20 de junho de 2011

Aula - Não julgue, a fim de não ser julgado

PLANO DE AULA

NÃO JULGUE, AFIM DE NÃO SER JULGADO – O argueiro e a trave no olho

Evangelho Seg. o Espiritismo – Cap. 10 – “Bem-Aventurados os que são Misericordiosos”

Sub-temas:

· NÃO JULGUEIS: AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

· INDULGÊNCIA

Objetivos:

- Perceber a necessidade de observar e corrigir nossos próprios defeitos para evoluirmos.

- Levá-los a perceber que estamos sempre reagindo de forma a julgar, censurar e repreender o semelhante;

- Perceber nas sábias lições de Jesus a humildade e a indulgência, levando-nos, de um lado, ao reconhecimento das nossas próprias faltas, e de outro, à compreensão das faltas alheias.

Referências Bibliográficas: Evangelho Seg. o Espiritismo - cap. 10; site: WWW.espírito.org.br; www.cvdee.org.br; Conteúdo Programático da UEM.

Desenvolvimento:Primeiro Momento: Preparemos duas dinâmicas, uma em que julgamos as coisas (claro que podemos relacionar com pessoas) e outra para fixação do tema.

1. Dinâmica: Caixinhas de Presentes – Não julgar pelas aparências

OBJETIVO:

Mostrar que não devemos ver apenas as aparências. A nossa tendência natural é escolher alguma coisa por ser bonita, mas nem sempre o que se mostra bonito é valioso!

Material e sua preparação: Levar 10 caixas embrulhadas com papel de presente:

07 delas devem estar embrulhadas de forma bem bonita, algumas podem ser grandes e outras podem ser pequenas.

03 caixas estarão embrulhadas de forma mais simples, poderá ser com papel jornal, papel pardo, sulfite ou papel de presente amassado/rasgado.

Dentro das caixas bonitas coloque jornal amassado, pedras, pedaços de pau, revistas velhas (materiais com pouco valor).

Dentro das caixas simples coloque objetos bons, por exemplo: balas, pirulitos, bombons, pequenos brinquedos, livrinhos bíblicos.

Coloque as caixas no centro da sala, todas misturadas.

DINÂMICA: Divida a turma em grupos e escolha 1 criança de cada grupo, esta criança deverá escolher uma das caixas e todo grupo receberá o que contém na caixa.

Todos do grupo podem participar dando sugestão de qual caixa à criança deverá escolher.

Quando todos os grupos já estiverem com as caixas de presente, pergunte para cada grupo porque escolheram aquela caixa.

Então, peça para que cada grupo abra o seu presente, aguarde a reação de cada um (2 minutos).

Depois de aberto, peça para que cada grupo fale o que ganhou e mostre para os demais grupos. (peça paciência as crianças, para elas ainda não comerem o que ganhou)

Procure "explorar" bem esta situação fazendo as crianças entenderem que nem sempre um pacote bonito faz um conteúdo valioso.

E finalizando dizer que vamos dividir o que ganhamos, compartilhando com as outras crianças as balas, pirulitos, etc.

Segundo Momento: Desenvolver o tema.

Nossas reações

Reagimos mais do que agimos às diversas situações que nos acontecem diariamente. Nossa primeira atitude ainda é de repreensão, julgamento e crítica.

Estamos sempre julgando pessoas, coisas e situações, apontando erros e falhas, censurando, ao invés de termos um olhar benevolente e de aprendizado ao que nos acontece. Mas quanto a essa postura Jesus já havia nos alertado, vamos ver como Ele nos ensinou: (preparar um cartaz e colar no quadro)

“Não julguem, a fim de não serem julgados; porque vocês serão julgados segundo julgaram os outros; e será usada com vocês a mesma medida da qual usaram para medir os outros” (Mateus, cap.7:1,2)

Antes de atribuir a alguém uma falta, apontar algum erro vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita. Antes de julgar alguém com severidade, procuremos ser tão indulgentes para com ele quanto o seríamos para conosco.
Por que Jesus nos ensina a não julgarmos o próximo?

Se refletirmos sobre as inúmeras faltas que cometemos ao longo da vida, e reconhecermos que erramos muito, seremos incapazes de condenar atos que talvez nós mesmos já houvéssemos praticado.

De um modo geral, somos benevolentes para com os nossos erros e muito severos para com os erros dos outros. Sempre estamos certos e os outros sempre errados.

Precipitamo-nos e nos equivocamos no julgamento do próximo, mas não julgar tem um verdadeiro sentido, que está na palavra caridade. A caridade que Jesus ensinou é Benevolência para com todos, Indulgência para com as imperfeições dos outros. Perdão das ofensas. Eis ai que nos ensinou Jesus em suas sábias
lições de humildade e de indulgência, levando-nos, de um lado, ao reconhecimento das nossas próprias faltas, e de outro, à compreensão das faltas alheias.

Jesus nos advertiu, não podemos pretender tirar o argueiro (cisco, coisa insignificante) nos olhos dos outros, se temos em nossos olhos a trave (trava, viga de madeira) que nos cega dificultando-nos a caminhada. Então, para entendermos, para sermos benevolente, indulgentes para com os erros de nossos irmãos, é preciso que, antes de tudo, nos conscientizemos dos nossos erros, das nossas imperfeições e das nossas limitações. A partir daí sim, teremos condições de compreender os erros dos outros.

A pessoa indulgente não vê os defeitos dos outros, ou se os observa, evita falar deles ou divulgá-los, a fim de que não se tornem conhecidos por outrem.

O nosso dever básico deve ser o de vigiarmos a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios. Sejamos indulgentes, rogando perdão para os nossos erros e perdoando os que erram.

O perdão é indispensável ao equilíbrio, assim como o ar é indispensável à vida.

Antes de revidarmos a palavra ofensiva, dita impensadamente, antes de aceitarmos a provocação, pensemos duas vezes.

Meimei nos fala que toda criatura precisa de perdão, como precisa de ar, porque o amor é o sustento da vida, e o bálsamo do perdão anula o veneno do ódio.

Mas, tudo isso, a indulgência, a benevolência, o perdão, requer exercício. Pelo fato de ouvirmos sobre a importância do perdão, não significa que vamos assimilar da noite para o dia.

Comecemos a relevar as pequenas indelicadezas, as pequenas ofensas para, depois, aprender a perdoar as grandes ofensas.

Pensemos muito em que Jesus nos ensinou quando disse: “Fazer aos outros aquilo que nós gostaríamos o que os outros nos fizessem”, pensemos também quando disse: “não julgueis para não serdes julgados”, pois ainda Ele nos diz que segundo julgamos seremos também julgados.

Terceiro momento: Apresentar a história de Miguel para que analisem e percebam o mecanismo que usamos de pré-julgamento com os outros.

2. Caso Miguel: Não devemos julgar os outros

TEMA: Como julgamos os outros
OBJETIVO: Mostrar através de uma estória como é fácil julgarmos os outros e principalmente como não devemos fazer isto.

PREPARAÇÃO: Iremos preparar 6 painéis com pedaços da estória. Pode ser feito com papel cartolina ou papel pardo. Se possível fazer umas ilustrações para descontrair. Cada relato é um painel.

DINÂMICA:

Ir apresentando os painéis e complementando a estória. Antes de colocar um novo painel no quadro, e ler a continuação, dar uma pausa e perguntar o que a turma acha sobre o Miguel. Será que ele é doido? Será que ele é problemático? O que vocês acham que o Miguel é?

Após toda a estória apresentada, contar a versão do próprio Miguel.

Por fim, comentar a estória falando sobre a questão do julgamento. Nós temos muita facilidade para julgar os outros, mas não devemos fazer isto por que não sabemos o que se passa na vida das outras pessoas.

Quarto momento: Atividade escrita – Colorir, recortar e colar a seqüência certa da estória, produzindo um texto após sobre a estória.

Prece Final


O CASO MIGUEL: Não devemos julgar os outros



Relato do padeiro:

Esse menino não é muito certo da bola não. Ás vezes, cumprimenta a gente, outras vezes parece que nunca me viu. Tem dias até que puxa um dedinho de prosa comigo, e ainda faz comentários do jogo da véspera. Quando procuro por ele, para continuar o assunto, já não está mais lá. Ontem chegou aqui de cara amarrada, com os olhos vermelhos!…

Não sei, não!… Acho que ele se droga…

Pediu 1 litro de leite e 2 pãezinhos e se mandou. Ele é muito esquisito!!! Coitada da mãe dele!!! Deve sofrer!!!



Relato da mãe:

Naquela manhã, Miguel acordou cedo, não quis tomar café. Nem ligou para o bolo que eu havia feito especialmente para ele. Não quis vestir o casaco que eu lhe dei. Disse que estava com pressa e reagiu com impaciência aos meus pedidos para que se alimentasse e se agasalhasse! Ele continua uma criança que precisa de cuidados o tempo todo. Ele já tem 14 anos, mas não tem noção do que é bom para ele.



Relato do Trocador de Ônibus:

Naquela manhã de sábado, entrou no ônibus um rapaz com toda a pinta de pivete. Cara fechada, de mal com o mundo, meio nervoso. Fiquei de olho nele, esperando que assaltasse alguém. Levava uma sacola de plástico com, provavelmente, aquilo que ele já havia roubado antes. Olhava o tempo todo para o relógio, como se estivesse admirando o que roubou. Essa juventude de hoje!!! O mundo está mesmo perdido!!! Fiquei aliviado quando ele desceu, sem ter conseguido assaltar ninguém. Também pudera!!! Ele sentia que eu estava o tempo todo de olho nele!!!



Relato do vendedor do Mc Donald’s:

Logo de manhã, apareceu um garoto quando ainda estávamos abrindo a loja… Parecia um doido! Queria, por que queria que tudo parasse e ele fosse logo atendido. Queria o hambúrguer para ontem! Ora! Como se eu fosse o empregado dele! Não era muito normal, não! Ficava andando de um lado para o outro, olhando o relógio, falando sozinho…!



Relato do porteiro:

Esse garoto está sempre afobado! Fala com a gente e mastiga o sanduíche ao mesmo tempo!! Engraçado que está sempre atrás do mesmo garoto! “Cadê o Carlos? Você viu o Carlos? Pra onde foi o Carlos?” Ih, não sei não! Não é coisa boa!




Relato do faxineiro:

Ah! Eu sabia! Não é de hoje que eu desconfiava desse moleque!! Peguei ele no flagra!!!

Desde que me falaram que tem gente roubando coisas no vestiário, eu fiquei de olho, né? Ninguém presta atenção num faxineiro… Então fica mais fácil, e não deu outra!

Como quem não quer nada, eu estava lá enrolando na limpeza do vestiário, varrendo, mas prestando muita atenção no movimento. Foi quando entrou aquele garoto, olhando para todos os lados, mais para ver se alguém podia ver o que ele ia fazer… Para ele, eu não existia, seu olhar passava direto por mim. Quando ele tirou as chuteiras roubadas do saco plástico, eu não tive dúvida! Comecei a gritar!!!

Socorro, ladrão!! Pega ladrão, pega ladrão!!!

Caso Miguel: Não devemos julgar os outros


Versão do Miguel: “Eu só penso em futebol. Fico pensando, a semana inteira, nas peladas do final de semana, nos treinos que eu assisto, do meu timão do coração, lá na Gávea. Zico é o meu maior ídolo! Ninguem sabe o que aconteceu, ontem, lá na Gávea, meu amigo Carlos veio me avisar que o próprio Zico estaria lá, no dia seguinte, testando a galera para formar como jogador de futebol no seu time. Fique logo ansioso e lógico que eu queria ser testado também, né!? perguntei pro Carlos se eu podia comparecer e ele disse que era só chegar com chuteiras, (óbvio), cópia da certidão de nascimento e 1 retrato. E, principalmente que chegasse na hora certa, sem me atrasar, por que o Zico é rigoroso pacas quanto ao horário.

Meu irmão, nem dormi direito esta noite. Acho que era ansiedade, dormi mal pra caramba!!! Fiquei só pensando, imagina ver o Zico de perto, jogar bola com ele, isso é meu sonho! Muito show imagina só, você não está entendendo, o Zico como meu treinador, isso é demais!

Ao me levantar, depois de uma noite horrível, fui comprar o leite e o pão para a mamãe. Detesto chegar na padaria do Seu Manoel e ver, sempre, aquela gente se “empurrando” na fila tão cedo. Acho até que nem foram pra casa dormir ainda! Quando eu chego lá e esse pessoal está lá também, compro tudo e saio fora rapidinho. Eu gosto do Seu Manoel, pena que ele não pode escolher pra quem vai vender, até por que ele precisa ganhar dinheiro. Mas não acho legal essa galera que só fica bebendo. Quando está vazio até dou uma parada pra trocar uma idéia com ele, mas isso é tão raro!

Deixei o leite e o pão na cozinha. Peguei minhas chuteiras e corri pra não me atrasar. Ouvi a mamãe resmungando pra comer bolo e botar o casaco com o maior sol lá fora, e eu nem estava visando comer em casa, sou mais o Mac Donald’s do que o bolo. Coitadinha! Ela sempre faz esse bolo, mas é que hoje estou com pressa mesmo!

O ônibus, pra variar, demorou muitíssimo! Já estava nervoso! Amigo, se houver trânsito, não vai nem dar pra eu comer alguma coisa. Tenho até medo de passar mal no treino. Eu estava tão ansioso que toda hora olhava no relógio, como se pudesse parar o tempo.

Finalmente desci do ônibus e deu tempo de lanchar. Fui ao Mac Donald’s ali do lado, rezando pra ser servido logo, por que eu não podia me atrasar. O pior de tudo é que o único vendedor, naquela hora, era muito mole! Acho até que estava fazendo de propósito para me deixar mais nervoso.

Ufa! Consegui chegar no clube na hora! Perguntei para o porteiro se ele havia visto Carlos, meu amigo. Ele disse que ele já tinha chegado e que devia estar no vestiário. Fui rapidinho pra lá, olhando para todos os lados, vendo se encontrava Carlos. Entro no vestiário e só quem estava lá dentro era aquele faxineiro fofoqueiro que não simpatizo. Esta sempre rondando, parece um carrapato pegajoso!… Adora adular o pessoal! Deve achar que vai levar uma graninha com isso. Mas aí quando resolvi me trocar e procurar Carlos depois, o faxineiro começou a gritar: – Socorro! Ladrão! Pega ladrão! Nem sei qual foi, mas quando fui ver ele estava apontando pra mim! Que sufoco! Entrei em enrascada, mas consegui provar que era inocente.

Finalmente, o incidente saiu melhor que a encomenda. Zico soube do ocorrido, e cada vez que me olhava começava a rir, imaginando a situação. “E foi assim que fui notado e consegui ficar entre os escolhidos.”

Por fim, comentar a estória falando sobre a questão do julgamento. Nós temos muita facilidade para julgar os outros, mas não devemos fazer isto por que não sabemos o que se passa na vida das outras pessoas.



ATIVIDADE ESCRITA




17 de junho de 2011

Atividade - Não julgue, afim de não ser julgado

Seqüencia de estórias em quadrinhos











Nossas reações e a Bem-aventuranças

Reagimos mais do que agimos às diversas situações que nos acontecem diariamente. Nossa primeira atitude ainda é de repreensão, julgamento e crítica. Apontamos erros e falhas, ao invés de termos um olhar positivo e de aprendizado ao que nos acontece. Transferimos responsabilidades, adiamos mudanças de postura, não fazemos a nossa reforma íntima.









Peça ao seu grupo que complete estas seqüências de situações. Através destas respostas, que podem ser em desenho ou escritas, podemos saber como eles estão agindo no mundo.
Se somos agitados, inquietos e emburrados, vamos dar um tipo de resposta.

Se já vivencio em mim as bem-aventuranças, estou pacificado e procuro compreender o outro, entendendo melhor a situação que estou passando, a minha resposta vai estar diretamente ligada a este estado de espírito.

O grande objetivo de nossos relacionamentos é progredir espiritualmente e tomar consciência de que ser feliz ou infeliz são o resultado direto de nossas atitudes.

Fonte:http://lubeheraborde.blogspot.com/

6 de junho de 2011

Aula - Alegria e Mau humor


Prece inicial

Primeiro momento: Leitura da estória “O Cavalinho Insatisfeito”.

Segundo momento: Conversar sobre a estória com os evangelizando e perguntar como era o cavalinho no início (insatisfeito, reclamava o tempo todo de tudo, mal-humorado) levando as crianças a concluírem que o mau humor e as queixas não resolvem nenhum problema e afasta as pessoas do nosso convívio.

O Espírita não deveria ser mal-humorado, quando menos porque sabe de onde veio, o que aqui está fazendo e para onde vai, além de conhecer, de cor e salteado, que nada acontece por acaso e que há forte razão para as dificuldades pelas quais esteja passando, de qualquer ordem, mesmo que gravíssimas, já que as Leis Naturais são perfeitas e, por isso mesmo, não sofrem alteração, não havendo, na Criação, privilégio de qualquer espécie a quem quer que seja.

Bem ao contrário, o Espírita deveria ser alegre e muito grato pela excelente oportunidade de que desfruta, uma vez mais, pela via da reencarnação, de poder ajustar e reajustar contas, de poder corrigir erros, males e equívocos, e seguir aprendendo e evoluindo sempre, na busca permanente da perfeição relativa e da felicidade suprema, destino final dos seres humanos.

Terceiro momento: Questionar os evangelizando.

· O que é alegria? O que os deixam alegres? Observar as respostas e levar a criança a perceber se esse sentimento acontece somente com situações materiais ou morais.
Por exemplo: ficamos alegres quando estudamos e tiramos nota 10 numa prova? Se tivéssemos "colado”, o sentimento seria o mesmo?
A alegria maior, verdadeira é aquela que sentimos quando nossa consciência está tranqüila. É o dever cumprido.
A tristeza aparece quando nos afastamos do compromisso.
· “Ser alegre” e "estar alegre" é diferente? “Estar alegre" é um estado de momento. Podemos inibir o "ser alegre" se condicionarmos a alegria a alguns acontecimentos. Ex.: só consigo ficar alegre ou feliz se eu tiver o tênis da moda; só ficarei feliz se eu cair na mesma turma do ano passado; etc. Essa alegria não é verdadeira. 
· Podemos ser felizes diante da dor?  (colocar figuras com pessoas em situações difíceis, mas com expressões diferentes, umas com fisionomia calma, outras sofridas); refletir que podemos ser felizes mesmo diante da dor ou dificuldade quando entendemos a razão daquilo e tiramos lições. 
Se determinada escolha não foi boa, vamos trabalhar com ela com alegria, vencendo mais fácil a situação. Por ex.: se fui colocado numa classe diferente, com pessoas que não conheço a minha alegria e satisfação, vai emanar vibrações de tal categoria que pode envolver as pessoas e estas serem atraídas para novas amizades. A alegria do Espírito é uma energia transformadora que desmobiliza vibrações inferiores.

Quarto momento: Contar o caso “Coitadinho de mim” e “A alegria dos outros”.

Quinto momento: Leitura do texto “A Casa dos Mil Espelhos”.

Sexto momento: Escolher uma das atividades abaixo.

- Desenho em xilogravura: Ouvir uma música sobre alegria (“A Energia do Amor”, “Pra ser Feliz” ou “É Preciso”) e a partir da música produzir desenho em xilogravura.

Xilogravura em isopor

Materiais:

Bandeja de isopor
Pincel Condor
Tesoura
Tinta guache
Ponta seca ou caneta sem tinta

Modo de preparo:

Corte as abas da bandeja, utilize a parte totalmente lisa, não pode ter nenhum tipo de relevo.
Com a caneta sem tinta ou ponta seca marque o desenho sobre a bandeja.
Com o pincel, espalhe a tinta guache homogeneamente sobre o desenho e imprima sobre o papel. Se necessário, faça alguns testes antes para sentir a necessidade de mais ou menos tinta.

-Desenhar o seu rosto com expressão alegre e escrever o que o deixa com esse sentimento.

- Desenho para colorir.

Prece de encerramento

Aula preparada a partir de material recebido pelo grupo e outros.

Tia Zezé - 3º ciclo da infância - CEE - Vitória –ES 2011



HISTÓRIAS

O CAVALINHO INSATISFEITO

Apesar de morar numa linda cocheira cheia de conforto, o cavalinho estava sempre insatisfeito.

Tinha um grande campo verde para cavalgar e brincar com seus amigos, onde não lhe faltava erva tenra e macia para sua alimentação e água pura e límpida para beber num regato próximo.

E quando a noite chegava, recolhia-se à cocheira, onde um monte de capim novo e seco lhe servia de leito, enquanto pela janela aberta podia ver as estrelas brilhando no céu, lá longe.

João, um servidor amigo, banhava-o regularmente, escovando seu pelo com cuidado e deixando-o brilhante e sedoso.

Ainda assim, não estava contente e passava o tempo a reclamar da vida.

Reclamava de ter que levantar cedo, da grama que não estava bem verde e macia, da água que alguém turvara, do colchão de capim duro.

Quando o empregado vinha banhá-lo, reclamava que a água estava muito fria, e a escova, muito dura, o machucava.

Certo dia, quando João chegou sorridente para tratá-lo, encontrou-o ainda com humor pior do que nos outros dias. Sem querer, o empregado descuidou-se e o balde com água caiu sobre a pata do cavalo.

Imediatamente, o animal reagiu, irritado, dando um coice no coitado do servidor, dizendo com maus modos:

- Desastrado!

Caindo de mau-jeito, o rapaz não conseguiu se levantar, gritando por socorro.

Quando vieram acudi-lo, vendo-o no chão, indagaram:

- O que houve, João?

Gostando realmente do cavalinho e não desejando que fosse punido, respondeu:

- Não foi nada. Caí e machuquei a perna.

Levado a um hospital, constataram que João fraturara um osso de uma perna e seria preciso engessá-la. Durante um mês teria que fazer repouso e não poderia trabalhar.

No dia seguinte, outro empregado foi encarregado de cuidar dos animais, substituindo João em suas funções.

Sendo muito preguiçoso, o novo empregado não se preocupava com nada. Esquecia de soltar os animais para passear no campo, não trocava a água dos bebedouros, não tirava o capim velho substituindo por novo e não gostava de dar banho, deixando-os sujos e mal-cheirosos.

Como o cavalinho reclamasse do tratamento que lhes estava sendo dispensado, pois vivia cheio de moscas, ainda recebeu algumas chibatadas no lombo, que o deixaram ferido.

Assustado, visto que nunca tinha apanhado, o cavalinho ficou com medo e nunca mais reclamou de nada.

Lembrava-se, porém, com profunda saudade do servidor amigo que os tratava sempre com bondade e nunca lhes deixara faltar nada. Á noite, sozinho, olhando as estrelas, ele chorava de tristeza em seu leito sujo e mal-cheiroso.

Quando João retornou, após os trinta dias, foi com um relincho feliz que o recebeu. O cavalinho encostou a cabeça em seu peito, satisfeito pela volta do amigo.

O empregado estranhou a atitude carinhosa do animal, antes tão mal-humorado, e se condoeu do seu aspecto, pois perdera o ar altivo, mantendo a cabeça baixa; estava todo sujo e seu pêlo ferido sangrava, mordido pelos insetos que assentavam em seu corpo, atraídos pela sujeira.

- Agradeço seu cuidado e atenção. Foi preciso que eu sofresse para saber valorizar sua amizade. Agora compreendo como fui rude e malcriado com você, e como foi bom para mim. Perdoe-me o coice que lhe dei. Isso nunca mais acontecerá.

Fez uma pausa e, fitando o amigo com os olhos úmidos de emoção, concluiu:

- Aprendi que é preciso saber agradecer tudo o que temos. Deus me deu uma vida boa onde nada me faltava, no entanto eu vivia insatisfeito com tudo. Foi preciso que as coisas piorassem para que eu pudesse perceber como era feliz. Entendi, também, que é preciso saber respeitar os outros se desejamos ser respeitados.

Tia Célia

(Fonte: O Consolador – Revista Semanal de Divulgação Espírita – Espiritismo para Crianças – Célia Xavier Camargo – Ano 1 – nº 23 – 21/09/2007)


COITADINHO DE MIM !?
 
Jerônimo Mendonça nasceu em Ituiutaba (MG), em 1 de Novembro de 1939, tendo desencarnado em 25 de Novembro de 1989. A vida do médium Jerônimo Mendonça foi um exemplo de superação de limites. Totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas por todo o Brasil a fora para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado “O Gigante Deitado” pelos amigos e pela imprensa.
Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinárias, o acometeu.. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar.
- Doutor, será que podemos pelo menos levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
- Só se for de avião. De carro ele morre no meio do caminho.
Um de seus amigos tinha avião. Levaram-no para Uberaba. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram à Comunhão Espírita, onde o Chico trabalhava então. Naquela hora ele não estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna, levando o pão e o evangelho aos pobres e doentes.
Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:
- Olha só quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo uma rosa vermelha! 
Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela não “despetalar”.
Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou.
Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, em seguida vem a explicação: 
- Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
- Não, Chico. 
- Foi porque você aceitou o “Coitadinho”. Coitadinho do Jerônimo, coitadinho... Você desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo físico, gerando a lesão. Doravante, Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros não sintam piedade de você. 
Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.
Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia “fatal”. Venceu o “coitadinho”.
Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.
Extraído do Jornal Espírita de Setembro de 2007.


A ALEGRIA DOS OUTROS
 
Um jovem, muito inteligente, certa feita se aproximou de Chico Xavier e indagou-lhe:
- Chico, eu quero que você formule uma pergunta ao seu guia espiritual, Emmanuel, pois eu necessito muito de orientação.
Eu sinto um vazio enorme dentro do meu coração. O que me falta, meu amigo?
Eu tenho uma profissão que me garante altos rendimentos, uma casa muito confortável, uma família ajustada, o trabalho na Doutrina Espírita como médium, mas sinto que ainda falta alguma coisa.
O que me falta, Chico?
O médium, olhando-o profundamente, ouviu a voz de Emmanuel que lhe respondeu:
Fale a ele, Chico, que o que lhe falta é a “alegria dos outros”! Ele vive sufocado com muitas coisas materiais. É necessário repartir, distribuir para o próximo...
A alegria de repartir com os outros tem um poder superior, que proporciona a alegria de volta àquele que a distribui.
- É isto que está lhe fazendo falta, meu filho: a “alegria dos outros”.

A CASA DOS MIL ESPELHOS

Tempos atrás, em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos.

Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar.

Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele.

Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos.

Quando saiu da casa, pensou:

-Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes.

Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa.

Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta.

Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes tentando afugentar e ameaçar os outros cães, mas ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele.

Quando saiu, ele pensou:

-Que lugar horrível, nunca mais volto aqui...


Todos os rostos no mundo são espelhos... Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?

Folclore Japonês


"Os tristes acham que o vento geme;

Os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta.

O mundo é como um espelho, devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.

A maneira como você encara a vida, faz toda a diferença."

Autor desconhecido


Aula - Obediência e Resignação

Obediência e Resignação

Evangelho Seg. o Espiritismo – Cap. 9 – “Bem-Aventurados aqueles que são Mansos e Pacíficos”

Objetivos:

- Reconhecer a necessidade da ordem e da disciplina para alcançarmos a harmonia interior.

- Identificar a obediência e a resignação como virtudes a serem alcançadas para nossa evolução.

- Salientar a importância da fé, diante das provas e dificuldades da nossa vida, o que nos auxilia a desenvolver a obediência e a resignação.

- Conscientizar sobre a necessidade de conhecermos a nós mesmos e de nos esforçarmos para dominar e corrigir nossas más tendências.

- Compreender, relacionando à Parábola dos Dois Filhos, que nosso crescimento moral se dá em nosso íntimo, refletindo-se em nossas atitudes.

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo: cap.9; Programa de Evangelização da União Espírita Mineira; O menino ambicioso, o sevo insatisfeito e outras histórias – Célia Xavier Camargo; EDUCAÇÃO DO SER INTEGRAL - LAR FABIANO DE CRISTO.

Harmonização com música

Prece Inicial

Primeiro momento: Contar a história – Aprendendo a Viver de Célia Xavier de Camargo.

História - Aprendendo a Viver

Célia Xavier de Camargo

Morando numa pequena casa em um bairro humilde, Toninho vivia inconformado.

Na escola via colegas mais bem vestidos, calçando tênis caros, e sentia-se triste. Gostaria de ser como um deles, ter casa bonita, passear no “Shopping Center”, ter brinquedos sofisticados, “vídeo games”. Ouvia o relato dos amigos sobre programação de final de semana, e ficava humilhado.

Porque só ele tinha uma vida tão chata e tão sem atrativos?

Nunca podia comprar nada de diferente, usava o par de tênis que não servia mais para o seu irmão, e suas roupas estavam velhas e surradas. É bem verdade que a mamãe as trazia sempre limpa e bem passadas, mas Toninho sentia-se mal por usar sempre as mesmas roupas.

Ao chegar em casa para o almoço, reclamava. A comidinha era simples e nunca tinha pratos diferentes.

- Outra vez feijão com arroz?

O pai, operário de uma fábrica, respondia com paciência:

- E não está bom? Tem muita gente que não tem o que comer, meu filho! Vamos agradecer a Deus, pois nunca passamos fome.

Toninho não respondia. Baixava a cabeça e punha-se a comer, de má-vontade.

Certo dia, Toninho saiu de casa chateado. Brigara com os pais, pois queria uma calça jeans que tinha visto numa loja no centro da cidade e seu pai lhe dissera que era impossível naquele momento. Não tinha dinheiro.

Nervoso, engolindo as lágrimas e chutando uma lata, Toninho foi para a rua. Andou bastante, sem destino. Cansado aproximou-se dele e pediu uma moeda.

Ele olhou admirado para a garota, afirmando:

- Não tenho dinheiro!

- Mas você parece rico. Deveria ter dinheiro.

Espantado, Toninho olhou melhor para a menina, achando graça.

- Então, acha que sou rico?

- Pois não é? Está limpo, bem vestido, bem calçado. Aposto que tem até uma casa!

Toninho, que sempre se considerara muito pobre, perguntou:

- Tenho. Por quê? Você não tem uma casa?

A menina respondeu, apontando para um lugar ali perto:

- Não. Moro debaixo daquele viaduto ali.

Toninho, que nunca se dera conta da verdadeira pobreza, estava horrorizado. A menina, cujo nome era Júlia, convidou-o para conhecer “sua casa” e ele a acompanhou.

Lá chegando, Toninho viu um casal simpático acendendo o fogo num fogão improvisado com tijolos. Também havia outras famílias dividindo o local.

Os pais de Júlia o receberam com um sorriso. Haviam alguns gêneros alimentícios e estavam contentes. Teriam o que comer naquele dia e poderiam até ajudar outras famílias que ali estavam.

- Não se assuste – disse a mãe de Júlia a Toninho -, sem sempre estivemos nessa situação. Acontece que há alguns meses meu marido foi dispensado na indústria onde trabalhava e está desempregado até hoje. Não pudemos mais pagar o aluguel e fomos despejados. Para comprar o que comer, fomos vendendo os móveis e eletrodomésticos que possuímos. Assim, perdemos o jogo de sofá, a geladeira, o fogão, o aparelho de som, as camas. Agora, estamos morando aqui debaixo deste viaduto. Mas, não pense que estamos tristes. Não, de modo algum! Sempre agradecemos a Deus por termos onde nos abrigar. Existem pessoas que nem isso possuem!

Toninho sentiu um nó na garganta. Despediu-se, emocionado.

Chegando em casa, Toninho sentiu a segurança e o aconchego do ambiente doméstico. Entrou na cozinha e um cheiro bom de comida veio do fogão.

Seu pai chegou da fábrica e sentaram-se para comer. Toninho pediu para fazer a oração de agradecimento.

- Muito obrigado, Senhor, por tudo que nos concedeste. Pela nossa casa, pela família, pela comida. E que nunca nos falte o necessário para viver. Assim seja.

Notando que o filho estava emotivo e diferente, o pai explicou:

- Meu filho, amanhã eu irei receber um dinheiro extra e poderei comprar aquela calça jeans que você tanto deseja.

Para sua surpresa, Toninho respondeu:

- Não, papai, não precisa. Isso agora já não tem qualquer importância.

Vendo o espanto dos pais, que nada estavam entendo, o menino contou-lhe a história da Júlia, sua nova amiga.

Os pais de Toninho também quiseram conhecer a família de Júlia, que tanto bem fizera a seu filho, e tornaram-se amigos. O pai de Toninho explicou o caso na fábrica e, dentro de poucos dias, surgindo uma vaga, o pai de Júlia foi contratado.

Na escola, agora o comportamento de Toninho era completamente diferente. O exemplo de otimismo e resignação daquela família havia tocado seu coração. Mostrava-se mais alegre, satisfeito e nunca mais se sentiu infeliz, reconhecendo que a vida é um bem muito precioso e que Deus dá a cada um o necessário para poder viver.

Segundo momento: Explorar o tema da aula com perguntas.

Toninho aceitava o fato de não poder ter as mesmas roupas e objetos que seus colegas? Qual atitude dele quando não podia ter o que queria? O que seus pais aconselhavam? O que ele aprendeu quando conheceu Júlia e sua família?Quando chegou em casa depois da conversa com a nova amiga, que ele percebeu? Qual sua reação quando o pai lhe disse que poderia comprar a calça que desejava? Toninho mudou sua atitude depois que conheceu a história de Júlia? Por que?

Terceiro momento: Explicar que a qualidade que Toninho aprendera era de resignação. Resignação quer dizer aceitar com calma o que não pode ser mudado, mas não significa se acomodar a uma situação e não trabalhar para mudá-la.

* OBEDIÊNCIA e RESIGNAÇÃO são virtudes ativas que possuímos necessárias ao nosso relacionamento no LAR, na ESCOLA e nas DIFICULDADES DA VIDA, que também é escola, praticando-as.

* Obediência ás leis de Deus e o acatamento das determinações daqueles que Ele coloca em nosso caminho como orientadores na presente existência (pais, mães, etc.) são virtudes que todos devemos conquistar.

* Obediência aos pais, professores, patrões e a todos a quem servimos ou devemos respeito, não significa fraqueza ou falta de personalidade, mas coragem, desprendimento e compreensão do que é a vida e de nossas necessidades.

* Devemos obedecer sempre e, além de executar as ordens recebidas, acrescentar algo de nossa parte como empenho, boa vontade, sinceridade, abnegação.

* Obedecer é estar na posição de colaborador.

* Ser obediente é ser resignado, aceitando a vontade de Deus frente a tudo que não podemos mudar embora o desejássemos.

* Sem automatismo ou passividade, a obediência construtiva é antes de tudo o desempenho consciente de nosso dever, diante de Deus e dos homens.

* A obediência nos induz ao serviço fiel e honesto, onde fomos colocados sem melindres ou desajustes.

* A obediência leva a ordem e a disciplina, pois a criatura obediente é disciplinada e respeita a ordem estabelecida, acata as leis e procura dar-lhes cumprimento.

* A ordem e a disciplina são fatores indispensáveis ao progresso individual e coletivo, estando presentes nas leis que regem o universo (movimento da T erra, da Lua, estações do ano, etc.).

* O espírita busca, desde cedo, atender com pontualidade os seus compromissos (horário escolar, hora de levantar, de fazer as refeições, de estudar, de recrear, de deitar- se, etc.)

* Ao espírita, mais do que a qualquer outra pessoa, compete o dever de ser ordeiro e disciplinado, a fim de que possa servir de instrumento de progresso para toda a coletividade de que faz parte e, ao mesmo tempo, conquistar o seu próprio aprimoramento espiritual.

Quarto momento:
- Apresentar a seguinte situação:
Joaquim e João são dois irmãos. A mamãe prometeu que, no domingo, toda a família ia fazer um passeio muito agradável. Eles poderiam tomar banho de mar, ir ao parque de diversões, andar no carrossel e fazer muitas brincadeiras. Os meninos esperavam felizes o dia de domingo. Na madrugada de domingo caiu um temporal muito forte. Pela manhã a chuva continuava e... Não puderam fazer o tão sonhado passeio.

- Apresentar a figura e dizer:
Joaquim reclamou, chorou, gritou de tristeza e raiva.
João também ficou triste, mas não reclamou, nem chorou, nem berrou. Ficou pensando como poderia divertir-se naquele dia de chuva, mesmo dentro de casa.




Pedir que as crianças observando a figura respondam:
– Quem foi o mais inteligente? Por quê?
Explicar que João aceitou o que não podia mudar. Pedir às crianças que digam o nome dessa qualidade. Ele aceitou com calma o que não pode ser mudado e no caso, a chuva. Mas o menino não deixou de pensar como poderia melhorar a situação. Assim devemos sempre fazer.

Quinto momento: ATIVIDADE REFLEXIVA -Levar as crianças a refletir:
a- sobre situações que viveram e não gostaram.
b- se poderiam ou não ter mudado a situação.
c- como reagir: com calma ou com raiva.
A partir das situações apresentadas pelas crianças, auxiliá-las a perceber qual a forma mais inteligente de agir, mantendo-se calmos diante do que não pode ser mudado.

Distribuir folhas de exercício para que escrevam e/ou desenhem explicando as situações.

Prece Final