6 de junho de 2011

Aula - Obediência e Resignação

Obediência e Resignação

Evangelho Seg. o Espiritismo – Cap. 9 – “Bem-Aventurados aqueles que são Mansos e Pacíficos”

Objetivos:

- Reconhecer a necessidade da ordem e da disciplina para alcançarmos a harmonia interior.

- Identificar a obediência e a resignação como virtudes a serem alcançadas para nossa evolução.

- Salientar a importância da fé, diante das provas e dificuldades da nossa vida, o que nos auxilia a desenvolver a obediência e a resignação.

- Conscientizar sobre a necessidade de conhecermos a nós mesmos e de nos esforçarmos para dominar e corrigir nossas más tendências.

- Compreender, relacionando à Parábola dos Dois Filhos, que nosso crescimento moral se dá em nosso íntimo, refletindo-se em nossas atitudes.

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo: cap.9; Programa de Evangelização da União Espírita Mineira; O menino ambicioso, o sevo insatisfeito e outras histórias – Célia Xavier Camargo; EDUCAÇÃO DO SER INTEGRAL - LAR FABIANO DE CRISTO.

Harmonização com música

Prece Inicial

Primeiro momento: Contar a história – Aprendendo a Viver de Célia Xavier de Camargo.

História - Aprendendo a Viver

Célia Xavier de Camargo

Morando numa pequena casa em um bairro humilde, Toninho vivia inconformado.

Na escola via colegas mais bem vestidos, calçando tênis caros, e sentia-se triste. Gostaria de ser como um deles, ter casa bonita, passear no “Shopping Center”, ter brinquedos sofisticados, “vídeo games”. Ouvia o relato dos amigos sobre programação de final de semana, e ficava humilhado.

Porque só ele tinha uma vida tão chata e tão sem atrativos?

Nunca podia comprar nada de diferente, usava o par de tênis que não servia mais para o seu irmão, e suas roupas estavam velhas e surradas. É bem verdade que a mamãe as trazia sempre limpa e bem passadas, mas Toninho sentia-se mal por usar sempre as mesmas roupas.

Ao chegar em casa para o almoço, reclamava. A comidinha era simples e nunca tinha pratos diferentes.

- Outra vez feijão com arroz?

O pai, operário de uma fábrica, respondia com paciência:

- E não está bom? Tem muita gente que não tem o que comer, meu filho! Vamos agradecer a Deus, pois nunca passamos fome.

Toninho não respondia. Baixava a cabeça e punha-se a comer, de má-vontade.

Certo dia, Toninho saiu de casa chateado. Brigara com os pais, pois queria uma calça jeans que tinha visto numa loja no centro da cidade e seu pai lhe dissera que era impossível naquele momento. Não tinha dinheiro.

Nervoso, engolindo as lágrimas e chutando uma lata, Toninho foi para a rua. Andou bastante, sem destino. Cansado aproximou-se dele e pediu uma moeda.

Ele olhou admirado para a garota, afirmando:

- Não tenho dinheiro!

- Mas você parece rico. Deveria ter dinheiro.

Espantado, Toninho olhou melhor para a menina, achando graça.

- Então, acha que sou rico?

- Pois não é? Está limpo, bem vestido, bem calçado. Aposto que tem até uma casa!

Toninho, que sempre se considerara muito pobre, perguntou:

- Tenho. Por quê? Você não tem uma casa?

A menina respondeu, apontando para um lugar ali perto:

- Não. Moro debaixo daquele viaduto ali.

Toninho, que nunca se dera conta da verdadeira pobreza, estava horrorizado. A menina, cujo nome era Júlia, convidou-o para conhecer “sua casa” e ele a acompanhou.

Lá chegando, Toninho viu um casal simpático acendendo o fogo num fogão improvisado com tijolos. Também havia outras famílias dividindo o local.

Os pais de Júlia o receberam com um sorriso. Haviam alguns gêneros alimentícios e estavam contentes. Teriam o que comer naquele dia e poderiam até ajudar outras famílias que ali estavam.

- Não se assuste – disse a mãe de Júlia a Toninho -, sem sempre estivemos nessa situação. Acontece que há alguns meses meu marido foi dispensado na indústria onde trabalhava e está desempregado até hoje. Não pudemos mais pagar o aluguel e fomos despejados. Para comprar o que comer, fomos vendendo os móveis e eletrodomésticos que possuímos. Assim, perdemos o jogo de sofá, a geladeira, o fogão, o aparelho de som, as camas. Agora, estamos morando aqui debaixo deste viaduto. Mas, não pense que estamos tristes. Não, de modo algum! Sempre agradecemos a Deus por termos onde nos abrigar. Existem pessoas que nem isso possuem!

Toninho sentiu um nó na garganta. Despediu-se, emocionado.

Chegando em casa, Toninho sentiu a segurança e o aconchego do ambiente doméstico. Entrou na cozinha e um cheiro bom de comida veio do fogão.

Seu pai chegou da fábrica e sentaram-se para comer. Toninho pediu para fazer a oração de agradecimento.

- Muito obrigado, Senhor, por tudo que nos concedeste. Pela nossa casa, pela família, pela comida. E que nunca nos falte o necessário para viver. Assim seja.

Notando que o filho estava emotivo e diferente, o pai explicou:

- Meu filho, amanhã eu irei receber um dinheiro extra e poderei comprar aquela calça jeans que você tanto deseja.

Para sua surpresa, Toninho respondeu:

- Não, papai, não precisa. Isso agora já não tem qualquer importância.

Vendo o espanto dos pais, que nada estavam entendo, o menino contou-lhe a história da Júlia, sua nova amiga.

Os pais de Toninho também quiseram conhecer a família de Júlia, que tanto bem fizera a seu filho, e tornaram-se amigos. O pai de Toninho explicou o caso na fábrica e, dentro de poucos dias, surgindo uma vaga, o pai de Júlia foi contratado.

Na escola, agora o comportamento de Toninho era completamente diferente. O exemplo de otimismo e resignação daquela família havia tocado seu coração. Mostrava-se mais alegre, satisfeito e nunca mais se sentiu infeliz, reconhecendo que a vida é um bem muito precioso e que Deus dá a cada um o necessário para poder viver.

Segundo momento: Explorar o tema da aula com perguntas.

Toninho aceitava o fato de não poder ter as mesmas roupas e objetos que seus colegas? Qual atitude dele quando não podia ter o que queria? O que seus pais aconselhavam? O que ele aprendeu quando conheceu Júlia e sua família?Quando chegou em casa depois da conversa com a nova amiga, que ele percebeu? Qual sua reação quando o pai lhe disse que poderia comprar a calça que desejava? Toninho mudou sua atitude depois que conheceu a história de Júlia? Por que?

Terceiro momento: Explicar que a qualidade que Toninho aprendera era de resignação. Resignação quer dizer aceitar com calma o que não pode ser mudado, mas não significa se acomodar a uma situação e não trabalhar para mudá-la.

* OBEDIÊNCIA e RESIGNAÇÃO são virtudes ativas que possuímos necessárias ao nosso relacionamento no LAR, na ESCOLA e nas DIFICULDADES DA VIDA, que também é escola, praticando-as.

* Obediência ás leis de Deus e o acatamento das determinações daqueles que Ele coloca em nosso caminho como orientadores na presente existência (pais, mães, etc.) são virtudes que todos devemos conquistar.

* Obediência aos pais, professores, patrões e a todos a quem servimos ou devemos respeito, não significa fraqueza ou falta de personalidade, mas coragem, desprendimento e compreensão do que é a vida e de nossas necessidades.

* Devemos obedecer sempre e, além de executar as ordens recebidas, acrescentar algo de nossa parte como empenho, boa vontade, sinceridade, abnegação.

* Obedecer é estar na posição de colaborador.

* Ser obediente é ser resignado, aceitando a vontade de Deus frente a tudo que não podemos mudar embora o desejássemos.

* Sem automatismo ou passividade, a obediência construtiva é antes de tudo o desempenho consciente de nosso dever, diante de Deus e dos homens.

* A obediência nos induz ao serviço fiel e honesto, onde fomos colocados sem melindres ou desajustes.

* A obediência leva a ordem e a disciplina, pois a criatura obediente é disciplinada e respeita a ordem estabelecida, acata as leis e procura dar-lhes cumprimento.

* A ordem e a disciplina são fatores indispensáveis ao progresso individual e coletivo, estando presentes nas leis que regem o universo (movimento da T erra, da Lua, estações do ano, etc.).

* O espírita busca, desde cedo, atender com pontualidade os seus compromissos (horário escolar, hora de levantar, de fazer as refeições, de estudar, de recrear, de deitar- se, etc.)

* Ao espírita, mais do que a qualquer outra pessoa, compete o dever de ser ordeiro e disciplinado, a fim de que possa servir de instrumento de progresso para toda a coletividade de que faz parte e, ao mesmo tempo, conquistar o seu próprio aprimoramento espiritual.

Quarto momento:
- Apresentar a seguinte situação:
Joaquim e João são dois irmãos. A mamãe prometeu que, no domingo, toda a família ia fazer um passeio muito agradável. Eles poderiam tomar banho de mar, ir ao parque de diversões, andar no carrossel e fazer muitas brincadeiras. Os meninos esperavam felizes o dia de domingo. Na madrugada de domingo caiu um temporal muito forte. Pela manhã a chuva continuava e... Não puderam fazer o tão sonhado passeio.

- Apresentar a figura e dizer:
Joaquim reclamou, chorou, gritou de tristeza e raiva.
João também ficou triste, mas não reclamou, nem chorou, nem berrou. Ficou pensando como poderia divertir-se naquele dia de chuva, mesmo dentro de casa.




Pedir que as crianças observando a figura respondam:
– Quem foi o mais inteligente? Por quê?
Explicar que João aceitou o que não podia mudar. Pedir às crianças que digam o nome dessa qualidade. Ele aceitou com calma o que não pode ser mudado e no caso, a chuva. Mas o menino não deixou de pensar como poderia melhorar a situação. Assim devemos sempre fazer.

Quinto momento: ATIVIDADE REFLEXIVA -Levar as crianças a refletir:
a- sobre situações que viveram e não gostaram.
b- se poderiam ou não ter mudado a situação.
c- como reagir: com calma ou com raiva.
A partir das situações apresentadas pelas crianças, auxiliá-las a perceber qual a forma mais inteligente de agir, mantendo-se calmos diante do que não pode ser mudado.

Distribuir folhas de exercício para que escrevam e/ou desenhem explicando as situações.

Prece Final


29 de maio de 2011

Aula - Bem-Aventurados Aqueles que são Mansos e Pacíficos

Evangelho Seg. o Espiritismo – Cap. 9 – “Bem-Aventurados aqueles que são

Mansos e Pacíficos”

Objetivos:

- Incentivar o evangelizando a ser um verdadeiro filho de Deus através da prática da doçura e afabilidade, paciência e compreensão.

- Conscientizar sobre a importância de ser pacífico intimamente, nos gestos, nas palavras através do esforço diário.

- Frente a toda dificuldade é imprescindível lembrarmos-nos dos exemplos de Jesus, como guia e modelo.

- Entender que o desenvolvimento do menino Jesus em nosso coração exige a mansidão que traz a paz interior em nós e ao nosso redor.

- Sensibilizar através de exemplos de mansos e pacíficos que nos auxiliam na educação moral.

Sub-temas:

· A Afabilidade e a Doçura

· A Paciência

· A Paz Do Cristo

Bibliografia/Fonte de pesquisa: Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. IX; Evangelho Segundo o Espiritismo para a infância – Maria Helena Fernandes Leite; Conteúdo Programático da UEM; 52 Lições de Catecismo Espírita.

Harmonização Inicial

Primeiro momento: ATIVIDADE INTRODUTÓRIO-Dinâmica

Dinâmica: Quebra-cabeça

OBJETIVO: levar os participantes a refletirem sobre a necessidade de cultivo da paciência, fraternidade e cooperação.

MATERIAL: envelopes com quebra-cabeças diferentes.

PROCESSO: Pedir que formem grupos e dar um envelope com um nº de peças para cada evangelizando. Preparar os envelopes com as peças misturadas. Distribuir os envelopes.

Proceder às instruções:

Regra nº 01: “Todos devem montar seus quebra-cabeças dentro de 10 minutos”.

Regra nº 02: “Deverão se movimentar com o menor barulho possível”

Regra nº 03: “Poderão trocar entre si as peças”

Regra nº 04: “Poderão se unir ou formar dupla ou mais”.

Dizer-lhes que “A dinâmica será concluída quando todos formarem seus quebra-cabeças”.

O educador irá observar as atitudes das crianças até a finalização da tarefa. Quando concluírem a atividade, explicar que o ‘vencedor’ não é aquele que montou primeiro o quebra-cabeça, mas aquele cuja atitude é de cooperação, união, fraternidade e paciência. E pedir para eles mesmos avaliarem suas atitudes e pensarem sobre isso.

Segundo momento: Colar no quadro: “Bem aventurados aqueles que são Mansos e Pacíficos” e dizer-lhe que hoje conversaremos sobre essa bem-aventurança sobre esse ensinamento de Jesus.

- Nessa bem-aventurança Jesus ensinou importantes virtudes e com elas em ação, desenvolvidas ou em desenvolvimento em nós, seremos bem-aventurados ou muito felizes.

- Escrever no quadro: MANSO E PACÍFICO e logo abaixo PACIÊNCIA, AFABILIDADE e DOÇURA.

- Ser manso e pacífico é ser paciente com todas as pessoas e em todas as situações, é não se deixar irritar por qualquer motivo. Quando não permitimos que nada nos irritem ou exalte, quando procuramos soluções com entendimento e diálogo com o semelhante irritado, mal-humorado ou colérico, mas respeitando-lhe os pontos de vistas e as idéias. São aqueles que não prejudicam ninguém nem por palavras nem por atos; por isso são felizes e Jesus os considera verdadeiros filhos de Deus.

- E vocês, são pacientes ou impacientes?

- Como se comporta uma pessoa impaciente? (deixar que respondam e concluir)
IMPACIÊNCIA é precipitação e PRECIPITACÃO traduz DESARMONIA, PERTURBAÇÃO.

- E como nos sentimos depois de um ataque de impaciência? Mal, não é mesmo?

- Comumente ouvimos frases que demonstram paciência e impaciência, citem algumas.

- Quando ouvem a frase: "PERDI A PACIENCIA!" ou "NÃO ME FAÇA PERDER A PACIENCIA!" É possível perder uma virtude adquirida?
Não. Se a pessoa já adquiriu a virtude da paciência ela agirá com tranqüilidade, equilíbrio, perseverança em qualquer situação, incluindo principalmente as mais difíceis. Portanto aquele que diz ter perdido, na verdade nunca teve.

- Mas o que é paciência? Segundo o dicionário é virtude de quem suporta males e incômodos sem queixas ou revolta; qualidade de quem espera com calma o que tarda; perseverança em continuar um trabalho, apesar de suas dificuldades e demora.

- Paciência conosco - dar tempo a nós mesmos, sempre que estivermos aprendendo algo novo ou quando fizemos algo errado, lembrar que somos espíritos em evolução, não estamos prontos ainda.

- Paciência com os outros, com pessoas idosas, com os irmãos mais novos, em esperar alguém falar, esperar os pais comprar aquele brinquedo que pediu, nos estudos, etc.

- Paciência frente aos problemas da vida, nos relacionamentos, com nossos pais, nossas amizades, não nos irritando ou explodindo por qualquer coisa.

- A paciência é uma virtude que pode ser adquirida por todos, e reconhecendo que a falta de paciência é um fator que está dificultando nossa vida, nossos relacionamentos, lembremo-nos que, a paciência é de relevante importância para tudo que desejamos conquistar, mas acompanhada dela deve vir a afabilidade e a doçura.

- Afabilidade ou Afável é aquele que é cortês, delicado, amável, agradável, bondoso, com quem se pode falar facilmente, acessível.

- Doçura ou ter doçura é aquele que é doce de coração, aquele que é suave, meigo, sereno, terno.

- A afabilidade e a doçura são manifestações naturais daquele que é benevolente (bondoso, boa vontade) é por sua vez aquele que tem amor ao próximo.

- Isso significa que não basta ter atitudes exteriores de boa educação, de gestos e atitudes suaves, ser afável no falar, se são resultados de treinamentos sociais, aparências de uma boa educação, de boa índole.

- Quem deseja ser afável e suave nos relacionamentos com os outros, precisa cultivar o amor ao próximo, e apara aplicar é preciso ter boa vontade com os erros dos outros, compreender suas imperfeições, suas dificuldades. É de importância ser pacífico intimamente, nos gestos, nas palavras através do esforço diário.

- São bem-aventurados os que, se esforçando por compreender e aceitar todas as pessoas como são, querendo para elas o que de melhor for possível, usando de benevolência para com suas faltas e omissões, tiver sempre atitudes de delicadeza e de afabilidade em todos os relacionamentos.

- Esses sentimentos vão nos facilitar a convivência uns com os outros.

- Atrai a simpatia, a amizade e o afeto do próximo para conosco.

- O oposto a raiva, a cólera e a intolerância levam ao impulso de agredir, revidar; é contrário ao amor, provoca o mau-humor, violência e isso se reflete na solidão, doença e sofrimento.

- Não se tem a paz e a serenidade no coração, enquanto não se compreender, com paciência, as necessidades dos semelhantes, principalmente quando a ignorância é dirigida pela violência; só se alcança esta compreensão com a afabilidade, a doçura, a tolerância, a brandura e a pacificação.

- Se estamos assim é hora de reformar nossas atitudes, reprimir as más tendências sempre que nos surpreendemos em atitudes negativas. Lembrando que no esforço do bem proceder, atraímos para nós a amizade, a simpatia dos outros, e assim evitamos o sofrimento.

- A brandura e a mansidão complementam a delicadeza de espírito.

- Frente a toda dificuldade é imprescindível lembrarmos-nos dos exemplos de Jesus, que é o único guia e modelo.

Segundo momento: Narrar à história: O ANIVERSÁRIO DE GUIGUI.

Guigui é um menino muito esperto. Ele é um pouco gago, mas faz tratamento e cada dia está melhor.
Quando era menor Guilherme demorava em conseguir dizer seu nome; daí o apelido carinhoso de Guigui.
O dia do seu aniversário está chegando.
Guigui pediu a seu pai um patinete de presente.
O Seu José está fazendo o brinquedo com todo capricho.
Sua mãe prometeu fazer uma coisa bem gostosa – um pudim de leite – o que Guigui mais gosta.
O menino todo dia pensa ver seu patinete pronto.
Mas, tem que ter paciência e esperar o dia do aniversário.
O dia chegou! Bem cedo Guigui pulou da cama.
Obrigado, papai! – disse Guigui ao receber o seu abraço. E olhou para ver se via o presente.
Mas, que pena! O patinete estava ainda sem as rodinhas.
Com paciência ele vai esperar o pai terminar. Guigui se arrumou, foi para a escola.

Quando voltou mamãe falou:
– Olha o que está na mesa. É todo para você.
Sua boca se encheu d’água ao ver o pudim cheio de calda!


Sua boca se encheu d’água ao ver o pudim cheio de calda!

Guigui foi logo lavar as mãos e... Quando voltou...

O prato estava caído no chão e o pudim desmanchou-se todo.
– Não acredito!... Mãe! A Ritinha jogou o pudim no chão!


Guigui fez um gesto de quem ia bater na irmãzinha.
O menino olhou a mamãe e, vendo sua calma, baixou a tempo sua mão, dizendo:
– Eu sei mamãe. Ela é pequena, não sabe o que faz. Preciso ter paciência com ela. À noite Guigui já se preparava para dormir. D. Margarida chamou o menino na sala:
– Outro pudim? E ainda maior! E com calda de chocolate! – falou surpreso Guigui.
– É todo seu.

Guigui pegou uma colher e dividiu seu pudim com a irmãzinha, a mamãe e o papai. Foi uma festa!
Naquela noite o papai terminou o patinete de Guigui.
E quando o menino acordou...


Ali estava o seu tão desejado presente!

Terceiro momento: Avaliar a compreensão da história através das perguntas:
– O que Guigui deve ter sentido quando viu que seu brinquedo não estava ainda pronto?
– E o que sentiu quando viu seu pudim caído no chão? Será que ele ficou triste?
– O que ele teve vontade de fazer?
– Por que não fez?
– E o que aconteceu de noite?
– A mamãe disse que o pudim era todo dele. Mas, ele comeu o pudim sozinho?
– Valeu à pena Guigui esperar, com paciência?
– Gostamos quando alguém tem paciência com a gente?
– E os outros também gostam de serem tratados com paciência?

Quarto momento:

1.Harmonização Final - ATIVIDADE CRIATIVA
a) Pedir que imaginem, com os olhos fechados, que tem na mão um vasinho com terra e dentro uma sementinha bem pequenina... a sementinha começa a inchar devagarzinho. .. sai da casquinha... com paciência surge a primeira folhinha... cresce... depois, com paciência, aparece outra folhinha... Aos poucos cresce na terra a plantinha... E agora, bem devagar... eu coloco no chão, na minha frente, a minha plantinha...”

b) Agora vamos imaginar que somos essa plantinha: Criar com todo o grupo uma vivência corporal que represente a germinação e o crescimento de uma semente. Os gestos devem ser lentos para representar as etapas do desenvolvimento.

Meditar:
Com paciência a plantinha cresce...
A paciência também me ajuda a crescer feliz.
Pedir que abram os olhos e bem devagarzinho coloquem a sua “plantinha” no jardim (real ou imaginário).

Prece Final


JOGO: Pensando e Agindo no Bem

Este é um jogo sobre atitudes e pensamentos no bem. Pode ser jogado em forma de trilha (ou caminho, onde cada quadrado é uma parte do caminho, como em uma calçada), com um dado e uma bola de papel colorido para marcar o lugar de cada evangelizando (ou outro objeto colorido); em um grande tabuleiro em cima da mesa; ou riscado a giz, como em um jogo de amarelinha em espiral, numerando cada casa (pedaço do jogo que corresponde a uma das ordens do jogo - avance uma casa, volte duas).

Pode-se fazer, também, um tabuleiro com uma pista de peões. Os peões são posicionados no início da pista e as cartelas no centro dela. Sorteia-se a ordem dos jogadores e a cada jogada o jogador tira uma cartela, lê em voz alta e executa a tarefa. As crianças adoraram e o evangelizador, poderá explorar diversos assuntos ou um em especial durante o jogo.

Esta atividade foi elaborada pela evangelizadora Nilda, da Fraternidade Espírita Casa do Caminho – Belo Horizonte/MG.
















27 de maio de 2011

Quadrinhos - Toinzinho e Chico Xavier










Aula - Honrar Pai e Mãe


OBJETIVO: Levar o evangelizando a compreender a importância dos pais ou daqueles que tem responsabilidades sobre eles. Que devem amá-los respeitá-los e ter gratidão para com eles durante toda a vida, cumprindo o mandamento cristão do amor ao próximo.

Primeiro Momento:

INCENTIVAÇÃO: mostrar uma pequena caixa ou envelope fechado e dizer para as crianças que ali está guardado um dos mandamentos, que é tão importante que merece ser estudado separadamente. Para que as crianças descubram, dar pista, tais como; refere-se a elementos muito importantes, que estão sempre perto de nós; sem eles seria difícil viver; somos muito importantes para eles, etc.

- continuar até que as crianças descubram: “Honrar Pai e Mãe”.

- Pedir que uma delas abra a caixa ou envelope, mostrando a gravura que representa este mandamento.

- perguntar se elas sabem o que significa exatamente a palavra “HONRAR’.

- deixar que falem, anotando as respostas e dizendo que fará uma narrativa par que elas mesmas verifiquem se acertaram.

Segundo Momento: DESENVOLVIMENTO:

Que é honrar? É respeitar, amar, obedecer às orientações daqueles que tomaram, perante o Alto, a responsabilidade do encaminhamento de um Espírito, adotando-o na condição de filho. Deus colocou, entre Suas leis, essa que lembra ao filho o dever de gratidão para com aqueles que o receberam na Terra, deram-lhe um corpo, cuidaram da sua saúde, alimentaram-no, educaram-no, e o encaminharam no mundo, até que tivesse condições de dirigir a própria vida. Lembra o Mandamento que, mais tarde, os filhos devem amparar os pais – ainda que sejam adotivos –, servindo-os na velhice, pois estes muito trabalharam, sofreram e se dedicaram, anos a fio, para torná-los felizes e fazê-los progredir. Honrar pai e mãe é, assim, expressar gratidão, demonstrar amor filial. É, enfim, também cumprir o mandamento cristão do amor ao próximo.

Observação: comentar que tem vários tipos de família e que umas são compostas por pai, mãe e filhos, outras de avós e filhos e tios, outras de irmãos, outras de pais com filhos adotivos. E que devemos amar a todos e tratá-los com respeito, pois são eles responsáveis pela educação. Família é quem você mora, é quem cuida de você.

Os pais tem um valor muito grande perante DEUS pois eles nos permitiram de nascer.

Mostrar as figuras representando os tipos de família.

Terceiro Momento: Narrar a história : O QUE JESUS NOS PEDE

O pequeno Zacarias era um menino muito obediente, que viveu no tempo de JESUS. Toda a vizinhança o estimava muito, porque estava sempre disposto a servir. A mãe do menino chamava-se ESTER e era moça e bonita. O pai, JOEB, era um rapaz de trinta anos, que ganhava a vida nos rudes trabalhos do campo.

Enquanto o pai trabalhava, Zacarias estudava.

Certa vez, a mãe adoecera gravemente, JOEB fora obrigado a deixar os trabalhos do campo, a fim de proporcionar à esposa assistência indispensável.

Determinada manhã, JOEB disse ao garoto:

- Zacarias, meu filho, a lavoura está ameaçada pelas erva daninhas e sua mãe continua mal, o que você sugere? Devo ir ao campo ou continuar ao lado de ESTER?

- Fique ao lado da mamãe, enquanto irei substituí-lo na lavoura- fora a resposta pronta do menino.

- Mas como, meu filho? Não chegou ainda aos dez anos, onde vai arranjar forças para o duro trabalho de enxada?

- Não pense nisso, pai. Não se aflija, porque tudo vai correr bem, até mamãe ficar boa, o que não vai demorar, pois tenho pedido a JESUS para curá-la.

O menino, dentro de pouco, estava trabalhando na roça. A tarefa dos primeiros dias deixara-lhes grandes bolhas nos dedos. As mãos doloridas apresentavam manchas avermelhadas. Mas Zacarias estava muito satisfeito por sentir-se útil aos queridos pais, durante as horas de serviço, o pensamento estava sempre na mãezinha enferma, coitada! Estava tão abatida!... E o pai! Tão trabalhador e dedicado; eles mereciam toda a sua atenção e carinho!

A uns cem metros da casinha humilde, o menino matutava nos últimos acontecimentos. Pensava naquele homem chamado JESUS, que, segundo lhe dissera, realizava curas extraordinárias! Se ELE curasse a sua mãezinha?...

De repente, avistou, sem saber direito de onde tinha vindo, um moço muito belo que lhe tomou as mãozinhas feridas e as beijou longamente.

O menino ouviu a voz suave do desconhecido;

- Zacarias, sua mãe está salva, ela deve agradecer o fato ao seu coração de filho abnegado.

Zacarias compreendeu que estava diante do CRISTO e se jogou de joelhos aos seus pés, beijando-lhe as sandálias rotas.

JESUS levantou-o carinhosamente e apontou-lhe o caminho do lar, sem mais uma palavra. O menino tomou a rota indicada, com os olhos marejados de lagrimas.

Em casa, a doce mãezinha e o papai agradecidos aguardavam o filho, mostrando nos olhos o brilho da felicidade.

Aura Celeste – psicografia de Corina Novelino

Livro: Escuta, meu filho...(adaptação).

Quarto Momento:

Discutir, com as crianças, em torno da narrativa, usando as perguntas:

1. Zacarias era um bom filho?

2. Come ele demonstrava amor pelos pais?

3. Por que o seu pedido foi atendido por JESUS?

4. Zacarias sabia então honrar seus pais?

Quinto Momento:

Distribuir atividade escrita para que sejam desenvolvidas pelas crianças.

Prece Final


A FAMÍLIA: CÉLULASOCIAL

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

CHAMAR À PARTE TRES CRIANÇAS E COMBINAR QUE DRAMATIZEM A SEGUINTE SITUAÇÃO:

MARIOZINHO CHEGOU DA ESCOLA COM O IRMÃO E TEVE UMA SURPRESA.SUA MÃE DISSE QUE ESTAVA FAZENDO GREVE. ÃO TINHA FEITO COMIDA, NEM LAVADO A ROUPA DOS MENINOS E NEM ARRUMADO A CASA.AINDA MAIS,DISSE QUE SUA GREVE SERIA DE TRÊS DIAS.SOMENTE DEPOIS IRIA SENTAR PARA CONVERSAR.

ATIVIDADE REFLEXIVA

PEDIR QUE COMENTEM ESTA SITUAÇÃO, DETALHANDO SUAS CONSEQUÊNCIAS. LEMBRAR QUE TODOS OS MEMBROS DE UMA FAMILIA TEM DEVERES UNS PARA COM OUTROS:MÃE E PAI PARA COM OS FILHOS E ESTES PARA COM SEUS PAIS.

MOSTRAR A FRASE E PEDIR QUE LEIAM E COMENTEM UM DOS ENSINAMENTOS DEIXADOS POR MOISÉS NO DECÁLOG

" HONRAI A VOSSO PAI A A VOSSA MÃE."

Honrar o vosso pai e a vossa mãe é uma conseqüência da lei geral de caridade e de amor ao próximo, porque não se pode amar o próximo sem amar pai e mãe; mas a palavra honrai encerra um dever a mais a seu respeito: da piedade filial. Deus quis mostrar com isso que, ao amor, é preciso acrescentar o respeito, as atenções, a submissão o que implica a obrigação de cumprir para com eles, de um modo mais rigoroso ainda, tudo o que a caridade manda para com o próximo. Este dever se estende naturalmente às pessoas que estão no lugar de pai e de mãe, e que tem tanto mais mérito quanto seu devotamento é menos obrigatório. Deus pune sempre, de maneira rigorosa, toda violação a esse mandamento.

Respeitar vosso pai e vossa mãe é assisti-los na necessidade, proporcionar - lhes o repouso na velhice, cercá-los de solicitude como fizeram por nós em nossa infância.