30 de julho de 2011

Aula - Família - dádiva divina

Objetivos: A criança deverá ampliar sua concepção de família, entendendo-a como a reunião de pessoas que se propõem conviver juntas, harmonizando interesses e desenvolvendo laços afetivos.

Harmonização com musica

Prece inicial

Primeiro momento: explicar que Deus criou os seres humanos, os animais e as plantas. Assim, existem as famílias dos seres humanos, dos animais e das plantas. As pessoas de uma mesma família geralmente vivem em uma mesma casa, mas também pode ocorrer que morem em casas separadas, quando os pais se separam ou os filhos crescem e vão morar fora sozinhos ou com o marido, a esposa e os filhos.

* Faz parte de nossa família nossos pais ou as pessoas que são responsáveis por nós. Também fazem parte de nossa família os nossos avós. Às vezes nossa família aumenta com a chegada de outros filhos, nossos irmãos ou de alguém que vem morar conosco.

Obs.: poderá ser levado brinquedos de montar que tenham vários animais ou bonecos para que as crianças montem as famílias ou desenhos de família de pessoas, animais ou plantas para as crianças observarem os vários grupos de famílias que existem. Momento em que o evangelizador pode mostrar, através dos brinquedos, os vários tipos de família que podem ser formadas.

*Apesar das diferenças, todos vão aprendendo a viver em grupo. Cada integrante da família tem um papel importante, e todos juntos, com atitudes de amor, de educação e bons sentimentos devem incentivar a união e o respeito entre os familiares e o amor a Deus e ao próximo. O lar é um local onde se aprende muitas coisas importantes, que vão ser úteis por toda a vida e até para as reencarnações seguintes.

Segundo momento: contar A História de Lenita.

A História de Lenita

Lenita era uma menina linda: gordinha, com as bochechas rosadas. Ela gostava muito de brincar com bonecas e correr pelo jardim atrás das borboletas coloridas.

Ela admirava a natureza e gostava de todos os animais que havia no sítio em que ela morava com seus pais e sua irmã Lúcia. O sítio ficava longe da cidade, mas perto de sua casa passava um rio, onde a água limpinha deslizava sobre as pedrinhas. Nesse rio era possível ver os lambaris nadando; aos domingos ela e a mãe costumavam pescar lambaris para o jantar.

Lenita adorava o sítio e sua família. Ela e sua irmã costumavam passar as tardes juntas, brincando e observando a natureza.

Lenita, porém, não era muito obediente. Ela achava que seus pais lhe ensinavam coisas bobas, que não serviam para nada. Ela também pensava que obedecer não era importante, e que as regras da casa não eram para ela, porque ela sabia melhor que seus pais o que podia e o que não podia fazer.

Por causa dessas idéias, Lenita se metia em muitas confusões: uma vez tomou um banho de chuva e ficou com febre por dois dias porque não obedeceu a sua mãe e foi para a escola sem guarda-chuva e sem casaco para o frio. Outra vez, Lenita gazeou aula e foi tomar banho de rio, mas caiu, quebrou o braço e sua mãe descobriu que ela estava faltando aula.

Lenita foi crescendo e aos poucos percebeu que o que seus pais lhe ensinavam eram coisas interessantes e que eles queriam o seu bem. Sempre que desobedecia, acabava descobrindo que se tivesse obedecido o resultado seria melhor. Assim, por exemplo, se ela tivesse ouvido sua mãe e estudado para a prova, teria tirado uma nota melhor.

Lenita também descobriu que falar a verdade é melhor que mentir, pois sempre que ela mentia além de sua mãe descobrir, Dona Augusta ficava triste com a atitude da filha.

O tempo passou, a menina cresceu e foi estudar em outra cidade. Longe dos pais, aprendeu a dar ainda mais valor aos conselhos de seus pais. Sempre que falava com eles ao telefone, Lenita contava as novidades que havia acontecido e muitas vezes sua mãe lhe dava conselhos muito legais sobre como agir.

Hoje Lenita está casada, e tem uma filhinha que se chama Letícia. Ela ensina para Letícia as mesmas coisas que sua mãe lhe ensinava, com o mesmo carinho e amor. Letícia também não obedece às vezes, mas Lenita através do exemplo e da conversa amorosa sempre está a lhe mostrar o caminho do bem. Com o tempo, Letícia vai aprender que aquilo que aprendemos no lar nos serve para toda a vida.

Terceiro momento - atividade: pintar a figura de Lenita.


Sugestão de desenho


Aula - Família dos nossos amigos



Objetivos: Conscientizar o evangelizando de que cada um tem a família necessária para crescer e aprender coisas importantes para ser feliz. Levar o evangelizando a entender que sendo filhos de um mesmo PAI, DEUS, somos todos irmãos.

Harmonização com música

Prece inicial

Primeiro momento: contar a história Família ideal, adaptando de acordo com a idade. O evangelizador pode levar fotos de sua família e de revistas, para ir ilustrando a história.

Família ideal

Enquanto ia para a Evangelização Infantil no Grupo Espírita, Jô lembrou que, em sua escola, a próxima semana seria a Semana da Família. Ela não gostava dessa data porque seus pais não moravam juntos e, no ano anterior, seu pai trouxe a namorada para a festa da escola.

Quando a aula de Evangelização iniciou, Jô descobriu que o assunto era Família. Ela se escondeu atrás de um livro, pois não queria falar sobre isso.

Mas logo se interessou pelas fotos e gravuras de várias famílias: algumas com a figura do pai, da mãe, dos filhos e avós; em outras, o pai desencarnou e na foto estavam apenas a mãe e os filhos; havia uma em que os pais se separaram e moram em casas diferentes, e outra em que o filho mora com a mãe e há muito tempo não vê o pai porque ele mora em outro Estado.

Logo as crianças começaram a contar sobre suas famílias: Fábio mora com os pais e os avós; a mãe de Edu desencarnou e ele mora com o pai; José mora com a mãe e o pai, e seu irmão mais velho mora em outra casa com a esposa e os filhos; Gil mora com a mãe, seu pai mora em outra casa, e seus avós vivem em outra cidade. Jô contou que seus pais se separaram, e que ela mora com a mãe e os irmãos.

A evangelizadora explicou, então, que família não são apenas as pessoas que moram na mesma casa, mas as que estão unidas por laços de afeto. E que os pais que desencarnaram não deixam de fazer parte da família, apenas estão morando no Mundo Espiritual, e que de lá amam seus filhos e zelam por eles.

- Então, qual a melhor família? - perguntou Adriana, a evangelizadora.

Ninguém respondeu. Jô pensou em uma família com pai, mãe e filhos, todos morando na mesma casa.

A evangelizadora olhou para um aluno e apontou dizendo: - A sua! Apontou para outro e disse a mesma coisa. E assim fez com todas as crianças.

E concluiu:

- Não existe uma família ideal. Cada um tem a família certa para si. Existem apenas diferentes tipos de família, cada uma com suas características, mas cada família é especial!

Aos poucos, as crianças compreenderam que cada um reencarna na família que é a mais indicada para o que precisam aprender nesta vida. E que família é um grupo de pessoas que se reúnem para se ajudarem e evoluírem juntas.

No final da aula, Jô desenhou sua família: a mãe, o pai, os irmãos, e os avós que já desencarnaram; afinal, aquela não era uma família diferente, mas uma família especial, a sua família.

Claudia Schmidt

Segundo momento: conversar com as crianças.

* As famílias não são iguais, mas cada um tem a família necessária para crescer e aprender coisas importantes para ser feliz.

* Cada pessoa que faz parte da família tem características físicas e gostos diferentes. Uns são magros, outros mais gordos, uns baixos, outros altos, uns gostam de comer chocolate, outros gostam de tomar sorvete, mas cada um tem qualidades especiais e todos são importantes.

* Os nossos amigos podem ter famílias diferente da nossa, mas todas são importantes. Devemos respeitá-las e demonstrar o nosso carinho através da amizade.

Quarto momento: distribuir um desenho de família, para que as crianças pintem. Depois que todos houverem pintado, recolher e coloca-los em um varal. Pedir, ao final, que as crianças observem os desenhos, percebendo que cada criança pintou de um jeito e utilizou certas cores; assim também acontece com as famílias, cada família tem características próprias e todas são importantes.

Obs.: se o evangelizador achar interessante, e possível, poderá solicitar que as crianças tragam, na próxima aula (ou mandar um bilhete na aula anterior), fotos de sua família. Reunir todas as fotos, em um cartaz (cartolina colorida) e escrever uma bonita frase sobre a importância da família. Ex: Obrigado, Deus, pela minha família!

Prece de encerramento

Sugestão: Maternal.

Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/

Aula - Família - irmãos


Sugestão: Maternal e Jardim.

Objetivos: Conscientizar o evangelizando de que todos nós fazemos parte de uma mesma família. Levar o evangelizando a entender que sendo filhos de um mesmo PAI, DEUS, somos todos irmãos.

Harmonização com música

Prece inicial

Primeiro momento: contar a história Diversão Garantida. O evangelizador pode contar a história utilizando-se de brinquedos: três bonecos maiores para fazerem o papel dos personagens e brinquedos menores para serem as bonecas e os carrinhos. Também podem ser levados vários brinquedos para comporem a narrativa, inclusive um quebra-cabeça.

Diversão garantida


Em uma tarde chuvosa, Andressa e Tiago, que eram gêmeos, estavam brigando de novo. E tia Beatriz sabia o motivo: eles se recusavam a emprestar os brinquedos um para o outro.

Observando a briga, a tia não se conteve:

- Eu tenho uma idéia bem legal! Coloquem todos os brinquedos de cada um em cima da sua própria cama, e no chão coloquem os brinquedos que pertencem aos dois. Eu posso ajudar!

Logo o quarto virou uma enorme bagunça, mas a tia tinha certeza de que a idéia era boa. Andressa e Tiago começaram a tirar do armário e do baú brinquedos e jogos que não brincavam há tempos! De alguns eles nem se lembravam!

- Olha só esse quebra-cabeça – disse Andressa, enquanto todas as peças se espalhavam pelo tapete.

- Eu quero ajudar a montar! – e logo os dois irmãos estavam brincando juntos.

Descobriram também alguns carrinhos que Tiago tinha perdido e que nunca mais tinha encontrado: estavam na gaveta da cama, atrás de umas revistas em quadrinhos que ele tinha esquecido onde tinha guardado.

Tia Beatriz ajudou Andressa a arrumar as bonecas, que eram muitas, colocando uma ao lado da outra:

- Nossa! Quantas bonecas eu tenho!

Enquanto isso, Tiago contava quantos carrinhos havia na enorme fila do posto de gasolina. Eram tantos!

- Posso ajudar? – quis saber a tia.

- Meninas não brincam de carrinho! – disse logo Tiago.

- Brincam sim! - contestou a irmã. Mamãe e tia Beatriz não dirigem, por acaso? Não existe mais essa coisa de brinquedo de menino e brinquedo de menina.

Diante da afirmativa, Tiago deixou a irmã e a tia brincarem com seus carrinhos. Alguns momentos depois ele perguntou se não podia estacionar alguns carrinhos na garagem da casinha de boneca que estava em um canto do quarto.

- Pode sim! – disse sorridente a dona da casinha.

Muito tempo depois, a tia pediu que eles contassem quantos brinquedos havia no quarto. Eram muitos! Logo desistiram e voltaram a brincar juntos.

Com muito jeito, a tia foi fazendo com que eles percebessem que dividir os brinquedos com os amigos e irmãos é sempre muito legal e divertido, e que quando todos brincam juntos, a diversão é garantida!

Em uma próxima oportunidade ela pretende ensinar aos sobrinhos como é importante doar os brinquedos que não são mais usados, porque outras crianças vão adorar brincar com eles. Tomara que essa conversa seja em breve, em outra tarde cheia de brincadeiras...

Claudia Schmidt

Segundo momento: conversar com os evangelizandos.

* Quem tem irmãos? Costumam brincar com os irmãos? Quem não tem irmãos têm amigos, com quem brincam. Deixar que as crianças digam os nomes dos irmãos e de alguns amigos.

* Como são as brincadeiras?

* Costumam emprestar os brinquedos? Recebem brinquedos emprestados?

* Cuidam dos seus brinquedos? E dos brinquedos dos outros?

* Lembrar que é divertido brincar quando todos se respeitam e dividem os brinquedos. Respeitar é saber esperar a sua vez de brincar, não querer o brinquedo do outro quando ele está usando. Quando participar de um jogo, respeitar as regras, os outros jogadores, saber perder e saber ganhar (não ficar bravo ou zombar dos outros).

* O que devemos fazer com os brinquedos que não usamos mais? Doá-los a outras crianças que vão ficar contentes em brincar com eles.

Terceiro momento – atividade: distribuir uma folha em branco para que as crianças desenhem seus brinquedos favoritos. Nos desenhos das crianças menores o evangelizador poderá colocar cola e enfeitar com grãos de milho ou feijão (ao redor do desenho).

Prece de encerramento

Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/

27 de julho de 2011

Aula - Altruísmo


Objetivo: Identificar o Amor como a presença Divina em todo o Universo, evoluindo do egocentrismo ao altruísmo, de acordo com os níveis de consciência.

HARMONIZAÇÃO INICIAL

PRECE

1- ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Preparar, para uso em flanelógrafo, a figura de um rio. Pode ser utilizado o anexo 1, prolongando o curso dágua (a queda dágua facilita a compreensão da direção das águas). Colorir de modo a valorizar o recurso, que introduz importante conceito. Fazer um corte horizontal no rio para nele movimentar a canoa anexo 2.

Colocar o desenho da canoa no rio e dialogar com o grupo a partir das seguintes questões:
– Como o remador terá mais segurança e tranqüilidade: descendo o rio, isto é, seguindo a direção das águas (movimentar a canoa) ou seguindo na direção contrária? (movimentar a canoa)
– O que acontece quando remamos na direção contrária ao fluxo das águas?

2- ATIVIDADE REFLEXIVA

A partir do diálogo, apresentar os seguintes conceitos:

· O amor de Deus é semelhante às águas de um grande rio. Vivemos nesse “rio de amor”, que irradia permanentemente sobre nós, envolvendo-nos.

· Quando vivemos com amor no coração e nos nossos atos, sentimos mais tranqüilidade e segurança, embora continuem os desafios, porque a vida é semelhante a quem rema na direção das águas do rio: contornamos mais facilmente os obstáculos, poupamos energia e saúde.

· Quando vivemos sem amor, ou seja, na direção contrária ao fluxo do amor de Deus, distantes das suas leis, fazemos esforços desnecessários, sofremos mais, os obstáculos são maiores, podemos perder forças e saúde, corremos o risco de “afundar”.

· A energia Divina é sempre o Amor que se irradia por toda parte. Mas para senti-lo, precisamos aprender a sintonizar com ele, desenvolvendo-o, aos poucos, em nós.

3 - Utilizando os anexos 3, 4, 5 e 6, dialogar sobre a evolução do Amor no ser:
Anexos 3 - Inicialmente o sentimento de Amor fica centrado na própria pessoa. Ela só se preocupa consigo mesma. Quer ser o centro das atenções, tirar proveito das situações, não se importando se está ou não prejudicando os outros. É um Amor ainda infantil.
Anexo 4 - Com o tempo, através das experiências de desenganos e dor nas múltiplas existências, desperta o amor pelos filhos, pela família, pelos amigos, pelos que lhe dedicam afeto. É ainda um amor muito restrito porque dá na medida que recebe. É a adolescência do Amor.
Anexo 5 - Só muito depois, a pessoa passa a ter compaixão por quem sofre, a desculpar, a dedicar-se pelo bem de alguém ou de algum ideal. É o Amor adulto, já capaz de doar-se.
Anexo 6 - Um dia esse Amor será total, capaz de qualquer renúncia, tal como o das Grandes Almas, das quais Jesus é o modelo mais perfeito. É o Amor em plenitude, incondicional.

4 - Dialogar com o grupo, a partir da pergunta:
Se todos nós alcançaremos esse Amor total que nos fará sentir a felicidade que tanto desejamos, e o que podemos fazer para acelerar a evolução desse Amor?

Concluir com os seguintes conceitos, após citar exemplos do cotidiano:
1. Sempre que erramos, isto é, agimos na direção contrária ao Amor, sofremos. Esse sofrimento nos mostra que não escolhemos o melhor caminho. Quantos sofrimentos criamos pela ambição, pela ilusão do poder, pela irresponsabilidade!...
2. Quando entendemos que é melhor seguir o caminho do Amor a Deus e ao próximo, passamos a ter mais equilíbrio, nos libertamos dos vícios, das ilusões e, em conseqüência de muitos sofrimentos.

5- Movimentar novamente a canoa pelo rio e lançar apenas a pergunta para ficar como reflexão:
– O que será melhor: acompanhar a “correnteza” do amor de Deus ou viver contra ela?

6- ATIVIDADE CRIATIVA

Forrar a mesa com um papel azul para representar o “rio da vida”. Este rio pode ter margens floridas, pequenas ilhas, obstáculos, etc. Propor que cada um faça com dobradura um barco de papel (modelo abaixo) que representará o “barco da sua vida”. Feito o barco, cada participante o colocará no “rio da vida”, no local e na posição que desejar. O barco poderá ficar separado ou junto de outro, próximo ou distante da margem, etc. Pedir que cada um justifique a sua escolha.

7- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE

Da forma habitual. Imaginar que está flutuando por águas claras e tranqüilas no “rio de amor de Deus”. Sentir o embalo agradável das ondas. Sentir-se em paz.

Meditar: “A energia divina me alcança e faz sentir o Amor verdadeiro”.





Anexo1


Anexo2


Anexo3


Anexo4


Anexo5



Anexo6

*Desconheço a autoria deste plano de aula

26 de julho de 2011

Aula - Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho


BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO

OBJETIVO: Levar os alunos a reconhecerem que vivem numa terra abençoada e valorizar a paz, e a liberdade de que goza o povo brasileiro.

MOTIVAÇÃO INICIAL: Questionar a respeito do feriado que estamos (07/Setembro). Verificar o que eles sabem a respeito da história do Brasil. (deixar que falem a vontade)

DESENVOLVIMENTO:

Perguntar ao grupo: Vocês acham que o Brasil é a Pátria do Evangelho? Por quê?
Deixar que falem à vontade, orientar a discussão para que não se desvirtue.Mostrar o livro Brasil,coração do mundo, pátria do evangelho.Explicar resumidamente de onde vem a idéia de o Brasil ser a pátria do evangelho. Depois da participação de todos, lembrar que Jesus veio para "os doentes, para os enfermos espirituais". O evangelho não é caminho para glórias materiais, as riquezas terrenas. É a explicação de que a verdadeira vida é a espiritual. Portanto, ser pátria do evangelho é oferecer a espíritos devedores oportunidade de reequilíbrio, através da luta pela vida. Contar o caso do degredado que é amparado pela equipe de Ismael (BCMPE). Foi o primeiro "pequenino", o primeiro enfermo espiritual a ser recebido na pátria do evangelho-esse hospital, essa escola que posteriormente veio abraçar as mais diversas nacionalidades, através da imigração. Certamente os espíritos reencarnados no Brasil, já experimentaram, em sua maioria numerosas existências. E agora, através da forte religiosidade que caracteriza o povo, através da propensão para a paz, apesar da onda de violência que nos assalta e que prova nossa resistência através das dificuldades econômicas, vamos ressarcindo velhos débitos. Por isso, o Brasil é realmente a pátria do evangelho. Em nossa terra recebemos o mais querido dos imigrantes- o Espiritismo, que resgata a pureza, a essência dos ensinamentos de Jesus.
Aqui é que o Espiritismo se desenvolveu. Ser pátria do evangelho não é um privilégio, nem motivo de orgulho. É uma proposta da espiritualidade que está em andamento. È um projeto que se completará quando diminuirmos as dores provocadas neste país pelas diferenças sociais. O fato de não haver "efeito sem causa", o fato de muitos sofrimentos serem cármicos, não nos libera da caridade, do amor aos nossos irmãos. A lógica dos fatos aponta que para nós, sem dúvida, essa é a pátria onde estamos encontrando a verdade libertadora de Jesus. O espírita consciente muito recebeu e muito pode oferecer. Evangelizar-se é missão de cada um.
E um povo evangelizado... Evangeliza o mudo através de exemplo e da oportunidade que oferece para os que aqui reencarnam. Abracemos esse compromisso.

Contar, em linguagem própria, as passagens mais importantes do livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”.

Citar a visita de Jesus, a tristeza que ele sentia com os demais povos que deturparam suas mensagens, e a sua decisão de “plantar” no Brasil a árvore do Evangelho.

Dizer das belezas do nosso país. Da possibilidade que temos de ouvir qualquer música, usar qualquer roupa, seguir qualquer religião.

Ressaltar a questão da benevolência do povo, que alguém precisa tem sempre outro alguém para estender a mão.

Comentar da vida simples dos índios. Da vinda dos negros e depois dos imigrantes europeus. Da mistura de raça que aqui existe, provando que temos “algo” em especial.

FIXAÇÃO DO CONTEÚDO: Colocar o Hino Nacional Brasileiro e verificar o que eles entendem da letra e verificar se sabem cantar.

ATIVIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO: Utilizar as atividades abaixo







* Desconheço o autor que elaborou a aula.

Fonte: Internet


Resenha - Brasil, Coração do Mundo Pátria do Evangelho

RESENHA

BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO


Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier

O Autor:

Era filho de Joaquim Gomes de Farias Veras e Ana de Campos Veras. Nasceu no então município maranhense de Miritiba - hoje batizado com o seu nome. Com a morte do pai, aos sete anos, mudou-se para São Luís e, aos dezessete, foi para o Pará, onde trabalhou como jornalista. Aos 24 anos publicou seu primeiro livro de versos (1910), intitulado "Poeira", que lhe dão razoável reconhecimento além do Norte e Nordeste. Dois anos depois mudou-se para o Rio de Janeiro, continuando a carreira jornalística e, como ativista, tornou-se famoso sob o pseudônimo de Conselheiro XX. Em 1920 ingressa na política, elegendo-se deputado federal pelo estado natal, e renova-o, sucessivamente, até perder o mandato com a Revolução de 1930. Getúlio Vargas, admirador do escritor, nomeia-o diretor da Casa Ruy Barbosa. Sem estudos, Campos entretanto foi um dos grandes autores brasileiros, mesmo que seus escritos não tenham o merecido destaque. Inovou nas crônicas, adicionando ao estilo novos elementos. Quando adoeceu, mudou completamente seu estilo: de mordaz e cômico, transformou-se num arauto em defesa dos menos favorecidos, encontrando agora consolo por parte dos mais pobres.Abandonado pelos parentes e antigos amigos poderosos, persiste contudo em sua nova e definitiva fase. Recebe dezenas de cartas de pessoas carentes. Submete-se a várias operações, fica cego, e assim falece em 05 de dezembro de 1934, justamente quando nascera um "novo" Humberto de Campos.

O Processo:

É polêmica antiga no meio jurídico o valor probatório da psicografia. O caso mais famoso indubitavelmente foi o de Humberto de Campos. A partir de 1937, três anos após a morte de Campos, várias crônicas e romances atribuídos ao escritor começaram a ser psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier. Entre as obras, todas editadas pela Federação Espírita Brasileira, a de maior notoriedade entre os espíritas brasileiros foi Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. No ano de 1944, a viúva de Humberto de Campos ingressou em juízo, movendo um processo contra a Federação Espírita Brasileira e Francisco Cândido Xavier, no sentido de obter uma declaração, por sentença, de que essa obra mediúnica "era ou não do 'Espírito' de Humberto de Campos", e que em caso afirmativo que ela tivesse os direitos autorais da obra. O assunto causou muita polêmica e, durante um bom tempo, ocupou espaço nos principais periódicos do País. A Autora, D. Catarina Vergolino de Campos, foi julgada carecedora da ação proposta, por sentença de 23 de agosto de 1944, do Dr. João Frederico Mourão Russell, juiz de Direito em exercício na 8º Vara Cível do antigo Distrito Federal. Tendo ela recorrido dessa sentença, o Tribunal de Apelação do antigo DF manteve-a por seus jurídicos fundamentos, tendo sido relator o Ministro Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa.

Por esse motivo, para evitar problemas dessa ordem, a partir de então, Humberto de Campos passou a assinar suas mensagens como “Irmão X”.

O Livro:

O primeiro livro que Chico psicografou, “Parnaso de Além Túmulo”, foi publicado em 1935. Sendo este publicado em 1938, foi um dos primeiros a serem levados ao público.

Esse livro é muito importante, considerando que fala sobre a história do Brasil, e sobre a missão grandiosa que o Brasil está destinado na evolução espiritual do Planeta.

Prefácio- Por Emmanuel:

No prefácio do livro, Emmanuel, como mentor do médium Francisco Cândido Xavier assume a responsabilidade de apresentar a obra de Humberto de Campos, falando das fontes de consultas do autor, que são tradicionais do mundo espiritual.

Por que Portugal?

Desde antes do Brasil ser descoberto, já estava programado para que Portugal o descobrisse, por ser a nação mais humilde da época. Foram enviados espíritos para nascer em Portugal com a missão de desenvolver a navegação que tornaria possível o descobrimento do Brasil. Começou pelo Infante Dom Henrique de Sagres, encarnado em 1394, mais de um século antes do fato, nascido com a missão de despertar o sentimento de amor ao desconhecido e a sede de conhecimentos sobre o além mar.

Pessoas Importantes na História:

Fala sobre grandes pessoas que foram de suma importância para a história do nosso país.

Martim Afonso de Souza, Manoel de Nobrega, Anchieta e tantos outros personagens históricos que tiveram sua parcela de colaboração no desenvolvimento da educação do povo que começava a se formar.

Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, revolucionário que queria libertar o Brasil de Portugal, desde a Inconfidência Mineira que vinha tentando, sendo líder de um grupo e acabando na forca por isso. Ele era intuído por Ismael que é o espírito superior que foi encarregado por Jesus de proteger o Brasil.

Após seu desencarne violento, Tiradentes foi recebido por Ismael que o lembrou de que noutros tempos, como inquisidor havia aplicado a mesma pena a outros irmãos, e que agora estava redimido.

D. Pedro I que deu término com um processo que há muito estava acontencendo, da busca pela liberdade, proclamando a independência do Brasil. Dando o grito de independência, numa bela tarde, às margens do Rio Ipiranga, teve nesse ato o acompanhamento do espírito de Tiradentes, que esteve ao seu lado, presente, durante todo tempo, que desde encarnado por isso estava lutando.

Escravidão:

Dentro da programação, Portugal havia tomado as colônias da África como suas. O que facilitaria a imigração dos negros para virem trabalhar aqui no Brasil, e misturarem-se aos índios e europeus fraternalmente lado à lado e não como escravos. Estava previsto que os negros viessem para cá trabalhar, mas todo o sofrimento, todos aqueles maus tratos e judiações que ele receberam, sendo escravizados, foi por causa do livre-arbítrio dos homens encarnados que se deixaram levar pelas suas más tendências e pelo próprio orgulho. Não era para existir esse sofrimento, como os donos dos escravos plantaram isso, em inúmeros casos colheram dos mesmos males, em suas próximas encarnações, nascendo como escravos e muitas vezes no mesmo local em que havia mandado na encarnação anterior.

Foi para resolver esses problemas que nasceram as idéias abolicionistas, vindo de espíritos encarnados mais sensíveis e que através dessas idéias, foi com a Lei Áurea que a Princesa Isabel, filha so segundo imperador do Brasil, D. Pedro II, encerrou por fim, o que já havia acontecendo por outras leis, como a Lei do Ventre Livre e a anterior a ela que proibia o tráfico de trazer mais escravos para o Brasil.

Brasil, Coração do Mundo:

Muitos brasileiros dizem que o Brasil, é parado, que não toma atitudes, que não vai para as guerras. É só ver na luta pela independência, comparada com muitos outros países, quase nem ouve derramamento de sangue.

Porque o Brasil é a Pátria do Evangelho, foi permitido que para cá viessem europeus, africanos, índios... justamente para acabar com as diferença entre os povos.

Normalmente os países, têm o tipo físico certo, determinado, no Japão as pessoas têm olhos puxados, na China, pele amarelada, nos Estados Unidos da América os cabelos são avermelhados, na África são negros, na Alemanha, são loirinhos... Já no Brasil não, é diferente, porque não tem um tipo físico certo, um brasileiro que sirva como padrão, porque aqui há pessoas dos quatro cantos do mundo, há morenos, negros, loiros, ruivos...

Enquanto pessoas estrangeiras em países que não são o seu, são discriminadas, nos Estados Unidos existe até os guetos formados por essas pessoas. Aqui são sempre bem-vindas e entegram-se ao povo sem maiores problemas. Infelizmente ainda existe o preconceito, mas trata-se de casos pessoais e não institucionais.

O Brasil está destinado a ser a Pátria do Evangelho, o Celeiro do Mundo, mas cabe a nós brasileiros tornarmos isso sempre possível, considerando que desde a descoberta muitos erros já foram cometidos, como a Guerra do Paraguai, citada no livro, devemos deixar o Brasil ser sempre a Pátria do Evangelho.

Considerando que o livro foi escrito em 1938, já houve muitos acontecimentos de lá para cá, além de que Humberto de Campos encerrou a sua história da História do Brasil com a problamação da república, em 15 de novembro de 1889.

O Brasil está programado a ter o tamanho que ele tem, mesmo que a princípio fosse somente a parte do Tratado de Tordesilhas, com a ajuda dos bandeirantes, foi sendo aberto mais caminhos, até ele ficar do tamanho que ele é, foi o Brasil tem a forma de um coração estilizado.

Já houve diversas tentativa de separar o Brasil, tornar a Região sul num só pais, ou fazer o mesmo com a Região Nordeste, mas nenhuma dessas tentativas funcionou, pois o Brasil tem de ser desse tamanho, desse tamanho que ele é. Tem que ser o Coração do Mundo.

Espiritismo no Brasil:

O espiritismo foi propagado aqui no Brasil, já logo depois de sua criação, quando Bezerra de Menezes, o “Médico dos Pobres” declarou-se espírita publicamente, alguns anos após ler “O Livros dos Espíritos”.

Em 1884 foi criada a Federação Espírita Brasileira, órgão encarregado de divulgar a Doutrina nas terras brasileiras.

Importância de Manter a Missão:

É muito importante, nós brasileiros mantermos o Brasil com a sua missão, procurando cada um de nós agirmos de acordo com os ensinamentos do Evangelho.

Na página 237, encontramos a seguinte frase, que, apesar de escrita e 1938, se mostra bastante atual:

“O Brasil está cheio de ideologias novas, refletindo a apixagem do século; cabe aos bons operários do Evangelho concentrar suas atividades no esclarecimento das almas e na educação dos espíritos.”

*Resenha de Sônia Regina Biscaia Veiga