12 de setembro de 2011

Caça ao Tesouro


Caça ao tesouro

Tesouro Material e Espiritual

Uma experiência lúdica nas dependências da casa espírita

A idéia é aplicar este tipo de atividade adaptando no tempo e dentro do espaço físico disponível da casa espírita, com o intuito de ajudar o evangelizando a refletir sobre a verdadeira propriedade, sobre o que realmente possuímos que são nossas conquistas e valores morais.

Os evangelizando irão à caça ao tesouro, e ao lançar a proposta para a turma sobre este tipo de atividade, eles deveram estar ciente que existe DOIS tesouros, mas apenas um deles é verdadeiro.

A faixa etária das crianças em que usei essa atividade é sete anos.

A caça ao tesouro

Na "Caça ao tesouro" os participantes estarão divididos em grupos. Cada grupo receberá a primeira pista e um mapa do local.

O grupo deve designar um capitão que deve ficar responsável.

Essa pista (enigma) indicará o próximo local onde estará escondida a próxima pista. Depois de decifrada o primeiro enigma, os participantes irão em busca do próximo e assim sucessivamente, sempre observando o mapa, até que o último enigma levará ao local do tesouro. Os dois tesouros, por sua vez, deverão estar escondidos nos parâmetros do local indicado pelas pistas.

Regras

1. Trabalhar em equipe;

2. Não saltar pistas;

3. Não gritar ou correr nos corredores.

A Área para a Atividade

Todo o espaço disponível da casa espírita para as crianças.

Na casa espírita onde sou evangelizadora, usei o corredor, recepção e salas. Coloquei as pistas próximas a objetos como, por exemplo: no relógio e no calendário da recepção, porta da biblioteca, espelho do banheiro, sala de material da evangelização.

As Pistas

As pistas que usei:

Coloquei ao fundo o desenho propositalmente como dica, mas quando necessário dei mais dicas.

O mapa do tesouro

Para preparar um legítimo mapa do tesouro você vai precisar de uma folha de papel branca e envelhecê-la. Ou, você pode usar um tipo de papel pardo para desenhar o mapa.

O primeiro passo para o mapa ficar realista é envelhecer o papel. Isso você consegue molhando um algodão em chá forte ou café e passando no papel. Use um secador de cabelos para secar o papel e ir vendo o resultado. Faça isso dos dois lados.

Depois de bem seco, com uma vela acesa queime a volta toda do papel. Peça ajuda de outra pessoa para segurar o papel enquanto você passa a chama da vela. Faça pequenos trechos de cada vez e vá apagando. Procure um lugar seguro e tenha muito cuidado para evitar acidentes e incêndios.

Depois basta desenhar o mapa de acordo com o local da caça ao tesouro e as pistas que vai sugerir.

Abaixo está o mapa que fiz da área que usei.



O baú do tesouro

Com o mapa pronto você vai precisar fazer o Tesouro MATERIAL e o ESPIRITUAL. Queria fazer bem realista e então comprei dois pequenos baús, mas você encontra moldes de baú de papelão na internet para montar.

No baú de TESOUROS MATERIAIS, usei (comprei em uma loja da minha cidade) imitação de moedas de cor prata, cobre e ouro, coloquei dinheirinho de papel (reais), colares, pedras coloridas (muitas e diversas cores) que faz bijuterias. Ficou muito bom.

No baú de TESOUROS ESPIRITUAIS você pode comprar várias caixas de acrílico em FORMATO DE CORAÇÃO e dentro colocar nomes de virtudes, ou também você pode imprimir cartões coloridos com os nomes de virtudes, como as da gravura abaixo.




Fim do Jogo

A brincadeira termina quando encontram os dois baús.

Reunidos na sala, pedir ao grupo que abram os baús, para então questionar: Qual é o VERDADEIRO TESOURO? Aquele que a traça e a ferrugem não corroem e os ladrões não roubam!

Conclusão

Foi uma diversão! Até a pequena Camila que estava triste com a internação da irmãzinha passou momentos felizes e descontraídos.

Essa brincadeira foi aplicada na aula sobre a Verdadeira Propriedade (Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. 15).

Aula - A verdadeira Propriedade


A VERDADEIRA PROPRIEDADE – Conquistas Espirituais

Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon

Objetivo:

- Refletir sobre a verdadeira propriedade, sobre o que realmente possuímos que são nossas conquistas e valores morais (que devem ser trabalhados em nosso dia-a-dia) e que nos levam ao crescimento, tais como: o amor, a caridade, generosidade, o estudo – conhecimento, paciência, benevolência, caridade, etc.

- Sensibilizar os evangelizando sobre a importância do desprendimento dos bens materiais independente do valor sentimental ou financeiro.

- Estimular o cuidado com o que nos é dado, com o que adquirimos e com o que é do próximo.

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XVI; www.techs.com.br/meimei/historias; Caminho, Verdade e vida – FCX/Emmanuel, Cap. 21, 24, 64.

Harmonização com músicas

Prece Inicial

Primeiro momento: Brincadeira Lúdica – CAÇA AO TESOURO

Antes do início da aula preparamos o ambiente para a brincadeira. Colocamos as pistas nos locais determinados e os dois baús.

Após a prece inicial anunciar a brincadeira, dizer que existe dois baús, mas apenas um contém o TESOURO VERDADEIRO. Formar grupos com as crianças, distribuir o mapa do tesouro e a primeira pista para cada grupo.

A brincadeira termina quando encontrarem os dois baús. E então, reunidos na sala pedir aos grupos que encontraram o baú que o abram. Após abrirem os baús, questioná-los: “Qual é o VERDADEIRO TESOURO? Aquele que a traça e a ferrugem não corroem e os ladrões não roubam!”

* Ver o Arquivo do Blog: Setembro de 2011, onde descrevo passo a passo como realizei a brincadeira da Caça ao Tesouro.

Segundo momento: Após a reflexão e discussão desenvolver o tema da aula.

Os tesouros da Terra são os bens materiais que permanecem aqui na Terra após nosso desencarne, porque não podemos levá-los para a espiritualidade. Dar Exemplos: (casa, automóvel, jóias, terras, vestuários etc. Pedir sugestões as crianças. São enfim as coisas materiais, perecíveis, sujeitas a deterioração, a serem roubadas, invejadas, e destruídas.

Jesus ensinou: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu" (Mateus 6:19-20). Quis assim dizer Jesus, que a traça um bichinho que se alimenta de nossas coisas e objetos, tais como roupa, papéis, livros... Os ladrões que assaltam e roubam os pertences materiais das pessoas... Que são tesouros materiais ou bens da Terra, eles são perecíveis, passageiros e de pouca duração.
Não são tesouros realmente.
Não podemos levá-los para a pátria espiritual.
São danificados por diversos agentes e indiscutivelmente são falsos tesouros.

Seriam então desprezíveis? Não, eles são de uso para a nossa vida material, portanto necessários. Jesus quis somente demonstrar que não são os verdadeiros tesouros. São necessários somente para nossa vida material.
Então, nosso Mestre e Senhor nos aconselha amealhar, juntar, conquistar os verdadeiros tesouros.
Os tesouros imperecíveis (que dura muito tempo; eterno) são os bens do Espírito como: A BONDADE para com todos os viventes. Seja o nosso irmão do caminho, sejam as plantas, os animais, as coisas infinitamente pequenas ou as coisas infinitamente grandes com as do Céu.

A humildade a Paciência e as conquistas intelectuais, tais como as ciências e as filosofias.

A CARIDADE para com todos nossos irmãos necessitados de pão e carinho.

O carinho, amizade, respeito, responsabilidade, honestidade, caridade, humildade e muitos outros - levamos com a gente para o plano espiritual e são conquistas que ninguém pode nos tirar. Se nos preocupamos muito com as coisas materiais, sofremos muito ao desencarnar, porque elas não vão nos acompanhar. Já se cultivamos os valores espirituais não teremos grandes problemas ao deixar a vida corpórea.

Os bens da Terra têm uma importância muito menor que as coisas do coração.

As coisas simples podem nos dar um prazer muito maior do que aquelas que se compram com bastante dinheiro. Vamos agora citar coisas que trazem felicidade e não são difíceis de adquirir.

* Deixar que falem. Em seguida, auxiliá-los com alguns exemplos: o amanhecer e o entardecer; o canto dos passarinhos; uma fruta madura no pé; um abraço de avó; a carta de um amigo distante, ou um telefonema; soltar pipa no céu; brincar no parque, no zoológico, ou fazer piquenique no final de semana com a família; olhar o céu à noite e contar as estrelas; deitar no chão e ver as formas que as nuvens fazem; conversar com os amigos; o cheiro de comida quentinha; um banho quando estamos cansados; a nossa cama, depois de um dia longo; o vento batendo no rosto; brincar na chuva; ouvir ou ler uma história interessante; uma surpresa; uma visita inesperada de quem não se vê muito tempo; ouvir ou dizer palavras de afeto; ficar perto de que se gosta muito...

Valorizar as coisas simples e dar importância maior aos bens do coração não é invenção nossa (evangelizador) ou conversa de antigos.

Quando Jesus nos disse:

“Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Onde estiverem os bens que tivermos adquirido, estará o nosso coração, quer dizer a nossa felicidade. As coisas caras e os prazeres materiais que requerem dinheiro não duram para sempre, nem podem ser adquiridos a qualquer tempo. Seremos mais felizes se dermos valor aos bens singelos e às boas sensações do espírito, que podemos cultivar em qualquer tempo. Aquele que só se importa com as coisas do corpo tem seu tesouro no plano físico e a ele fica preso ao morrer, o que dificulta muito seu crescimento espiritual.

Precisamos alimentar a alma da mesma forma que nosso corpo tem necessidade de alimento. Como assim? Precisamos dar algum tipo de comida para nosso espírito. E a alma se alimenta das sensações, dos prazeres e das dores. Quanto mais suave for o alimento, mais saudável será a alma.

Aquele espírito que se "alimenta" com coisas pesadas como álcool, drogas, cigarro, ódio, inveja, mentira, acaba por adoecer e fica preso às zonas inferiores, onde a felicidade não está presente.

Tudo isso quer dizer que devemos tratar os bens materiais, o dinheiro como coisas necessárias, sem apego, porque ele é importante para a vida na T erra e precisamos estar conscientes quem é o dono de quem. Não podemos ser escravos dele, em momento nenhum. A falta dele não é o fim do mundo, embora pareça, algumas vezes.

É preciso amar e não se esquecer de vigiar nossos pensamentos, para não cairmos em tentações. Como dissemos tudo o que é material aqui permanece. No Céu não há ladrões, não há ferrugens nem traças ou cupins. Disse Jesus, "Onde está o teu tesouro, ai está o teu coração".

Se nosso tesouro, são as coisas materiais, ali estará o nosso coração e por isso sofremos, quando as vemos danificadas ou roubadas. Não devemos nos preocupar demasiado com as coisas materiais. Deus vela por seus filhos e nada lhes faltará.

Terceiro momento: Contar a história – As Duas Irmãs

Lúcia e Marina são duas irmãs muito diferentes uma da outra.

Lúcia é meiga, bondosa e estudiosa.

Marina ao contrario, não gosta de estudar. Só se preocupa com a vaidade. Só quer vestidos novos, sapatos, jóias. Tudo que vê cobiça. Tudo o que os outros têm Marina também quer.

Mamãe se preocupa muito com isso. Diz a mamãe a Marina:

- Tenha paciência, as coisas não são como você quer. Precisamos saber se Papai pode comprar, se o dinheiro que ganha dá para este gasto.

Marina sempre teimosa bate o pé, quero, quero e quero. Por isso é uma menina aflita, inquieta e na sua fisionomia reflete-se o seu estado de alma. Sempre mal humorada e nervosa, com o olhar procurando ver o que os outros possuem. Vive inquieta e insatisfeita, porque sempre está invejando as outras crianças.

Lúcia, ao contrario, se contenta com o que possui. Por isso vive feliz. Suas roupas estão sempre limpas, seus sapatos engraxados e os cabelos bem penteados. É amiga dos bichinhos, das plantas e dos passarinhos. Paciente e atenciosa com todos. Por isso todos gostam dela e se sentem felizes em sua companhia. Não inveja as outras crianças. Por isso é bonita, seus cabelos e olhos têm o brilho da felicidade.

Lúcia pensa assim: Para que precisamos de tantas roupas? Tantos pares de sapato? Há tantas crianças que não tem nem um agasalho para o frio! Crianças que andam descalças e não tem às vezes nem o pão para alimentá-las. Isso que é triste.

Diz Lúcia para sua irmã:
- Devemos visitar a casa dos pobrezinhos para levar-lhes alguma coisa de que necessitam.
Vamos com mamãe hoje fazer um plantão no Albergue Noturno, lá tem algumas crianças que vem de cidades distantes e pobres de recursos, tratarem-se no hospital daqui da cidade porque estão doentes. Fico penalizada. Ajudo no que posso... São magrinhas e tristes, mal tem um par de chinelos. Ficam tão felizes quando levamos roupas e brinquedos... Jesus nos ensinou Amar ao próximo como nos amamos, e como amamos nossa família e amigos.

Deus nosso Pai sabe de tudo o que necessitamos Lúcia, e desde que procuremos ser justos e bons nada nos faltará. Se formos calmos e caridosos, teremos Paz, saúde e harmonia no Lar. Papai e Mamãe nos dão tudo o que precisamos e nossa vida decorrerá de forma que nada nos falte. O importante é saber disso: Estudar para aprender, ser bondoso e humilde para viver feliz. Não será essa a felicidade que todos procuramos?
VAMOS JUNTAR TESOUROS PARA A ESPIRITUALIDADE?

Mas, Marina cujo coração ainda padece endurecido diz aborrecida:

- Prefiro vê TV! Hoje vai passar um seriado legal e meus desenhos preferidos!

Fonte: www.techs.com.br/meimei/historias

* Explorar a história fazendo perguntas, avaliando o entendimento da turma.

Quarto momento: Atividade escrita

Prece Final

4 de setembro de 2011

Atividade - Televisão ou Cineminha

Como fazer: O filme, ou seja, as tiras da história devem ser feitos em folhas ou pedaços de papel com tamanho um pouquinho maior que a largura da tela. Cada cena é colada umas as outras formando uma longa tira. Colocar na cena inicial o nome da história, do autor e de quem ilustrou. A última cena deve ter a palavra FIM para mostrar que terminou. As pontas do filme devem ser reforçadas com um papel mais grosso. O filme deve ter ambas as pontas presas com durex para não soltar.

A história que usei é do livro: Brincando e Aprendendo o Espiritismo, volume 4. Após a aula tema “A Necessidade da Caridade” em que contei a história, distribuir a TV e a tira (já coladas) para colorir. Os pequeninos ADORARAM!

Faça o download das gravuras e cole no Word. A TV imprima em papel grosso (A4 – 60 gramas). Fure na parte de cima (horizontal) com palito de churrasco e cole com durex a ponta inicial e a final do filme com durex.











História: “Davi”

João era um homem que vivia nas ruas.

Sobrevivia graças às esmolas de algumas pessoas.

Certo dia, Marcos, um menino muito especial, viu o João chorando.

Aproximou-se e perguntou:

- Por que o senhor está chorando?

João ficou surpreso com o gesto do menino, pois há muito tempo ninguém sequer lhe dirigia um olhar.

- Ah, meu filho, que bom, até que enfim Deus mandou alguém para conversar comigo!

Marcos sentiu muita compaixão daquele homem que se sentia feliz com um simples gesto de atenção e perguntou:

- O senhor está precisando de alguma coisa?

- Não, meu amigo, o que eu estava pedindo a Deus acaba de acontecer.

Marcos ficou sem entender nada e disse:

- Não estou entendo.

Seu João, muito feliz, explicou:

- Há muito tempo que as pessoas me dão de comer, trazer roupas, dão até dinheiro, mas sequer olham para mim. Você, ao contrário, me chama de senhor, e até me trata como se fôssemos iguais.

Marcos, que era um menino simples, explicou para seu João:

- Ué, mas todos nós somos iguais perante Deus. Eu aprendi isso com meus pais, e eles aprenderam com os ensinos de Jesus. Meus pais foram ricos. Mesmo tendo muitas coisas materiais, sentiam um vazio dentro deles mesmos, que nada conseguia preencher.

Um dia, resolveram que iriam ajudar alguns velhinhos abandonados, sem família. Sabe, seu João, meus pais venderam muitas coisas que “possuíam” e compraram uma casa simples. Com o dinheiro, compraram uma chácara bem grande. É nessa chácara que eles cuidam com muito carinho de cinqüenta idosos. E sabe, seu João, meus pais se sentem muito mais felizes hoje, do que antes, quando eram ricos.

Seu João, sentindo-se já muito melhor com a história que acabara de ouvir, disse:

- Puxa, Marcos, eu pensava que para ser feliz precisava ser rico. Será que seus pais não precisam de alguém para ajudá-los? Eu não quero dinheiro, apenas um teto e comida.

Marcos não pensou duas vezes.

- Claro, seu João, hoje mesmo falarei com meus pais. Com certeza, daqui a alguns dias, o senhor sairá das ruas.

- Obrigado, meu amigo!

- Agradeça a Deus, pois nós só temos, realmente, o que podemos dar.

Tânia Amaral

Do livro: Brincando e Aprendendo o Espiritismo, volume 4.


26 de agosto de 2011

Aula - A necessidade da Caridade


A NECESSIDADE DA CARIDADE

Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XV – Fora da Caridade não há salvação

“Define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.”

Sub-tema:

· O MAIOR MANDAMENTO

· A CARIDADE SEGUNDO SÃO PAULO

Objetivo: - Evidenciar que a caridade é o amor em ação, que ela está ao alcance de todos, independe da crença, condição financeira ou posição social;

- Sensibilizar o evangelizando sobre a importância de começar a praticar a caridade dentro do próprio lar, junto a seus familiares, através de pequenos gestos, como por exemplo: usar as palavrinhas mágicas (por favor, obrigada (o), com licença,...) , oferecer-se para ajudar nas tarefas de casa, para buscar um copo d’água ao irmão, etc;

- Levar o evangelizando a compreender que podemos praticar a caridade em diversas situações pelas quais passamos em nosso dia-a-dia, através de um ombro e de uma palavra amiga, da paciência, da alegria, da tolerância, de um gesto fraterno, do respeito para com o próximo e do companheirismo;

- Conscientizar o evangelizando sobre a importância de praticar a caridade com desprendimento e humildade.

Bibliografia: Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XV; Brincando e Aprendendo Espiritismo, volume 4.

Prece inicial

Primeiro momento: Iniciar o diálogo perguntando aos evangelizando:

Qual o maior mandamento que Jesus nos ensinou? Esperar que respondam: (pregar cartaz no quadro)

“Amar a Deus, sobre todas as coisas.

Amar ao próximo, como a si mesmo.”

Na época de Jesus, existiam algumas pessoas que se dedicavam somente a estudar a religião. Eles seguiam as leis de Moisés (lembrar os mandamentos). Essas pessoas usavam a religião para se sobressaírem perante a sociedade, e também para dominar o povo da época. Essas pessoas eram os “doutores da lei”, também conhecidos como fariseus. (mostrar gravura de fariseu)

Os doutores da lei sempre tentavam achar um meio de prejudicar Jesus. Por isso faziam perguntas ao Mestre, mas não como desejo de aprenderem. Eles queriam que Jesus caísse em contradição (falar algo ao contrário que foi dito), para poderem prendê-lo.

Um dia, um deles ou um fariseu que era doutor da lei, fez a seguinte pergunta para Jesus:

(mostrar gravura de Jesus com fariseus)

- Mestre, qual o maior mandamento da lei?

Jesus respondeu:

- “Amarás a Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Esse é o primeiro mandamento.” O segundo é semelhante ao primeiro: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Nesses dois mandamentos estão toda a lei e os profetas.

Com esses dois ensinamentos, Jesus explica que precisamos, antes de qualquer coisa, ser humildes. Porque só os humildes conseguem entender as Leis de Deus, que têm por base a igualdade, pois perante o Criador, todos têm direitos iguais.

Então, sendo egoístas, não estaremos obedecendo ao maior mandamento. Para amar a Deus é preciso saber amar o próximo fazendo para ele todo bem ao nosso alcance.

E quando prejudicamos alguém, na verdade estamos prejudicando Deus, quando ofendemos alguém, estamos ofendendo Deus, e assim por diante.

Por isso, Jesus praticou a caridade para com o próximo em todos os momentos. A caridade está colocada na codificação como a maior das virtudes porque envolvem todas as outras: humildade, perdão, misericórdia, compaixão, etc.

Segundo momento: NECESSIDADE DA CARIDADE, SEGUNDO PAULO (gravura de Paulo de Tarso)

Jesus teve um discípulo de nome Paulo, mas que O seguiu um tempo depois de sua morte. Paulo teve a missão de levar os ensinamentos de Jesus a muitas comunidades distantes na Europa e Ásia.

Mas, quando acontecia que ele não conseguia viajar e levar os ensinamentos de Jesus em algumas das distantes regiões, ele escrevia cartas com instruções para orientar as comunidades cristãs.

Em uma das cartas mais bonitas que Paulo escreveu, ele ensina as diversas formas de praticar a caridade. Ela é conhecida como a Primeira Carta aos Coríntios.

Aqui está um pequeno trecho da carta:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como o sino ruidoso (que faz muito barulho) ou como címbalo (Instrumento musical formado por dois pratos de bronze (com alça de couro para a mão), que eram batidos um contra o outro) estridente.

Ainda que eu tivesse o Dom da profecia (coisa dita antes de acontecer), o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda fé, a ponto de transportar montanhas, se eu não tivesse o amor, eu não seria nada.

O amor é paciente, o amor é prestativo, não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho.

Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor.

Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá.

(...)

Agora, portanto, permanecem essas três coisas:

A fé, a esperança e o amor.

A maior delas, porém, é o amor.”

O que nos ensina Paulo nessa carta é que a virtude por excelência (qualidade que nos torna superior) é a caridade; e que nada nos vale possuir grandes conhecimentos, ter imensa fé ou distribuir riqueza em favor dos necessitados, se não tivermos caridade.

E aquele que tem caridade é aquele que se compadece de seus irmãos, aquele que tem compaixão, é aquele que senti a dor dos que sofrem e ajuda-os a superar suas dificuldades e provações (como pobreza, doença e solidão). E não é apenas aquele que doa coisas materiais e não é capaz de dar uma palavra amiga, fazer um gesto de gentileza, de não desculpar uma ofensa.

Doar coisas materiais ajuda, mas o mais importante é fazer sentindo amor por aqueles que ajudamos.

Paulo considera a caridade mais perfeita que a fé e a esperança, porque "a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre e independe de qualquer crença particular."

Nós necessitamos fazer caridade, pois somente através dela que chegaremos à perfeição, nós ainda necessitamos dela para aprendermos a amar de toda nossa alma, com sinceridade nossos irmãos. Sem caridade não podemos ser bons. Todas as virtudes são inúteis, sem o veículo da caridade. Com a caridade conseguimos ver o ser humano com os olhos do coração.

Começamos a praticar a caridade dentro do próprio lar, junto a nossos familiares, através de pequenos gestos, como por exemplo: usar as palavrinhas mágicas (por favor, obrigada (o), com licença,...), oferecer-se para ajudar nas tarefas de casa, para buscar um copo d’água ao irmão, etc.

Podemos praticar a caridade em diversas situações pelas quais passamos em nosso dia-a-dia, através de um ombro e de uma palavra amiga, da paciência, da alegria, da tolerância, de um gesto fraterno, do respeito para com o próximo e do companheirismo.

"Filhos, a estrada real para Deus chama-se Caridade. (...)
Caridade para com os amigos.
Caridade com os adversários.
Caridade com os bons.
Caridade com os menos bons."

Terceiro momento: Contar a história: “Davi” do livro: Brincando e Aprendendo o Espiritismo, volume 4 (ver no arquivo do Blog em Agosto 2011).

Quarto momento: Atividade escrita abaixo, ou, se o evangelizador desejar tem a opção de confeccionar a televisão ou cineminha com as gravuras da história (ver no arquivo do Blog em Setembro 2011).

Prece final