem vontade e esforçam-se em seguir as palavras de Jesus e as praticam. Nessas pessoas as palavras de Jesus dão muitos frutos, é considerada a “terra fértil que produz”."

Com essa história, que possamos ser semelhante ao semeador, e também, como o solo fértil, bons de coração, seguindo e vivendo os ensinamentos e exemplos que nos deu nosso Divino Mestre, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Meus amiguinhos, os ensinamentos de Jesus são sementes. É só plantar em nossos corações e cuidar para que cresçam e se transformem em belas árvores de amor. Vamos procurar ser em nossa vida diária, como o semeador da parábola, isto é, semearmos as boas palavras, os bons pensamentos, as boas ações. E não importa se não forem bem recebidos ou aceitos pelos seus amigos. Não importa se te acharem “careta”. Continuemos a boa semeadura.
Então, crianças, vamos começar a preparar os nossos corações para conseguirmos produzir e colher os frutos do perdão, da amizade, da compreensão e da fraternidade?
Quarto momento: Contar a história a seguir.

A Colheita

Cuca gostava muito de ir às aulas de evangelização espírita e ouvir as lindas histórias de Jesus.
Cuca pensava... Como são lindas as parábolas de Jesus!
Repetia tudo o que ia aprendendo para seus amigos e amigas.
Certo dia, quando voltava da escola, encontrou seu amigo Kiko.
- Olá, Kiko, como vai?
- Tudo bem, Guga.
Com muito entusiasmo, foi logo dizendo o que havia aprendido na escola de evangelização espírita.
- Hoje aprendi mais uma coisa muito importante, Kiko.
- O que, Cuca? Estou curioso para saber.
Toda orgulhosa, Cuca explicou:
- Aprendi que Jesus, há dois mil anos, nos trouxe ensinamentos valiosos para sermos felizes.
- Nossa! E como a gente faz para ser feliz, Cuca?
- É fácil – disse Cuca, despreocupada. – Basta perdoarmos as ofensas, amando todos como irmãos, entendo suas fraquezas.
- Que ensinamento importante, Cuca!
- Vou escrevê-lo no papel para esquecer nunca.
- Tchau, cuca, agora preciso ir.
- Tchau, kiko, na próxima semana eu lhe conto outra lição de Jesus.
Um dia, logo depois da aula, cuca chegou em casa e viu seu quarto todo desarrumado. Ficou furiosa e foi logo gritando:
- Quem foi que fez essa bagunça?!!
- A mãe de cuca explicou com paciência que a irmãzinha havia começado a andar e que, por curiosidade natural, remexeu em suas coisas. Não adiantou. Cuca saiu gritando e reclamando da irmãzinha.
No mesmo instante, Kiko, que estava passando em frente à casa, vê Cuca aos berros.
- O que aconteceu, Cuca?
- A minha irmãzinha bagunçou todo o meu quarto!
- Não estou entendendo, cuca: não foi você que me falou sobre a felicidade que Jesus ensinou a buscar, com o amor aos nossos irmãos?
Cuca ficou sem graça, sem saber o que dizer. Imediatamente lembrou-se da Parábola do Semeador, que um dia ouviu. Entendeu que seu coração ainda era como o solo dominado pelos espinhos do egoísmo. Percebeu então que, para a semente da compreensão brotar, devia trabalhar muito, todos os dias, vigiando através da prece.
- É, Kiko, é mais fácil falar do que fazer – disse cuca, desapontada consigo mesma.
- Tudo bem, cuca, o importante é não desistir nunca. Vamos fazer nossas preces e vigiar sempre.

Tânia Amaral
Quinto momento: Atividade escrita.
Prece Final

Fonte de pesquisa:
Mateus – Cap. 13: 1,9; Parábolas que Jesus contou - Antonio Matte Noroefé; Brincando e Aprendendo o Espiritismo – vol. 4.
*Gravuras do site Vera Stefanello