24 de agosto de 2012

Aula - O Bom Samaritano



PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

CAPÍTULO DO EVANGELHO: 15. FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
OBJETIVOS
- Sensibilizar a criança sobre as diversas oportunidades de auxiliar as pessoas que encontram em seu dia-a-dia;
- Estimular o evangelizando a refletir sobre a importância de não cultivar no coração quaisquer tipos de preconceitos (raça, religião, cor, etc);
- Destacar que a Parábola exemplifica os ensinamentos de Jesus, como a caridade e a humildade, duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho;
* Importante o evangelizador a leitura e releitura desta Parábola com carinho e atenção para refletir sobre a profundidade e riqueza dos ensinamentos e valores morais nela contidos (tais como humildade, brandura, benevolência, generosidade, indulgência, confiança, desprendimento, etc).

BIBIOGRAFIA: Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo 15; Histórias que Jesus Contou, Clovis Tavares; Lucas, capítulo 10º, versículos 25 a 37.

PRIMEIRO MOMENTO:
Se você ver uma pessoa precisando de ajuda, o que faria? Se você ver uma pessoa caída na rua ou calçada, como agiria? Fingiria que não a viu, ligaria para o SAMU e ia embora ou, se aproximava da pessoa para procurar ajudá-la.

SEGUNDO MOMENTO: Jesus contou no tempo que viveu aqui entre nós uma história, Ele contava histórias, pois através dessas histórias ensinava grandes coisas às pessoas.

*Passar slides da história com as gravuras enquanto conta-se a parábola. (seguir o link para acessar as gravuras da parábola: http://evangelizacao-infantil.blogspot.com.br/2012/08/slides-o-bom-samaritano.html ) 


A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

(Lucas, capítulo 10º, versículos 25 a 37)

       Um dia, um pobre homem descia da cidade de Jerusalém para uma outra cidade, Jericó, a trinta e três quilômetros daquela capital, no vale do Rio Jordão.
       A estrada era cheia de curvas. Nela havia mui­tos penhascos, em cujas grutas era comum se refu­giarem os salteadores de estradas, que naquele tem­po eram muitos e perigosos.
       O pobre viajante foi assaltado pelos ladrões. Os salteadores usaram de muita maldade, pois, além de roubarem tudo o que o pobre homem trazia, ainda o espancaram com muita violência, deixando-o quase morto no caminho.
       Logo depois do criminoso assalto, passou por aquele mesmo lugar um sacerdote do Templo de Sa­lomão. Esse sacerdote vinha de Jerusalém, onde pos­sivelmente terminara seus serviços religiosos, e se dirigia também para Jericô. Viu o pobre viajante caido na estrada, ferido, meio morto. Não se deteve, porém, para socorrê-lo. Não teve compaixão do pobre ferido, abandonado no chão da estrada. Apesar dos seus conhecimentos da Lei de Deus, era um homem de coração muito frio. Por isso, continuou sua viagem, descendo a montanha, indiferente aos sofri­mentos do infeliz...
       Instantes depois, passa também pelo mesmo lu­gar um levita. Os levitas eram auxiliares do culto religioso do Templo. Esse levita não procedeu melhor do que o sacerdote. Também conhecia a Lei de Deus, mas, na sua alma não havia bondade e ele fez o mesmo que o padre, seu chefe. Viu o ferido e passou de largo.
       Uma terceira pessoa passa pelo mesmo lugar. Era um samaritano, que igualmente vinha de Jeru­salém. Viu também o infeliz ferido da estrada, mas, não procedeu com: o sacerdote e o levita. O bom samaritano desceu do seu animal, aproximou-se do pobre judeu e se encheu de grande compaixão, quan­do o contemplou de perto, com as vestes rasgadas e sangrentas e o corpo ferido pelas pancadas que rece­bera.
Imediatamente, o bondoso samaritano retirou do seu saco de viagem duas pequenas vasilhas. Uma era de vinho, com ele desinfetou as feridas do pobre homem; outra, de azeite, com que lhe aliviou as do­res. Atou-lhe os ferimentos e levantou o desconhe­cido, colocando-o no seu animal. Em seguida, condu­ziu-o para uma estalagem próxima e cuidou dele co­mo carinhoso enfermeiro, durante toda a noite.
Na manhã seguinte, tendo de continuar sua viagem, chamou o dono do pequeno hotel, entregou-lhe dois denários (*) e recomendou-lhe que cuidasse bem do pobre ferido:
— Tem cuidado com o pobre homem. Se gastares alguma coisa além deste dinheiro que te deixo, eu te pagarei tudo quando voltar.
*
Jesus contou esta parábola a um doutor da lei que Lhe havia perguntado:
— Mestre, que devo fazer para possuir a Vida Eterna?
Jesus lhe respondeu que era necessário amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todas as forças e de todo o entendimento; e também amar ao próximo como a si mesmo.
O doutor da lei, apesar de sua sabedoria, pergun­tou ao Divino Mestre quem é o próximo. Então, Jesus lhe contou a Parábola do Bom Samaritano. Termina­da a história, o Senhor perguntou ao sábio judeu:
—    Qual dos três (o sacerdote, o levita ou o sa­maritano) te parece que foi o próximo do pobre ho­mem que caiu em poder dos ladrões?
*Interferência: Antes de concluir respondam antes vocês, qual dos três (o sacerdote, o levita ou o sa­maritano foi o próximo do pobre ho­mem que caiu em poder dos ladrões?
Aguardar as respostas e concluir:
Respondeu o doutor da lei:
—    Foi o que usou de misericórdia para com ele.
—    Vai e faze o mesmo — disse-lhe o Divino Mestre.

TERCEIRO MOMENTO: Contando a história no século atual.

Vou contar uma história semelhante a que Jesus contou, mas aconteceu no nosso tempo.
O Nome da história é “O Bom Samaritano no século XX”.
Um jovem saiu de sua casa em Belo Horizonte para ir para Mateus Leme em sua moto. Pegou uma estrada deserta e ia tranqüilo, quando uns ladrões o atacaram. Roubaram tudo o que ele tinha: sua mochila com roupa, dinheiro e ainda espancaram o pobre coitado que desmaiou, ficando muito machucado.
Horas depois, passou por ali um ministro religioso e estudioso de Teologia, embora tivesse conhecimento da bíblia olhou, e passou reto, ficou com medo de ser uma cilada de bandidos, nem mesmo vendo que estava machucado.
Em seguida, outro homem passou por ali, trabalhava numa instituição religiosa e era muito religioso, e fez a mesma coisa, ficou com medo não sabia que aquele homem tinha se era doença contagiosa, podia ser um drogado, um bêbado, e passou bem longe, do outra lado da estrada.
Depois, passou por ali um homem que não era bem aceito e nem bem visto na cidade de Mateus Leme, tinha costumes diferentes e uma religião pouco aceita, e morava numa cidade próxima e vinha a cidade para trabalhar, pois  era comerciante, estava apenas de passagem. Mas, quando viu aquele jovem, caído todo machucado e desmaiado, desceu rapidamente do seu carro, e nem quis saber quem era aquele homem, se era mendigo, pobre ou rico, viciado ou bandido.
Colocou-o dentro de seu carro e levou a uma pensão da cidade, pois não tinha hospital por perto, passou a noite com o pobre homem cuidando das feridas e, quando amanheceu o dia, deixou algum dinheiro para suas necessidades dizendo voltar para ver se precisaria de alguma, e seguiu seu caminho.

TERCEIRO MOMENTO: O comerciante que ajudou o jovem podemos dizer que ele é um bom samaritano como da parábola que Jesus contou? O que ensina a parábola? Que Jesus quer nos ensinar?
Jesus ensina um caminho, e esse caminho é a prática da Caridade.
O que devemos entender por caridade? Podemos definir como fazer todo o bem possível ao nosso semelhante; socorrer a quem sofre auxiliar a qualquer semelhante que necessite de ajuda, sem interesse, de coração.
A caridade sem interesses é aquela que é praticada com amor, sem sabermos a quem estamos ajudando. Apenas ajudar por amor aos semelhantes, assim como conta Jesus nessa parábola, e assim como Ele mesmo nos ama.
A caridade é a virtude a qual sem ela não conseguiremos atingir a perfeição moral. Ela reúne todas as outras virtudes, e é só por meio dela que conquistamos virtudes como humildade, compreensão, piedade, misericórdia, etc.
E o que é preciso fazer para possuir essa virtude? Jesus ensinou ao contar a parábola do bom samaritano. Entre muitos outros ensinamentos que deixou para nossa reflexão com essa parábola, mostrou que é preciso amar o próximo e fazer o bem ao semelhante sem nun­ca perguntar, nunca procurar saber coisa alguma da­quele que você pode e deve auxiliar. Não ter interesse em saber se o pobre, se o doente, se o orfãozinho necessitado é espírita ou católico, se é judeu ou pro­testante, se é pessoa branca ou de cor. Não se interes­se em saber quais as idéias que ele professa ou a política que ele acompanha. Não cultivar no coração­zinho os odiosos preconceitos de raça, de religião ou de cor. Que você olhe apenas as feridas de quem sofre para poder auxiliar. Que você enxergue somente a dor do próximo, para aliviá-la.

Quando o doutor da lei quiz saber quem ele deveria considerar seu próximo, a fim de amar esse mesmo próximo. Jesus lhe respondeu indiretamente à pergunta, com outra questão: “Quem foi o próximo do homem ferido?”. E Jesus ao indagar o doutor da lei, quem soube ter amor no coração para o desconhecido pade­cente da estrada. E o doutor, que era um judeu (os judeus odiavam os samaritanos), confessou que foi o samaritano.
“Vai e faze o mesmo” — ordenou o Mestre.
O nosso próximo é qualquer pessoa que esteja em nosso caminho; é qualquer alma neces­sitada de auxílio; é aquele que tem fome, que tem sede, que está desamparado, que está sofrendo na prisão ou no leito de dor...
Nosso dever é imitar sempre o Bom Sama­ritano da parábola. Estarmos sempre prontos para socorrer quem so­fre, como o bondoso samaritano fez, sem qualquer indagação ao necessitado.
Imitar o Bom Samaritano é o que Jesus pede ao nosso coraçãozinho: “Vá e faça o mesmo”, sempre, em toda parte, com quem quer que seja.
Este é o caminho da felicidade eterna, com Jesus.

QUARTO MOMENTO: DINÂMICA – Amar ao Próximo (Seguir o link para acessar a dinâmica: http://evangelizacao-infantil.blogspot.com.br/2012/08/dinamica-amor-ao-proximo.html )

QUARTO MOMENTO: Atividade escrita.

Prece Final

Dinâmica - Amor ao Próximo


DINÂMICA – Amar ao Próximo
* Essa dinâmica pode ser adaptada para outros temas, bastando apenas elaborar questões com o assunto desejado.

Montagem:
  1. Colorir e Imprimir o ônibus (colar as duas partes do ônibus). 
  2. Colar os desenhos das crianças nas janelas. 
  3. Recortar as janelas de forma que abram. 
  4. Colar o ônibus em uma cartolina colorida; colei em cartolina azul para representar o céu azul e desenhei nuvens, sol, pássaros, rua.
  5. Cada janelinha ao ser aberta deve apresentar um número. 
  6. Confeccionar cartões numerados de 1 á 10 com as perguntas.
Como aplicar: 
Sortear a ordem dos participantes. O primeiro deverá escolher uma janelinha. EX: número 5, então deverá pegar o cartão número 5 e ler a pergunta, analisá-la e dizer o que está errado, como que deveria ser. Perguntar se isso é amar o próximo.

Situações

1) Mário saiu com o pai e a mãe para um passeio. Foram ao parque de diversões e ele andou em vários brinquedos. Depois foram ao asilo, Mário não queria ir, queria passear mais no parque. Seus pais conversaram com ele e explicaram que ele já tinha se divertido e que era preciso pensar nos outros, como naqueles idosos oferecendo um pouco de atenção e carinho.
Mas Mário não quis nem saber, emburrou e passou o resto da mudo e mau humorado apesar dos agrados dos idosos.

2) Rafael estava em um aniversário na casa de Antônia. Entrou sozinho em uma sala escura e , sem querer, derrubou um vaso azul, que estava sobre a mesa.
Quando a mãe de Antônia ouviu o barulho do vaso quebrado, entrou na sala, mas não havia mais ninguém. Perguntou, então à Rafael, que estava próximo à porta da sala, se ele sabia quem tinha quebrado o vaso. Rafael disse que não tinha sido ele, mas que ele tinha visto Pedro e Henrique sair da sala depois de ouvir o barulho do vaso quebrado.

3) Filipe e João voltavam para casa, já era seis da noite e estava escurecendo. De repente ao dobrarem uma esquina encontraram um rapaz caído na calçada. Filipe puxou João para seguirem dizendo que devia ser um drogado, mas João queria ajudar. Felipe insistiu, mas como não conseguiu convencer João, foi embora. João aproximou e chamou o rapaz perguntando que aconteceu e ele explicou que era diabético e passava mal. João o apoiou e o levou para casa.

4) João saiu com Paulo e Tide para ir ao cinema. No caminho pararam no armazém de seu Joaquim. Paulo e Tide pegaram, cada um, duas barras de chocolate, sem que o dono do armazém percebesse. João ficou surpreso e tentou alertá-los de que aquela titude estava errada.
Paulo e Tide riram de oão, por não ter roubado nada. João acabou voltando para casa sozinho, sem ir ao cinema, bastante preocupado com a atitude de seus companheiros.

5) Mariane morava numa casa grande com piscina. Na casa havia uma empregada que levava a filha para seu trabalho de nome clara.
Mariane ás vezes brincava com clara, mas não deixava ela pegar em seus brinquedos, que eram muitos. Clara só podia pegar no que Mariane deixava.
Quando os brinquedos estavam velhos e quebrados, Mariane dava-os para Clara que os aceitava com alegria.

6) Paula está arrumando seu quarto com a ajuda da mãe. As duas separaram uma porção de brinquedos e roupas que Paula não brinca mais há muito tempo.
A mãe de Paula pediu que a menina trouxesse uma sacola para colocar os brinquedos e roupas que a menina não usa mais, a fim de que possam levar até o Centro Espírita, onde serão doadas para as crianças carentes. Quando Paula trouxe a sacola, disse que não queria dar o que haviam separado, pois gostava muito deles e não queria que mais ninguém brincasse com eles. A menina queria que eles ficassem guardados no guarda roupa, mesmo que não mais brincasse com eles, eram muito bonitos e ela queria guardá-los.

7) Na casa de Ana a família faz o Evangelho no Lar todas as sextas-feiras, às 9 horas da noite. Nesta semana, Antônia não queria participar do Evangelho porque tinha ganhado um jogo novo e queria continuar brincando. A mãe de Ana disse que a menina tinha que participar e a garota teve que obedecer.
Durante a realização do Evangelho no Lar Ana não quis fazer a prece, nem a leitura e ficou o tempo todo empurrando o irmão menor.

8) Lívia é aluna nova na classe de Raíssa. Elas nunca conversaram, mas Raíssa disse que não gosta de Lívia e que ela é muito chata. Lívia tem tido dificuldade para fazer novos amigos porque Raíssa não quer que suas amigas sejam também amigas de Lívia, e inventa muitas coisas que inventa sobre Lívia.

9) A turma de Taís vai fazer uma excursão. Eles vão decidir o destino através de uma eleição.
Taís quer muito ir para uma fazenda. Durante a última a última semana ela fez campanha para que todos votem para irem à fazenda. Para convencer os colegas Taís inventou que na fazenda há muitas coisas legais, como piscina e um parque, que ela sabe que não existem no local.

10)  Roberto não gosta de Rodrigo. Na escola Roberto provoca uma discussão com Rodrigo. Os colegas incentivam a briga, mas Rodrigo não quer brigar, respira fundo e se enche de coragem e conversa com Roberto explicando que não quer briga, não tinha motivo e acaba por convencer  Roberto depois de uma boa conversa, que deseja sua amizade e não ao contrário.


AMAR AO PRÓXIMO É FAZER AOS OUTROS
O QUE DESEJAMOS QUE FIZESSEM A NÓS.


IMAGENS PARA MONTAGEM

















Slides O Bom Samaritano

15 de agosto de 2012

Aula - Família/Compromissos Afetivos


OBJETIVOS:
·        Levar o evangelizando a compreender os passos necessários para a formação da família, as etapas do relacionamento afetivo: amizade, namoro e casamento;
·        Propiciar ao evangelizando a compreensão dos papéis e funções de cada um na família: pai, mãe e filhos (deveres e direitos,de cada um), e a importância da vivência cristã no lar (formação e aperfeiçoamento de valores e sentimentos cristãos – amor, respeito, alegria, gratidão entre outros), despertando a noção de responsabilidade nos relacionamentos afetivos dentro e fora da família.


Prece inicial

         Primeiro momento: questionar:

         
Todos nós pedimos para nascer?

         
Pedimos para reencarnar na família que temos?

         
O que mais pedimos? O corpo, os amigos. Escolhemos a nossa família, ela é a família ideal para nossa evolução.

         
Escolhemos só as coisas boas? Não, escolhemos o necessário para nossa evolução. Também escolhemos situações que vão nos auxiliar a evoluir, que podem ser boas ou não (nosso corpo físico, situação financeira, doenças).

         Lembrar que nem todas as pessoas tiveram condições de escolher, muitas vezes são os amigos espirituais que escolhem as melhores condições para nossa reencarnação, aquelas que irão nos oportunizar a evolução espiritual.

         Sempre temos um bom relacionamento com os membros de nossa família? Nem sempre. Alguém que brigou com uma pessoa, ficou de mal, pode pedir para reencontrar aquele Espírito em outra vida a fim de fazer as pazes. Se magoou, traiu a confiança de alguém nos negócios, no casamento, causou mal a alguém, depois do desencarne, no Mundo Espiritual se dá conta que errou e pede uma nova oportunidade para se reconciliar.

         
Por bondade de Deus não lembramos o que aconteceu, mas Deus nos dá uma nova oportunidade com os mesmos Espíritos (em outros corpos). Se temos dificuldades com alguém pode ser que tenhamos tido dificuldades em outra existência. Mas também pode ser que não, que seja apenas má vontade nossa nesta existência.

Segundo momento: exposição dialogada: Como você acha que iniciou a sua família?Mostrando gravuras da criação, dois de cada espécie, também do homem e da mulher para a formação da família, falar dos primeiros relacionamentos como:amizade, namoro, casamento.
Falar sobre a importância da família, lembrar que muitas crianças estão em orfanatos por não terem família. Devemos valorizar a nossa família, respeitando nossos pais, avós, irmãos, as pessoas que cuidam de nós e as demais pessoas que fazem parte dela.

         Nem sempre a nossa família é formada por pai, mãe, avós, pois pode haver aqueles que já desencarnaram e várias outras situações.

         Devemos nos lembrar que família são aquelas pessoas que convivem conosco. Podemos morar apenas com o pai ou com a mãe ou com nossos avós, ou com outra pessoa como uma tia, mas mesmo assim estamos em família.

         Devemos agradecer ao Mestre Jesus pela família que temos e pedir forças para que saibamos agir com amor e respeito com nossos familiares, para contribuirmos com a felicidade do nosso lar.
 Aproveitar a oportunidade e falar da situação em que uma família adota uma criança: não possuem laços corporais (sangüíneos), porém, como nada acontece por acaso, eles poderão ter laços espirituais, podendo ser uma oportunidade de apertar os laços de afeto que já os unem ou de desenvolver bons sentimentos em família (aprender a se amar e se respeitar mutuamente).
 Lembrar que herdamos de nossos pais a semelhança física, os olhos, o nariz, o jeito de falar, mas não as virtudes, as qualidades. Ex.: calma, humildade, bom humor.

         Ex.: pais caridosos podem ter filhos de natureza má e vice-versa. Filhos pacientes e bem humorados podem ter pais tristes e impacientes.

 Nós escolhemos a família que desejamos reencarnar para conviver com certas pessoas, aprender determinadas coisas. Reencarnamos para evoluir. A convivência pode gerar laços de afeto. Um dia faremos parte de uma grande família espiritual. Lembram da semana passada que falamos da Família Universal?
 Salientar que o nosso grande desafio está em amarmos os nossos inimigos e aquelas pessoas que não simpatizamos. Isso exige esforço e perseverança de nossa parte. Podemos começar a desenvolver o amor, respeitando, tratando bem; desejando somente o bem a quem não gostamos.
 Explicar que, apesar das brigas e discórdias no ambiente familiar, “os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, na maioria das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações de amizade e afeto”. Lembrando que é na família que desenvolvemos nossas potencialidades de sentimentos, como: -respeito alegria gratidão de uns para com os outros enfim o Amor ensinado por Jesus, “Meus irmãos são todos os que fazem a vontade de MEU PAI que estás no céu”.       

   Terceiro momento: contar a historia Porco-Espinho
(Levar dois porcos espinhos feito de batatas e palitos, para as crianças terem ideia de como é esse animal)
O PORCO ESPINHO

Durante a era glacial, há milhares de anos atrás,muitos animais sobreviviam apesar das intempéries.
Uma lenda muito antiga fala que durante este período,a era glacial,o frio era tão intenso que os bichos não conseguiam sobrevivere morriam aos montes.
Os Porcos Espinhos, quando viram e perceberam a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e protegiam-se mutuamente, mas o espinho de cada um feria o companheiro mais próximo, justamente os que forneciam mais calor, aqueles que estavam mais perto;e por isto tornaram a se afastar uns dos outros, voltando a morrer congelados.
Precisavam fazer uma escolha:
  •         desaparecer da face da terra ou
  •         aceitar o espinho dos semelhantes.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam a conviver com as feridas que uma relação muito próxima podia causar – já que o mais importante era o calor do outro.E terminaram sobrevivendo.

APLICAÇÃO
O animal, Porco Espinho, descobriu aquilo que muitos já sabem também:
Aqueles que mais nos ferem são aqueles que mais próximos estão de nós.
Somente juntos poderemos sobreviver.
A sobrevivência importa em aceitarmos os espinhos que nos ferem.
 Sem a presença daqueles que as vezes nos ferem, não teremos o calor que nos mantêm vivos;
Só existe relacionamento quando entendemos que precisamos suportar nosso semelhante.
O calor que emana de cada um de nós nos manterá vivos, apesar da dor.

  "O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades". 

Amando e respeitando mutualmente.

Apesar de nossas diferenças, com oamor de Cristo que nos une,   essas diferenças serão  vencidas  pelo “aceitar o outro como ele é” e respeitar o nosso próximo. Somos diferentes em muitas coisas: somos desiguais até na impressão digital e no DNA, mas temos uma coisa tremenda em comum: O AMOR DE DEUS.
Prece final.

BIBLIOGRAFIA:
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec. Cap. XIV;







8 de julho de 2012

Feira de Adoção de cães e gatos


A feira de ADOÇÃO de cães e gatos da ASPAN vai acontecer no estacionamento G4 do Patio Savassi - BH/MG, dias 19, 20 e 21 de julho de 12:00 às 19:00hs.

28 de junho de 2012

Aula - Amar a Si Mesmo


AMAR A SI MESMO
Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XI
Tópicos: AUTO-ESTIMA
CONHECIMENTO DE SI MESMO
LEI DE AMOR
 Você é luz! – disse Jesus. 
A amar e perdoar Ele veio nos ensinar.
Mas se de mim eu não gostar, como ao próximo hei de amar?



Objetivos: Realizar o esforço do autoconhecimento necessário à progressiva melhoria do ser.
Bibliografia: Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XI; LE questão 919; Conteúdo Programático da UEM; Brincando e Aprendendo o Espiritismo, volume 4.
Primeiro momento: Dinâmica inicial
Desenvolvimento:
Fazer o desenho de um aquário do tamanho de um papel pardo e fixe-o na lousa.
Entregue as crianças um pedaço de papel sulfite e peça-lhes que desenhem um peixinho, como desejarem... (coloque à disposição lápis preto e de cor, borracha, giz de cera, tesourinha etc.) e depois recortem.
Peça que, assim que terminem, vão à lousa e fixem seu peixinho no aquário.
Após todos fixados, pergunte: Todos os peixinhos estão iguais? Por que são diferentes?
Deixe-os à vontade para falar sobre as diferenças. Provavelmente falem mais sobre as diferenças físicas, lembrem-nos das internas ou do coração.
Peçam para que eles observem todos os peixinhos e pergunte: qual desses peixinhos é o mais belo? Cada peixinho tem a sua beleza e importância, juntos compõe a natureza que é perfeita e foi criada por Deus, e assim conosco também.
Procurar fazer a criança entender que o seu peixinho é tão especial quanto os dos outros. Que devemos sempre nos comparar a nós mesmos (como éramos há algum tempo) e nunca nos compararmos aos outros, pois cada um tem sua caminhada.
O que o aquário representa? Quem são os peixinhos? O aquário é o mundo e os peixinhos somos nós.
Segundo momento:

“Pense duas coisas que você faz para alguém, quando o ama.
Agora, pense duas coisas que você quer fazer por si mesma.”

Jesus veio a Terra nos ensinar a importância do amor e do perdão. Ele nos disse:

"Ama a teu próximo como a ti mesmo".

Quem Ama:

©       Gosta de ajudar
©       Pede desculpa
©       É compreensivo e sabe perdoar
©       Quem ama reparte
©       Quem ama gosta e pratica os ensinamentos de Jesus

Mas como poderemos seguir este, que é o maior dos ensinamentos, se não amamos a nós mesmos?

Parece impossível que alguém não goste de si mesmo, mas não é assim tão raro.

Existem pessoas que não conhecem sua importância na obra divina, não conseguem enxergar a Deus e o seu próprio papel nesta engrenagem maravilhosa da vida e do universo, que se sentem inferiores, sem valor.
Somos todas criaturas de Deus, temos um destino sublime que é a perfeição. Somos eternos! 

Como é ou age a pessoa que não gosta de si mesma? É triste, desanimado e não acredita em sua capacidade, se deixa vencer pela revolta, pelo rancor, pela mágoa, se acomoda, fica sem vontade de lutar; se deixa vencer pelo vício, e se levar pelas pessoas que fazem o mal.

Deixar falarem e perguntar logo depois: Como é ou age a pessoa que gosta de si mesma? Deixar falarem e completar.

E o que é autoestima? A palavra já diz que é estimar-se, gostar de si mesmo.

Qual o modo correto de gostar de si mesmo?
  •          Respeitar-se, tornar-se uma pessoa melhor a cada dia, cuidar do corpo físico, evitando abusos e excessos.
  • Buscar sempre aprender de forma humilde, mas firme e perseverante, ter fé e confiança em Deus e em si mesmo. 
  • Desenvolver hábitos saudáveis.
  • Boa alimentação, higiene pessoal, cuidar da espiritualidade, estar sempre ligado a Deus, estudar, ter lazer saudável, convivência harmoniosa com todos. 
  • Viver em paz e harmonia com as leis de Deus fazendo o bem.
  • Entender que possuímos o corpo físico, a condição social e a família que no momento são os mais adequados para nossa evolução, e isto não nos torna melhores ou piores.
  • Saber que podemos, apesar de certas dificuldades, dar o melhor de nós, nos esforçarmos para viver bem e em paz com todos.
Se devemos amar ao próximo, devemos aprender a NOS amar e respeitar, para poder amar e respeitar os semelhantes.

Se você não faz coisas que fazem bem a você, como vai fazer para os outros?
Não devemos ter complexo de inferioridade ou pena de nós mesmos, esses sentimentos, além de atrasarem nossa evolução, adoecem a alma e, consequentemente, o corpo físico. 
Mas podemos, e devemos tentar modificar o que nos faz infelizes; claro que nos baseando nos valores morais ensinados por Jesus.

Mas, também não devemos alimentar nossa vaidade e egoísmo.

O que é egoísmo?
É achar que tudo de bom tem que ser para nós, que os outros merecem menos, não pensar nos sentimentos e dificuldades das outras pessoas, ligar só para os próprios problemas, não se incomodar se precisar prejudicar alguém para conseguir alcançar seus objetivos.

Costumamos agir movidos pelo egoísmo? Por quê? 
Muitas vezes, ainda pensamos exclusivamente em nós, sem nos preocuparmos com o bem-estar alheio.
Orgulho: Conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo

Vaidade: Desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. 

Nós podemos AMAR A NÓS MESMOS SEM SER EGOÍSTAS. Igualemo-nos ao outro e encontraremos o equilíbrio do amor próprio.

Devemos aprender que a verdadeira felicidade nasce em nós mesmos. Não podemos encontrar a felicidade em bens materiais ou em relacionamentos, pois ela não estará lá. A felicidade é uma conquista que chega juntamente com nossa evolução e com o aprendizado do verdadeiro amor. 

Amar o próximo como a si mesmo significa nos amarmos de verdade, termos autoestima, gostarmos do nosso corpo, de tudo que temos, sem querermos o que os outros têm. 


Terceiro momento: HISTORIA:

Ser diferente 
Zezé, o peixinho, estava triste. Ele se achava gordo e desajeitado. Na verdade, queria ser como Fil, o cavalo marinho. Porém, ao contar para o amigo cavalo marinho que seu sonho de ser elegante como ele, descobriu que Fil se achava pequeno e magro demais, e não gostava de seu pescoço. Ele contou, então que desejava ser como Lico,o golfinho, ágil, veloz.
Conversando com Lico, descobriram que ele se considerava frágil demais e, em seus sonhos, via-se forte como Ian, o tubarão.
Superando o medo que sentiam de Ian, foram procurá-lo, para perguntar como era ser forte, ser o corajoso do mar. Mas encontraram Ian triste e solitário. O tubarão possuía poucos amigos, pois tinha fama de ser furioso, e todos tinham medo de se tornar seu jantar. 
Como não conseguiram concluir quem era o melhor bicho do mar, resolveram fazer um concurso para eleger o mais belo da floresta, o animal ideal. E foram procurar Zilá, a tartaruga marinha, para juntos estabelecerem as regras do campeonato.
Zilá era uma estudiosa do comportamento animal, que surpreendeu a todos quando disse:
- Que importa ser o mais belo ou o animal ideal? Deus criou cada animal de um jeito especial, com características próprias. E aí está a beleza da criação. Já pensaram se só existissem tubarões ou estrela do mar? 

Zilá também explicou que cada animal tem virtudes próprias, e que o importante é cada um aceitar-se como é, valorizando o que tem de bom e se esforçando para se tornar alguém cada vez melhor, desenvolvendo qualidades como amor, perdão, respeito, amizade.
Zezé, Fil, Lico e Ian pensaram muito no que disse Zilá. E não realizaram o concurso. 
A partir dessa conversa, Zezé parou de reclamar de seu peso e iniciou um programa de exercícios; Fil aceitou-se como era pequeno e magro e deixou de ser fofoqueiro; Lico tornou-se mais alegre e satisfeito com a vida e Ian tem se esforçado para ser mais calmo e simpático e fazer novos amigos. Assim, todos colaboram para que o mar se torne um lugar melhor para se viver.


Quarto Momento:

  • Distribuir desenhos de animais marinhos para que escolham qual desejam colorir.
  • Depois de colorir distribuir palitos de churrasco e colar atrás.

  • Pronto! Agora que fizeram o fantoche, dizer-lhes que eles irão representar que o bichinho do mar vai contar pra turma sua história. Vai dizer o nome (o mesmo do evangelizando), o que mais gosta de fazer, suas qualidades e defeitos e o que precisa mudar.


PRECE FINAL

PERSONAGENS da HISTÓRIA:






DESENHOS - ATIVIDADE FANTOCHE