15 de julho de 2011

Aula - Missão dos Apóstolos



Objetivo: As crianças deverão entender que:

· Jesus convidou os 12 apóstolos para trabalharem com Ele, para nos ensinar a importância da colaboração no serviço de elevação espiritual;

· Que Cristo continua a nos convidar para prestarmos colaboração na sua obra de amor;

· Cabe a nós Espíritas cumprir com nossos deveres, da melhor maneira possível, para ajudar Jesus na continuação da sua obra.

Base doutrinária para o Evangelizado: Jesus no lar, Cap. 41, Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 18

Atividades iniciais:

1 . Canto

2 . Prece inicial

3 . Introdução do tema: Dizer às crianças:

Prestem bem atenção no que vou contar, porque depois precisarei da colaboração de vocês para responder algumas perguntas.

Certo senhor queria abrir uma fábrica de “produtos alimentícios caseiros”. Ele não tinha ninguém que soubesse auxiliá-lo. Ele então abriu um Curso e 100 pessoas se matricularam.

Ele precisava somente de 12 funcionários,

Como será que ele fez as escolha no final do curso das pessoas que o ajudariam?

Ouvir as respostas e de preciso, questionar algumas.

Ex: A melhor nota (Será que esta pessoa gosta de cozinhar? Ela tem prazer em fazer isso?)

Quem fez a melhor comida (Fez com amor ou só para passar no teste?)

Ir assim, conduzindo questionamentos sobre as respostas dadas.

Depois que o senhor empregou os 12, o que será que aconteceu com os outros alunos? Eles também eram bons. (ouvir opiniões e se não chegarem à conclusão desejada, explicar que alguns deles foram aproveitados para ensinar a outra turma; outros montaram seu próprio negócio e assim ia se sucedendo. Muitos construíram uma nova vida com o ofício aprendido).

4 . Desenvolvimento do tema:

Com Jesus aconteceu assim. Ele caminhava, pregando para multidões onde alguns O acompanhavam para toda parte. Jesus os chamava de Discípulos. Mas Ele precisava de companheiros que levassem sua palavra adiante, depois que Ele se fosse. Como ele tinha bom senso, procurou escolher dentre aqueles que o acompanhavam, os que partilhavam da sua idéia, os seguidores mais fiéis e que seriam capazes de conduzir outros homens no futuro.

Desse modo Jesus começou a fazer convites. Ao passar pelo mar da Galiléia, Ele encontrou dois irmãos: Simão Pedro e André, que eram pescadores. E Ele lhes perguntou se ao invés de pescadores de peixe, não gostariam de se tornar ”pecadores de homens”. Essas palavras foram ditas com tal magnetismo que imediatamente os dois irmãos deixaram seus afazeres e o seguiram.

Prosseguindo, encontrou outros dois irmãos: Thiago e João que também foram convidados e aceitaram a tarefa.

E assim Jesus continuou até conseguir 12 homens a quem chamou de Apóstolos que quer dizer “enviado”. E Ele sabia que esses homens seriam capazes de levar sua mensagem por todo lugar os escolhidos foram: Simão Pedro, Thiago, André, Filipe, Bartolomeu,Mateus, Tomé, Tiago Simão e Judas Iscariotes.

E esses homens rudes que contemplaram Jesus face a face, foram tomados por tal fascínio pelo Mestre que nunca mais deixaram de falar dele, fazendo da história cristã uma grande história de Amor. Eles deixaram tudo e o seguiram para sempre.

E nós que somos Espíritas, será que podemos nos tornar “pescadores de homens” ? Como?

Seguindo sua Doutrina de Amor e Luz e divulgando-a através de palavras e, principalmente do nosso exemplo. Não devemos ter a presunção de comparar nossa tarefa com a dos apóstolos, mas humildemente devemos fazer a parte que nos cabe.

Quem poderia dizer o que fazer para podermos agir como discípulos de Jesus? (escutar as respostas e se necessário, fazer comentários).

5. Atividade final:

a) Jesus tinha amigos que andavam com ele. Você também tem amigos? Desenhe aquele de que você mais gosta.

b) Descubra os nomes de sete apóstolos de Jesus:

VRQPEDROWZTX

ANDRÉSUVKYJI

HGRNOHQMJOÃO

IVOETIAGORPV

XRZTOMÉFLTZN

JUDASKRWXMVF

EQUJDPIMÃO

c ) Vamos construir um cartaz com titulo: Que nós crianças podemos fazer para continuar a obra dos discípulos de Jesus .

Um Exemplo:

Ter Humildade

Não mentir

Não se “achar melhor” que o outro

Orar sempre

Ajudar em casa

Ter amor pelas pessoas, natureza e animais

Colaborar com a limpeza da cidade

Dar alegria a quem está do nosso lado

Ser tolerante, não brigar

6. Oração final.

(Desconheço a fonte de autoria. Se Souber qual seja, por favor nos informe, a fim de darmos os devidos créditos)

Aula - Os Apóstolos de Jesus


INTRODUÇÃO:

- Indagar às crianças:

* Quando você quer brincar em casa, na escola ou na rua, como escolhe seus amiguinhos?

- Deixar que falem a respeito, solicitando que esclareçam o motivo de suas escolhas.

- Dizer o seguinte:

* Quando vamos realizar algo, nos unimos a pessoas que pensam como nós.

Assim aconteceu, na história que narraremos em seguida, quando Jesus escolheu os seus discípulos, ou seja, aqueles que seguiam as suas idéias.

DESENVOLVIMENTO:

1) Narrar a história.

2) Perguntar às crianças:

- Qual era a preocupação de Ângelo?

- Como vovô Carlindo ajudou o menino a resolver o problema?

- Como eram os homens escolhidos por Jesus?

- Por que Jesus escolheu homens que pensavam como Ele?

"A ESCOLHA DOS DISCÍPULOS"

Uma espreguiçadeira forrada com alvo lençol e uma confortável almofada abrigavam o homem adormecido.

Sua cabecinha branca, seu rosto sereno, seus olhinhos cerrados pelo sono... Que coisa tão linda!

Foi assim que o rapazola esguio, recém-entrado na adolescência, encontrou seu avô, repousando na varanda repleta de samambaias. Emocionado, curvou- se e beijou- o docemente.

- Ângelo, meu querido, já de volta?

- Vovô Carlindo... Desculpe-me, não tinha intenção de acordá-lo.

- Não se aborreça filho. Na minha idade, o sono já não é tão profundo. Fica-se ronronando como os gatinhos... O que o intriga desta vez?

- Nada de tão grave, vovozinho... Apenas estou com um dilema: como o senhor sabe, eu tenho uma infinidade de amigos que me são muito c aros e estou achando difícil selecionar entre eles os que devam vir em minha c asa, sair em minha companhia, enfim, fazer parte do meu cotidiano.

- Ora, querido, vou contar-lhe como Jesus escolheu seus discípulos. Acho que isso vai ajudá-lo. E o velhinho

começou:

- Ele tinha bom senso; procurou escolher, dentre a multidão que o acompanhava por toda parte, os

verdadeiramente entusiasmados pelas suas idéias, aqueles seguidores fiéis, que seriam capazes de conduzir os outros homens, tal como o pastor que sabe guiar as suas ovelhas pelos lugares mais seguros, onde elas ficariam abrigadas e felizes.

Desse modo, Jesus começou a fazer convites. Passando pelo Mar da Galiléia, chamou os dois irmãos: Simão

(que Ele chamou de Pedro) e André, que eram pescadores.

Prosseguindo, encontrou outros dois irmãos: Tiago e João, que também foram convidados. E assim, Jesus

continuou até convidar doze homens, que Ele sabiam seriam capazes de levar sua mensagem por todo o território da Judéia.

Esses homens, seus discípulos, chamados, mais tarde, apóstolos, foram os seguintes: Simão Pedro, Tiago,

João, André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago (filho de Alfeu), Simão e Judas Iscariotes.

Eram as pessoas certas; Jesus sabia que com eles a sua doutrina amorosa não seria perdida e ficaria sempre entre os homens.

O vovô terminou aí. Ângelo comentou:

- Essa história, vovô, mostra- me a seguinte verdade: devo selecionar, para conviverem comigo, os amigos cujos hábitos de vida, desejos e sonhos mais se assemelhem com os meus. Como o Mestre Jesus percebi que deverei escolhê-los, usando o mesmo critério de amor e justiça com que Ele escolheu os seus discípulos.

Rosenir Teixeira Pereira

Extraída do Livro "O melhor é Viver em Família" volume 12

3) Atividade –



Fonte: Jacira (Casa do Ceará ) - participante da sala Evangelize CVDEE

10 de julho de 2011

Aula - Vingança


AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XII

Sub-tema: VINGANÇA


Objetivo: Mostrar-lhes que a vingança não traz felicidade real, não contribui para a nossa melhoria como ser humano, é contrária às leis de Deus e aos ensinamentos de Jesus.


Harmonização com músicas

Prece

Primeiro momento:
Exposição do tema dialogada com perguntas, observando a participação e os incentivando a falar e discutir.

O que é vingança?

* Ouvir as respostas deles. Explicar que vingança é o ato de se vingar, de desforrar, punir ou castigar alguém pelo que tenha feito a nós ou a outrem.

Perguntar se já se vingaram ou têm vontade de se vingar de alguém e por quê. Ouvir e comentar respostas.

Se alguém já tiver se vingado, perguntar se a vingança trouxe felicidade.

* A vingança é sempre um mal que praticamos em "pagamento" de outro mal.

A prática do mal não pode deixar ninguém feliz de verdade, porque vai contra as leis de Deus. A felicidade que os vingadores experimentam é desequilibrada, doentia, não tem a serenidade e a paz das felicidades reais e justas.

Quando fazemos o mal, vamos contra nossa natureza, porque fomos criados por Deus num ato de amor e para o amor.

A vingança compensa? Por quê?

* Não. Em primeiro lugar, como vimos acima, ela não nos traz felicidade.

Em segundo lugar, quando nos vingamos, permanecemos ligados àquela pessoa de quem não gostamos, porque ela não ficará feliz com nossa vingança e pode desejar voltar a nos fazer mal. Além disso, a vingança não mata a raiva ou o ódio, apenas os alimenta ainda mais. Quem se vinga, por estar praticando o mal, coloca-se em posição de sofrer, porque a lei divina não deixa esquecida nenhuma maldade praticada. As pessoas que desejam vingar-se de alguém não vivem tranqüilas, ficam grande parte de seu tempo pensando naquele de quem desejam desforrar-se.

Quem gasta seu tempo pensando no mal azeda a própria vida. Não há como praticar a maldade sem sofrer no caminho.

Mas, em muitos casos, a vingança não é justa? Se, praticando o mal, uma pessoa coloca-se em posição de sofrê-lo e esse mal foi feito a mim, não é certo que eu puna essa pessoa?

* Antigamente, no tempo de Moisés, as pessoas eram muito injustas, vingavam-se dos seus ofensores com muita desproporção, por exemplo, matando alguém que só tinha olhado torto, ou lhes pisado no pé. Para que a sociedade fosse menos injusta, veio a idéia do "Olho por olho, dente por dente", que significa punição igual à ofensa. De acordo com essa idéia, se alguém pisa no meu pé, eu estarei certo se pisar no pé dessa pessoa de volta.

Jesus veio trazer-nos a doutrina do amor e do perdão. Ele nos disse o seguinte: Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece- lhe também a outra.

Não resistir ao mal, nas palavras de Jesus, não é não se defender, mas não fazer o mal em troca àquele que o fez a nós. O Mestre também nos ensina a oferecer a outra face. Isto não quer dizer que, se levamos um soco do lado direito, devemos oferecer o outro lado para ser socado.
Dar a outra face é proporcionar outra oportunidade para a pessoa que nos fez o mal; também é ensinar pelo exemplo, fazendo o contrário daquilo que ela nos fez. Exemplificando: Alguém grita conosco, é grosseiro e injusto; em resposta, podemos falar baixo com a pessoa, tratá-la com educação e respeito. Pode ser que, vendo nossa forma de agir, a pessoa agressora sinta vontade de se modificar.
Pagar o mal com o mal é colocar-se no nível daquele que primeiro o praticou, é rebaixar-se. Se alguém erra conosco, passa a ter uma dívida junto às leis divinas; se nós nos vingamos, a pessoa "paga" a dívida e nós "ficamos devendo".

Deus não coloca ninguém no mundo para ser instrumento dos sofrimentos de outra pessoa. A lei divina é infinitamente sábia e tem milhões de formas de fazer com que um culpado resgate seus erros.
Jesus atualizou e aperfeiçoou os ensinamentos de Moisés. Na sua doutrina de amor, a vingança não cabe. O Espiritismo, falando-nos da reencarnação, da evolução e da busca pela perfeição, vem nos mostrar que a vingança só atrasa o indivíduo na sua marcha.

Vingança indireta

Muitos de nós, porém, somos chateados por alguém em quem não podemos descontar toda a nossa raiva.
Teoricamente, podemos encher de sopapos o coleguinha que nos disse uma palavra infeliz, mas não podemos fazer o mesmo com uma professora que, ao nosso ver, age conosco injustamente.

Então, o que muitos de nós fazemos? A vingança indireta. Como funciona isso? Como eu não posso me vingar em quem me fez o mal, vingo-me no primeiro que encontrar. Assim é que a professora chateada às vezes vinga-se no aluno, que se vinga em um coleguinha menor, que se vinga no cachorro, que se vinga mordendo alguém que passa na rua, que se vinga nos seus filhos. O círculo perdura indefinidamente, até que entre em ação a única coisa que, de fato, aniquila a vingança e todos os seus malefícios: o perdão.

O perdão

Ele é, portanto, o melhor remédio contra o desejo de vingança.
Observar que, muitas vezes, a pessoa que nos faz o mal não está muito bem. Aconselhá-la, se for possível, mas não entrar na mesma sintonia de raiva e mal querer, porque isso não vai resolver nada, nem para a gente, nem para ela.

Além disso, enquanto tentamos nos vingar de quem nos fez o mal, continuamos envolvidos pelo mal e não enxergamos as pequenas grandes coisas da vida.

Por exemplo: pode uma pessoa, com muito ódio no coração, apreciar o sabor de uma comida bem quentinha? Uma pessoa cheia de mágoa pode aproveitar a brincadeira gostosa com os amigos? Consegue ela fruir da beleza de um livro, da emoção de uma aventura, da alegria da companhia dos seus amigos e familiares? Não pode.

Então, enquanto não perdoamos, além de podermos ferir pessoas que não têm nada a ver, permitimos que o mal que nos fizeram vá muito mais além do ato inicialmente praticado, porque aquilo vai ficar fazendo o mal para a gente até que sejamos capazes de perdoar.

Por isso é que o perdão não é uma coisa que se dá para agradar aos outros, mas uma coisa de que nós próprios precisamos, para sermos felizes e mais abertos às coisas da vida. Quem odeia muito não tem saúde, nem paz, nem alegria; e é muito difícil ter uma vida boa sem saúde, alegria e paz, mesmo que se tenha um quarto cheio de brinquedos e muitas coisas materiais.

E quando nós fazemos algo errado e nossa vítima não nos perdoa, o que devemos fazer? Devemos nos esforçar para pagar com bem o mal que fizemos. Não devemos, de forma alguma, entrarmos na idéia destrutiva de que o outro deve se vingar de nós. As leis divinas se encarregarão de nos fazer resgatar nossos erros, não precisamos do outro para nos levar a fazê-lo. Sendo assim, se alguém não nos perdoa, devemos buscar nos melhorar, para que, um dia, consigamos pagar com ações boas os nossos enganos. Não devemos deixar que a culpa nos aniquile.

Segundo momento: Historinha da arma infalível. Fonte: Alvorada Cristã - Neio Lúciu - Chico Xavier.

HISTÓRIA - A ARMA INFALÍVEL

Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porquê. Encontrou, quase de imediato, o sub-chefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do sub-chefe tornar- se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar- se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. Tão só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu- se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável.
Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou- se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou- lhe no coração o estilete invisível.
Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública. Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantâneamente, possuída pela força maléfica.
Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu- se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
— Estou farto! — bradou — a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente!...
Pronunciou nomes terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco. A velhinha, porém, longe de agastar- se, tomou- lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
— Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo! Lembremo-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos legou...
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos! O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo- lhe desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus. A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime.

Terceiro momento: Caso haja tempo, aprofundar a historinha, perguntando o que mais lhes chamou a atenção e questões assim. No final, levá-los a concluir que a historinha nada mais é que um exemplo prático de tudo aquilo que conversamos na aula e que coisas assim acontecem todos, todos os dias.

Quarto momento: Distribuir os quadrinhos “A Arma infalível’ para ler, colorir e refletir.

Prece Final

(enviado por Vinícius e esposa - participantes sala Evangelize CVDEE)

Quadrinhos – A Arma Infalível






Aula - Amai os Vosso inimigos




AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XII

Sub-tema:

  • · RETRIBUIR O MAL COM O BEM
  • · AMAR OS INIMIGOS COMO APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CARIDADE
  • · INIMIGOS DESENCARNADOS
  • · A OUTRA FACE

Objetivos: Levar o evangelizando compreender que o amor ao inimigo é uma aplicação do amor ao próximo. É não lhe ter ódio, nem rancor, nem desejo de vingança, é perdoar sem segunda intenção e incondicionalmente o mal que se faz, é desejar-lhe o bem e não o mal. Que devemos amar os nossos inimigos porque o amor é a única força capaz de transformar o inimigo em um amigo.

Bibliografia: Evangelho. Seg. Espiritismo cap.12; 52 Lições de Catecismo Espírita; O Evangelho Seg. o Espiritismo para a infância, de Maria Helena Fernandes Leite.

Harmonização musical

Prece Inicial

Primeiro Momento:

Todos nós queremos ser felizes, mas só adquiriremos a felicidade quando nos esforçamos por encontrá-la, e muitas vezes a procuramos pelos caminhos errados.

Todo sentimento contrário ao amor, ensinado por Jesus, é o caminho errado.

E só seremos felizes quando trabalharmos para fazer os outros felizes; quando aprendermos a fazer o bem aos outros.

Jesus ensinou o caminho quando disse que devemos amar aos nossos semelhantes sem distinguir as pessoas, fazendo-lhes todo o bem possível.

E também ensinou que uma das maiores aplicação do amor ao próximo é amar aos inimigos ou aqueles que não temos simpatia, aquela pessoa difícil que nos prejudicou, ofendeu ou humilhou.

“Amai os vossos inimigos, fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam.” (Mateus 5: 20)

Amar quem nos ama é fácil, mas amar a quem nos prejudica é que é mais difícil... Mas, na verdade que Jesus nos pedia não é amar os inimigos com o mesmo amor que amamos nossos amigos, não é abraçar, beijar, expressar afeição, tratá-lo como amigo. Ele sabe que é difícil para nós ainda.

O que nos ensina Jesus é não guardar raiva e ressentimento, nem desejo de vingança. É perdoar, sem segunda intenção o mal que nos fizerem. É não se opor à reconciliação. É desejar-lhes o bem em lugar do mal e alegrar-se sinceramente pelo bem que os alcança. É estender-lhes a mão em caso de necessidade. É evitar prejudicá-los por palavras e atitudes. Em resumo, é retribuir o mal com o bem apesar de nos desejarem o mal. Quem assim age sabe amar seus inimigos.

Jesus disse retribuí o mal com o bem, e disse mais: “Se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra”. Apresentar a outra face não é deixar que o outro te machuque, é não pagar o mal com o mal, é não revidar a violência com a violência. É você não se sentir ofendido ou machucado em seu orgulho e revidar. Pois, é mais notável ser ferido que ferir, suportar a injustiça que cometer uma, ser enganado que enganar, ser prejudicado que prejudicar.

Enquanto estamos encarnados é que é à hora de restabelecermos a harmonia entre nós e nossos inimigos, transformando as inimizades em amor.

Podemos evitar fazer inimigos. Aqui na escola de evangelização, estamos aprendendo a combater o mal que existe dentro de nós. O mal são nossas tendências de bater e revidar, falar mentiras, ser briguento, vingativo e rancoro.

Se formos deixando tudo isso, só teremos amigos.

Ninguém é totalmente bom nem totalmente ruim todos somos aprendizes na vida, todos nós somos capazes de melhorar.

Não podemos mudar as pessoas, nem fazer que elas nos queiram bem, nós é que devemos mudar, retribuindo todo o mal que nos fizerem com o bem. Tendo sempre bons pensamentos e orando pelos nossos inimigos.

Jesus deu o maior exemplo de amor. Ele amou até aqueles que O perseguiram e O crucificaram. Devemos perdoar, esquecer toda ofensa e orar por eles.

Se alguém nos prejudicar, sigamos os ensinamentos de Jesus. Não devemos nos vingar, a vingança nos torna brutos e insensíveis. Mas, se perdoarmos conseguiremos fazer com que o malvado se torne bom, pelo nosso exemplo.

Segundo Momento: Contar a história – Pagar o Mal com o Bem

Terceiro Momento: Atividade – As crianças vão confeccionar um fantoche e depois de confeccionado, em dupla, vão elaborar um pequeno teatro com os fantoches com o tema da aula dada e apresentarem para turma.

* Ver a postagem Fantoche menino e menina no arquivo do blog julho 2011, descrevo como fazer o fantoche

Prece Final


História

Pagar o mal com o bem

Caminhando apressado rumo à escola, Orlando encontrou um grupo de colegas com quem estava tendo problemas. Sem motivo, desde algum tempo, Pedro tomara-se de antipatia por ele e passara a tratá-lo mal em qualquer lugar onde estivesse.

Por isso, vendo que o grupo se aproximava, Orlando ficou preocupado.

E não deu outra. Passando por ele, Pedro jogou a mochila de Orlando no chão, numa atitude provocadora, e depois se afastou dando uma gargalhada.

Orlando, porém, não reagiu. Com tranqüilidade, abaixou-se, apanhou a mochila, e continuou seu trajeto como se nada tivesse acontecido.

Na escola, enquanto a professora escrevia no quadro-negro, Pedro levantou-se de sua carteira e jogou todo o material de Orlando no chão.

Ouvindo o barulho, a professora virou-se. Pedro, já no seu lugar, ria disfarçadamente, acompanhado pelos demais alunos.

— O que houve Orlando? — perguntou ela ao ver os cadernos e livros espalhados no chão.

Recolhendo o material, o menino desculpou-se:

— Não foi nada, professora. Derrubei sem querer.

E isso se repetia todos os dias. Pedro encontrava sempre novas maneiras de agredir o colega: no jogo de futebol, na escola ou na rua.

Orlando nunca reagia, o que deixava Pedro cada vez mais irritado.

Certo dia, Orlando estava passeando de bicicleta quando viu Pedro e sua turma que vinham em sentido contrário. Tentou se esquivar, mas não teve jeito. Eles o encurralaram de encontro a um muro.

Orlando desceu da bicicleta, enquanto os garotos o cercavam. Pedro aproximou-se com ar ameaçador.

— É agora que eu lhe arrebento a cara, seu pirralho!

E assim dizendo, levantou os punhos cerrados, prontos para espancar o outro. Orlando continuou olhando-o sem dizer nada.

— Vamos, seu covarde! Lute!

Mas Orlando continuou calado, embora lágrimas surgissem em seus olhos.

A turma ria, incentivando Pedro que, cansado de esperar, partiu para cima do menino.

Nisso, um homem que passava viu o que estava acontecendo e correu para socorrer Orlando. O bando, assustado, saiu correndo, mas ainda a tempo de ouvir o homem perguntar:

— Sabe quem são aqueles meninos? Quer que os siga?

Enxugando as lágrimas, o pequeno Orlando respondeu:

— Não. Não foi nada. Eles não fizeram por mal. Deixe-os ir embora, senhor.

Apesar de admirado, o homem respeitou a vontade de Orlando. E, depois de se certificar de que ele estava bem, afastou-se, aconselhando-o a tomar cuidado porque a turma poderia voltar.

Na tarde do dia seguinte, Orlando saíra para fazer uma tarefa e viu Pedro que vinha de bicicleta descendo a rua. Certamente estivera fazendo compras para sua mãe, porque trazia uma sacola presa no guidão.

De súbito, tentando ajeitar melhor a sacola, Pedro não viu um buraco no asfalto. A bicicleta se desequilibrou e ele foi jogado sobre o meio-fio, batendo a cabeça na quina da calçada. Um filete de sangue escorreu pela sua testa. Sentindo muita dor, Pedro gemia.

Orlando aproximou-se, atencioso:

— Você está bem? Quer ir para um hospital? Está ferido e precisa de cuidados.

Surpreso ao ver quem o estava socorrendo, Pedro respondeu meio sem jeito:

— Não foi nada. Foi só um susto.

— Graças a Deus! Quer que o ajude a chegar em casa? — perguntou Orlando, recolhendo os tomates e cenouras que estavam espalhados pelo chão.

Pedro estava perplexo. Não entendia porque Orlando mostrava-se tão bondoso com ele. Pensativo, ficou olhando para o garoto à sua frente. Afinal, não se conteve:

— Orlando, você tem muitos motivos para me detestar. Trato-o muito mal e não perco oportunidade de desafiar, humilhar e diminuir você perante os colegas. Por que está me ajudando?!...

— Porque aprendi que não se deve retribuir o mal com o mal — respondeu o garoto com simplicidade.

Espantado com a resposta do colega, Pedro falou:

— Agora entendo porque nunca aceitou uma provocação. Mas com quem foi que aprendeu essas coisas?

— Com Jesus. A professora da aula de Moral Cristã, do Centro Espírita que freqüento, falou sobre esse assunto outro dia. Jesus ensinou que devemos retribuir o mal com o bem. Que se alguém nos bater numa face, devemos apresentar a outra. E, mais do que isso, que devemos amar, não apenas os nossos amigos, mas também os inimigos. É isso.

Calado, Pedro ouviu as explicações de Orlando. Na verdade, naquele momento se deu conta de que nunca havia conversado com ele, e não sabia como era, nem o que pensava. Agora, ouvindo-o, percebeu que Orlando era diferente dos outros colegas, mais consciente e responsável, apesar da pouca idade.

Pedro sentiu, naquele instante, que o rancor e a animosidade tinham desaparecido do seu coração.

— Obrigado! — disse simplesmente, afastando-se.

No domingo, ao chegar ao Centro, Orlando teve uma grata surpresa.

Lá estava Pedro, todo sorridente, embora um pouco encabulado, para também participar da aula de evangelização.

Tia Célia

Fantoche Menino e Menina


Material: TNT, EVA, pincel atômico, cola para tecido e EVA e olhinhos de papel.

Como fazer:

Recorte a cabeça, as mãos e o cabelo com o EVA.

O corpo use o TNT. Costure o corpo e as mãos. Cole a cabeça com os olhinhos e o cabelo.

Com o pincel atômico, pinte a boca.

Para fazer a roupinha, recorte em TNT e depois cole.

Está pronta o seu fantoche!

Para fazer vários tipos diferentes de fantoches basta usar a criatividade! Prenda lacinhos na cabeça, ponha brincos, crie uma peruca com lâ, faça um chapéu, uma gravata, enfim, use a sua imaginação!

Para fazer um teatrinho de fantoches, você pode utilizar um lençol bem grande e um cordão para estender roupas. Amarre o cordão de uma ponta a outra da sala e estenda o lençol. Pronto!

Agora é só apresentar a peça!


MOLDES