22 de julho de 2011

Aula - Amor ao Próximo - Fé e Caridade

Amor ao Próximo - Fé e Caridade

Objetivo:

- Observar que a caridade é a ação impulsionada por um sentimento de amor e por nós realizada em favor do próximo.

- Levar o evangelizando a entender que a caridade é uma virtude que pode ser praticada por todos, e que pode ser exercida no campo material e no campo moral.

- Compreender que a caridade não consiste só nas coisas materiais que distribuímos, mas, também, no amor, no tempo, no carinho, nas gentilezas, que dispensamos aos outros.

PREPARO DA SALA: Preparar a sala antes, enfeitando com balões, etc.

Sala: Enfeitar a sala como de uma festa: organizar as carteiras em círculo.

Material: Balao, papel crepom(pompom), balas. Caneta de quadro e apagador. Lápis de cor, canetinha, cola colorida, cola com gliter,anel, uma bolinha de papel.

1º momento: Chegada

Músicas alegres para harmonizar e prece inicial.

2º Momento: Explicação da festa

Mostro um desenho de menina vestida para ir para uma festa.

Dizer a eles: Esta é a Aninha. Ela vai a uma festa de um coleguinha da escola. Aninha é uma pessoa muito boa, procura ser amiga de todos e só fazer coisas boas, mas ela ainda tem muitas dúvidas...

E nós vamos a essa festa com a Aninha, nós vamos brincar e ajudar a Aninha a tirar suas dúvidas e de seus amigos.

Momento: História, brincadeiras e perguntas...

Continuar relatando: Quando a Aninha chegou na festa, a primeira brincadeira era a brincadeira de passar o anél.

Vamos brincar também?

Neste momento faço a brincadeira do anel (3 vezes), quem acertar com quem está o anel irá responder uma pergunta sobre o tema proposto, se acertar ganha um ponto.

*Quando Aninha estava brincando de passa anel, seu amigo Pedro ficou falando que a pessoa mais importante e boa do mundo era o Papai Noel, Aninha ficou pensando e não concordou com Pedro.

Quem é a pessoa mais importante e boa que nos ensinou muitas coisas? Esperar as respostas até que digam Jesus.

*Pedro pensou um pouco mas concordou com Aninha. Disse que Jesus nos ensinou muitas coisas boas e que realmente ele é a melhor pessoa do mundo. Mas Pedro ficou um pouco confuso porque ele achava que Deus e Jesus eram a mesma pessoa, Aninha também se confundiu mas ficou pensando...

O que Deus é nosso? O que Jesus é nosso?

*Pedro entendeu que Deus é nosso Pai que criou tudo e Jesus nosso irmão que veio nos ensinar muitas coisas.Pedro disse que mesmo sabendo que Jesus é muito bom e nos ajuda sempre ele tem medo de muita coisa, medo de escuro, medo de lagartixa, medo de machucar... E Aninha lhe disse para ele não ter medo, e que quando ele tivesse com medo...

O que devemos fazer quando ficamos com medo de alguma coisa?

Esperar que respondam, confiar em Deus, e orar pedindo para Jesus ajudar.

*Depois da brincadeira do passa anel, eles foram brincar de estatua.

Cantar uma música e num certo momento da música a evangelizadora para de cantar e diz: ESTÁTUA! Quem ganhar responde a pergunta, o ganhador não participa da rodada seguinte.

*Aninha nunca conseguia ganhar essa brincadeira, ela e sua amiga Júlia logo começaram a rir e foram esperar a próxima rodada. Júlia que estava ouvindo a conversa de Aninha e Pedro, Ficou curiosa e perguntou a Aninha qual era a maior das coisas que Jesus veio ensinar para a gente. Aninha pensou e...

Qual foi a maior coisa que Jesus ensinou a gente? (Amor)

*Ahhh! amar ao próximo... E Júlia continuou, o que é amar ao próximo? ( Esperar que se falem em caridade)

*Huumm... o que é esse negócio de caridade? (Ajudar alguém doando roupa, alimentos e remédios – CARIDADE MATERIAL, quanto moralmente , auxiliando com uma palavra amiga, sendo cordial e gentil,etc. – CARIDADE MORAL)

A terceira brincadeira foi batata quente. (explicar todas as regras)

*Quando Aninha estava jogando batata quente, o seu amigo Lucas que estava do seu lado, e estava ouvindo a conversa,lhe perguntou baixinho: Aninha, me dá um exemplo de caridade?

*Aninha também contou que no Centro que ela frequenta, tem muitas tarefas que ajudam a pessoas. Ela disse sobre a campanha do quilo, sobre a sopa, sobre o passe, sobre o atendimento fraterno, e Lucas perguntou para ela: quando voce for adulta vai querer fazer alguma tarefa? Qual?

*Lucas se interessou e disse que queria fazer caridade, mas que não tinha dinheiro, será que dá pra fazer? Como?

A quarta brincadeira era a brincadeira do morto vivo...

*Mas Aninha viu uma amiga, a Flávia, chorando e foi lá conversar com a amiga. Flávia estava chorando porque um menino da festa o Juan, tinha pisado no seu pé e estragado esmalte dos pés de Flávia. Flávia disse que não ia desculpar Juan... e aninha lhe deu um conselho....

Qual conselho voce daria para Flávia?

*Aninha disse que estava falando justamente de amor ao próximo com os amigos e que perdoar é amar e que Jesus tinha ensinado isso. Flávia então perguntou: Mas quantas vezes devemos perdoar? E aninha pensou e respondeu...

Quantas vezes devemos perdoar?

*Flávia disse que também gostava de Jesus e que ia procurar o Juan e perdoá-lo.Mas ficou com uma dúvida.. porque é bom perdoar? (Esperar que responda que nós também erramos na vida e que todo mundo erra e assim como nós queremos o perdão do outro, quando fazemos algo errado, o outro também merece o nosso perdão)

Quando Aninha olhou, seus amigos estavam indo para uma sala e ela e Flávia foram atrás. Eles estavam colorindo e colando, umas figuras bem legais!! Vamos fazer também?

FIM

Prece Final

* Essa aula foi elaborada carinhosamente por minha companheira de evangelização e amiga Rayanna. Uma aula que as crianças adoraram e participaram brincando.

15 de julho de 2011

Aula - Os Apóstolos - missão e importância


OBJETIVO: As crianças deverão compreender que não é necessário ser perfeito para ensinar o evangelho de Jesus, porque é no trabalho do bem que o homem se aperfeiçoa a si mesmo, e no esforço diário de dominar as suas inclinações imperfeitas.

BIBLIOGRAFIA:

Mt, 10: 2 a 4 - “ A escolha dos doze apóstolos.”

Mc, 3: 14 - “Então designou doze para os enviar a pregar.”

Lc, 6: 13 - “E escolheu doze e deu-lhes o nome de apóstolos.”

Paulo e Estevão (Emmanuel / F.C.Xavier), cap. 3.

Pão Nosso (Emmanuel / F.C.Xavier), cap. 121.

Jesus no Lar (Néio Lúcio / F.C.Xavier), capítulos 41, 43 e 45.

AULA:

a) Incentivação inicial: Exposição.

ILUSTRACÃO Nº 01

Jesus já havia iniciado o seu ministério de amor junto ao povo ensinando e curando toda sorte de doenças e enfermidades.

Por isso, uma pequena multidão de admiradores e discípulos o seguiam, vendo em Jesus o Messias de Deus.

b) Desenvolvimento: Diálogo.

DAR ÊNFASE: “Jesus escolheu apóstolos humanos, frágeis portadores de deficiências como as nossas, embora personalidades eminentemente elevadas em confronto com a nossa posição na Terra.” (Emmanuel).

Vejamos como aconteceram essas escolhas, usando quatro ILUSTRAÇÕES, que fixam esses importantes momentos, para melhor dialogas com as crianças, usando os textos de cada uma delas.

APÓS O ESTUDO DE CADA UMA DAS ILUSTRACOES, comentar:

Os apóstolos tinham enorme paixão pelo bem em suas almas, e se preocupavam com os próprios defeitos espirituais.

Por isso, confessavam-se, diante de Jesus, julgando-se imperfeitos para o serviço de divulgação do evangelho.

ILUSTRACÃO N0 06

Mas Jesus os encorajava, conforme está escrito nessa ilustração. Usá-la, encerrando esta parte.

c) Fixação: Interrogatório.

1) O ser humano imperfeito pode ensinar o evangelho?

(Sim, desde que trabalhe em favor dos menos favorecidos e busque aperfeiçoar-se, com

sinceridade.)

2) Os apóstolos eram humanos e frágeis portadores de deficiências. Qual a virtude deles? (Tinham

enorme paixão pelo bem, com sincero desejo de se aperfeiçoarem.)

d) Material didático:

Seis (6) ilustrações. O desenho é poderoso auxiliar do ensino.

ILUSTRAÇÃO Nº 1



Jesus já havia iniciado o seu ministério de amor junto ao povo, ensinando e curando toda sorte de doenças e enfermidades.

Por isso, uma pequena multidão de admiradores e discípulos seguiam, vendo em Jesus o Messias de Deus.

DAR ÊNFASE: “Jesus escolheu apóstolos (entre os seus seguidores e discípulos), frágeis portadores de deficiências como as nossas, embora personalidades eminentemente elevadas em confronto com a nossa posição na Terra”.

“Vejamos como foram essas escolhas”.

Acima, Jesus cercado de seguidores e discípulos.


ILUSTRAÇÃO Nº 2

E Jesus andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão Pedro e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores,

E disse-lhe: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

Então, eles, deixando logo as redes seguiram-no.

Comentário:

Notemos que os dois irmãos, Simão Pedro e André, sentiram em Jesus o Messias esperado pelo povo

Hebreu e largaram imediatamente a pesca que preparavam. O magnetismo sublimado de Jesus sintonizou-se com a intuição deles, porque haviam reencarnado com o objetivo de servir a Jesus.

ILUSTRAÇÃO Nº 3



E, Jesus, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu, no barco de seu pai, consertando redes, e os chamou.

Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.

Comentários:

Outros dois irmãos: Tiago e João, acima, deixaram o serviço e o pai, que compreendeu o chamado dos filhos, intuitivamente, e eles seguiram Jesus sem vacilar, sintonizando-se também com o magnetismo sublimado de Jesus, pelas mesmas razões dos outros dois irmãos.

ILUSTRAÇÃO Nº 4


E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na coletoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me.

E ele, levantando-se, o seguiu.

Comentários:

Mateus, chamado Levi, era publicano, isto é, cobrador de impostos, sendo, por isso, desprezado pelos Judeus, Jesus, com a sua atitude, demonstrou que não tinha preconceito, tendo agido da mesma forma com referencia as mulheres pecadoras,

As anotações de Mateus sobre a vida de Jesus transformaram-se no primeiro Evangelho, já sendo usado no ano 34 da era cristã.

ILUSTRAÇÃO Nº 5


No dia seguinte quis Jesus ir à Galiléia e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me. E Filipe o seguiu.

Comentários:

Os outros seus apóstolos são os seguintes: Tiago de Alfeu; Judas irmão de Tiago; Bartolomeu;

Tomé; Simão Zelote e Judas Iscariotes.

Aos doze deu Jesus as seguintes instruções: Pregai que está próximo o reino dos céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expeli demônios. De graça recebestes, de graça dai.


ILUSTRAÇÃO Nº 6


Este desenho mostra um momento de desanimo dos apóstolos, face à dificuldade que eles sentiam para praticar as lições do evangelho.

Jesus, porem, tocado de bom humor, esclareceu:

Não vejo aqui nenhum companheiro alado (de asas, perfeito).

Mas se vocês se declaram fracos e devedores, e não procuram fortalecerem-se e redimirem-se, não me parece que os Anjos devam descer para substituir-nos no campo das lições da Terra.

O bom ânimo se restabeleceu.

Jesus fez sentida prece, pondo ponto final no assunto.


FIXAÇAO: COLORIR A FIGURA


Fonte: ALIANÇA MUNICIPAL ESPÍRITA DE JUIZ DE FORA (AME-JF) - Departamento de Evangelização da Criança

Aula - Missão dos Apóstolos



Objetivo: As crianças deverão entender que:

· Jesus convidou os 12 apóstolos para trabalharem com Ele, para nos ensinar a importância da colaboração no serviço de elevação espiritual;

· Que Cristo continua a nos convidar para prestarmos colaboração na sua obra de amor;

· Cabe a nós Espíritas cumprir com nossos deveres, da melhor maneira possível, para ajudar Jesus na continuação da sua obra.

Base doutrinária para o Evangelizado: Jesus no lar, Cap. 41, Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 18

Atividades iniciais:

1 . Canto

2 . Prece inicial

3 . Introdução do tema: Dizer às crianças:

Prestem bem atenção no que vou contar, porque depois precisarei da colaboração de vocês para responder algumas perguntas.

Certo senhor queria abrir uma fábrica de “produtos alimentícios caseiros”. Ele não tinha ninguém que soubesse auxiliá-lo. Ele então abriu um Curso e 100 pessoas se matricularam.

Ele precisava somente de 12 funcionários,

Como será que ele fez as escolha no final do curso das pessoas que o ajudariam?

Ouvir as respostas e de preciso, questionar algumas.

Ex: A melhor nota (Será que esta pessoa gosta de cozinhar? Ela tem prazer em fazer isso?)

Quem fez a melhor comida (Fez com amor ou só para passar no teste?)

Ir assim, conduzindo questionamentos sobre as respostas dadas.

Depois que o senhor empregou os 12, o que será que aconteceu com os outros alunos? Eles também eram bons. (ouvir opiniões e se não chegarem à conclusão desejada, explicar que alguns deles foram aproveitados para ensinar a outra turma; outros montaram seu próprio negócio e assim ia se sucedendo. Muitos construíram uma nova vida com o ofício aprendido).

4 . Desenvolvimento do tema:

Com Jesus aconteceu assim. Ele caminhava, pregando para multidões onde alguns O acompanhavam para toda parte. Jesus os chamava de Discípulos. Mas Ele precisava de companheiros que levassem sua palavra adiante, depois que Ele se fosse. Como ele tinha bom senso, procurou escolher dentre aqueles que o acompanhavam, os que partilhavam da sua idéia, os seguidores mais fiéis e que seriam capazes de conduzir outros homens no futuro.

Desse modo Jesus começou a fazer convites. Ao passar pelo mar da Galiléia, Ele encontrou dois irmãos: Simão Pedro e André, que eram pescadores. E Ele lhes perguntou se ao invés de pescadores de peixe, não gostariam de se tornar ”pecadores de homens”. Essas palavras foram ditas com tal magnetismo que imediatamente os dois irmãos deixaram seus afazeres e o seguiram.

Prosseguindo, encontrou outros dois irmãos: Thiago e João que também foram convidados e aceitaram a tarefa.

E assim Jesus continuou até conseguir 12 homens a quem chamou de Apóstolos que quer dizer “enviado”. E Ele sabia que esses homens seriam capazes de levar sua mensagem por todo lugar os escolhidos foram: Simão Pedro, Thiago, André, Filipe, Bartolomeu,Mateus, Tomé, Tiago Simão e Judas Iscariotes.

E esses homens rudes que contemplaram Jesus face a face, foram tomados por tal fascínio pelo Mestre que nunca mais deixaram de falar dele, fazendo da história cristã uma grande história de Amor. Eles deixaram tudo e o seguiram para sempre.

E nós que somos Espíritas, será que podemos nos tornar “pescadores de homens” ? Como?

Seguindo sua Doutrina de Amor e Luz e divulgando-a através de palavras e, principalmente do nosso exemplo. Não devemos ter a presunção de comparar nossa tarefa com a dos apóstolos, mas humildemente devemos fazer a parte que nos cabe.

Quem poderia dizer o que fazer para podermos agir como discípulos de Jesus? (escutar as respostas e se necessário, fazer comentários).

5. Atividade final:

a) Jesus tinha amigos que andavam com ele. Você também tem amigos? Desenhe aquele de que você mais gosta.

b) Descubra os nomes de sete apóstolos de Jesus:

VRQPEDROWZTX

ANDRÉSUVKYJI

HGRNOHQMJOÃO

IVOETIAGORPV

XRZTOMÉFLTZN

JUDASKRWXMVF

EQUJDPIMÃO

c ) Vamos construir um cartaz com titulo: Que nós crianças podemos fazer para continuar a obra dos discípulos de Jesus .

Um Exemplo:

Ter Humildade

Não mentir

Não se “achar melhor” que o outro

Orar sempre

Ajudar em casa

Ter amor pelas pessoas, natureza e animais

Colaborar com a limpeza da cidade

Dar alegria a quem está do nosso lado

Ser tolerante, não brigar

6. Oração final.

(Desconheço a fonte de autoria. Se Souber qual seja, por favor nos informe, a fim de darmos os devidos créditos)

Aula - Os Apóstolos de Jesus


INTRODUÇÃO:

- Indagar às crianças:

* Quando você quer brincar em casa, na escola ou na rua, como escolhe seus amiguinhos?

- Deixar que falem a respeito, solicitando que esclareçam o motivo de suas escolhas.

- Dizer o seguinte:

* Quando vamos realizar algo, nos unimos a pessoas que pensam como nós.

Assim aconteceu, na história que narraremos em seguida, quando Jesus escolheu os seus discípulos, ou seja, aqueles que seguiam as suas idéias.

DESENVOLVIMENTO:

1) Narrar a história.

2) Perguntar às crianças:

- Qual era a preocupação de Ângelo?

- Como vovô Carlindo ajudou o menino a resolver o problema?

- Como eram os homens escolhidos por Jesus?

- Por que Jesus escolheu homens que pensavam como Ele?

"A ESCOLHA DOS DISCÍPULOS"

Uma espreguiçadeira forrada com alvo lençol e uma confortável almofada abrigavam o homem adormecido.

Sua cabecinha branca, seu rosto sereno, seus olhinhos cerrados pelo sono... Que coisa tão linda!

Foi assim que o rapazola esguio, recém-entrado na adolescência, encontrou seu avô, repousando na varanda repleta de samambaias. Emocionado, curvou- se e beijou- o docemente.

- Ângelo, meu querido, já de volta?

- Vovô Carlindo... Desculpe-me, não tinha intenção de acordá-lo.

- Não se aborreça filho. Na minha idade, o sono já não é tão profundo. Fica-se ronronando como os gatinhos... O que o intriga desta vez?

- Nada de tão grave, vovozinho... Apenas estou com um dilema: como o senhor sabe, eu tenho uma infinidade de amigos que me são muito c aros e estou achando difícil selecionar entre eles os que devam vir em minha c asa, sair em minha companhia, enfim, fazer parte do meu cotidiano.

- Ora, querido, vou contar-lhe como Jesus escolheu seus discípulos. Acho que isso vai ajudá-lo. E o velhinho

começou:

- Ele tinha bom senso; procurou escolher, dentre a multidão que o acompanhava por toda parte, os

verdadeiramente entusiasmados pelas suas idéias, aqueles seguidores fiéis, que seriam capazes de conduzir os outros homens, tal como o pastor que sabe guiar as suas ovelhas pelos lugares mais seguros, onde elas ficariam abrigadas e felizes.

Desse modo, Jesus começou a fazer convites. Passando pelo Mar da Galiléia, chamou os dois irmãos: Simão

(que Ele chamou de Pedro) e André, que eram pescadores.

Prosseguindo, encontrou outros dois irmãos: Tiago e João, que também foram convidados. E assim, Jesus

continuou até convidar doze homens, que Ele sabiam seriam capazes de levar sua mensagem por todo o território da Judéia.

Esses homens, seus discípulos, chamados, mais tarde, apóstolos, foram os seguintes: Simão Pedro, Tiago,

João, André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago (filho de Alfeu), Simão e Judas Iscariotes.

Eram as pessoas certas; Jesus sabia que com eles a sua doutrina amorosa não seria perdida e ficaria sempre entre os homens.

O vovô terminou aí. Ângelo comentou:

- Essa história, vovô, mostra- me a seguinte verdade: devo selecionar, para conviverem comigo, os amigos cujos hábitos de vida, desejos e sonhos mais se assemelhem com os meus. Como o Mestre Jesus percebi que deverei escolhê-los, usando o mesmo critério de amor e justiça com que Ele escolheu os seus discípulos.

Rosenir Teixeira Pereira

Extraída do Livro "O melhor é Viver em Família" volume 12

3) Atividade –



Fonte: Jacira (Casa do Ceará ) - participante da sala Evangelize CVDEE

10 de julho de 2011

Aula - Vingança


AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XII

Sub-tema: VINGANÇA


Objetivo: Mostrar-lhes que a vingança não traz felicidade real, não contribui para a nossa melhoria como ser humano, é contrária às leis de Deus e aos ensinamentos de Jesus.


Harmonização com músicas

Prece

Primeiro momento:
Exposição do tema dialogada com perguntas, observando a participação e os incentivando a falar e discutir.

O que é vingança?

* Ouvir as respostas deles. Explicar que vingança é o ato de se vingar, de desforrar, punir ou castigar alguém pelo que tenha feito a nós ou a outrem.

Perguntar se já se vingaram ou têm vontade de se vingar de alguém e por quê. Ouvir e comentar respostas.

Se alguém já tiver se vingado, perguntar se a vingança trouxe felicidade.

* A vingança é sempre um mal que praticamos em "pagamento" de outro mal.

A prática do mal não pode deixar ninguém feliz de verdade, porque vai contra as leis de Deus. A felicidade que os vingadores experimentam é desequilibrada, doentia, não tem a serenidade e a paz das felicidades reais e justas.

Quando fazemos o mal, vamos contra nossa natureza, porque fomos criados por Deus num ato de amor e para o amor.

A vingança compensa? Por quê?

* Não. Em primeiro lugar, como vimos acima, ela não nos traz felicidade.

Em segundo lugar, quando nos vingamos, permanecemos ligados àquela pessoa de quem não gostamos, porque ela não ficará feliz com nossa vingança e pode desejar voltar a nos fazer mal. Além disso, a vingança não mata a raiva ou o ódio, apenas os alimenta ainda mais. Quem se vinga, por estar praticando o mal, coloca-se em posição de sofrer, porque a lei divina não deixa esquecida nenhuma maldade praticada. As pessoas que desejam vingar-se de alguém não vivem tranqüilas, ficam grande parte de seu tempo pensando naquele de quem desejam desforrar-se.

Quem gasta seu tempo pensando no mal azeda a própria vida. Não há como praticar a maldade sem sofrer no caminho.

Mas, em muitos casos, a vingança não é justa? Se, praticando o mal, uma pessoa coloca-se em posição de sofrê-lo e esse mal foi feito a mim, não é certo que eu puna essa pessoa?

* Antigamente, no tempo de Moisés, as pessoas eram muito injustas, vingavam-se dos seus ofensores com muita desproporção, por exemplo, matando alguém que só tinha olhado torto, ou lhes pisado no pé. Para que a sociedade fosse menos injusta, veio a idéia do "Olho por olho, dente por dente", que significa punição igual à ofensa. De acordo com essa idéia, se alguém pisa no meu pé, eu estarei certo se pisar no pé dessa pessoa de volta.

Jesus veio trazer-nos a doutrina do amor e do perdão. Ele nos disse o seguinte: Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece- lhe também a outra.

Não resistir ao mal, nas palavras de Jesus, não é não se defender, mas não fazer o mal em troca àquele que o fez a nós. O Mestre também nos ensina a oferecer a outra face. Isto não quer dizer que, se levamos um soco do lado direito, devemos oferecer o outro lado para ser socado.
Dar a outra face é proporcionar outra oportunidade para a pessoa que nos fez o mal; também é ensinar pelo exemplo, fazendo o contrário daquilo que ela nos fez. Exemplificando: Alguém grita conosco, é grosseiro e injusto; em resposta, podemos falar baixo com a pessoa, tratá-la com educação e respeito. Pode ser que, vendo nossa forma de agir, a pessoa agressora sinta vontade de se modificar.
Pagar o mal com o mal é colocar-se no nível daquele que primeiro o praticou, é rebaixar-se. Se alguém erra conosco, passa a ter uma dívida junto às leis divinas; se nós nos vingamos, a pessoa "paga" a dívida e nós "ficamos devendo".

Deus não coloca ninguém no mundo para ser instrumento dos sofrimentos de outra pessoa. A lei divina é infinitamente sábia e tem milhões de formas de fazer com que um culpado resgate seus erros.
Jesus atualizou e aperfeiçoou os ensinamentos de Moisés. Na sua doutrina de amor, a vingança não cabe. O Espiritismo, falando-nos da reencarnação, da evolução e da busca pela perfeição, vem nos mostrar que a vingança só atrasa o indivíduo na sua marcha.

Vingança indireta

Muitos de nós, porém, somos chateados por alguém em quem não podemos descontar toda a nossa raiva.
Teoricamente, podemos encher de sopapos o coleguinha que nos disse uma palavra infeliz, mas não podemos fazer o mesmo com uma professora que, ao nosso ver, age conosco injustamente.

Então, o que muitos de nós fazemos? A vingança indireta. Como funciona isso? Como eu não posso me vingar em quem me fez o mal, vingo-me no primeiro que encontrar. Assim é que a professora chateada às vezes vinga-se no aluno, que se vinga em um coleguinha menor, que se vinga no cachorro, que se vinga mordendo alguém que passa na rua, que se vinga nos seus filhos. O círculo perdura indefinidamente, até que entre em ação a única coisa que, de fato, aniquila a vingança e todos os seus malefícios: o perdão.

O perdão

Ele é, portanto, o melhor remédio contra o desejo de vingança.
Observar que, muitas vezes, a pessoa que nos faz o mal não está muito bem. Aconselhá-la, se for possível, mas não entrar na mesma sintonia de raiva e mal querer, porque isso não vai resolver nada, nem para a gente, nem para ela.

Além disso, enquanto tentamos nos vingar de quem nos fez o mal, continuamos envolvidos pelo mal e não enxergamos as pequenas grandes coisas da vida.

Por exemplo: pode uma pessoa, com muito ódio no coração, apreciar o sabor de uma comida bem quentinha? Uma pessoa cheia de mágoa pode aproveitar a brincadeira gostosa com os amigos? Consegue ela fruir da beleza de um livro, da emoção de uma aventura, da alegria da companhia dos seus amigos e familiares? Não pode.

Então, enquanto não perdoamos, além de podermos ferir pessoas que não têm nada a ver, permitimos que o mal que nos fizeram vá muito mais além do ato inicialmente praticado, porque aquilo vai ficar fazendo o mal para a gente até que sejamos capazes de perdoar.

Por isso é que o perdão não é uma coisa que se dá para agradar aos outros, mas uma coisa de que nós próprios precisamos, para sermos felizes e mais abertos às coisas da vida. Quem odeia muito não tem saúde, nem paz, nem alegria; e é muito difícil ter uma vida boa sem saúde, alegria e paz, mesmo que se tenha um quarto cheio de brinquedos e muitas coisas materiais.

E quando nós fazemos algo errado e nossa vítima não nos perdoa, o que devemos fazer? Devemos nos esforçar para pagar com bem o mal que fizemos. Não devemos, de forma alguma, entrarmos na idéia destrutiva de que o outro deve se vingar de nós. As leis divinas se encarregarão de nos fazer resgatar nossos erros, não precisamos do outro para nos levar a fazê-lo. Sendo assim, se alguém não nos perdoa, devemos buscar nos melhorar, para que, um dia, consigamos pagar com ações boas os nossos enganos. Não devemos deixar que a culpa nos aniquile.

Segundo momento: Historinha da arma infalível. Fonte: Alvorada Cristã - Neio Lúciu - Chico Xavier.

HISTÓRIA - A ARMA INFALÍVEL

Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porquê. Encontrou, quase de imediato, o sub-chefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do sub-chefe tornar- se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar- se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. Tão só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu- se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável.
Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou- se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou- lhe no coração o estilete invisível.
Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública. Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantâneamente, possuída pela força maléfica.
Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu- se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
— Estou farto! — bradou — a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente!...
Pronunciou nomes terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco. A velhinha, porém, longe de agastar- se, tomou- lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
— Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo! Lembremo-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos legou...
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos! O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo- lhe desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus. A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime.

Terceiro momento: Caso haja tempo, aprofundar a historinha, perguntando o que mais lhes chamou a atenção e questões assim. No final, levá-los a concluir que a historinha nada mais é que um exemplo prático de tudo aquilo que conversamos na aula e que coisas assim acontecem todos, todos os dias.

Quarto momento: Distribuir os quadrinhos “A Arma infalível’ para ler, colorir e refletir.

Prece Final

(enviado por Vinícius e esposa - participantes sala Evangelize CVDEE)

Quadrinhos – A Arma Infalível