27 de agosto de 2012

AULA- Reforma Íntima: Caridade e Amor ao Próximo

OBJETIVO: Trabalhar os valores: “caridade e amor ao próximo”

MOTIVAÇÃO: Dinâmica dos Balões

OBJETIVO: Mostrar a importância de procurarmos ajudar o nosso próximo.
TEMPO DE DURAÇÃO: 10 minutos
MATERIAL NECESSÁRIO: Balões
DESENVOLVIMENTO: Organizar os evangelizandos formando um grande círculo na sala e entregar um balão para cada um contendo tira de papel dobrada com uma frase sobre caridade/amor ao próximo. Em seguida, o educador pedirá que os evangelizandos encham os balões e que joguem para o ar durante 1 minuto. Nenhum balão pode cair no chão. Os evangelizandos deverão perceber que devem cuidar do balão dos outros também. Ao final da dinâmica, perguntar aos evangelizandos se foi fácil cuidar de seu balão e o que poderiam ter feito para facilitar seu trabalho.
CONCLUIR: Muitas vezes, ainda pensamos exclusivamente em nós, sem nos preocuparmos com o bem-estar alheio. Mas todos nós dependemos uns dos outros. Não há ninguém que possa viver sozinho.

DESENVOLVIMENTO:

O que é a caridade? Ouvir as respostas.
É o amor em ação e pode ser praticada por todos.  Amor em ação: São atitudes no bem. Caridade é essencialmente amor ao próximo. É amarmos uns aos outros e fazermos a todos o que gostaríamos que nos fizessem.
Explicar as diferentes formas em que o amor se manifesta: o amor de Deus, o amor a natureza e animais, o amor universal, o amor próprio, o amor maternal, filial, o amor entre homem e mulher, o amor a uma causa ideal e o amor como força que move o universo.
Jesus nos ensinou que o nosso primeiro dever é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Sentimos o amor de Deus em todas as coisas a nossa volta e a mais bela maneira de amar a Deus é amar o nosso próximo.

Quem é o nosso próximo? Ouvir as respostas.
A humanidade inteira.
Quem ama ao próximo sabe perdoar, é bondoso, prestativo, não pensa o mal, tem palavras de carinho para com o próximo.

Como se pode praticar a caridade? Ouvir as respostas.
Exemplos: doação de alimentos, roupas, dinheiro, remédios; atitudes como um abraço, carinho, sorriso, aperto de mão. Pode ser exercida através da prece, vibrações, perdão sincero, sentimentos de amor e carinho, coisas boas que desejamos aos outros; por palavras que expressam amor, consolo e o falar suave, sem gritar; silêncio diante da ofensa, atenção diante de um desabafo de alguém que sofre.
Dando algo que possa ser útil para outra pessoa. Se dermos uma coisa inútil, como um brinquedo todo quebrado ou uma roupa rasgada, não praticamos caridade alguma. Tem valor darmos do que nos sobra, mas muito mais valorosa é a doação que sai do necessário.
Praticamos a caridade também com as palavras, não falando mal dos outros, dando conselhos bons, explicando algo para uma pessoa, animando alguém que está triste, falando bem de alguém de quem estejam falando mal...
 Também somos caridosos quando perdoamos os erros de alguém, ao invés de ficar criticando e contando para os outros.
Todos podem doar parte do seu tempo para trabalhar pelos semelhantes, confeccionando roupas, ensinando algo útil, participando de campanhas para arrecadação de alimentos, lendo para uma pessoa cega ou analfabeta, visitando asilos e hospitais...

E vocês como podem praticar a caridade? Ouvir as respostas.
Mostrar que não zombar dos colegas, não rir de alguém que caiu ou se chocou contra algo, ajudar no entendimento das matérias, dividir o lanche com quem não tem dar informações a um amiguinho que veio de outra escola, não dar muito trabalho às faxineiras, sujando a sala, não dar mais preocupações que as necessárias a pais e professores, não bagunçar a casa, fazer algo para os pais e muitas outras coisas que uma criança pode fazer facilmente são formas de se praticar a caridade.

A caridade moral, como a entendia Jesus, é elucidada na questão 886 de O Livro dos Espíritos, como sendo benevolência (boa vontade) para com todos, indulgência (tolerância) para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas.

CONCLUSÃO: A caridade é o amor em ação. A caridade pode ser material ou não, pode ser realizada por ricos, pobres, não depende da idade, da saúde, da religião, do lugar em que se está, ou seja, pode ser praticada por todos.
Jesus nos recomendou, sabiamente, que amássemos uns aos outros. Se fizermos isso, seremos automaticamente caridosos.

ATIVIDADE: Contar a estória "UM PEDAÇO DE CORAÇÃO”. Após contar a estória, entregar um desenho de coração, papel colorido, massinha de modelar, cola e tesoura. As crianças deverão preencher o coração com pedacinhos de papel e massinha formando o coração da estória. (A massinha forma as irregularidades). Pode ser feito individual ou em grupo. Depois cada um vai receber um coração menor e deverá escrever dentro dele o que quer para o seu coração ou o que quer que seu coração esteja cheio... O meu coração está cheio de... No final o evangelizador deverá conduzir o grupo a trocar os corações ao som de uma música apropriada, tipo Coração de Estudante, Canção da América ou outra.


 UM PEDAÇO DE CORAÇÃO

Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração. Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto. O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração.

De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse: "Porque o coração do jovem é mais belo do que o meu?”.

A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes. Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.

O jovem olhou para o coração do velho e disse:
"O senhor deve estar brincando... Compare os nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!"

"Sim! - disse o velho - Olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas como os pedaços não eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem, ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas... Um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E então, jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?"

O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho, tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto. O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo que nunca. Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.

EXEMPLOS DE FRASES:

Fora da caridade não há salvação
Caridade é fazer todo o bem ao nosso alcance.
A caridade é o amor em ação.
A caridade pode ser praticada por todos.
A caridade é indispensável à felicidade.
Caridade é carregar a cruz do outro mesmo que a sua já lhe pese sobre os ombros!
Ninguém é tão pobre que não tenha o que dar e ninguém é tão rico que não precise da ajuda de alguém.
A caridade é o único tesouro que se aumenta ao dividi-lo. (Cesare Cantú)
A caridade é a
 felicidade dos que dão e dos que recebem.  (Camilo Castelo Branco)
Nunca estás só. Sabendo disso, ajuda sempre. (André Luiz)
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração. (André Luiz)
A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. (Chico Xavier)
A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus. (Emmanuel)
Se conservares o amor no coração, -obra divina do Universo-, nunca te perderás na sombra, porque terás convertido a própria alma em presença de luz. (Emmanuel)
O tempo utilizado a benefício do próximo é benção que entesouramos, em nosso próprio favor, para sempre. (Áulus)
Quando o amor não sabe dividir-se, a felicidade não consegue multiplicar-se. (Áulus)
O amor é o oxigênio para alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver. (Joanna de Ângelis)
O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. (O Evangelho Segundo o Espiritismo)
Você nem sempre terá o que deseja, mas enquanto estiver ajudando os outros, encontrará os recursos de que precisa. (André Luiz)
Duas asas conduzirão o espírito humano a presença de Deus: uma chama-se amor, a outra sabedoria. (Emmanuel)
Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. (O Evangelho Segundo o Espiritismo).
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo bem que nos seja possível e que desejávamos nos fosse feito. (Allan Kardec).

24 de agosto de 2012

Aula - O Bom Samaritano



PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

CAPÍTULO DO EVANGELHO: 15. FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
OBJETIVOS
- Sensibilizar a criança sobre as diversas oportunidades de auxiliar as pessoas que encontram em seu dia-a-dia;
- Estimular o evangelizando a refletir sobre a importância de não cultivar no coração quaisquer tipos de preconceitos (raça, religião, cor, etc);
- Destacar que a Parábola exemplifica os ensinamentos de Jesus, como a caridade e a humildade, duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho;
* Importante o evangelizador a leitura e releitura desta Parábola com carinho e atenção para refletir sobre a profundidade e riqueza dos ensinamentos e valores morais nela contidos (tais como humildade, brandura, benevolência, generosidade, indulgência, confiança, desprendimento, etc).

BIBIOGRAFIA: Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo 15; Histórias que Jesus Contou, Clovis Tavares; Lucas, capítulo 10º, versículos 25 a 37.

PRIMEIRO MOMENTO:
Se você ver uma pessoa precisando de ajuda, o que faria? Se você ver uma pessoa caída na rua ou calçada, como agiria? Fingiria que não a viu, ligaria para o SAMU e ia embora ou, se aproximava da pessoa para procurar ajudá-la.

SEGUNDO MOMENTO: Jesus contou no tempo que viveu aqui entre nós uma história, Ele contava histórias, pois através dessas histórias ensinava grandes coisas às pessoas.

*Passar slides da história com as gravuras enquanto conta-se a parábola. (seguir o link para acessar as gravuras da parábola: http://evangelizacao-infantil.blogspot.com.br/2012/08/slides-o-bom-samaritano.html ) 


A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

(Lucas, capítulo 10º, versículos 25 a 37)

       Um dia, um pobre homem descia da cidade de Jerusalém para uma outra cidade, Jericó, a trinta e três quilômetros daquela capital, no vale do Rio Jordão.
       A estrada era cheia de curvas. Nela havia mui­tos penhascos, em cujas grutas era comum se refu­giarem os salteadores de estradas, que naquele tem­po eram muitos e perigosos.
       O pobre viajante foi assaltado pelos ladrões. Os salteadores usaram de muita maldade, pois, além de roubarem tudo o que o pobre homem trazia, ainda o espancaram com muita violência, deixando-o quase morto no caminho.
       Logo depois do criminoso assalto, passou por aquele mesmo lugar um sacerdote do Templo de Sa­lomão. Esse sacerdote vinha de Jerusalém, onde pos­sivelmente terminara seus serviços religiosos, e se dirigia também para Jericô. Viu o pobre viajante caido na estrada, ferido, meio morto. Não se deteve, porém, para socorrê-lo. Não teve compaixão do pobre ferido, abandonado no chão da estrada. Apesar dos seus conhecimentos da Lei de Deus, era um homem de coração muito frio. Por isso, continuou sua viagem, descendo a montanha, indiferente aos sofri­mentos do infeliz...
       Instantes depois, passa também pelo mesmo lu­gar um levita. Os levitas eram auxiliares do culto religioso do Templo. Esse levita não procedeu melhor do que o sacerdote. Também conhecia a Lei de Deus, mas, na sua alma não havia bondade e ele fez o mesmo que o padre, seu chefe. Viu o ferido e passou de largo.
       Uma terceira pessoa passa pelo mesmo lugar. Era um samaritano, que igualmente vinha de Jeru­salém. Viu também o infeliz ferido da estrada, mas, não procedeu com: o sacerdote e o levita. O bom samaritano desceu do seu animal, aproximou-se do pobre judeu e se encheu de grande compaixão, quan­do o contemplou de perto, com as vestes rasgadas e sangrentas e o corpo ferido pelas pancadas que rece­bera.
Imediatamente, o bondoso samaritano retirou do seu saco de viagem duas pequenas vasilhas. Uma era de vinho, com ele desinfetou as feridas do pobre homem; outra, de azeite, com que lhe aliviou as do­res. Atou-lhe os ferimentos e levantou o desconhe­cido, colocando-o no seu animal. Em seguida, condu­ziu-o para uma estalagem próxima e cuidou dele co­mo carinhoso enfermeiro, durante toda a noite.
Na manhã seguinte, tendo de continuar sua viagem, chamou o dono do pequeno hotel, entregou-lhe dois denários (*) e recomendou-lhe que cuidasse bem do pobre ferido:
— Tem cuidado com o pobre homem. Se gastares alguma coisa além deste dinheiro que te deixo, eu te pagarei tudo quando voltar.
*
Jesus contou esta parábola a um doutor da lei que Lhe havia perguntado:
— Mestre, que devo fazer para possuir a Vida Eterna?
Jesus lhe respondeu que era necessário amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todas as forças e de todo o entendimento; e também amar ao próximo como a si mesmo.
O doutor da lei, apesar de sua sabedoria, pergun­tou ao Divino Mestre quem é o próximo. Então, Jesus lhe contou a Parábola do Bom Samaritano. Termina­da a história, o Senhor perguntou ao sábio judeu:
—    Qual dos três (o sacerdote, o levita ou o sa­maritano) te parece que foi o próximo do pobre ho­mem que caiu em poder dos ladrões?
*Interferência: Antes de concluir respondam antes vocês, qual dos três (o sacerdote, o levita ou o sa­maritano foi o próximo do pobre ho­mem que caiu em poder dos ladrões?
Aguardar as respostas e concluir:
Respondeu o doutor da lei:
—    Foi o que usou de misericórdia para com ele.
—    Vai e faze o mesmo — disse-lhe o Divino Mestre.

TERCEIRO MOMENTO: Contando a história no século atual.

Vou contar uma história semelhante a que Jesus contou, mas aconteceu no nosso tempo.
O Nome da história é “O Bom Samaritano no século XX”.
Um jovem saiu de sua casa em Belo Horizonte para ir para Mateus Leme em sua moto. Pegou uma estrada deserta e ia tranqüilo, quando uns ladrões o atacaram. Roubaram tudo o que ele tinha: sua mochila com roupa, dinheiro e ainda espancaram o pobre coitado que desmaiou, ficando muito machucado.
Horas depois, passou por ali um ministro religioso e estudioso de Teologia, embora tivesse conhecimento da bíblia olhou, e passou reto, ficou com medo de ser uma cilada de bandidos, nem mesmo vendo que estava machucado.
Em seguida, outro homem passou por ali, trabalhava numa instituição religiosa e era muito religioso, e fez a mesma coisa, ficou com medo não sabia que aquele homem tinha se era doença contagiosa, podia ser um drogado, um bêbado, e passou bem longe, do outra lado da estrada.
Depois, passou por ali um homem que não era bem aceito e nem bem visto na cidade de Mateus Leme, tinha costumes diferentes e uma religião pouco aceita, e morava numa cidade próxima e vinha a cidade para trabalhar, pois  era comerciante, estava apenas de passagem. Mas, quando viu aquele jovem, caído todo machucado e desmaiado, desceu rapidamente do seu carro, e nem quis saber quem era aquele homem, se era mendigo, pobre ou rico, viciado ou bandido.
Colocou-o dentro de seu carro e levou a uma pensão da cidade, pois não tinha hospital por perto, passou a noite com o pobre homem cuidando das feridas e, quando amanheceu o dia, deixou algum dinheiro para suas necessidades dizendo voltar para ver se precisaria de alguma, e seguiu seu caminho.

TERCEIRO MOMENTO: O comerciante que ajudou o jovem podemos dizer que ele é um bom samaritano como da parábola que Jesus contou? O que ensina a parábola? Que Jesus quer nos ensinar?
Jesus ensina um caminho, e esse caminho é a prática da Caridade.
O que devemos entender por caridade? Podemos definir como fazer todo o bem possível ao nosso semelhante; socorrer a quem sofre auxiliar a qualquer semelhante que necessite de ajuda, sem interesse, de coração.
A caridade sem interesses é aquela que é praticada com amor, sem sabermos a quem estamos ajudando. Apenas ajudar por amor aos semelhantes, assim como conta Jesus nessa parábola, e assim como Ele mesmo nos ama.
A caridade é a virtude a qual sem ela não conseguiremos atingir a perfeição moral. Ela reúne todas as outras virtudes, e é só por meio dela que conquistamos virtudes como humildade, compreensão, piedade, misericórdia, etc.
E o que é preciso fazer para possuir essa virtude? Jesus ensinou ao contar a parábola do bom samaritano. Entre muitos outros ensinamentos que deixou para nossa reflexão com essa parábola, mostrou que é preciso amar o próximo e fazer o bem ao semelhante sem nun­ca perguntar, nunca procurar saber coisa alguma da­quele que você pode e deve auxiliar. Não ter interesse em saber se o pobre, se o doente, se o orfãozinho necessitado é espírita ou católico, se é judeu ou pro­testante, se é pessoa branca ou de cor. Não se interes­se em saber quais as idéias que ele professa ou a política que ele acompanha. Não cultivar no coração­zinho os odiosos preconceitos de raça, de religião ou de cor. Que você olhe apenas as feridas de quem sofre para poder auxiliar. Que você enxergue somente a dor do próximo, para aliviá-la.

Quando o doutor da lei quiz saber quem ele deveria considerar seu próximo, a fim de amar esse mesmo próximo. Jesus lhe respondeu indiretamente à pergunta, com outra questão: “Quem foi o próximo do homem ferido?”. E Jesus ao indagar o doutor da lei, quem soube ter amor no coração para o desconhecido pade­cente da estrada. E o doutor, que era um judeu (os judeus odiavam os samaritanos), confessou que foi o samaritano.
“Vai e faze o mesmo” — ordenou o Mestre.
O nosso próximo é qualquer pessoa que esteja em nosso caminho; é qualquer alma neces­sitada de auxílio; é aquele que tem fome, que tem sede, que está desamparado, que está sofrendo na prisão ou no leito de dor...
Nosso dever é imitar sempre o Bom Sama­ritano da parábola. Estarmos sempre prontos para socorrer quem so­fre, como o bondoso samaritano fez, sem qualquer indagação ao necessitado.
Imitar o Bom Samaritano é o que Jesus pede ao nosso coraçãozinho: “Vá e faça o mesmo”, sempre, em toda parte, com quem quer que seja.
Este é o caminho da felicidade eterna, com Jesus.

QUARTO MOMENTO: DINÂMICA – Amar ao Próximo (Seguir o link para acessar a dinâmica: http://evangelizacao-infantil.blogspot.com.br/2012/08/dinamica-amor-ao-proximo.html )

QUARTO MOMENTO: Atividade escrita.

Prece Final

Dinâmica - Amor ao Próximo


DINÂMICA – Amar ao Próximo
* Essa dinâmica pode ser adaptada para outros temas, bastando apenas elaborar questões com o assunto desejado.

Montagem:
  1. Colorir e Imprimir o ônibus (colar as duas partes do ônibus). 
  2. Colar os desenhos das crianças nas janelas. 
  3. Recortar as janelas de forma que abram. 
  4. Colar o ônibus em uma cartolina colorida; colei em cartolina azul para representar o céu azul e desenhei nuvens, sol, pássaros, rua.
  5. Cada janelinha ao ser aberta deve apresentar um número. 
  6. Confeccionar cartões numerados de 1 á 10 com as perguntas.
Como aplicar: 
Sortear a ordem dos participantes. O primeiro deverá escolher uma janelinha. EX: número 5, então deverá pegar o cartão número 5 e ler a pergunta, analisá-la e dizer o que está errado, como que deveria ser. Perguntar se isso é amar o próximo.

Situações

1) Mário saiu com o pai e a mãe para um passeio. Foram ao parque de diversões e ele andou em vários brinquedos. Depois foram ao asilo, Mário não queria ir, queria passear mais no parque. Seus pais conversaram com ele e explicaram que ele já tinha se divertido e que era preciso pensar nos outros, como naqueles idosos oferecendo um pouco de atenção e carinho.
Mas Mário não quis nem saber, emburrou e passou o resto da mudo e mau humorado apesar dos agrados dos idosos.

2) Rafael estava em um aniversário na casa de Antônia. Entrou sozinho em uma sala escura e , sem querer, derrubou um vaso azul, que estava sobre a mesa.
Quando a mãe de Antônia ouviu o barulho do vaso quebrado, entrou na sala, mas não havia mais ninguém. Perguntou, então à Rafael, que estava próximo à porta da sala, se ele sabia quem tinha quebrado o vaso. Rafael disse que não tinha sido ele, mas que ele tinha visto Pedro e Henrique sair da sala depois de ouvir o barulho do vaso quebrado.

3) Filipe e João voltavam para casa, já era seis da noite e estava escurecendo. De repente ao dobrarem uma esquina encontraram um rapaz caído na calçada. Filipe puxou João para seguirem dizendo que devia ser um drogado, mas João queria ajudar. Felipe insistiu, mas como não conseguiu convencer João, foi embora. João aproximou e chamou o rapaz perguntando que aconteceu e ele explicou que era diabético e passava mal. João o apoiou e o levou para casa.

4) João saiu com Paulo e Tide para ir ao cinema. No caminho pararam no armazém de seu Joaquim. Paulo e Tide pegaram, cada um, duas barras de chocolate, sem que o dono do armazém percebesse. João ficou surpreso e tentou alertá-los de que aquela titude estava errada.
Paulo e Tide riram de oão, por não ter roubado nada. João acabou voltando para casa sozinho, sem ir ao cinema, bastante preocupado com a atitude de seus companheiros.

5) Mariane morava numa casa grande com piscina. Na casa havia uma empregada que levava a filha para seu trabalho de nome clara.
Mariane ás vezes brincava com clara, mas não deixava ela pegar em seus brinquedos, que eram muitos. Clara só podia pegar no que Mariane deixava.
Quando os brinquedos estavam velhos e quebrados, Mariane dava-os para Clara que os aceitava com alegria.

6) Paula está arrumando seu quarto com a ajuda da mãe. As duas separaram uma porção de brinquedos e roupas que Paula não brinca mais há muito tempo.
A mãe de Paula pediu que a menina trouxesse uma sacola para colocar os brinquedos e roupas que a menina não usa mais, a fim de que possam levar até o Centro Espírita, onde serão doadas para as crianças carentes. Quando Paula trouxe a sacola, disse que não queria dar o que haviam separado, pois gostava muito deles e não queria que mais ninguém brincasse com eles. A menina queria que eles ficassem guardados no guarda roupa, mesmo que não mais brincasse com eles, eram muito bonitos e ela queria guardá-los.

7) Na casa de Ana a família faz o Evangelho no Lar todas as sextas-feiras, às 9 horas da noite. Nesta semana, Antônia não queria participar do Evangelho porque tinha ganhado um jogo novo e queria continuar brincando. A mãe de Ana disse que a menina tinha que participar e a garota teve que obedecer.
Durante a realização do Evangelho no Lar Ana não quis fazer a prece, nem a leitura e ficou o tempo todo empurrando o irmão menor.

8) Lívia é aluna nova na classe de Raíssa. Elas nunca conversaram, mas Raíssa disse que não gosta de Lívia e que ela é muito chata. Lívia tem tido dificuldade para fazer novos amigos porque Raíssa não quer que suas amigas sejam também amigas de Lívia, e inventa muitas coisas que inventa sobre Lívia.

9) A turma de Taís vai fazer uma excursão. Eles vão decidir o destino através de uma eleição.
Taís quer muito ir para uma fazenda. Durante a última a última semana ela fez campanha para que todos votem para irem à fazenda. Para convencer os colegas Taís inventou que na fazenda há muitas coisas legais, como piscina e um parque, que ela sabe que não existem no local.

10)  Roberto não gosta de Rodrigo. Na escola Roberto provoca uma discussão com Rodrigo. Os colegas incentivam a briga, mas Rodrigo não quer brigar, respira fundo e se enche de coragem e conversa com Roberto explicando que não quer briga, não tinha motivo e acaba por convencer  Roberto depois de uma boa conversa, que deseja sua amizade e não ao contrário.


AMAR AO PRÓXIMO É FAZER AOS OUTROS
O QUE DESEJAMOS QUE FIZESSEM A NÓS.


IMAGENS PARA MONTAGEM

















Slides O Bom Samaritano

15 de agosto de 2012

Aula - Família/Compromissos Afetivos


OBJETIVOS:
·        Levar o evangelizando a compreender os passos necessários para a formação da família, as etapas do relacionamento afetivo: amizade, namoro e casamento;
·        Propiciar ao evangelizando a compreensão dos papéis e funções de cada um na família: pai, mãe e filhos (deveres e direitos,de cada um), e a importância da vivência cristã no lar (formação e aperfeiçoamento de valores e sentimentos cristãos – amor, respeito, alegria, gratidão entre outros), despertando a noção de responsabilidade nos relacionamentos afetivos dentro e fora da família.


Prece inicial

         Primeiro momento: questionar:

         
Todos nós pedimos para nascer?

         
Pedimos para reencarnar na família que temos?

         
O que mais pedimos? O corpo, os amigos. Escolhemos a nossa família, ela é a família ideal para nossa evolução.

         
Escolhemos só as coisas boas? Não, escolhemos o necessário para nossa evolução. Também escolhemos situações que vão nos auxiliar a evoluir, que podem ser boas ou não (nosso corpo físico, situação financeira, doenças).

         Lembrar que nem todas as pessoas tiveram condições de escolher, muitas vezes são os amigos espirituais que escolhem as melhores condições para nossa reencarnação, aquelas que irão nos oportunizar a evolução espiritual.

         Sempre temos um bom relacionamento com os membros de nossa família? Nem sempre. Alguém que brigou com uma pessoa, ficou de mal, pode pedir para reencontrar aquele Espírito em outra vida a fim de fazer as pazes. Se magoou, traiu a confiança de alguém nos negócios, no casamento, causou mal a alguém, depois do desencarne, no Mundo Espiritual se dá conta que errou e pede uma nova oportunidade para se reconciliar.

         
Por bondade de Deus não lembramos o que aconteceu, mas Deus nos dá uma nova oportunidade com os mesmos Espíritos (em outros corpos). Se temos dificuldades com alguém pode ser que tenhamos tido dificuldades em outra existência. Mas também pode ser que não, que seja apenas má vontade nossa nesta existência.

Segundo momento: exposição dialogada: Como você acha que iniciou a sua família?Mostrando gravuras da criação, dois de cada espécie, também do homem e da mulher para a formação da família, falar dos primeiros relacionamentos como:amizade, namoro, casamento.
Falar sobre a importância da família, lembrar que muitas crianças estão em orfanatos por não terem família. Devemos valorizar a nossa família, respeitando nossos pais, avós, irmãos, as pessoas que cuidam de nós e as demais pessoas que fazem parte dela.

         Nem sempre a nossa família é formada por pai, mãe, avós, pois pode haver aqueles que já desencarnaram e várias outras situações.

         Devemos nos lembrar que família são aquelas pessoas que convivem conosco. Podemos morar apenas com o pai ou com a mãe ou com nossos avós, ou com outra pessoa como uma tia, mas mesmo assim estamos em família.

         Devemos agradecer ao Mestre Jesus pela família que temos e pedir forças para que saibamos agir com amor e respeito com nossos familiares, para contribuirmos com a felicidade do nosso lar.
 Aproveitar a oportunidade e falar da situação em que uma família adota uma criança: não possuem laços corporais (sangüíneos), porém, como nada acontece por acaso, eles poderão ter laços espirituais, podendo ser uma oportunidade de apertar os laços de afeto que já os unem ou de desenvolver bons sentimentos em família (aprender a se amar e se respeitar mutuamente).
 Lembrar que herdamos de nossos pais a semelhança física, os olhos, o nariz, o jeito de falar, mas não as virtudes, as qualidades. Ex.: calma, humildade, bom humor.

         Ex.: pais caridosos podem ter filhos de natureza má e vice-versa. Filhos pacientes e bem humorados podem ter pais tristes e impacientes.

 Nós escolhemos a família que desejamos reencarnar para conviver com certas pessoas, aprender determinadas coisas. Reencarnamos para evoluir. A convivência pode gerar laços de afeto. Um dia faremos parte de uma grande família espiritual. Lembram da semana passada que falamos da Família Universal?
 Salientar que o nosso grande desafio está em amarmos os nossos inimigos e aquelas pessoas que não simpatizamos. Isso exige esforço e perseverança de nossa parte. Podemos começar a desenvolver o amor, respeitando, tratando bem; desejando somente o bem a quem não gostamos.
 Explicar que, apesar das brigas e discórdias no ambiente familiar, “os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, na maioria das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações de amizade e afeto”. Lembrando que é na família que desenvolvemos nossas potencialidades de sentimentos, como: -respeito alegria gratidão de uns para com os outros enfim o Amor ensinado por Jesus, “Meus irmãos são todos os que fazem a vontade de MEU PAI que estás no céu”.       

   Terceiro momento: contar a historia Porco-Espinho
(Levar dois porcos espinhos feito de batatas e palitos, para as crianças terem ideia de como é esse animal)
O PORCO ESPINHO

Durante a era glacial, há milhares de anos atrás,muitos animais sobreviviam apesar das intempéries.
Uma lenda muito antiga fala que durante este período,a era glacial,o frio era tão intenso que os bichos não conseguiam sobrevivere morriam aos montes.
Os Porcos Espinhos, quando viram e perceberam a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e protegiam-se mutuamente, mas o espinho de cada um feria o companheiro mais próximo, justamente os que forneciam mais calor, aqueles que estavam mais perto;e por isto tornaram a se afastar uns dos outros, voltando a morrer congelados.
Precisavam fazer uma escolha:
  •         desaparecer da face da terra ou
  •         aceitar o espinho dos semelhantes.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam a conviver com as feridas que uma relação muito próxima podia causar – já que o mais importante era o calor do outro.E terminaram sobrevivendo.

APLICAÇÃO
O animal, Porco Espinho, descobriu aquilo que muitos já sabem também:
Aqueles que mais nos ferem são aqueles que mais próximos estão de nós.
Somente juntos poderemos sobreviver.
A sobrevivência importa em aceitarmos os espinhos que nos ferem.
 Sem a presença daqueles que as vezes nos ferem, não teremos o calor que nos mantêm vivos;
Só existe relacionamento quando entendemos que precisamos suportar nosso semelhante.
O calor que emana de cada um de nós nos manterá vivos, apesar da dor.

  "O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades". 

Amando e respeitando mutualmente.

Apesar de nossas diferenças, com oamor de Cristo que nos une,   essas diferenças serão  vencidas  pelo “aceitar o outro como ele é” e respeitar o nosso próximo. Somos diferentes em muitas coisas: somos desiguais até na impressão digital e no DNA, mas temos uma coisa tremenda em comum: O AMOR DE DEUS.
Prece final.

BIBLIOGRAFIA:
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec. Cap. XIV;