10 de julho de 2011

Aula - Vingança


AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XII

Sub-tema: VINGANÇA


Objetivo: Mostrar-lhes que a vingança não traz felicidade real, não contribui para a nossa melhoria como ser humano, é contrária às leis de Deus e aos ensinamentos de Jesus.


Harmonização com músicas

Prece

Primeiro momento:
Exposição do tema dialogada com perguntas, observando a participação e os incentivando a falar e discutir.

O que é vingança?

* Ouvir as respostas deles. Explicar que vingança é o ato de se vingar, de desforrar, punir ou castigar alguém pelo que tenha feito a nós ou a outrem.

Perguntar se já se vingaram ou têm vontade de se vingar de alguém e por quê. Ouvir e comentar respostas.

Se alguém já tiver se vingado, perguntar se a vingança trouxe felicidade.

* A vingança é sempre um mal que praticamos em "pagamento" de outro mal.

A prática do mal não pode deixar ninguém feliz de verdade, porque vai contra as leis de Deus. A felicidade que os vingadores experimentam é desequilibrada, doentia, não tem a serenidade e a paz das felicidades reais e justas.

Quando fazemos o mal, vamos contra nossa natureza, porque fomos criados por Deus num ato de amor e para o amor.

A vingança compensa? Por quê?

* Não. Em primeiro lugar, como vimos acima, ela não nos traz felicidade.

Em segundo lugar, quando nos vingamos, permanecemos ligados àquela pessoa de quem não gostamos, porque ela não ficará feliz com nossa vingança e pode desejar voltar a nos fazer mal. Além disso, a vingança não mata a raiva ou o ódio, apenas os alimenta ainda mais. Quem se vinga, por estar praticando o mal, coloca-se em posição de sofrer, porque a lei divina não deixa esquecida nenhuma maldade praticada. As pessoas que desejam vingar-se de alguém não vivem tranqüilas, ficam grande parte de seu tempo pensando naquele de quem desejam desforrar-se.

Quem gasta seu tempo pensando no mal azeda a própria vida. Não há como praticar a maldade sem sofrer no caminho.

Mas, em muitos casos, a vingança não é justa? Se, praticando o mal, uma pessoa coloca-se em posição de sofrê-lo e esse mal foi feito a mim, não é certo que eu puna essa pessoa?

* Antigamente, no tempo de Moisés, as pessoas eram muito injustas, vingavam-se dos seus ofensores com muita desproporção, por exemplo, matando alguém que só tinha olhado torto, ou lhes pisado no pé. Para que a sociedade fosse menos injusta, veio a idéia do "Olho por olho, dente por dente", que significa punição igual à ofensa. De acordo com essa idéia, se alguém pisa no meu pé, eu estarei certo se pisar no pé dessa pessoa de volta.

Jesus veio trazer-nos a doutrina do amor e do perdão. Ele nos disse o seguinte: Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece- lhe também a outra.

Não resistir ao mal, nas palavras de Jesus, não é não se defender, mas não fazer o mal em troca àquele que o fez a nós. O Mestre também nos ensina a oferecer a outra face. Isto não quer dizer que, se levamos um soco do lado direito, devemos oferecer o outro lado para ser socado.
Dar a outra face é proporcionar outra oportunidade para a pessoa que nos fez o mal; também é ensinar pelo exemplo, fazendo o contrário daquilo que ela nos fez. Exemplificando: Alguém grita conosco, é grosseiro e injusto; em resposta, podemos falar baixo com a pessoa, tratá-la com educação e respeito. Pode ser que, vendo nossa forma de agir, a pessoa agressora sinta vontade de se modificar.
Pagar o mal com o mal é colocar-se no nível daquele que primeiro o praticou, é rebaixar-se. Se alguém erra conosco, passa a ter uma dívida junto às leis divinas; se nós nos vingamos, a pessoa "paga" a dívida e nós "ficamos devendo".

Deus não coloca ninguém no mundo para ser instrumento dos sofrimentos de outra pessoa. A lei divina é infinitamente sábia e tem milhões de formas de fazer com que um culpado resgate seus erros.
Jesus atualizou e aperfeiçoou os ensinamentos de Moisés. Na sua doutrina de amor, a vingança não cabe. O Espiritismo, falando-nos da reencarnação, da evolução e da busca pela perfeição, vem nos mostrar que a vingança só atrasa o indivíduo na sua marcha.

Vingança indireta

Muitos de nós, porém, somos chateados por alguém em quem não podemos descontar toda a nossa raiva.
Teoricamente, podemos encher de sopapos o coleguinha que nos disse uma palavra infeliz, mas não podemos fazer o mesmo com uma professora que, ao nosso ver, age conosco injustamente.

Então, o que muitos de nós fazemos? A vingança indireta. Como funciona isso? Como eu não posso me vingar em quem me fez o mal, vingo-me no primeiro que encontrar. Assim é que a professora chateada às vezes vinga-se no aluno, que se vinga em um coleguinha menor, que se vinga no cachorro, que se vinga mordendo alguém que passa na rua, que se vinga nos seus filhos. O círculo perdura indefinidamente, até que entre em ação a única coisa que, de fato, aniquila a vingança e todos os seus malefícios: o perdão.

O perdão

Ele é, portanto, o melhor remédio contra o desejo de vingança.
Observar que, muitas vezes, a pessoa que nos faz o mal não está muito bem. Aconselhá-la, se for possível, mas não entrar na mesma sintonia de raiva e mal querer, porque isso não vai resolver nada, nem para a gente, nem para ela.

Além disso, enquanto tentamos nos vingar de quem nos fez o mal, continuamos envolvidos pelo mal e não enxergamos as pequenas grandes coisas da vida.

Por exemplo: pode uma pessoa, com muito ódio no coração, apreciar o sabor de uma comida bem quentinha? Uma pessoa cheia de mágoa pode aproveitar a brincadeira gostosa com os amigos? Consegue ela fruir da beleza de um livro, da emoção de uma aventura, da alegria da companhia dos seus amigos e familiares? Não pode.

Então, enquanto não perdoamos, além de podermos ferir pessoas que não têm nada a ver, permitimos que o mal que nos fizeram vá muito mais além do ato inicialmente praticado, porque aquilo vai ficar fazendo o mal para a gente até que sejamos capazes de perdoar.

Por isso é que o perdão não é uma coisa que se dá para agradar aos outros, mas uma coisa de que nós próprios precisamos, para sermos felizes e mais abertos às coisas da vida. Quem odeia muito não tem saúde, nem paz, nem alegria; e é muito difícil ter uma vida boa sem saúde, alegria e paz, mesmo que se tenha um quarto cheio de brinquedos e muitas coisas materiais.

E quando nós fazemos algo errado e nossa vítima não nos perdoa, o que devemos fazer? Devemos nos esforçar para pagar com bem o mal que fizemos. Não devemos, de forma alguma, entrarmos na idéia destrutiva de que o outro deve se vingar de nós. As leis divinas se encarregarão de nos fazer resgatar nossos erros, não precisamos do outro para nos levar a fazê-lo. Sendo assim, se alguém não nos perdoa, devemos buscar nos melhorar, para que, um dia, consigamos pagar com ações boas os nossos enganos. Não devemos deixar que a culpa nos aniquile.

Segundo momento: Historinha da arma infalível. Fonte: Alvorada Cristã - Neio Lúciu - Chico Xavier.

HISTÓRIA - A ARMA INFALÍVEL

Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porquê. Encontrou, quase de imediato, o sub-chefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do sub-chefe tornar- se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar- se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. Tão só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu- se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável.
Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou- se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou- lhe no coração o estilete invisível.
Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública. Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantâneamente, possuída pela força maléfica.
Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu- se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
— Estou farto! — bradou — a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente!...
Pronunciou nomes terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco. A velhinha, porém, longe de agastar- se, tomou- lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
— Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo! Lembremo-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos legou...
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos! O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo- lhe desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus. A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime.

Terceiro momento: Caso haja tempo, aprofundar a historinha, perguntando o que mais lhes chamou a atenção e questões assim. No final, levá-los a concluir que a historinha nada mais é que um exemplo prático de tudo aquilo que conversamos na aula e que coisas assim acontecem todos, todos os dias.

Quarto momento: Distribuir os quadrinhos “A Arma infalível’ para ler, colorir e refletir.

Prece Final

(enviado por Vinícius e esposa - participantes sala Evangelize CVDEE)

Quadrinhos – A Arma Infalível






Aula - Amai os Vosso inimigos




AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XII

Sub-tema:

  • · RETRIBUIR O MAL COM O BEM
  • · AMAR OS INIMIGOS COMO APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CARIDADE
  • · INIMIGOS DESENCARNADOS
  • · A OUTRA FACE

Objetivos: Levar o evangelizando compreender que o amor ao inimigo é uma aplicação do amor ao próximo. É não lhe ter ódio, nem rancor, nem desejo de vingança, é perdoar sem segunda intenção e incondicionalmente o mal que se faz, é desejar-lhe o bem e não o mal. Que devemos amar os nossos inimigos porque o amor é a única força capaz de transformar o inimigo em um amigo.

Bibliografia: Evangelho. Seg. Espiritismo cap.12; 52 Lições de Catecismo Espírita; O Evangelho Seg. o Espiritismo para a infância, de Maria Helena Fernandes Leite.

Harmonização musical

Prece Inicial

Primeiro Momento:

Todos nós queremos ser felizes, mas só adquiriremos a felicidade quando nos esforçamos por encontrá-la, e muitas vezes a procuramos pelos caminhos errados.

Todo sentimento contrário ao amor, ensinado por Jesus, é o caminho errado.

E só seremos felizes quando trabalharmos para fazer os outros felizes; quando aprendermos a fazer o bem aos outros.

Jesus ensinou o caminho quando disse que devemos amar aos nossos semelhantes sem distinguir as pessoas, fazendo-lhes todo o bem possível.

E também ensinou que uma das maiores aplicação do amor ao próximo é amar aos inimigos ou aqueles que não temos simpatia, aquela pessoa difícil que nos prejudicou, ofendeu ou humilhou.

“Amai os vossos inimigos, fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam.” (Mateus 5: 20)

Amar quem nos ama é fácil, mas amar a quem nos prejudica é que é mais difícil... Mas, na verdade que Jesus nos pedia não é amar os inimigos com o mesmo amor que amamos nossos amigos, não é abraçar, beijar, expressar afeição, tratá-lo como amigo. Ele sabe que é difícil para nós ainda.

O que nos ensina Jesus é não guardar raiva e ressentimento, nem desejo de vingança. É perdoar, sem segunda intenção o mal que nos fizerem. É não se opor à reconciliação. É desejar-lhes o bem em lugar do mal e alegrar-se sinceramente pelo bem que os alcança. É estender-lhes a mão em caso de necessidade. É evitar prejudicá-los por palavras e atitudes. Em resumo, é retribuir o mal com o bem apesar de nos desejarem o mal. Quem assim age sabe amar seus inimigos.

Jesus disse retribuí o mal com o bem, e disse mais: “Se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra”. Apresentar a outra face não é deixar que o outro te machuque, é não pagar o mal com o mal, é não revidar a violência com a violência. É você não se sentir ofendido ou machucado em seu orgulho e revidar. Pois, é mais notável ser ferido que ferir, suportar a injustiça que cometer uma, ser enganado que enganar, ser prejudicado que prejudicar.

Enquanto estamos encarnados é que é à hora de restabelecermos a harmonia entre nós e nossos inimigos, transformando as inimizades em amor.

Podemos evitar fazer inimigos. Aqui na escola de evangelização, estamos aprendendo a combater o mal que existe dentro de nós. O mal são nossas tendências de bater e revidar, falar mentiras, ser briguento, vingativo e rancoro.

Se formos deixando tudo isso, só teremos amigos.

Ninguém é totalmente bom nem totalmente ruim todos somos aprendizes na vida, todos nós somos capazes de melhorar.

Não podemos mudar as pessoas, nem fazer que elas nos queiram bem, nós é que devemos mudar, retribuindo todo o mal que nos fizerem com o bem. Tendo sempre bons pensamentos e orando pelos nossos inimigos.

Jesus deu o maior exemplo de amor. Ele amou até aqueles que O perseguiram e O crucificaram. Devemos perdoar, esquecer toda ofensa e orar por eles.

Se alguém nos prejudicar, sigamos os ensinamentos de Jesus. Não devemos nos vingar, a vingança nos torna brutos e insensíveis. Mas, se perdoarmos conseguiremos fazer com que o malvado se torne bom, pelo nosso exemplo.

Segundo Momento: Contar a história – Pagar o Mal com o Bem

Terceiro Momento: Atividade – As crianças vão confeccionar um fantoche e depois de confeccionado, em dupla, vão elaborar um pequeno teatro com os fantoches com o tema da aula dada e apresentarem para turma.

* Ver a postagem Fantoche menino e menina no arquivo do blog julho 2011, descrevo como fazer o fantoche

Prece Final


História

Pagar o mal com o bem

Caminhando apressado rumo à escola, Orlando encontrou um grupo de colegas com quem estava tendo problemas. Sem motivo, desde algum tempo, Pedro tomara-se de antipatia por ele e passara a tratá-lo mal em qualquer lugar onde estivesse.

Por isso, vendo que o grupo se aproximava, Orlando ficou preocupado.

E não deu outra. Passando por ele, Pedro jogou a mochila de Orlando no chão, numa atitude provocadora, e depois se afastou dando uma gargalhada.

Orlando, porém, não reagiu. Com tranqüilidade, abaixou-se, apanhou a mochila, e continuou seu trajeto como se nada tivesse acontecido.

Na escola, enquanto a professora escrevia no quadro-negro, Pedro levantou-se de sua carteira e jogou todo o material de Orlando no chão.

Ouvindo o barulho, a professora virou-se. Pedro, já no seu lugar, ria disfarçadamente, acompanhado pelos demais alunos.

— O que houve Orlando? — perguntou ela ao ver os cadernos e livros espalhados no chão.

Recolhendo o material, o menino desculpou-se:

— Não foi nada, professora. Derrubei sem querer.

E isso se repetia todos os dias. Pedro encontrava sempre novas maneiras de agredir o colega: no jogo de futebol, na escola ou na rua.

Orlando nunca reagia, o que deixava Pedro cada vez mais irritado.

Certo dia, Orlando estava passeando de bicicleta quando viu Pedro e sua turma que vinham em sentido contrário. Tentou se esquivar, mas não teve jeito. Eles o encurralaram de encontro a um muro.

Orlando desceu da bicicleta, enquanto os garotos o cercavam. Pedro aproximou-se com ar ameaçador.

— É agora que eu lhe arrebento a cara, seu pirralho!

E assim dizendo, levantou os punhos cerrados, prontos para espancar o outro. Orlando continuou olhando-o sem dizer nada.

— Vamos, seu covarde! Lute!

Mas Orlando continuou calado, embora lágrimas surgissem em seus olhos.

A turma ria, incentivando Pedro que, cansado de esperar, partiu para cima do menino.

Nisso, um homem que passava viu o que estava acontecendo e correu para socorrer Orlando. O bando, assustado, saiu correndo, mas ainda a tempo de ouvir o homem perguntar:

— Sabe quem são aqueles meninos? Quer que os siga?

Enxugando as lágrimas, o pequeno Orlando respondeu:

— Não. Não foi nada. Eles não fizeram por mal. Deixe-os ir embora, senhor.

Apesar de admirado, o homem respeitou a vontade de Orlando. E, depois de se certificar de que ele estava bem, afastou-se, aconselhando-o a tomar cuidado porque a turma poderia voltar.

Na tarde do dia seguinte, Orlando saíra para fazer uma tarefa e viu Pedro que vinha de bicicleta descendo a rua. Certamente estivera fazendo compras para sua mãe, porque trazia uma sacola presa no guidão.

De súbito, tentando ajeitar melhor a sacola, Pedro não viu um buraco no asfalto. A bicicleta se desequilibrou e ele foi jogado sobre o meio-fio, batendo a cabeça na quina da calçada. Um filete de sangue escorreu pela sua testa. Sentindo muita dor, Pedro gemia.

Orlando aproximou-se, atencioso:

— Você está bem? Quer ir para um hospital? Está ferido e precisa de cuidados.

Surpreso ao ver quem o estava socorrendo, Pedro respondeu meio sem jeito:

— Não foi nada. Foi só um susto.

— Graças a Deus! Quer que o ajude a chegar em casa? — perguntou Orlando, recolhendo os tomates e cenouras que estavam espalhados pelo chão.

Pedro estava perplexo. Não entendia porque Orlando mostrava-se tão bondoso com ele. Pensativo, ficou olhando para o garoto à sua frente. Afinal, não se conteve:

— Orlando, você tem muitos motivos para me detestar. Trato-o muito mal e não perco oportunidade de desafiar, humilhar e diminuir você perante os colegas. Por que está me ajudando?!...

— Porque aprendi que não se deve retribuir o mal com o mal — respondeu o garoto com simplicidade.

Espantado com a resposta do colega, Pedro falou:

— Agora entendo porque nunca aceitou uma provocação. Mas com quem foi que aprendeu essas coisas?

— Com Jesus. A professora da aula de Moral Cristã, do Centro Espírita que freqüento, falou sobre esse assunto outro dia. Jesus ensinou que devemos retribuir o mal com o bem. Que se alguém nos bater numa face, devemos apresentar a outra. E, mais do que isso, que devemos amar, não apenas os nossos amigos, mas também os inimigos. É isso.

Calado, Pedro ouviu as explicações de Orlando. Na verdade, naquele momento se deu conta de que nunca havia conversado com ele, e não sabia como era, nem o que pensava. Agora, ouvindo-o, percebeu que Orlando era diferente dos outros colegas, mais consciente e responsável, apesar da pouca idade.

Pedro sentiu, naquele instante, que o rancor e a animosidade tinham desaparecido do seu coração.

— Obrigado! — disse simplesmente, afastando-se.

No domingo, ao chegar ao Centro, Orlando teve uma grata surpresa.

Lá estava Pedro, todo sorridente, embora um pouco encabulado, para também participar da aula de evangelização.

Tia Célia

Fantoche Menino e Menina


Material: TNT, EVA, pincel atômico, cola para tecido e EVA e olhinhos de papel.

Como fazer:

Recorte a cabeça, as mãos e o cabelo com o EVA.

O corpo use o TNT. Costure o corpo e as mãos. Cole a cabeça com os olhinhos e o cabelo.

Com o pincel atômico, pinte a boca.

Para fazer a roupinha, recorte em TNT e depois cole.

Está pronta o seu fantoche!

Para fazer vários tipos diferentes de fantoches basta usar a criatividade! Prenda lacinhos na cabeça, ponha brincos, crie uma peruca com lâ, faça um chapéu, uma gravata, enfim, use a sua imaginação!

Para fazer um teatrinho de fantoches, você pode utilizar um lençol bem grande e um cordão para estender roupas. Amarre o cordão de uma ponta a outra da sala e estenda o lençol. Pronto!

Agora é só apresentar a peça!


MOLDES



4 de julho de 2011

Confeccionando uma Marionete

MARIONETE

Para fazer uma marionete você vai precisar de:

- Jornal

- Fita adesiva (durex largo)

- TNT ou retalho de tecido

- Uma vareta de madeira (palito de picolé ou espeto de churrasco)

- Uma fita de tecido, um pedaço de barbante ou um cordão

- Pincel atômico

Faça uma bola de jornal do tamanho de um limão grande. Firme essa bola passando a fita adesiva em sua volta para que ela fique redondinha.

Enfie a vareta na bola e deixe-a bem firme passando mais fita adesiva.

Coloque o retalho de tecido por cima da bola de forma que ele caia para todos os lados.

Fixe o pano amarrando-o com a fita de tecido logo onde a bola termina e começa a vareta. Faça um laço bem bonito.

A bola é a cabeça do boneco e o tecido caído à sua volta é a sua roupa.

Com o pincel atômico, pinte os olhos, o nariz e a boca.

Está pronta a sua marionete!

Para fazer vários tipos diferentes de marionetes, basta usar a criatividade! Prenda lacinhos na cabeça, ponha brincos, crie uma peruca com lâ, faça um chapéu, uma gravata, enfim, use a sua imaginação!

Para fazer um teatrinho de marionetes, você pode utuilizar um lençol bem grande e um cordão para estender roupas. Amarre o cordão de uma ponta a outra da sala e estenda o lençol. Pronto!

Agora é só apresentar a peça!


Fonte: Livro de Atividades Educativas da Turma do Dequinho, de Clésio Tapety.


27 de junho de 2011

Aula - Amar ao próximo com a si mesmo

Tema: AMAR AO PRÓXIMO COM A SI MESMO


Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XI

Sub-tema: Amar a si mesmo

Tópicos: AUTO-ESTIMA

CONHECIMENTO DE SI MESMO

LEI DE AMOR

Você é luz! – disse Jesus.

A amar e perdoar Ele veio nos ensinar.

Mas se de mim eu não gostar, como ao próximo hei de amar?

Objetivos: Levar o evangelizando compreender que se não amarmos e respeitarmos a nós mesmos não seremos capazes de qualquer amor verdadeiro pelos outros. Realizar o esforço do autoconhecimento necessário à progressiva melhoria do ser.

Bibliografia: Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XI; LE questão 919; Conteúdo Programático da UEM.

Primeiro momento: Desenvolvimento da aula: dinâmica inicial.

Dinâmica – Conhece a ti mesmo

Material: Uma folha para desenho e um lápis colorido ou caneta hidrocor para cada evangelizando.
Desenvolvimento:
1. Distribuídos os materiais da dinâmica, o evangelizador explica o exercício:
Cada qual terá que responder, através de desenhos, à seguinte pergunta:
Quem sou eu?
Dispõem de 5 minutos para preparar a resposta.
2. Os evangelizando desenham sua resposta.
3. A apresentação dos desenhos é feita ao grupo. O evangelizando deve falar sobre seu desenho, falar de como se vê.
4. Avaliação da Dinâmica:
O que aprendemos com este exercício?

Segundo momento:

Iniciar o diálogo: Que significa “Amar ao próximo com a si mesmo”? Quem disse essa frase? Por quê?

O que é “amar o próximo”? É fazer todo o bem possível a seu semelhante. É procurar sempre retribuir com o bem todo o mal que ele vir a te fazer.

Ter amor ao próximo é mesmo que ele te magoe, ofenda ou te prejudique, é não ter-lhe sentimentos de ódio, rancor, desejo de vingança, desejar-lhe o mal; é ao contrário, perdoar, esquecer a ofensa que ele te fez, orar e estender-lhe a mão caso ele necessite.

Foi que Jesus veio a Terra nos ensinar, a importância do amor, por isso disse para “amar ao próximo”.

"Amar a si mesmo" significa que se não amarmos e respeitarmos a nós mesmos não seremos capazes de qualquer amor verdadeiro pelos outros.

Fica claro que gostar de nós mesmos é tão importante quanto gostar das outras pessoas. É fazer ao outro o que gostaria que te fizessem.

Ter amor a si mesmo é estimar-se, cuidar de si mesmo. Cuidar do seu corpo, se alimentar bem, não ter vício como fumar, beber, comer demasiadamente, estudar se desenvolvendo intelectualmente, trabalhar com dedicação, e mais importante: cultivar apenas bons sentimentos e praticar o bem fazendo a caridade.

Amar a si próprio não é egoísmo, porque quem não gosta de si mesmo não poderá amar o seu próximo.

Quem se ama não é ruim, só faz o bem, respeita os outros, não é violento.

Uma pessoa que se estima nunca é egoísta! Ao contrário aquele que ama a si próprio, respeita-se e, automaticamente, respeita as outras pessoas e jamais desejará prejudicá-las.

O egoísta, por sua vez, só pensa em si próprio, nunca se importando com ninguém!!

Se você não sabe se cuidar não deseja seu próprio bem, como pode fazer o bem para os outros?

Se não nos amamos, como poderemos seguir esse ensinamento de Jesus? Para amar o próximo é necessário que respeitemos e amemos a nós mesmos.

Parece impossível que alguém não goste de si mesmo, mas não é assim tão raro. As atitudes de vaidade, egoísmo ou arrogância, maledicência, a raiva, impaciência, inveja, não revelam amor por nós mesmos. Se não importarmos em corrigi-los, não estamos nos amando nem nos estimando.

Todos nós temos muitas qualidades e muitos defeitos. Vocês conhecem suas qualidades e seus defeitos?

Terceiro momento: Pedir uns momentos de silencio e que pensem e escrevam três qualidades e defeitos que sabem possuir.

Perguntá-los o que foi mais difícil reconhecer em si para escrever, as qualidades ou os defeitos?

Todos nós possuímos muitas qualidades e muitos defeitos que devemos nos esforçar por transformar em virtudes. Às vezes se torna difícil falar nelas porque nós não nos conhecemos bem, é preciso autoconhecimento.

Perguntar que sabem sobre autoconhecimento.

Autoconhecimento é o conhecimento de si mesmo, saber quem verdadeiramente somos. Saber o que gosta e o que não gosta, que deseja para si, que coisas são importantes, quais os nossos sentimentos diante de certos acontecimentos, etc.

O auto-conhecimento não serve apenas para percebermos nossos defeitos, mas também para compreendermos nosso verdadeiro valor. E, aprendendo a refletir assim sobre nós mesmos, mais facilmente poderemos nos corrigir.

E como se conhecer? É pela auto-avaliação e reflexão. Ao se avaliar você consegue reconhecer em si defeitos e suas qualidades, e ao refletir, você conversa consigo mesmo, formando pensamentos e ensaiando ações para mudar. Apenas com o conhecimento dos defeitos que podemos nos modificar.

Portanto, não procurem censurar os outros, apontando-lhes faltas e erros. Examinem-se a si mesmos. Depois, então, poderão observar que os defeitos que apontam nos outros estão em vocês mesmos. Quando corrigirem seus erros, o mundo se tornará correto. O primeiro passo é a auto-estima e o cultivo das virtudes.

Questionar que é auto-estima. Auto-estima é gostar de si mesmo, perceber suas qualidades e defeitos, valorizando as primeiras e tentando diminuir os últimos.

Não se revoltar ou ficar triste porque ainda não tem as boas atitudes que gostaria de ter; aceitar o próprio corpo físico (cor do cabelo, altura, peso, a cor da pele, as alterações físicas que acontecem na adolescência).

Não deve significar acomodação ou revolta, mas uma atitude positiva de conhecer-se e mudar para melhor. Além disso, a estimar-se fortalece a paciência, a humildade e a fé, auxiliando-nos a viver em harmonia conosco e com os outros.

O auto-conhecimento é muito importante, pois serve para que consigamos ser a cada dia melhores.

Quarto momento: Como exemplo uma pequena estória – O Egoísmo de André

Este é André.

André não se conhece bem e nem percebe que, na verdade, é uma pessoa egoísta. Quer tudo de melhor sempre para si, e um dia começa perder os amigos, pois eles vão se afastando.

André não se conhece bem e nem percebe que, na verdade, é uma pessoa egoísta. Quer tudo de melhor sempre para si, e assim vai perdendo suas amizades, pois eles vão se afastando.

Sofre muito por isso e não sabe bem o que acontece.

André não se conhece bem e nem percebe que, na verdade, é uma pessoa egoísta. Quer tudo de melhor sempre para si, e um dia começa perder os amigos, pois eles vão se afastando.

André não se conhece bem e nem percebe que, na verdade, é uma pessoa egoísta. Quer tudo de melhor sempre para si, e um dia começa perder os amigos, pois eles vão se afastando.

André não se conhece bem e nem percebe que, na verdade, é uma pessoa egoísta. Quer tudo de melhor sempre para si, e um dia começa perder os amigos, pois eles vão se afastando.

Um dia, começa a refletir depois de tanto sofrer com as perdas de seus amigos. E então percebe que, em várias situações, pensou só em si mesmo, deixando os interesses das outras pessoas para trás. Enfim, nota que isso tem por resultado afastar os outros e deixá-lo infeliz.

Após compreender isso, reconhece que é preciso se conhecer mais para se tornar uma pessoa melhor. É preciso mudar!

Ele passa a se observar e a pensar em suas atitudes. Refletindo sobre seu modo de ser, André procura se corrigir e vai com o tempo se tornando uma pessoa menos egoísta.

Aprende a compartilhar, a dividir suas coisas, a doar para aqueles que não têm. E mais tarde, até a renunciar em favor dos coleguinhas.

Hoje André não sofre, têm muitos amigos; ele agora é feliz, pois conseguiu se corrigir.


Quinto momento: Uma maneira para nos conhecer é fazer um exercício, principalmente ao deitarmos para dormir, nos fazermos perguntas: agi bem nessa situação? Em que errei? Ofendi alguém? Deixei de ajudar quando podia fazer? Fiz algo que vai contra as leis de Deus? Fui bom? Etc. Estaremos refletindo e partir das respostas, obteremos a paz da consciência tranqüila, ou perceberemos em que não estamos bem e precisamos progredir.

Sexto momento: O Espelho

Objetivo: Amar a si mesmo; partilhar emoções; conhecimento de si.

Desenvolvimento: O ambiente deve ser silencioso.

Cada um deve pensar em alguém que lhe seja muito importante, quem gostaria da atenção em todos os momentos, alguém que se ama de verdade, que merece todo cuidado.

Entrar em contato com essa pessoa e pensar nos motivos que a torna tão amada.

(Deixar tempo para interiorização).

Agora cada um vai encontrar a pessoa que lhe tem um grande significado, uma pessoa muito importante.

Cada um em silêncio profundo se dirige até a caixa, olha a tampa e volta em silêncio para seu lugar.

Ao final, o animador deve estimular para que os evangelizando digam como se sentiram falando da pessoa importante que estava na foto.

* Em uma caixinha com tampa deve ser fixado um espelho na tampa pelo lado de dentro.

Sexto momento: Atividade escrita

Prece final




Outra estória:

O ESPELHO DA VERDADE

DUDU VOLTOU TRISTE DA ESCOLA NAQUELE DIA PORQUE COMO SEMPRE NENHUM COLEGA QUIS BRINCAR COM ELE.

NA HORA DO RECREIO FICOU SOZINHO SEM TER UM AMIGO PARA CONVERSAR. E AGORA, NA RUA, OS MENINOS O OLHAVAM DE LONGE SEM FALAR...

O QUE ESTAVA ACONTECENDO?

DUDU SE ACHAVA TÃO SOZINHO!

EMPRESTAVA A SUA BOLA PARA A TURMINHA DA RUA...

ATÉ DIVIDIA SUA MERENDA COM UM AMIGO...

DUDU DEITOU-SE CEDO E DORMIU LOGO. E TEVE UM SONHO INTERESSANTE E DIFERENTE.

SONHOU COM O VOVÔ ACÁCIO, SEU GRANDE AMIGO QUE JÁ SE ENCONTRAVA NO MUNDO ESPIRITUAL. VOVÔ MOSTRANDO-LHE UM ESPELHO. QUANDO DUDU SE OLHOU NO ESPELHO, E VIU SUA IMAGEM... SEU ROSTO ESTAVA TÃO ZANGADO ! PARECIA QUE SAIA FAÍSCA DE SEUS OLHOS.

DUDU FECHOU OS OLHOS ASSUSTADO E AFASTOU-SE DAQUELA IMAGEM.

VOVÔ ACÁCIO ABRAÇOU-O E FALOU:

- ATÉ VOCÊ MESMO NÃO QUER FICAR JUNTO DO “DUDU-BRONQUINHA”. TAMBÉM, PO ISSO SEUS COLEGAS NÃO QUEREM FICAR COM VOCÊ...

- MAS EU SOU “LEGAL” COM TODOS ELES VOVÔ. – FALOU DUDU.

- EM ALGUNS MOMENTOS, EM OUTROS, VOCÊ BRIGA POR QUALQUER MOTIVO OU FICA ASSIM DE CARA FEIA E AMARRADA. PROCURE LEMBRAR-SE DO QUE ACONTECEU OUTRO DIA, SÓ PORQUE PERDEU NO JOGO, VOCÊ PARECIA UMA TROVOADA EM DIA DE TEMPESTADE E OFENDEU A TODOS.

DE REPENTE A VOZ DO VOVÔ DESAPARECEU E DUDU OUVIU OUTRA VOZ:

- HORA DE ACORDAR DUDU!

ERA A VOZ DA CARINHOSA VOVÓ CATARINA.

DUDU PULOU DA CAMA E ARRUMOU-SE BEM DEPRESSA.

MAS LEMBRANDO-SE DO SONHO, POR VÁRIAS VEZES DUDU OLHOU-SE NO ESPELHO, E PENSOU COMSIGO MESMO:

“DUDU-BRONQUINHA” NUNCA MAIS!