26 de abril de 2011

História - O Pequeno Herói Anônimo

O pequeno herói anônimo

A situação não estava nada fácil. O pai, há muito tempo, tinha os abandonado; os irmãos mais velhos moravam nas ruas, vivendo cada um por si; a mãe, com uma doença que parecia não ter fim...

Joãozinho, com 12 anos, é quem dava conta de tudo. Fazendo biscates e pequenos serviços conseguia cuidar da mãe enferma e alimentar os dois irmãos menores, preocupando-se com seus estudos, já que ele próprio não podia mais ir à escola. Quem o conhecia não podia acreditar que este menino, tão frágil, tão franzino por causa da desnutrição na infância, tivesse tanta força e coragem para tudo suportar. Joãozinho não reclamava de nada: nem da infância perdida, nem da escola abandonada, nem do pai irresponsável; resignado, enfrentava a situação da melhor maneira, procurando estar sempre alegre e de bom ânimo.

Do ponto de vista comum dos homens, Deus parecia injusto colocando tanta carga de responsabilidade sobre ombros tão frágeis e desprotegidos. Porém, do ponto de vista espiritual, a visão é bem diferente! Os benfeitores espirituais e Joãozinho sabiam que esse era o único caminho para a sua redenção.

Joãozinho na reencarnação anterior havia sido Dr. João, filho de uma família nobre e abastada. Mas, ao invés de utilizar as facilidades e os recursos de que dispunha para fazer o bem e ajudar as pessoas a se tornarem melhores, empregou-os como instrumento de opressão e satisfação dos prazeres desenfreados.

Com o poder e o dinheiro nas mãos, destruiu famílias, prejudicou pessoas, infelicitou muitas jovens. Após desencarnar, o Dr. João já não era mais famoso nem poderoso, mostrando quem realmente era: um Espírito amargurado, infeliz e arrependido do mal que provocara. Com o auxílio dos mentores espirituais, planejou uma nova vida com muitas dificuldades e sofrimento, privado de todas as facilidades materiais, onde receberia em seu lar, como familiares necessitados de seus cuidados, muitas pessoas que havia prejudicado na encarnação anterior.

E lá vai Joãozinho, o menino que tinha tudo para ser triste e revoltado, feliz da vida, como um pequeno herói anônimo, amparado pelos amigos invisíveis, em busca de outro serviço para o sustento de sua família. Ele sabe, inconscientemente, que pediu e recebeu de Deus a oportunidade de resgatar débitos do passado e evoluir da melhor maneira possível: plantando e distribuindo sorrisos e amor por onde passar.

Luis Roberto Scholl

Desenhos de Cristina Chaves - Sociedade Espirita Casa do Caminho -

Bairro Jardim das Palmeiras - Porto Alegre - RS

















Álbum para Colorir - O Amor é





Aula - O Bem e o Mal Sofrer

PLANO DE AULA

O BEM E O MAL SOFRER

Evangelho Seg. Esp. Cap.5 – Bem-Aventurados os Aflitos

Objetivos: Compreender que somente as provas bem suportadas podem nos conduzir a felicidade futura; conscientizar da importância do otimismo e da confiança em Deus; identificar a fé e a coragem como remédio para o sofrimento.

Bibliografia: ESE, cap.5, itens 18 e19; O consolador, questões 239 a 245; 52 Lições de Catecismo Espírita, 36, 37, 44; site Seara do Mestre (aula coragem); Programa de Evangelização da UEM; Jesus já Falava no Espiritismo, vol. 1, cap.5; 30 atividades de Educação Emocional e Intuitiva, Rita Foelker.

Harmonização inicial com música

Prece inicial

Primeiro momento: Diálogo inicial:

O que acontece quando estamos doentes? Procuramos um médico e ele poderá pedir exames e nos receitar remédios.

E se acontece ser uma doença demorada que sentimos muito mal e tomamos muitos remédios, poderemos sofrer um pouco, não é verdade? (colar no quadro criança com cara doente)

Mas, se for uma dor moral, ou seja, dor da alma, aquela causado por sentimentos de tristeza, angústia, mágoa, aflição, etc., poderemos sofrer muito também. (colar no quadro criança com cara triste)

Então podemos sofrer de dois jeitos com dor no corpo e dor na alma. A dor no corpo que surge por ferimentos ou doenças é sanada (curadas) com medicamentos, tratamentos mudanças de hábitos.

Mas, se a dor for dor moral ou “mal da alma”? Dores morais são aquelas causadas por tristeza, mágoa ou doenças ou por mortes de pessoas queridas, pode ser também provocadas por nós mesmos por nossos sentimentos e ações negativas; sentimentos de rancor, raiva, vingança, mentira se refletem no corpo provocando doenças físicas também, e este mal só é sanado (curado) apenas com o esforço de melhorar, transformar nosso sentimento.

Se me acontece sofrer um mal físico ou da alma e ficar reclamando, lamentando, choramingando, revoltar, “culpar Deus e o mundo”, não lutar e desanimar, vou sofrer mais.

Deus é Justo e bom, se Ele permiti dores e sofrimentos é porque existe uma razão ou uma causa justa.

Vamos lembrar que somos espíritos que vivemos muitas vidas e erramos muito, então a maioria de nossos sofrimentos foi causado anteriormente por nós mesmos, e estamos aqui apenas liquidando débitos passados, satisfazendo assim a justiça divina. É por nossa própria condição espiritual que ainda necessitamos ainda sofrer para aprender e evoluir.

Todos os atos nossos praticados é seguido de uma conseqüência. Ato bom traz boas conseqüências. Ato mal traz más conseqüências.

Podemos praticar o mal, pois temos o livre-arbítrio ou liberdade para fazer escolhas, mas temos que agüentar as conseqüências do que fazemos. Já sabemos quais as conseqüências de praticar o mal; é uma reencarnação dolorosa.

Todos os que sofrem é porque não usaram o seu livre-arbítrio para a prática do bem.

Muitas vezes antes de reencarnar nós pedimos e escolhemos nossas provas, por isso é nosso dever aceitar com coragem, sem murmurar, todas as dificuldades e sofrimentos que a vida impõe.

Os que murmuram; os que não têm paciência nas aflições; os que falam contra a pobreza em que vivem; os que não se contentam com o que possuem; os que usam a riqueza apenas para a satisfação de seus caprichos; os que usam da força apenas para oprimir os fracos; todos esses não sabem cumprir suas provas nem suportar suas expiações, estes não sabem sofrer, pois há o bem sofrer e o mal sofrer.

Quando aceitamos as aflições sem ódio, mágoa ou revolta, ainda que choremos por desabafo, este é o bem sofrer. É preciso ter coragem para enfrentar os problemas quaisquer que eles sejam, pois, na realidade, são conseqüências de nossas atitudes menos felizes nas vidas passadas, ou então são necessárias á nossa própria evolução. Somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus ou a paz, a tranqüilidade, a felicidade. Ninguém recebe uma prova ou expiação superior suas forças, as provas na Terra são justas, pois Deus é justo e bom.

Mas tem remédio para sofrimento?

Sei de um médico que tem a solução e não cobra pela consulta. Creio que todos aqui, já ouviram falar dele é o Médico de Almas – JESUS. (apresentar uma imagem de Jesus)



Jesus trouxe o “remédio” para os males da tristeza, do desânimo, da falta de fé, mágoa, rancor, preguiça, má vontade, e outros, o remédio que Jesus trouxe para esses males estão na fé em Deus, no otimismo, na coragem e resignação para vencer dificuldades.

Sabem onde encontram esses medicamentos? No evangelho. Os que não ouvem e não praticam seus ensinamentos, mais cedo ou mais tarde os sofrimentos os alcançam, mas para quem os pratica a recompensa é paz, harmonia e felicidade. Estes não sofrem, pois a alma se fortalece no cumprimento dos ensinamentos de Jesus no seguir seus exemplos.

Segundo momento: Existe uma luzinha em nosso peito. Uma luz que os olhos não vêem. Quando você a acende, aparecem sentimentos bons, e tudo fica mais bonito e gostoso. Ela faz você se sentir alegre, muito feliz.
Quando ela se apaga, aparecem sentimentos maus
e tudo fica feio e dolorido. Sem ela você se sente triste. Quando ela está acesa e brilhante, ela sai pela boca, fazendo-nos sorrir; pelos olhos, fazendo-os brilhar; pelo peito, fazendo-nos amar e pelos braços, fazendo-nos abraçar.

Nós somos felizes quando essa luz está acesa. Muitas vezes deixamos nossa luzinha se apagar. E quando ela se apaga, sentimos medo, nos falta a fé. O medo aparece quando pensamos que algo ruim pode acontecer. Mas quando temos coragem, paciência e resignação, a luzinha volta a se acender e nos sentimos fortes e felizes, e não importa o tamanho do problema que temos.
Como acendê-la e conservá-la acesa?
Ela se acende e brilha quando você pens
a com amor e age com amor. Quando você ACREDITA, quando estamos perto de Jesus, ou seja, quando agimos de acordo com os ensinamentos do Mestre.

Quando você sentir desanimado com seus problemas e dificuldades reforce sua luzinha pensando em Jesus, fazendo uma prece de todo seu coração. Pense que em todas as dificuldades que te fazem sentir fraco, sem ânimo, sem coragem para lutar, existe muitas luzinhas invisíveis que estão sempre dispostas a nos proteger, que são nossos amigos espirituais que Jesus envia para nos ajudar a vencer.

Sofrer bem é, portanto, ter coragem, ser resignado, pois aqueles que aceitam os sofrimentos e se elevam pela fé em Deus, estes são os bem-aventurados que Jesus disse em seu sermão da montanha, eles provam a fé, a perseverança, a sua perseverança, a sua submissão a vontade de Deus, estes são recompensados.

Terceiro momento: Contar a história: O Pequeno herói anônimo

Quarto momento: Dinâmica – Jogo da Força Interior

Tipo de atividade: Jogo

Objetivo:Perceber nossas forças e virtudes, descobrir como nos têm sido importante, compartilhar experiências positivas.

Material:Cartões com mesmo tamanho e cor, cada um trazendo escrito o nome de uma força ou qualidade do Espírito.

Amor, Confiança, Resignação, Paz, Perdão, Humildade, Paciência, Simplicidade, Generosidade, Verdade, Alegria, Lealdade, Fé, Calma, Coragem, Misericórdia, Bondade, Sinceridade, Caridade, Bom humor, Silêncio, Carinho, Gratidão, Prece, Respeito, Perseverança, Estudo.

Como aplicar:

1. Embaralhar os cartões arrumá-los na mão e pedir aos evangelizando que tire um sem ver o que está escrito. Explicar que cada carta contém o nome de uma força ou qualidade espiritual.

2. Pedir a cada evangelizando descreva para o grupo sua primeira impressão ao ler aquela palavra e como tem demonstrado ou vivenciado esta qualidade em sua vida.

Jogado desta forma, ele é mais otimista.

Variação do jogo: Se preferir uma forma mais dinâmica e menos profunda de abordagem, peça para o evangelizando falar da força ou qualidade sem dizer seu nome, enquanto os demais tentam adivinhar qual é.

Quinto momento: Atividade escrita.

Prece Final



Complete abaixo as frases:

Jesus nos indicou importantes ‘remédios morais’ para os momentos difíceis em nossas vidas.


Sou firme, tenho energia e determinação para superar dificuldades.

Eu SOU ___________________________

Eu Creio e Confio em Deus e em Jesus, que todas as coisas são para o meu bem.

Eu TENHO _________________________

Coisas boas podem acontecer comigo e com os outros; vou me esforçar e trabalhar no bem com amor, e Deus me dará tudo que preciso.

Eu SOU ____________________________

Suporto problemas e dificuldades sem me revoltar, me conformo com a vontade de Deus, pois sei que há uma razão para isso.

Eu SOU_____________________________

Resposta: Coragem, Fé, Otimismo, Resignação.


22 de abril de 2011

Pequenas Lições - O Que é o Amor
















* Fonte: Imagens retiradas da internet