13 de abril de 2011

Aula - O Consolador

AULA O CONSOLADOR

Objetivos da aula: conscientizar os evangelizandos de que O Espiritismo encerra todas as condições do Consolador que Jesus prometeu. Não é uma doutrina individual, nem de concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador.


É fruto do ensino coletivo dos Espíritos superiores, ensino a que preside o Espírito de Verdade e que assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução” e para isso devemos vivenciá-lo em nosso dia-a-dia para nos tornarmos pessoas melhores, ou seja, mais evoluídos.



Prece inicial


Primeiro momento: questionar, aguardar as respostas. Deixar em aberto, para mais tarde (quinto momento), complementar as respostas.


Definam a palavra "CONSOLADOR". Aquele que consola, anima, conforta, dá esperança. Quem é o Consolador prometido por Jesus? O Espiritismo.


O que já sabem sobre o Espiritismo? Foi ditado por diversos Espíritos e codificado (organizado) por Allan Kardec, que fez perguntas e organizou as respostas em cinco obras.


Quais são essas obras? O Livro dos Espíritos, O Livros dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese.


Por que motivo o Espiritismo se apresenta como o Consolador prometido por Jesus? A revelação cristã sucedeu à revelação mosaica, e a revelação dos Espíritos veio completá-la. O Espiritismo é, segundo afirmam os Espíritos superiores, o Consolador prometido pelo Cristo. E ele, de fato, preenche integralmente as condições mencionadas na promessa do Cristo, visto que:


1º - procura lembrar-nos o que Jesus ensinou;


2º - ensina-nos muitas coisas que o Evangelho não pôde explicar adequadamente;


3º - consola e conforta os que sofrem ao mostrar-lhes a causa e a finalidade dos sofrimentos humanos.


* Proporcionar um momento para diálogo sobre os questionamentos em pauta, salientando que:


O Espiritismo é a Terceira Revelação: O Consolador Prometido por Jesus.


"Se vós me amais, guardai meus mandamentos; e eu pedirei a meu Pai, e ele vos enviará um outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: - O Espírito de Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê e não o conhece. Mas quanto a vós, vós o conhecereis porque permanecerá convosco e estará em vós. Mas o consolador, que é o Santo-Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará relembrar de tudo aquilo que eu vos tenha dito." Jesus (João,cap. XIV. V.15, 16,17,26) *O Evangelho Segundo o Espiritismo*


Referindo-se ao Consolador que o Pai enviaria em seu nome, Jesus disse que ele teria a finalidade de ensinar novas coisas, que ele não pôde ensinar àquele tempo, por falta de evolução das criaturas.


Deveria, também, o Consolador relembrar os seus ensinamentos. Com essas palavras, Jesus proclamava a necessidade da REENCARNAÇÃO para que os homens se preparassem devidamente, a fim de receberem esses novos ensinamentos. Assim, nós mesmos e muitos outros Espíritos, somos os mesmos homens daquela época, reencarnados, aproveitando o progresso social, com a inteligência mais desenvolvida, possibilitando-nos compreender o que o Espiritismo ensina.


Dessa forma, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba de onde vem, para onde vai e por que está na Terra. O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos das pessoas, porque fala sem figuras ocultas, nem alegorias, esclarecendo com lógica e bom senso.


"O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo." Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo.


"O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil." Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo.


"O Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível." Allan Kardec - O Livro dos Espíritos.



Segundo momento - exposição dialogada:


Os Três Aspectos da Doutrina Espírita são: Religião - Filosofia - Ciência.



Características da Doutrina Espírita:


• É revelação divina e obra de cooperação dos Espíritos encarnados e desencarnados.


• Impessoal: não é fruto da revelação de um só Espírito e nem trabalho de um só homem.


• Complementar: complementa as duas primeiras revelações.


• Progressiva: ela jamais dirá a última palavra.



Os princípios da Doutrina Espírita são:


• Deus é o Criador;


• Espírito e Matéria são os elementos da Criação;


• Existência dos Espíritos;


• Imortalidade da Alma;


• Comunicação entre o Plano Material e o Plano Espiritual;


• Reencarnação;


• Evolução moral e intelectual dos Espíritos;


• Lei de Causa e Efeito.



Obras Básicas da Doutrina Espírita:


• O Livro dos Espíritos, publicado em 1857;


• O Livro dos Médiuns, publicado em 1861;


• O Evangelho Segundo o Espiritismo, publicado em 1864;


• O Céu e o Inferno, publicado em 1865 e


• A Gênese, publicado em 1868.



O que a Doutrina Espírita nos esclarece:


• Quem somos?


• Antes de nascer, o que éramos?


• Depois da morte física, o que seremos?


• Por que estamos neste mundo?


• Por que algumas pessoas sofrem mais que outras?


• Por que a riqueza e a pobreza?


• Por que a saúde e a doença?


• De onde vêm as nossas tendências, boas ou más?


• Por que os vícios?


• De onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos?



Obs.: o evangelizador poderá fazer os questionamentos acima e ir elucidando um a um, sempre buscando participação dos evangelizandos, fazendo com que eles busquem as respostas de acordo com seus conhecimentos de aulas passadas, proporcionando assim um diálogo em grupo.


Os termos Espírita e Espiritismo foram criados por Allan Kardec.


Espírita é o nome dado aos adeptos do Espiritismo ou Doutrina Espírita.



Terceiro momento: propor a leitura em grupo do texto Jesus e Allan Kardec, sugerindo que cada evangelizando, após a leitura, faça uma análise do que leu. O evangelizador devera auxiliar, caso haja necessidade.



Obs.: perguntar aos evangelizandos se já viram homens trabalhando na rede elétrica da cidade, pegando nos fios que, necessariamente, deverão estar desligados. Por certo responderão afirmativamente. A seguir, perguntar se o trabalho deles seria possível se não acreditassem nas pessoas encarregadas de ligar e desligar a força. Em seguida, chamar a atenção para o fato de todos termos confiança, pois acreditamos no motorista do ônibus, do táxi, no piloto do avião, no médico que nos opera, no cozinheiro do restaurante. Confiamos porque sabemos que são pessoas preparadas para essas funções. Depois mostrar-lhes que a nossa confiança, nossa crença vai aumentando, à medida que vamos compreendendo as coisas. Finalmente, levar as crianças a concluírem que ninguém vive sem crer e que crença é fé.



Tão extremamente identificado com o Mestre Divino surge o Apóstolo da Codificação, que os augustos mensageiros, que lhe supervisionaram a obra, foram positivos nesta síntese que recolhemos da resposta à pergunta número 627, em "O Livro dos Espíritos":



- "Estamos incumbidos de preparar o Reino do Bem que Jesus anunciou." (Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, Espírito Emmanuel)



Quarto momento: fazer a leitura da questão nº 627 de O Livro dos Espíritos e em seguida fazer uma análise da sua resposta juntamente com os evangelizandos.



Quinto momento: fazer algumas das perguntas do primeiro momento novamente.



Sexto momento: distribuir uma ou mais das sugestões de atividades abaixo e após fazer a correção em conjunto com os evangelizandos



Prece de encerramento


* * *



Os Três Aspectos da Doutrina Espírita



Religião: compreende as consequências morais decorrentes de tais ensinamentos, objetivando o "reencontro" do homem com Deus. Estabelece, como princípio maior da religião, que "Fora da Caridade não há salvação".



Filosofia: ensina noções mais aprofundadas a respeito de Deus, do Universo, dos homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. Ensina, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo de nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento. Resume todos estes pontos na frase: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei." (Esta frase é atribuída a Allan Kardec).



Ciência: estuda os fenômenos mediúnicos e as relações que se podem estabelecer com os Espíritos. Ensina que "A fé sólida é aquela que pode encarar a razão face a face."



Jesus e Allan Kardec


Ante a Revelação Divina, assevera Jesus: - "Eu não vim destruir a Lei." E reafirma Allan Kardec: - "Também o Espiritismo diz: - não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução." Perante a grandeza da vida, exclama o Divino Mestre: - "Há muitas moradas na casa de meu Pai."


E Allan Kardec acentua: - "A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos Espíritos, que neles reencarnam, moradas correspondentes ao adiantamento que lhes é próprio."


Exalçando a lei de amor que rege o destino de todas as criaturas, advertiu-nos o Senhor:


- "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."


E Allan Kardec proclama: - "Fora da caridade não há salvação."


Destacando a necessidade de progresso para o conhecimento e para a virtude, recomenda o Cristo: - "Não oculteis a candeia sob o alqueire."


E Allan Kardec acrescenta: - "Para ser proveitosa, tem a fé que ser ativa; não deve entorpecer-se."


Enaltecendo o imperativo do esforço próprio, sentencia o Senhor: - "Buscai e achareis."


E Allan Kardec dispõe: - "Ajuda a ti mesmo que o Céu te ajudará."


Salientando o impositivo da educação, disse o Excelso Orientador: - "Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai Celestial."


E Allan Kardec adiciona: - "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más."


Enaltecendo o espírito de serviço, notificou o eterno amigo: - "Meu Pai trabalha até hoje e eu trabalho também."


E Allan Kardec confirma: - "Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho corpóreo, seus membros ter-se-iam atrofiado, e, se houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu Espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal."


Louvando a responsabilidade, ponderou o senhor: - "Muito se pedirá a quem muito recebeu."


E Allan Kardec conclui: - "Aos espíritas muito será pedido, porque muito hão recebido."


Exaltando a filosofia da evolução, através das existências numerosas que nos aperfeiçoam o ser, na reencarnação necessária, esclarece o Instrutor sublime: - "Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo."


E Allan Kardec conclama: - "Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."


Consagrando a elevada missão da verdadeira ciência, avisa o Mestre dos mestres: - "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres."


E Allan Kardec enuncia: - "Fé inabalável só aquela que pode encarar a razão face a face."



Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/


12 de abril de 2011

Aula - Evolução Moral

AULA

EVOLUÇÃO MORAL


OBJETIVO:

Levar os evangelizandos a compreenderem que a perfeição é o grande objetivo do Espírito e se processa, naturalmente, com a subida de vários degraus evolutivos; e que quem evolui, renova-se para o bem, transforma-se para melhor.

l. DINÂMICA/ATIVIDADE INTRODUTÓRIA MOTIVADORA

Construção de painel, pelos jovens, com desenhos representativos de todas as etapas da evolução da Terra.

Esquema da Evolução do Planeta (Segundo Walter Oliveira Alves)

... matéria se desprende da nebulosa solar...

... surge o Sol...

... são formados os Planetas e a Terra...

... a Terra em meio a vapores aquosos e descargas elétricas...

... é formada a crosta solidificada, em contato com o frio do Espaço...

... grandes tempestades e melhoria gradual do ambiente...

... a luz solar invade a Terra...

... a pressão atmosférica e a temperatura permitem o surgimento da Vida...

... Jesus envia uma nuvem de forças cósmicas...

... a Terra passa por um período de repouso...

... surge, na crosta e no fundo dos oceanos, um elemento viscoso...

... nasce o protoplasma, germe sagrado dos primeiros homens...

... surgem os primeiros habitantes da Terra: células albuminóides, amebas e organizações unicelulares...

... tais organizações unicelulares, isoladas e livres, multiplicam-se prodigiosamente nos oceanos (possuíam apenas o tato)...

... formam-se organismos mais complexos...

... nos oceanos, o reino vegetal e animal se confundem, sem forma individual...

... as plantas buscam a luz do Sol...

... o vento espalha as sementes das plantas, que germinam, formando as grandes vegetações...

... com as grandes vegetações, há o aumento do oxigênio da superfície...

... há o favorecimento da saída dos primeiros animais: os anfíbios...

... os anfíbios adquirem, evolutivamente, pulmões e patas (sua reprodução ainda se dá na água)...

... há o surgimento dos primeiros répteis, que punham ovos em terra...

... diferentes formas surgem – gigantescos dinossauros e seres voadores de grande porte...

... os trabalhadores do Cristo operam na evolução das espécies...

... desaparecem os animais monstruosos...

... surgem os primeiros mamíferos (há 70 milhões de anos, segundo a Ciência)

... evolução para aparecimento dos primeiros antropóides (período terciário)...

... passagem do reino animal para o humano, fora da crosta terrestre, em esferas apropriadas e condições especiais...

... os antropóides das cavernas espalham-se, aos grupos, pela superfície do Globo...

... definitiva transição no corpo perispiritual preexistente, dos homens primitivos...

... surgimento dos primeiros selvagens de compleição melhorada...

... primeiros homens usam ferramentas primitivas (ossos de animais e pedras afiadas)...

... primeiros homens aprimoram as primeiras ferramentas...

... aprendem a usar o fogo e a caçar animais de grande porte...

... aprendem a se comunicar através da fala...

... nômades, sem habitação fixa, em cavernas, alimentam-se da caça e da coleta de frutos...

... aprendem a plantar cereais e a cultivar frutas (surge a agricultura)...

... começam a domesticar certos animais – surge a pecuária...

... a Terra recebe os exilados de Capela, que reencarnam no meio das raças primitivas...

... Jesus os orienta a trabalharem no Bem para regenerarem-se...

... os exilados de Capela formam quatro grandes civilizações: egípcios, hebreus, hindus e arianos.

2. DESENVOLVIMENTO DO CONTEÚDO

2.1 O processo evolutivo do ser humano, no plano físico e no espiritual, obedece, em tese a quatro fatores essenciais, a saber: a) compreensão da necessidade de mudar; b) conjugação da boa-vontade, do esforço e da perseverança; c) firme deliberação de estabilizar a “mudança”; e d) propósito de não retroceder na atitude mental superior, a fim de que se verticalize, em definitivo, o processo de renovação. Enquanto o homem não compreender, e ele próprio sentir a necessidade de mudar, não sairá das linhas horizontais da acomodação e das promessas.” (O Pensamento de Emmanuel, Cap. 8).

2.2 A marcha dos Espíritos é progressiva, jamais retrógrada. Eles se elevam gradualmente na hierarquia e não descem da categoria a que ascenderam. (L.E., Questão 194).

2.3 Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reine a concórdia, a paz, a fraternidade. (A Gênese, Cap. XVIII, item 19).

2.4 A aquisição de qualidades nobres é a glória infalível do esforço. (Jesus no Lar)

2.5 A escala do progresso é sublime e infinita. (...) O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é razão. O anjo é divindade. Busquemos reconhecer a infinidade de laços que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos em nosso íntimo o santuário eterno da fraternidade universal. (O Consolador, Questão 79).

2.6 As aquisições de cada indivíduo resultam da lei do esforço próprio no caminho ilimitado da Criação, destacando-se daí as mais diversas posições evolutivas da criatura e compreendendo-se que tempo e espaço são laboratórios divinos, onde todos os princípios da vida são submetidos às experiências do aperfeiçoamento, de modo que cada um deva a si mesmo todas as realizações, no dia de aquisição dos mais altos valores da vida. (O Consolador, Questão 86).

2.7 O sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita. No círculo acanhado do orbe terrestre, ambos sã o classificados como adiantamento moral e adiantamento intelectual (...), devemos reconhecer que ambos são imprescindíveis ao progresso, sendo justo, porém, considerar a superioridade do primeiro sobre o segundo, porquanto a parte intelectual sem a moral pode oferecer numerosas perspectivas de queda, na repetição das experiências, enquanto que o avanço moral jamais será excessivo, representando o núcleo mais importante das energias evolutivas. (O Consolador, Questão 204).

2.8 O conhecimento de si mesmo (...) é a chave do progresso individual. (L.E., Questão 919)

2.9 O Espírito prova sua evolução quando todos os atos de sua vida corporal são a prática da lei de Deus e quando compreende, por antecipação, a vida espiritual. (L.E., Questão 918)

2.10 O homem se desenvolve, ele mesmo, naturalmente. Mas, nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma forma; é então que os mais avançados ajudam o progresso dos outros, pelo contato social. (L.E., Questão 779)

2.11 O orgulho e o egoísmo são os maiores obstáculos ao progresso moral. (L.E., Questão 785)

2.12 O objetivo da Reencarnação é... “Expiação, aprimoramento progressivo da Humanidade, sem o que, onde estaria a justiça?” (L.E., Questão 167)

2.13 A alma que não alcançou a perfeição na vida corpórea acaba de depurar-se suportando a prova de uma nova existência. (L.E., Questão 166)

2.14 Os Espíritos não podem degenerar. À medida que avançam, compreendem o que os distancia da perfeição. Quando o Espírito finda uma prova, fica com o conhecimento que não esquece mais. Pode permanecer estacionário, mas não retrograda. (L.E., Questão 118)

2.15 Todos nós, crianças, jovens e adultos, somos Espíritos em evolução, que renascemos na Terra com o objetivo de evoluir, desenvolver nosso potencial interior, corrigir erros do passado, superar defeitos e, pouco a pouco, vibrar em sintonia com as Leis Universais. (Walter de Oliveira Alves, Educação do Espírito, Cap. 1)

2.16 (...) Nosso Globo, como tudo o que existe, está submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Esses progressos se realizam paralelamente. Fisicamente (...), por transformações que a ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente (...), pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. (A Gênese, Cap. XVIII, Item 2)

2.17 A evolução dá-se individual e coletivamente. O indivíduo melhorado colabora para o progresso da coletividade. Exemplos de vultos históricos que colaboraram para o progresso da Humanidade: Luís Pasteur, Osvaldo Cruz, Jean Piaget, Maria Montessori, Pestalozzi, Graham Bell, Santos Dumont, Albert Sabin, Einstein, Gandhi, Jesus Cristo, Bezerra de Menezes...

2.18 Resumo de Conteúdo, traçando paralelo com aulas anteriores:

O HOMEM DE BEM

Jesus disse: “Sede perfeitos, como vosso Pai Celestial é perfeito.”

AS LEIS MORAIS

Diz a Lei de Progresso que “somos seres perfectíveis. Se desejarmos alcançar a felicidade, devemos buscar o nosso aprimoramento moral e intelectual, além de uma compreensão mais ampla dos mecanismos da vida e de nossa posição no Universo.

LIVRE ARBÍTRIO

O livre arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo, que amadurece e evolui. (L.E., Questões 122 e 844). Segundo usam o seu Livre Arbítrio, os homens progridem mais ou menos rapidamente em inteligência quanto em moralidade. (L.E., Questão 127)

CARIDADE

Amemo-nos uns aos outros e façamos a outrem o que quereríamos que nos fosse feito. Toda a religião, toda a moral se encontram encerradas nestes dois preceitos; se fossem seguidos nesse mundo, seríeis todos perfeitos. (E.S.E., Cap. XIII, Item 9)

2.19 O princípio espiritual, desde o momento da criação, caminha incessantemente para frente. Embora com o apoio das inteligências superiores (Jesus e outros Espíritos de Luz), cada Espírito evolui através do esforço próprio, com o trabalho de si mesmo. O mecanismo da evolução é AÇÃO, ATIVIDADE, TRABALHO. Tudo no Universo é ação, dinamismo, movimento. Somos Espíritos em evolução e evoluímos pela atividade, pelo esforço próprio, pela ação e pelo trabalho e não ouvindo passivamente aulas teóricas.

2.20 Somos Espíritos que retornamos às lides da Terra para nova etapa evolutiva, trazendo imensa bagagem de nosso passado milenar. Quantas existências já tivemos? Por quais civilizações já vivemos? Que sentimentos já desenvolvemos nos passado? Sentimentos nobres, ideais elevados, vícios depreciativos? Nessa romagem evolutiva, através dos milênios, de encarnação em encarnação, de experiência em experiência, nos aperfeiçoamos e progredimos. Mas até onde iremos?

3. FIXAÇÃO DO CONTEÚDO/AVALIAÇÃO

Laboratório de estória. Os jovens deverão criar, a partir do conteúdo desenvolvido a estória de um homem em processo evolutivo, mencionando as diversas fases por ele enfrentadas, bem como as dificuldades encontradas pelo caminho (internas/próprias ou externas/do meio onde vive). Deverão, ainda, construir cartaz(es) onde seja possível a visualização da evolução da personagem principal da estória.

4. PRECE DO EVANGELIZANDO

* Desconheço a fonte ou a autoria.

11 de abril de 2011

Aula - Pensamentos

PLANO DE AULA

PENSAMENTOS

Objetivo: Levar as crianças a perceberem que é pelo pensamento que nós criamos o ambiente favorável ou desfavorável que nos perturba ou garante a paz e harmonia.

Prece inicial

Canções para harmonizar

Bibliografia: Programa de Evangelização da União Espírita Mineira; Pensamento e vida – Chico Xavier/ Emmanuel; SITE Seara do Mestre.

Primeiro momento: Hoje vamos falar da importância dos nossos pensamentos e sentimentos e como eles são responsáveis pelo nosso estado de felicidade e infelicidade.

Segundo momento: Atividade de observação e reflexão

Objetivo: Possibilita a reflexão sobre os próprios sentimentos, de modo que sejam trabalhados com vistas ao nosso progresso espiritual.

Tempo de aplicação: Cerca de 15 minutos.

Material: papel celofane (preto, vermelho, amarelo, azul, transparente).

Desenvolvimento:

1. Distribuir aos evangelizando pedaços de papel celofane, em formato de coração, de diversas cores.

2. Pedir que eles andem pela sala, olhando através do papel colorido, dizendo baixinho como se sentem, olhando o mundo através daquela cor.

3. Após alguns minutos, as crianças devem trocar os pedaços de papel com os colegas, diversas vezes, até que todos tenham observado a sala com todas as cores de papel.


Terceiro momento: Indagar aos evangelizando:

Enxergaram bem com todas as cores? Era mais fácil de ver com alguma cor? Por quê?
Com qual cor gostaram mais? Por quê?


Após ajudar os alunos a concluir que é difícil enxergar através do preto, que tudo parecia triste; que através do amarelo as coisas pareciam ter cores
que não possuem; que quanto mais escura a cor (vermelho, azul), mais difícil de ver; que através do papel celofane transparente era possível perceber melhor os objetos, os outros papéis coloridos e a expressão dos colegas.

A idéia é comparar as cores com os sentimentos que temos: preto – tristeza, negatividade; vermelho - raiva; azul - calma; transparente - paz, harmonia; amarelo – alegria.

Explicar que os papéis celofanes são em forma de coração simbolizando que cada pessoa vê a vida e o mundo conforme os sentimentos que
possui. Por isso as pessoas percebem de diferentes maneiras as mesmas coisas, como se cada uma olhasse através de uma folha colorida diferente.


Quarto momento:

O que é preciso fazer para mudar sentimentos negativos no coração? Esperar até que respondam que é preciso mudar os pensamentos, então explicar que mudando a forma de pensar mudamos nossos sentimentos.

Como sentimos vemos a vida e as pessoas, se somos rancorosos, egoístas, orgulhosos e muito egoístas veremos e sentiremos o mundo as pessoas assim e nos tornaremos pessoas infelizes de difícil convivência, poucos se aproximam de nós. E, se ao contrário, alegres, generosos, compreensíveis com as pessoas e as situações, humildes, serenos, somos pessoas felizes, pois o que pensamos estamos sentindo e isso influencia os outros a nossa volta, sabem como? Nossos pensamentos são como nuvens, eles ficam em torno de nós como as nuvens no céu.

Não vemos com nossos olhos físicos esses pensamentos, essas idéias que formamos, mas percebemos com nossos olhos espirituais e sentimos, pois pensamentos bons, positivos são aqueles que trazem bem-estar, simpatia e já os ruins trazem sensações ruins e desagradáveis àqueles que se aproximam de nós. E nós atraímos as companhias encarnadas ou desencarnadas conforme nossos pensamentos, e isso é chamado de sintonia. Se forem pensamentos bons irão se aproximar espíritos bons, caridosos que simpatizam conosco e querem nos ajudar, mas se forem pensamentos ruins e negativos irão se aproximar de nós por sintonia de pensamentos espíritos que quererão nos incentivar a praticar maus atos nos levando ao caminho mau, pelo vício.

E para manter o equilíbrio do corpo e espírito, devemos vigiar constantemente nosso pensamento. Pensamentos negativos, pessimistas trás doenças para o corpo, trás tristeza e problemas psicológicos, são como lixo: poluem a mente e o corpo, ocasionando as sensações ruins. O positivo sempre nos traz bem-estar, harmonia, saúde, disposição e alegria e é um hábito que se adquire praticando.

E dependendo de nossos pensamentos vamos ser muito felizes ou infelizes, pois os bons pensamentos são a garantia das grandes realizações.

E é através do pensamento que se originam nossas atitudes, por isso a importância dos pensamentos bons ou positivos e de vigiá-lo, como pensamos agimos (citar exemplos).

Mas como ter pensamentos bons? Como podemos mudá-los? Procurando ver sempre o lado bom das coisas, vigiarem as atitudes os comportamentos e as palavras, escolhendo coisas construtivas para fazer, leituras edificantes, brincadeiras e conversas positivas (sem fofocas, brigas, brincadeiras de guerra ou filmes de terror); estando em sintonia com a Espiritualidade Superior através da prece, sendo otimista. Perante as dificuldades devemos ter atitudes de fé e confiança em Deus, crença em si mesmo (nas capacidades que possuímos), oração e vontade de agir corretamente.

Quinto momento:

1. Distribuir quadradinhos de papéis onde estão escritos vários sentimentos (positivos e negativos).

Sugestões: perdão, paciência, harmonia, confiança, perseverança, bondade, gratidão, alegria, bom humor, sensibilidade, desapego, educação, lealdade, entusiasmo, doçura, paz, carinho, responsabilidade, fé, humildade, simplicidade, cooperação, prece, trabalho, respeito, calma, coragem, sinceridade, justiça, amor, honestidade, caridade, raiva, tristeza, injustiça, ódio, mau-humor, mentira, preguiça, briga, desconfiança, falsidade, guerra, orgulho, egoísmo, maldade, pessimismo, rancor, fofoca, inveja, ciúme.

2. Distribuir corações recortados em cartolina a cada evangelizando. Explicar aos evangelizando que o desenho representa o coração de cada um.

1) Solicitar que eles separem os sentimentos bons dos ruins, entre os papeizinhos que receberam.

2) Cada criança deverá colar o "sentimento positivo" no seu coração de cartolina.

3) Explicar que devemos cultivar estes sentimentos em nosso coração e vivenciá-los através de nossas atitudes.

4) Perguntar onde devemos guardar (ou colocar) os sentimentos ruins (os papéis que sobraram). No lixo, deve ser a resposta das crianças. Pedir que cada evangelizando coloque no lixo "os sentimentos negativos" (os papeizinhos que restaram).

5) Agora que temos espaço mental, que pensamentos legais podemos colocar nele? Pedir sugestões

Sexto momento:

Atividade escrita: cada criança deve escrever sentimentos, pensamentos, atitudes e fatos positivos e negativos em uma folha de um lado, os sentimentos positivos e do outro os negativos.

Outra: Atividade escrita: cada criança deve escrever pensamentos (folha A4 com desenho de balões pensamento) de um lado os sentimentos positivos e do outro os negativos.

PRECE FINAL

7 de abril de 2011

História - Amizade Custa Pouco





Gessy Carísio de Paula

Amizade custa pouco e vale muito... É uma verdade! Mas somente para quem usa de boa vontade! Na casinha do cachorro, lá no fundo do quintal, veio esconder um gatinho com medo do temporal! O cãozinho não gostou da sua presença ali.



Rosnou, latiu, empurrou:- Já pode sair daqui!- A minha casa é pequena, não dá espaço pra dois! Onde já se viu combinarem cão e gato!... Ora, pois!



O gatinho respondeu com um olhar lacrimoso: - Não faça isto comigo, o tempo está tão chuvoso! - Logo que tudo cessar, você fica... eu pulo o muro, muito embora já esteja ficando tudo tão escuro! - A noite cai bem depressa e os trovões estão tão fortes... Tenha paciência comigo, deixe-me ficar, não se importe!



- Está bem, disse o cãozinho, com um ar muito importante, mas chegue bem lá pro canto e que não seja implicante! E o tempo foi passando... passando... a chuva caía, caía... o vento assobiando e a enxurrada escorria...



Pela porta da casinha começou a penetrar. O cãozinho se molhando, começou a se afastar... ...mais para o fundo da casa, onde se encolheu o gatinho.


Este só olhou por baixo e continuou bem quietinho! Não tinham uma coberta, nem um trapo pra se embrulhar... O jeito era, na certa, se enroscarem pra esquentar! Vez por outra, o cãozinho abria um olho só, para ver como o gatinho tremia... Fazia dó! E a dona do cãozinho não teve nem condição de levar-lhe um agasalho ou um prato de refeição...


Acanhado, o cachorrinho foi-se chegando, chegando, ao canto onde o gatinho se encolhia, ronronando! Chegou bem humildemente e pedindo de mansinho: - Posso deitar-me aqui, ao seu lado, bem juntinho? - A chuva está tão fria e a casa toda molhada... Só restou este cantinho livre dessas poças d’água! - Venha, dou-lhe meu lugar, você é o dono da casa... Foi gentil me abrigando, logo esta chuva passa...


Na troca de gentilezas do gatinho pro cãozinho, abraçaram-se e dormiram bem juntinhos, bem quietinhos!


Amanheceu um sol lindo, sorrindo num novo dia. O gatinho espreguiçou-se e, devagarzinho, saía... Não queria acordar o cãozinho que dormia... Tão tranqüilo e sossegado... Depois agradeceria...


Ao chegar á porta, então, ouviu a voz do cãozinho: - Não se vá, fique comigo, sempre fui muito sozinho! Dividirei com você minha casa, meu cantinho, meu leite, meu cobertor, meu quintal, meu brinquedinho! O gatinho aceitou, mesmo por não ter morada... Ficava só pelos muros ou casas abandonadas!





Desde então, naquela casa, lá no fundo do quintal, ouviam-se só latidos misturados a “miaus”! Eram os dois amiguinhos, brincando de esconde-esconde, ou, fugindo pela grade, iam pro parque, bem longe! Depois voltavam alegres, caminhando lado a lado... O povo até parava ver o inusitado: Um cãozinho todo preto e um gato muito branquinho, amigos, vivendo juntos, sem rixas... bem alegrinhos! Este exemplo, meus amigos, vem dizer muito pra todos: “Vale mais uma amizade... Inimizade é para tolos!” Usou de boa vontade com Mimoso, o gatinho... Afirmando esta verdade, Totó, o negro cãozinho!


Fonte: retirada da internet


4 de abril de 2011

Aula - JESUS, o Mestre

PLANO DE AULA

TEMA: Jesus, o Mestre


01. OBJETIVO: A criança deverá sentir-se estimulada a aceitar e praticar os ensinamentos de Jesus, por reconhecê-Lo como o Mestre capaz de guiar-nos com segurança no caminho do progresso.

02. BIBLIOGRAFIA: João, 13: 13 e 14: 6; Lucas, 1: 26 a 33; LE, itens 625 a 627; ESE, I: 3, 4, 9 e 10; A Caminho da Luz (Emmanuel / Chico Xavier), caps. 1 e 12; O Evangelho por Dentro (Paulo A.Godoy), cap. “Quem é o Verbo”; O Consolador (Emmanuel / Chico Xavier), itens 282 a 291; Estudos Espíritas (Joanna de Angelis / Divaldo Franco), cap. 25; Desperte e Seja Feliz (Joanna de Angelis / Divaldo Franco), cap. 1; Ceifa de Luz (Emmanuel / Chico Xavier), cap. 50.

Material Didático: descrito na Incentivação e Figura da Fixação, retângulos de cartolina e cola.

03. AULA:
a) Incentivação Inicial: Brincadeira.
O evangelizador preparará alguma surpresa para as crianças (uma guloseima, um pequeno objeto, um cartãozinho com frase carinhosa, etc.) e esconderá a caixa que a contenha em algum lugar da sala.
Proporá aos pequenos a brincadeira “Seguir o Mestre”, assumindo ele, o evangelizador, o papel de condutor.
Explicará às crianças como se desenvolverá o jogo, dizendo-lhes que se obedecerem e seguirem as ordens do “mestre” elas alcançarão agradável surpresa (o evangelizador colocará as crianças em fila ou grupo e dará as ordens de modo que se encaminhem e encontrem a surpresa oculta).

b) Desenvolvimento: Exposição dialogada.

Desenvolver com as crianças uma conversa baseada nos seguintes itens:

- um mestre é sempre alguém que sabe mais e é capaz de ensinar a outros;

- existem mestres das mais diversas matérias: os mestres do colégio nos ensinam... (deixar que as crianças falem o que aprendem na escola); mestres das artes como pintura, escultura, música...

− não importa o que seja, as características do mestre é saber e fazer o que sabe, ou seja, ele é capaz de agir de acordo com o que ensina;

− existe um mestre, a quem chamamos “Mestre dos mestres”, porque Ele é o Espírito que mais sabe e que tem a incumbência de nos ensinar o que necessitamos aprender e praticar para sermos cada vez mais iluminados e felizes. Seus ensinamentos são para melhorar o Espírito, que não morre nunca. Essa incumbência lhe foi dada por Deus. Quem sabe quem é este Mestre?

− Quem pode dizer um ensinamento de Jesus?

04. Fixação: Encaixe.

Reproduzir para cada criança a Figura da Fixação, devidamente recortada nas partes pontilhadas.
Fornecer-lhes um retângulo de papel (de preferência cartolina) no centro do qual vão colar a figura de Jesus.
Ao redor dela irão encaixar as partes que se ajustem corretamente, por serem aquelas que definem algumas “matérias” ensinadas pelo Mestre Jesus.





Fonte: ALIANÇA MUNICIPAL ESPÍRITA DE JUIZ DE FORA (AME-JF)
Departamento de Evangelização da Criança (DEC)

Aula - Honestidade, por que

PLANO DE AULA

TEMA: Honestidade - por que


1. OBJETIVO: A criança deverá compreender a honestidade como uma virtude que, exercitada, contribui para uma posição confortável do Espírito diante da própria consciência, pois que ela se traduz por fidelidade não só às leis humanas, mas, sobretudo, às leis divinas.


2. BIBLIOGRAFIA: I Tim, 2: 2.; CI, 2a. Parte, III: Joseph Bré; Depois da Morte (Léon Denis), cap. XLIII; Desperte e Seja Feliz (Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco), cap. 24.


Material didático: Cartazes com palavras diversas (vide a Incentivação), fichas com os casos e material para a anotação das conclusões.


3. AULA:


a) Incentivação inicial: O Jogo do Contrário. O evangelizador irá apresentando às crianças cartazes com algumas palavras, e elas deverão rapidamente dizer o antônimo das mesmas (explicar o que seja antônimo, se as crianças não o souberem).


Por exemplo: Claro (Escuro), Alto (Baixo), Grande (Pequeno), Feio (Bonito), Rico (Pobre), Áspero (Macio), Gordo (Magro), Sincero (Mentiroso), Honesto (Ladrão), Alegre (Triste),Calmo (Nervoso), etc...


Informar aos pequenos que irão conversar sobre uma daquelas palavras, mostrando-lhes o cartaz com o vocábulo HONESTO.


b) Desenvolvimento: Exposição.


Comentar os itens abaixo, desdobrando-os, se necessário:


- Todos nós, os seres humanos, temos uma inteligência desenvolvida, temos a noção do que é certo e o que é errado. Isto porque as leis divinas estão impressas em nossa consciência, e, à medida que evoluímos, elas vão se tornando cada vez mais claras em nosso entendimento, como se uma voz nos falasse lá de dentro de nós mesmos, alertando-nos sobre o erro, sobre o perigo;


- O certo é tudo aquilo que produz o bem, para nós ou para os outros, respeitados os direitos de cada um;


- Nem sempre, porém, ouvimos a voz da consciência, nem sempre ficamos em acordo com as Leis de Deus, preferindo o caminho errado;


- Poderemos usar este caminho errado para enganar o próximo, ou a nós mesmos, fingindo, dissimulando, roubando... E aí estaremos sendo desonestos;


- A desonestidade, que vai desde a “mentira” aparentemente pequena, até grandes roubos, é uma qualidade extremamente negativa, que acaba por levar o desonesto à enfermidade, ao desequilíbrio. Isto porque não conseguimos agir contra nossa consciência durante muito tempo, sem pagar o preço do remorso, e, após o arrependimento, a reparação, geralmente com muito sofrimento;


- Se desejamos, portanto, ter a consciência tranqüila, preservarmos nossa saúde física, mental e espiritual, jamais deveremos agir com desonestidade.


4. Fixação: Estudo de casos.

Poderá ser feito com toda a turma estudando, juntos, os dois casos, ou os mesmos serão distribuídos um para cada grupo.

Em se escolhendo a primeira opção (todos juntos), as crianças formarão um círculo ao redor de uma mesa, ou assentadas no chão, para facilitar as discussões. Ao final dos debates, as conclusões serão apresentadas por um relator.


CASO 1 - (LESAR O OUTRO)


Uma mulher chega em casa, muito brava, comentando com o marido que lhe passaram uma nota falsa de cinqüenta reais. O marido pede para ver a nota falsa e ela responderá que não poderá mostrá-la porque também já a passou no supermercado.

Perguntas: (1) Onde está o ato desonesto?

(2) Quem agiu desonestamente?

(3) Quais as conseqüências do ato desonesto?


CASO 2 - ( PROMETER E NÃO CUMPRIR )


O candidato a presidente do time de futebol de salão do colégio promete que se for eleito, ele irá dar uniformes novos e tênis para todos os jogadores. Irá também dar prêmios de cem reais para cada um toda vez que o time ganhar um jogo. O candidato sabe, porém, que não tem condições de cumprir as promessas; ele deseja apenas garantir votos para a vitória nas urnas.

Perguntas:


(1) Onde está a desonestidade?


(2) Que prejuízos a atitude do candidato pode trazer para ele mesmo e para os outros?


OBSERVAÇÃO - O evangelizador não deverá falar de que tipo de desonestidade trata cada caso, mas incentivará os debates e conduzirá a conclusão, conforme a dificuldade das crianças.


Fonte: ALIANÇA MUNICIPAL ESPÍRITA DE JUIZ DE FORA (AME-JF) AULA No. 24 Departamento de Evangelização da Criança (DEC)

Aula - Fraternidade, combatendo preconceitos

PLANO DE AULA


TEMA: Fraternidade - significado e importância


(combatendo os preconceitos raciais e sociais)


1. OBJETIVO: As crianças deverão aceitar que todas as pessoas, independente de raça ou posição social, são iguais perante Deus e têm a mesma destinação: alcançar a perfeição.


2. BIBLIOGRAFIA: Mt, 23:8. LE, itens 54, 115, 116, 803 a 811; O Consolador (Emmanuel/F.C.Xavier), itens 54 a 57 e 61; Caminho, Verdade e Vida (Emmanuel/F.C.Xavier), caps. 42 e 137.


3. Material didático: Ilustrações anexas, lápis de cor. 4. AULA: a) Incentivação inicial: Análise de figura. Mostrando às crianças a Figura 1, o evangelizador dirá que ali estão representadas quatro raças. Indagará, então, qual daquelas pessoas lhes parece ser a mais bondosa, e a mais inteligente. Conduzirá as respostas, de modo a que concluam ser impossível avaliar qualidades de alguém pela aparência que tenha. Enfatizar que diferenças de raça, condição social, crença religiosa, etc. são apenas diferenças e não indicativos de superioridade e inferioridade, porquanto o que nos qualifica são nossos valores internos, espirituais.


b) Desenvolvimento: Narração.


- A PANELA - (Adaptado da obra “E, para o resto da vida...”, de Wallace L. Rodrigues, ed. O Clarim)


Artur era um garotinho esperto e inteligente para seus oito anos. Como residisse um pouco afastado da cidade, o amiguinho que permanecia mais tempo com ele era o André, neto de d. Joana, a ajudante de cozinha da mamãe de Artur.


D. Joana, uma mulata de cabelos já embranquecendo, não dispensava um avental sempre muito clarinho e vivia com um belo sorriso nos lábios. Há muito tempo trabalhava com os Almeida, e como criava o neto, levava-o para o emprego, achando, ela e os pais de Artur, que era muito bom que as crianças se fizessem companhia, pois eram da mesma idade.


Mas, em todas as brincadeiras, a parte do André era sempre a mais pesada, a mais passiva, a secundária. Artur invariavelmente era o “comandante”, o chefe, e André o “empregado”.


- Ei, André, me empurre aqui na gangorra! - dizia Artur. Mas, depois, não empurrava o amiguinho ... (Figura 2)


- Ei, André, vamos brincar de carrinho; eu serei o dono do Posto de gasolina e você será meu empregado. Nas brincadeiras com bola, somente o André a buscava quando acontecia de a mesma rolar para longe.


A maneira como Artur tratava André fazia lembrar de adultos preconceituosos, ou seja, pessoas que se julgam melhores que outras só porque têm mais dinheiro, ou porque estudaram muito, ou porque têm pele clara, por exemplo.


Mas será que Artur tinha consciência do quanto estava errado agindo daquela maneira?


Que vocês acham? Um dia, estavam as crianças brincando, quando ouviram o chamado de d. Joana:


- Ei, meninos, venham me ajudar com esta panela de doce de leite; preciso colocá-la em cima da mesa para encher os vidros.


Já pensando na “provinha” de doce que ganhariam (e como era delicioso o doce de leite de Joana!...), os garotos dispararam, afoitos, para atenderem ao pedido da boa senhora. No que, porém, seguraram nas alças da panela, começaram a gritar: (Figura 3)


-Ai, ai... Ui, ui... A panela ainda está quente!... Ajudando as crianças a aliviarem o desconforto causado pelo calor da panela, que não estava tão quente assim, a velha Joana falou:


- Mas que coisa interessante!... A cor da pele de vocês é tão diferente, e a dor que sentem é a mesma, pois não? Os meninos concordaram que sim.


E nunca mais Artur se esqueceu daquele episódio. Afinal, foi ali que ele começou a perceber que uma pele clara, dinheiro, boa posição social, juventude, não justificam superioridade de ninguém.


5. Fixação: Labirinto. Dar a cada criança a reprodução da Fixação anexa, para que elas encontrem os caminhos que reunirão todas as pessoas no mesmo coração.



Figuras 2 e 3



Fixação



Fonte: ALIANÇA MUNICIPAL ESPÍRITA DE JUIZ DE FORA (AME-JF) AULA No. 24 Departamento de Evangelização da Criança (DEC)