9 de junho de 2012

Aula - O Perdão das Ofensas

     O PERDÃO DAS OFENSAS
CAPÍTULO DO EVANGELHO: 10. BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO MISERICORDIOSOS

Objetivos:
- Levar as crianças a compreenderem  que perdoar consiste no esquecimento total das ofensas recebidas. Devemos perdoar sempre, pois estamos sujeitos ao erro e necessitaremos do perdão alheio. Quando Jesus nos convida a perdoar quantas vezes forem necessárias, Ele quer dizer que fazendo isso, estamos trabalhando para o nosso próprio equilíbrio espiritual.
- Estimular a compreensão da Bem Aventurança, contextualizada no Sermão da Montanha.
- Reconhecer o Perdão como um fundamento dos ensinos de Jesus, indispensável para nossa paz interior e nossa evolução moral.
- Identificar na reencarnação a valiosa oportunidade de nos reconciliar com nossos adversários.
- Sensibilizar sobre a fundamental importância de cuidarmos de nosso coração, mantendo-o limpo de mágoas e rancores, perdoando e reconciliando-nos com nossos adversários, para sermos verdadeiramente cristãos.  
- Relacionar a Parábola do Filho Pródigo com as nossas vidas, onde somos o filho e Deus, o Pai misericordioso.

Preparo da sala: Anteriormente a sala foi preparada da seguinte forma: foram retiradas as cadeiras, colado balões nas paredes escritos sentimentos bons.
Música para harmonizar
Prece Inicial
Primeiro momento: Contar a história com os evangelizando sentados confortáveis no chão formando um círculo.
“Mariana e Carol eram grandes amigas. Um dia, enquanto se divertiam dançando na sala, Carol pisou numa boneca de Mariana sem querer, quebrando-a.
  Ela pediu desculpa para a amiga, mas Mariana não quis saber, gritou com sua melhor amiga e não a perdoou.
A partir desse dia, Mariana não quis conversar mais com Carol, e isso deixou Carol muito triste.
Desde esse dia Mariana passou a carregar um sentimento muito ruim em seu coração.”




(Interferência) Vamos descobrir qual é esse sentimento? (dar dicas caso for preciso). Está certo é a mágoa, vamos ver como é ruim ficar com mágoa no coração? Todos pensem em alguém que não perdoaram por qualquer motivo...


Segundo momento: Atividade psicodramática:

1º momento: Distribuir bolinhas (de cor escura) feitas de papel para cada evangelizando.
Dizer a seguir: Agora imaginem que o que seguram na mão é uma mágoa que vocês não conseguiram perdoar. Ela está em vocês, grudada e não podem soltá-la.
Colar com fita adesiva envolvendo as mãos dos evangelizando para ficar seguro, uma bola em cada mão.

Será que uma mágoa ou uma ofensa atrapalha a vida de quem a carrega?

2º momento: Com as mãos tendo as bolas de papel grudadas, orienta-los a  fazer o seguinte:
* Orientá-los fazer uma coisa de cada vez dando tempo para que sintam a dificuldade em realizar o que está sendo pedido.
1. Bater palmas;
2. Cumprimentar uns aos outros;
3. Abraçar;
4. Pentear o cabelo;
5. Limpar o ouvido;
6. Abotoar botão ou amarrar sapatos, por exemplo;
7. Segurar objetos;
8. Fazer um desenho (distribuir folhas e lápis – desenho livre).

Terceiro momento: Reflexão:

E então, foi difícil fazer o que foi pedido? Assim é a mágoa no coração, ela é como a bola de papel, ela impede atrapalha quem a carrega de fazer uma porção de coisas boas.
E o que fazer? Perdoar. Como perdoar? Esquecendo a ofensa. Não ficar lembrando, não ficar contando o que aconteceu para todas as pessoas que encontrar. Não desejar o mal. Não colocar obstáculos para reconciliar, desejar se entender com a pessoa. Perdoar com o coração. Não devemos querer vingança.
Lembrá-los da lei de causa e efeito, que dá a cada um conforme seus atos. Jesus ao nos orientar a oferecer a outra face, não proibiu a defesa, mas condenou a vingança.

O que é perdoar de verdade? Esquecer com o coração o que aconteceu compreendendo a outra pessoa, não guardar mágoas, não desejar mal ao outro.

É importante se colocar no lugar do ofensor. Ele pode estar passando por um momento difícil, com problemas. Quem agride, ofende, machuca, ainda não aprendeu sobre o amor. Quando passarmos a entender que o agressor só age assim porque ainda não compreendeu o caminho da felicidade, não nos ofenderemos.

Vou contar pra vocês uma lição que Jesus deixou pra nós.
Certa vez Pedro se aproximou de Jesus e lhe perguntou: Senhor, quantas vezes perdoarei ao meu irmão quando pecar contra mim? Será até sete vezes?
Jesus lhe respondeu: Não vos digo que apenas sete vezes sete, e sim setenta vezes sete vezes. Devemos perdoar todas as pessoas e quantas vezes forem necessárias. Devemos nos perdoar também (auto-perdão), pois todos somos aprendizes, nossas experiências guardam lições valiosíssimas.
Quando não perdoamos fica um peso em nosso coração, causando tristezas, nos impedindo de fazer muitas coisas boas. É como se carregássemos uma pedra na mão sempre. É como se um veneno que fosse aos poucos entrando no nosso corpo podendo nos causar doenças, isso nos prejudica e atrasa nossa evolução.
Perdoar faz bem para quem perdoa, pois quando perdoamos nos sentimos bem e tranquilos. Emitimos bons sentimentos. Tiramos um peso das costas, sentimos alívio. Quando não perdoamos, ou ficamos magoados, guardamos lixo no coração.

Passar o lixo e dizer-lhes: Então, vamos jogar essa mágoa fora? Lembre-se de alguém que você não perdoou e jogue fora a mágoa que tem dele aqui. Convidá-los a seguir a repetir a atividade anterior de bater palmas, cumprimentar uns aos outro, abraçar.

Antes de encerrar e passar para atividade seguinte concluir a história:

Ah, você querem saber o final da história?

“Mariana andou muito triste e deprimida depois que tudo isso aconteceu. Não conseguiu desculpar à amiga e isso acontecia com frequência com os amigos, irmãos, colegas e mesmo família. Não sabia desculpar mesmo que fosse um simples acontecimento, não aceitava voltar atrás em suas atitudes, não reconhecia seus erros e nem queria compreender os erros dos semelhantes. Era orgulhosa e rancorosa, se ofendia por qualquer coisa.
Com essa atitude não tinha muitos amigos, ficara antipatizada tinha fama de briguenta e rancorosa. Sofria com isso já a muito tempo. A família e as pessoas que amavam aconselhavam a necessidade de compreender mais os outros.
Até que um dia, sofrendo com a ausência de sua amiga e o azedume daqueles que também não a desculpavam, pensou muito nos momentos felizes, nas brincadeiras alegres das duas. Não valia a pena perder uma amizade por causa de uma boneca!
 Sinceramente desculpou sua amiga e ainda fez mais... Reconheceu que errou. Pediu desculpas Carol por sua atitude, foi muito dura e agressiva falando coisas que a magoaram e ofendeu.
Mariana aprendeu que para ser feliz ela precisava do outro, e precisava tratar o outro com o mesmo carinho e compreensão que desejava para si mesma.
Depois disso, elas foram amigas da infância a velhice... Amigas para sempre. Amigas nesse mundo e no outro.”

Perdão é treino de compreensão.

Quinto momento:

Atividade criativa – Pedir aos evangelizando que virem à folha (do desenho feito anteriormente); escrever no quadro: “Quais sentimentos ganhamos quando perdoamos?”; pedir que se desenhem rodeados de sentimentos que ganham ao perdoarem, e que as dicas estão espalhadas pela sala (os balões com os sentimentos escritos).






Prece Final 


*Este plano de aula foi elaborado por Rayanna, companheira evangelizadora do grupo Scheilla. 

4 de junho de 2012

Páscoa - REFORMA ÍNTIMA







Aulas - ORDEM e DISCIPLINA

AULA - ORDEM E DISCIPLINA
IDADE - 5 e 6 anos

OBJETIVO:

 Levar a criança a perceber e sentir as suas limitações, respeitando o limite do próximo, direcionando assim seus impulsos com ordem e disciplina.

INCENTIVAÇÃO:

Propor uma dinâmica às crianças com o objetivo de trabalhar com o equilíbrio, ordem e disciplina. As crianças em fila; o evangelizador vai à frente e andam contando em ordem decrescente (10 a 1) batendo os pés e as mãos alternadamente

DESENVOLVIMENTO:

Mostrar as figuras. (separadamente) Anexos 1, 2, 3 . Refletir com as crianças sobre o que está se passando nas figuras. As reflexões devem levar a criança a perceber as escolhas que fazem com relação a hábitos, costumes e atitudes de cada um em casa, na escola e na sociedade em geral. Levar a criança a perceber através dos anexos, que tudo segue uma ordem e disciplina, começando na natureza.
A ordem e a disciplina facilitam nossas tarefas, evitam acidentes, aborrecimentos e fazem parte de nossos deveres.

FIXAÇÃO:

Levar bastante figuras de objetos de cozinha, quarto, escola, higiene, etc. Distribuir folhas de papel e em cada uma a criança deve separar os objetos com a mesma finalidade, colocando assim uma ordem, mostrando que as coisas organizadas em nossa casa facilita o trabalho e não desperdiçamos tempo em procurá-los. 






















DINÂMICA - DISCIPLINA E ORDEM
Ciclo: I- 7 E 8 ANOS

Dividir a turma em dois grupos, distribuindo a cada um, um envelope onde estejam cartões com as letras isoladas das palavras DISCIPLINA E ORDEM.

1.      Pedir que organizem as letras procurando descobrir as palavras.

2.      Pedir que um elemento de cada grupo diga aos colegas a palavra descoberta.

3.      Orientar os grupos para que comentem as palavras descobertas, ou, falem o significado dessas palavras.

4.      Pedir que digam as conclusões dos grupos complementando-as quando necessário.

Escrever no quadro a seguinte frase:

"A ordem dos seus afazeres indica-lhe o grau de disciplina".
André Luiz- Do Livro: Espírito de Verdade
(Comentá-la com a colaboração da turma)


ATIVIDADE ESCRITA:
Marque o que completar as frases:

Sou criança disciplinada porque...

( ) obedeço aos mais velho.
( ) chego atrasado na sala.
( ) presto atenção na aula.
( ) tenho hora para brincar.

Pinte as frases que estão corretas:

( ) Paula é menina organizada.
( ) Ela esqueceu deveres de casa.
( ) Ela guarda suas coisas no lugar.
( ) Ela arruma seu material escolar.
( ) Ela chega na hora à escola.

DISCIPLINA E ORDEM

Ideias Básicas
·  A ordem e a disciplina são fatores indispensáveis ao progresso individual e coletivo, estando presentes nas leis que regem o universo (movimento da T erra, da Lua, estações do ano, etc .).
· O espírita busca, desde cedo, atender com pontualidade os seus compromissos (horário escolar, hora de levantar, de fazer as refeições, de estudar, de recrear, de deitar- se, etc .).
· A criatura disciplinada respeita a ordem estabelecida, aceita as leis e procura dar- lhes cumprimento.
· Ao espírita, mais do que a qualquer outra pessoa, compete o dever de ser ordeiro e disciplinado, a fim de que possa servir de instrumento de progresso para toda a coletividade de que faz parte e, ao mesmo tempo, conquistar o seu próprio aprimoramento espiritual.

Fontes Bibliográficas:
Novo Testamento: Mateus (5:17, 19 e 37; 6:24; 7:16) e João (6:10 ao 12)
E.S.E.: Cap. 17, item 7.
A Gênese: Cap. 6.
Alvorada Cristã: Cap. 13
Bem-Aventurados os Simples: Cap. 43.

Referências Práticas
·          A germinação da semente; o calendário; o relógio; a árvore e os frutos; as estações do ano; o trem e os trilhos; o colégio (dos alunos ao diretor); o trânsito de uma c idade; as letras do alfabeto.
·          Os movimentos da Terra; os músicos de uma orquestra; a cachoeira e a eletricidade; a construção de um edifício ou estrada; o universo; a biblioteca; as fases da Lua; o índice de um livro; os órgãos do corpo humano.

Conclusão Evangélico-Doutrinária
“Todos os êxitos da ciência humana se verificam na base da ordem estabelecida pela Sabedoria Divina, em todas as esferas da criação” (Emmanuel)
“A obra divina, regida em princípios de absoluta harmonia, oferece ao homem possibilidades de evoluir com segurança em todos os setores da vida.”
Cada planta se reproduz segundo a sua espécie, cada animal atende ao papel que lhe foi reservado na Natureza, ao homem c abe produzir segundo sua capacidade e o espírita sabe que, ordenando a sua vida e disciplinando seus atos, não prejudica a ninguém e ao mesmo tempo colabora para a harmonia geral.
Necessariamente, nos interligamos uns aos outros e, por isso, podemos nos comparar a uma determinada peça, num mecanismo complexo, que – por muito simples que seja – é indispensável para o funcionamento harmonioso do conjunto.
Toda construção principia no alicerce e para atingirmos as grandes realizações do Espírito, temos de iniciar pelos pequenos lances da ordem e da disciplina na nossa vida cotidiana.”

Fonte:

Programa de Evangelização da União Espírita Mineira
Disciplina
Em toda a Criação vibra a mensagem paternal da ordem divina. A pequenina planta, alçando- se em busca da energia solar que a sustenta. O astro- rei, girando submisso em torno de outro que lhe serve de berço. O verme, rastejando na limitação  de recursos de que dispõe. As águas domadas nas represas, produzindo força elétrica que movimenta o progresso.

Para preencher a função a que se destina, cada coisa necessita da adaptação que a disciplina impõe.
Como disciplina, entende- se o conjunto de deveres nascidos na ordem imposta ou consentida. Mesmo a Verdade, para chegar ao homem, é dosada em quotas que o vitalizam.
A luz solar, que distende a vida sobre a T erra, é filtrada e medida para atender às necessidades previstas pelo Pai Celeste, sem causar danos.
A felicidade do homem decorre, pois, da disciplina a que este se impõe.
Educação da vontade.
Correção dos atos.
Moderação da voz.
Domínio dos impulsos.
Ordem nas atividades e deveres, mantendo um alto padrão de respeito e moderação nas tarefas naturais.
Recorda, assim, a expressão do Mestre Jesus:  “Eu não vim destruir a Lei, mas dar- lhe cumprimento.”

Fonte:
Messe de Amor, Cap. 4 – Divaldo  Pereira Franco/Joana de Angelis.

AULA – parte I e II


Tema: Ordem e Disciplina (parte I)

Faixa etária: 9/10 anos

Objetivos: Desensenvolver junto dos evangelizando os conceitos básicos de ordem e disciplina aplicados no nosso dia a dia, e a sua importância na natureza (parte 2 = ordem e disciplina na vida dos homens).

Incentivação Inicial: - Conversar com eles o que eles sabem sobre “ordem e disciplina”. Iremos começar com exemplos da própria natureza, fáceis de ver e presentes na nossa vida.
Por exemplo os pássaros: ordem, pois o ninho está sempre organizado (a casinha deles), cada espécie procura fazer o seu tipo de ninho. E a disciplina? Podemos observá-la na constância e persistência de escolher os materiais para preparar e construir o ninho. Procuram os galhos mais no alto das árvores para segurança. Possuem disciplina na alimentação, pois normalmente vivem de insetos, frutas, sementes, e vão buscar o alimento logo de manhã, todo dia. E quanto ao ciclo reprodutivo, eles escolhem ter os filhotes em qualquer época do ano ou tem uma época certa?

Desenvolvimento: - Ida à praça para buscar mais exemplos práticos de “ordem e disciplina” na natureza.
O papel dos evangelizadores será a partir dos exemplos e materiais que as crianças trouxerem, mostrar como existe a ordem e a disciplina na natureza, e anotar em um papel. Em caso de necessidade, podem também dar algumas dicas de onde as crianças encontrarão outros exemplos de “ordem e disciplina” na natureza.
Deste modo, separei alguns outros exemplos:
  1. As formigas são sociedades formidáveis devido à ordem e disciplina no formigueiro. Como? A ordem pela organização, lugar específico para alimentos, para os ovos. Disciplina pelo trabalho constante e organizado das formigas, seguindo regras para construir, manter e ampliar a sua casa.
  2. As árvores são excelente exemplo de ordem e disciplina. Como? A ordem pela organização, formação (galhos novos e brotos que são fracos por cima, normalmente sem muito esforço, enquanto os antigos e mais fortes, e normalmente resistem a muito esforço, em baixo. Disciplina pelo trabalho constante e organizado de procurar alimento e água no solo através das raízes, enquanto respira e recebe o calor do sol pelas folhas. No inverno reduz o seu metabolismo, seu gasto de energia, já que a água e o calor estão disponíveis em menor quantidade. Na primavera e verão aumentam o ritmo e abrem suas flores e produzem os seus frutos para reprodução.

    Mas na praça teremos contato com a natureza, e outros exemplos fortes podem ser citados:
  3. O sistema solar: o movimento do sol e da terra, dia e noite, estações do ano, tudo com ordem e disciplina. A Terra, com os seus movimentos, permitem condições de vida adequada para todos, graças à ordem e disciplina.
  4. Outros insetos: a cigarra, a taturana, a borboleta, a minhoca, ....
  5. Outros animais: macaco, galinha, pato, boi, cachorro, gato, ...
  6. A Lua, as estrelas,...
  7. O rio, o mar, o lago, as florestas, o ciclo da água, ...
Avaliação: - Comportamento, interesse, participação e respostas das crianças. Ao final da aula, devemos perguntar a eles:
— O que é eles estão levando / aprendendo (conhecimento, informação) para casa da aula de hoje?”
Fixação: - Troca de experiências e informações, ouvindo o que cada um observou no passeio sobre ordem e disciplina (ver anotações no papel de cada evangelizador).
Recursos: - Passeio à praça

Observações:
  1. O tempo disponível é muito curto para esta aula. Por isso, dividi a aula em duas partes
  2. As palavras ordem e disciplina normalmente andam juntas, e simplificando poderíamos dizer: Ordem = as coisas em seus devidos lugares (estático) Disciplina = postura de fazer de acordo com as regras (dinâmico- execução-ação)
A próxima aula é trabalhar com ordem e disciplina para nós, os homens.

Tema: Ordem e Disciplina (parte II)

Faixa etária: 9/10 anos

Objetivos: Desensenvolver junto dos evangelizando os conceitos básicos de ordem e disciplina aplicados no nosso dia a dia, e a sua importância na natureza (parte 1 = ordem e disciplina na vida dos homens).

Incentivação Inicial: Conversar com eles o que eles sabem sobre “ordem e disciplina”. Lembrar algumas idéias da aula anterior, ou seja, da importância da ordem e disciplina nos mecanismos da natureza (o formigueiro, a árvore, os planetas e o sistema solar).

Desenvolvimento: trazer os conceitos de ordem e disciplina para a sociedade (perguntar a eles se existe ordem e disciplina na sociedade?). Exemplos: o funcionamento dos ônibus (seu horário e trajeto), o funcionamento da escola (horários, limpeza, organização, professores preparados para cada disciplina, importância do intervalo), a rua e o bairro que moramos (limpeza e coleta de lixo, calçamento, esgoto encanado, água potável, energia elétrica).
- trazer o tema para os indivíduos/evangelizandos: e para vocês, existe a disciplina e a ordem? Como?
- a ordem: acostumar a manter as próprias coisas em seu lugar, como roupa suja no cesto de lavar, brinquedos guardados após as brincadeiras, material da escola guardado depois da lição feita e estudada, toalha pendurada depois do banho,
- a disciplina: começar falando sobre o próprio ciclo do dia (24h) que nos indica o caminho a seguir e o volume de coisas a fazer, o mesmo horário de ir para a escola, ter um horário determinado para o estudo em casa (um pouco por dia), ter o horário para a diversão e as brincadeiras. E o nosso corpo, pede disciplina? Com certeza, pois temos os horários das refeições, do descanso, etc.
- e o papai e a mamãe têm disciplina?
- e qual o objetivo de ordem e disciplina para o homem e a sociedade? Progresso
É um desejo natural do homem, a evolução, que para ser atingida precisa que as duas palavrinhas andem juntas.

Avaliação: Comportamento, interesse, participação e respostas das crianças. Ao final da aula, devemos perguntar a eles:
- O que é eles estão levando / aprendendo (conhecimento, informação) para casa da aula de hoje?”

Observações:
  1. O tempo disponível é muito curto para esta aula. Por isso, dividi a aula em duas partes
  2. As palavras ordem e disciplina normalmente andam juntas, e simplificando poderíamos dizer:

Ordem = as coisas em seus devidos lugares (estático)
Disciplina = postura de fazer de acordo com as regras (dinâmico – execução - ação)
  1. A aula anterior teve como objetivo trabalhar com ordem e disciplina para aplicada na natureza
  2. A presente aula é trabalhar com ordem e disciplina para nós, os homens, e para a sociedade.
Fonte: http://www.cebatuira.org.br/EvangelizacaoInfantil/Indice_EvangelizacaoInfantil.htm


3 de junho de 2012

26 de maio de 2012

Aula - Bem Aventurados os Mansos e Pacíficos

Evangelho Seg. o Espiritismo – Cap. 9
TEMA: “Bem-Aventurados aqueles que são Mansos e Pacíficos”

Objetivos:
- Incentivar o evangelizando a ser um verdadeiro filho de Deus através da prática da doçura e afabilidade, paciência e compreensão.

- Conscientizar sobre a importância de ser pacífico intimamente, nos gestos, nas palavras através do esforço diário. 

- Frente a toda dificuldade é imprescindível lembrarmos-nos dos exemplos de Jesus, como guia e modelo.

- Entender que o desenvolvimento do menino Jesus em nosso coração exige a mansidão que traz a paz interior em nós e ao nosso redor. 

- Sensibilizar através de exemplos de mansos e pacíficos que nos auxiliam na educação moral.
Sub-temas:
·         A Afabilidade e a Doçura
·         A Paciência
·         A Paz Do Cristo

Bibliografia/Fonte de pesquisa: Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. IX; Evangelho Segundo o Espiritismo para a infância – Maria Helena Fernandes Leite; Conteúdo Programático da UEM; 52 Lições de Catecismo Espírita.
Harmonização Inicial
Primeiro momento:
DINÂMICA - O garotinho chamado Amor

















Fazer gestos cada vez que na história aparecer as seguintes palavras:

PAZ - APERTO DE MÃO
AMOR - UM ABRAÇO
GARRA - TROCA DE LUGAR
SORRISO - GARGALHADA
BEM VINDOS - PALMAS

O garotinho chamado AMOR
Era uma vez um garotinho chamado AMOR.
O AMOR sonhava sempre com a PAZ.
Certo dia descobriu que a vida só teria sentido quando ele descobrisse a PAZ e foi justamente nesse dia que o AMOR saiu a procura da PAZ.
Chegando ao colégio onde ele estudava, encontrou os seus amigos que tinham um SORRISO nos lábios e foi nesse momento que o AMOR passou a perceber que o SORRISO dos amigos, transmitia a PAZ. Pois percebeu que a PAZ existe no interior de cada um de nós, e para isso basta dar um SORRISO.
E nesse instante, interferindo os pensamentos do garotinho AMOR, a turma gritou bem forte:
- AMOR, AMOR, você encontrou a PAZ que procurava?
AMOR respondeu com muita GARRA:
Sim! Encontrei a PAZ, pois ela existe em cada um de nós, basta saber dar um sorriso bem bonito. 
E sejam todos BEM-VINDOS!

Como aplicar:
1- escrever antecipadamente um cartaz com as palavras destacadas e os gestos a serem feitos e colocar em lugar visível;
2- explicar aos participantes que estarão naquele momento fazendo um quebra-gelo e que devem seguir os gestos de acordo com a história que será contada. Então cada vez que uma das palavras for citada, o gesto deve ser feito por todos.

3- Começar a leitura do texto ( que pode ser adaptado de acordo com a realidade do grupo a ser trabalhado)

Segundo momentoATIVIDADE INTRODUTÓRIA e REFLEXIVA
Apresentar gravura1 para que as crianças observem e perguntar:
O QUE HÁ DE COMUM NESTAS DUAS CENAS?







Ouvir as crianças e concluir que: A violência está presente nas duas situações; Qualquer forma de violência, além de fazer sofrer, destrói em um só instante o que representou esforço de muitos para construir.
Por exemplo: Aquela cidade que aparece no anexo 1a levou muitos anos para ser construída, tijolo a tijolo. Muitos homens trabalharam duramente para que famílias tivessem suas casas, o povo tivesse suas escolas e hospitais etc. A violência da guerra tudo pode destruir num só minuto.
Da mesma forma com nossas vidas, pois representa o esforço de muitos: de nossos pais que despenderam muito esforço e dinheiro para dar-lhe alimentação, vestuário, remédios e tudo de que precisou; muitos professores dedicaram-nos a instrução,além dos médicos, dentistas e outros profissionais que cuidaram da saúde.
A violência pode acabar com uma vida num só minuto. A pessoa violenta cria uma energia muito ruim, que se volta contra ela mesma.Com o tempo, o corpo e a mente adoecem.E, por sintonia, atrai companhias(visíveis e invisíveis ) iguais,as quais ainda pioram sua situação. A violência, tal como uma doença contagiosa, pode contaminar o ambiente e fazer mal às pessoas que aí estão. Somente a paz no coração e o amor podem destruir (anular) a energia ruim.
Perguntar se já viram pessoas violentas, se já notaram quantas notícias temos de violência, e que nos cercam. São roubos, acidentes, mortes violentas. E porque existe tanta violência? Que a provoca? Nós estamos também responsáveis direta e indiretamente? A partir daí, começar a desenvolver o tema da aula.
Porque existe a violência? As pessoas são diferentes, é impossível que todo mundo pense do mesmo jeito: alguns gostam do verão, outros preferem o inverno…
O problema começa quando é difícil aceitar o ponto de vista do outro. Perdemos a paciência, nos tornamos intolerantes, discutimos e, sem querer, podemos utilizar a violência para lidar com esse conflito. Em uma atitude imediatista e impensada, corremos o risco de desrespeitar a vida, machucando nosso semelhante com palavras, gestos, atitudes… É exatamente assim que começam as brigas e as guerras. E é justamente esta espiral de violência que queremos eliminar.
Perguntar se conhecem pessoas mansas e pacíficas. Existem e existiram pessoas que servem de um referencial positivo para a construção e predominância da Paz e do Bem. Pessoas pacíficas, espíritos missionários da paz que souberam mais do que ninguém trazer soluções para resolver os problemas de discórdias e desentendimento, trouxeram mensagens mostrando a toda humanidade um modo não violento de resolver as dificuldades, incutindo assim, uma nova visão de Paz. Pedir que relacionem as que já ouviram falar, e citar alguns deles: Ghandi, Madre Teresa de Calcutá, Francisco de Assis.

Terceiro momento: Dinâmica -  Ela acontece da seguinte forma: apresentar frase por frase e os evangelizando que concordarem com a afirmação da frase, ficam em pé, enquanto que quem não concordar permanece sentado, justificando o motivo de ter concordado ou não com as devidas afirmações. As frases escolhidas são:
  • “A compreensão é a chave do entendimento e da convivência pacífica.”
  • "Onde há conflitos, não há Paz."
  • “Paz e guerra se opõe.”
  • "A paz vem de dentro de você mesmo.”
  • "O respeito ao direito alheio é a Paz.”"
  • "Pessoas agressivas não têm Paz."
  • “A PAZ só será uma realidade quando cada um cultivá-la no seu mundo íntimo.”
  • “Para que o mundo consiga a paz é preciso que cada um alcance a paz no seu coração.”
Quarto momento: Colar no quadro a frase “Bem aventurados aqueles que são Mansos e Pacíficos”. Explicar que hoje conversamos sobre essa bem-aventurança ou ensinamento de Jesus, que ensinava a importância da PAZ para a conquista do AMOR, harmonia, e enfim, felicidade.
Para compreender o que é ser pacífico e manso pensemos em nosso maior mestre: Jesus.
Jesus é a própria doçura, mansidão, paciência; espelhou muito bem a Harmonia e a Ordem divina que começam dentro do próprio homem.
 Jesus nos disse: “Minha paz vos dou...” Então, por que razão ainda temos guerras e tantas desavenças entre países e no seio das famílias? Simplesmente porque ainda não aprendemos a AMAR, como Jesus nos ensinou... Amar ao próximo como a nós mesmos, é amar incondicionalmente (sem impor condições), perdoando as falhas e deslizes, sendo tolerantes, fraternos... Se compreendo o sentido do amor ao próximo, sou capaz de amar a todos os seres humanos e não apenas aqueles que me ensinaram a amar ou quando esteja com aqueles cujo reconhecimento valorizo particularmente. O amor se torna uma questão de princípio - amo inclusive os que não conheço ou os que não me amam. Como cidadão do mundo, amo à família universal.
Nada justifica sermos violentos somente porque os outros estão sendo – Jesus nos ensinou a oferecermos a outra face e isso quer dizer que não devemos revidar, nem pensar em vingança – ou usarmos bebidas ou drogas, somente porque outros estão usando (mesmo que esses “outros” sejam nossos parentes próximos ou pais)...
Jesus pediu que tenhamos PACIÊNCIA quando somos contrariados. Ver as coisas com serenidade. Ser obediente, que é também uma virtude.
Pede que agente seja FRATERNO com todos, principalmente fora como dentro de casa.
Ele ensinou nessa bem-aventurança importantes virtudes e que com elas em ação no coração encontraremos a felicidade. Ensinou à doçura e afabilidade, paciência e compreensão.
Vocês são pacientes ou impacientes? Incompreensíveis e brigões? Como se comporta uma pessoa impaciente e incompreensiva? E como nos sentimos depois de um ataque de impaciência? Como sentem quando são incompreendidos? Mal, não é mesmo?
A paciência é a virtude de quem suporta males e incômodos sem queixas ou revolta, qualidade de quem espera com calma o que tarda, apesar de suas dificuldades e demora.
A falta de paciência e compreensão dificulta nossa vida, não é verdade? Dificultam nossos relacionamentos, amizades, ela é de relevante importância para tudo que desejamos conquistar.
E não basta ter atitudes exteriores de boa educação, de gestos e atitudes suaves, ser afável no falar,  precisa cultivar o amor ao próximo com sinceridade, ter boa vontade com os erros dos outros, compreender suas imperfeições, suas dificuldades.
Paciência frente aos problemas da vida, nos relacionamentos, com nossos pais, nossas amizades, não nos irritando ou explodindo por qualquer coisa.
Precisamos mais doar do que receber compreensão, paciência e fraternidade.
A AFABILIDADE e a DOÇURA nas pessoas que a possuem, é aquele que é cortês, delicado, amável, agradável, bondoso, com quem se pode falar facilmente, acessível; que é doce de coração, suave, meigo, sereno, tudo isso são manifestações naturais daquele que é benevolente ou bondoso, é por sua vez aquele que tem amor ao próximo é afável e doce.
As pessoas mansas não permitem que nada as irritem, são verdadeiras tanto no trato formal, como na meiguice do coração.
Estas são as pessoas que Jesus disse que são os FELIZES, porque eles se esforçam por compreender e aceitar todas as pessoas como são, querendo para elas o que de melhor for possível, usando de benevolência para com suas faltas e omissões.
Esses sentimentos nos facilita a convivência uns com os outros. Atrai a simpatia, a amizade e o afeto do próximo para conosco. Produz harmonia e paz.
O sentimento de raiva, cólera e a intolerância levam ao impulso de agredir, revidar; é contrário ao amor, provoca o mau-humor, inimizades, ódios, violência e isso se reflete em solidão, doença e sofrimento.
Não se tem a paz e a serenidade no coração, com a ignorância a irritação e a violência.
Se estivermos abrigando sentimentos assim é hora de reformar nossas atitudes, reprimir as más tendências sempre que nos surpreendemos com essas atitudes negativas.
Todo aquele que é MANSO e PACIÍFICO é paciente com todas as pessoas e em todas as situações, é não se deixar irritar por qualquer motivo. Não se importar se alguém falou isso ou aquilo a nosso respeito ou pegou sem pedir alguma coisa nossa. São aqueles que não permitem que nada os irrite ou exalte, que procura soluções com entendimento e diálogo com o semelhante irritado, mal-humorado ou colérico, mas respeitando-lhe os pontos de vistas e as ideias.
São aqueles que não prejudicam ninguém nem por palavras nem por atos; por isso são felizes e Jesus os considera verdadeiros filhos de Deus, pois Deus é manso, pacífico e misericordioso.
Os pacíficos que tem o amor no coração são mais felizes aqui, como do outro lado da vida. Se não tem, sofrem tanto aqui como depois que morrem. Por isso é preciso começar desde crianças a pensar e agir com bondade e paciência com os que não compreendem.
O mundo está evoluindo e vai se transformar num planeta em que a Paz e a fraternidade será os sentimentos dos habitantes deste planeta. Aqueles que não a têm, reencarnaram em mundos inferiores para aprenderem a conquistá-la no coração.

Preparar a paz, portanto, significa:
Respeitar a vida  - Respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar;
Rejeitar a violência - Praticar a não violência ativa, repelindo a violência em todas suas formas: física, psicológica, econômica e social, em particular ante os mais fracos e vulneráveis;
Ser generoso, solidário e fraterno - Compartilhar Seu tempo e seus recursos materiais, cultivando a generosidade, solidariedade e fraternidade;
Ouvir para compreender
Preservar o planeta

Terceiro momento: Cartaz – CONSTRUÇÃO DA PAZ
E a paz, como se faz? Será que podemos fazer algo para construir um mundo mais justo, mais cooperativo? As injustiças e desigualdades são tantas que, muitas vezes, é mais cômodo nos sentirmos magoados e revoltados… Mas, de alguma maneira, precisamos aprender que a paz está em nossas mãos: a sociedade do futuro depende de nós! Cabe a cada um de nós cuidar da vida, em seu aspecto pessoal, social e planetário.

Confecção do cartaz: Levar cartaz com o desenho de um muro sendo construído.
1.   Distribuir gravuras ou desenhos diversos de paz e fraternidade para colorir;
2.   Colar as gravuras nos tijolos desenhados;
3.   Escrever mensagens de paz nos tijolos.

Prece Final