24 de outubro de 2013

Aula - ORAÇÃO, VIGILÂNCIA, ORDEM E DISCIPLINA


TEMA: ORAÇÃO, VIGILÂNCIA, ORDEM E DISCIPLINA

Referências – O Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. 23: MORAL ESTRANHA; Cap. 9: BEM-AVENTURADOS AQUELES QUE SÃO MANSOS E PACÍFICOS e Cap. 27: PEDI E OBTEREIS.          

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Evang. Seg. Espiritismo, cap. 23; Fonte Viva - Chico/Emmanuel; Ação e Reação (André Luiz / F. C. Xavier), cap. 19; Conteúdo Programático da UEMG.  

OBJETIVOS:
- Reconhecer a necessidade da ordem e da disciplina para alcançarmos a harmonia interior.
- Identificar a obediência e a resignação como virtudes a serem alcançadas para nossa evolução.
- Salientar a importância da fé, diante das provas e dificuldades da nossa vida, o que nos auxilia a desenvolver a obediência e a resignação.
- Conscientizar sobre a necessidade de conhecermos a nós mesmos e de nos esforçarmos para dominar e corrigir nossas más tendências.
- Compreender, relacionando à Parábola dos Dois Filhos, que nosso crescimento moral se dá em nosso íntimo, refletindo-se em nossas atitudes.
 -Conscientizar o evangelizando sobre a importância da prece que nos permite adquirir a força moral necessária para vencer as dificuldades e vicissitudes da vida.
- Salientar que o poder da prece está antes no pensamento que nas palavras, lugar e momento em que é feita, pois Deus escuta o que parte do nosso coração.

PRECE INICIAL

PRIMEIRO MOMENTO: Diálogo inicial
Perguntar aos evangelizando: “quais os meios de comunicação que vocês conhecem? Na atualidade, encontramos muitos meios de comunicação com as pessoas, pela TV e rádio, pela escrita (carta, jornal, revista, livro, desenho, telegrama), internet, email, telefone fixo e celular, por exemplo. Por meio deles conversamos com pessoas que estão muito distantes.  
O telefone foi o meio de comunicação mais eficiente e rápido de se comunicar por muito tempo até o advento da internet, através deste aparelho nossa voz percorre longas distâncias. E ainda existe aparelhos que possibilitam pessoas na Terra comunicarem com os astronautas no espaço.”
Para entendermos melhor, podemos simular uma comunicação aqui mesmo. Evangelizador simula uma “conversa” num telefone feito de papel cartão; explicando que no final ensinará fazer igual.
Depois de concluída essa atividade, perguntar: Para que serve o telefone? Pedi voluntários para simular uma conversa ao telefone.
Depois feitas às experiências, possibilitando a movimentação das crianças e a interatividade, o evangelizador prossegue com a exposição.
SEGUNDO MOMENTO: Nós temos necessidades de nos comunicar, pois através delas interagimos uns com os outros, a necessidade é de aprendizagem e troca (conhecimentos e sentimentos).
Assim como existe várias formas de comunicação entre os homens, há uma que é muito importante que põe o homem em comunicação com Deus.
Perguntar: Vocês sabem qual é essa forma? Esperar que respondam e depois o evangelizador responderá que é a prece. A Prece serve como um telefone para podermos falar com Deus.
A prece é o recurso mais valioso que temos e muitos preferem ignorar, e é o recurso que nos faz descobrir a finalidade de nossa existência, nos faz superar todos os percalços da vida, é ela que nos faz estar em ligação com o criador.
Utilizamos os meios de comunicação como rádio, TV, telefone, que é possível pelas ondas magnéticas que transmite o som e as imagens, para nos comunicar com as pessoas. Mas para comunicar com Deus, qual o mecanismo para que a prece seja transmitida?  O mecanismo é através do pensamento. (mostrar a gravura abaixo)
Jesus nos ensinou o “Pai Nosso” resumindo nossos deveres e necessidades, explicou uma lição muito importante: "Orai e vigiai para que não caias em tentação".
O que Jesus quis dizer com orar e vigiar? O que é Prece e o que é vigiar?
A prece é uma conversa com Deus, um momento de ligação entre a criatura e o Criador. É um recurso que temos para nos comunicar com Deus. É um importante alimento espiritual. É um momento de sua vida que você reserva para conversar com Deus. Pela prece nos comunicamos com Deus, Jesus e os bons Espíritos.
Vigiar significa estar atento e desperto para tudo o que acontece com você e a sua volta.
Jesus ensinou: vigiai e orai. Vigiar quem? A vida alheia? Não. Vigiar nossos próprios pensamentos, sentimentos e atitudes.
Vigilância, na sua expressão correta, como nos ensina Jesus com o “vigiai e orai”, não é fiscalizarmos as atitudes alheias, mas objetiva, acima de tudo, nos prevenir acerca de nossas próprias imperfeições e falhas.
As nossas fraquezas nos prendem à retaguarda espiritual, nos induzindo a ações menos edificantes que nos dificultam a marcha evolutiva.
Como espíritas conhecedores do Evangelho à luz da Terceira Revelação, grande é a nossa responsabilidade e, por isso, precisamos estar vigilantes com relação aos nossos próprios atos, palavras e pensamentos, para que externem sempre o que de melhor temos aprendido na doutrina que nos felicita o entendimento.
Vigiar os pensamentos quer dizer mentalizar sempre o bem para todos os que nos cercam e para toda a humanidade, evitando assim colaborar para o acréscimo das ansiedades que envolvem tantas pessoas nos dias atuais.
 Vigiar as palavras, não só evitando tudo o que possa desdobrar o mal, prejudicar o próximo ou exagerar os acontecimentos menos felizes, como também disseminando, sempre que possível palavra de carinho, entendimento, ânimo, esperança e conforto.
Vigiar ações, afim de que sejamos sempre instrumentos úteis nas mãos da espiritualidade maior, no auxílio aos necessitados.
Vigiar será finalmente estarmos atentos para que não venhamos a ser escravos de ilusões e imperfeições, nos transformando em verdadeiros espíritas que vêem na existência terrena uma oportunidade gloriosa de aprender, amar, ajudar e servir sempre, em nome de Jesus, em favor de nossa própria felicidade espiritual. 
A vigilância constante como nos foi ensinada por Jesus é condição indispensável para conseguirmos a vitória sobre nós mesmos, facilitando o nosso reencontro com a verdadeira vida.
Muitas vezes, descuidados da vigilância nos entregamos ao comodismo, compartilhando a experiência daqueles que ainda se comprazem na ilusão das glórias e facilidade terrenas, acarretando para nós sérias conseqüências para o futuro.
Se vigiarmos nossos atos, evitaremos escandalizar os que nos seguem e confiam em nós. Selecionando palavras evitamos nossa identificação com o mal, pois, segundo os ensinos de Jesus, o que contamina o homem é o que lhe sai pela boca, por proceder do coração. Através do pensamento atraímos o bem ou o mal, pois nos ligamos às faixas vibratórias com eles condizentes.
Jesus, conhecendo a nossa fraqueza, nos adverte que oremos, mas que vigiemos também, a fim de não cairmos em novas tentações.
Orar quando? Onde? Orar a qualquer momento e em qualquer lugar, com palavras simples e sinceras. Lembrar que se estamos desenvolvendo a fé, a confiança em Deus e vigiando nossos pensamentos e atitudes, quando um problema surgir, nosso preparo espiritual (através do “vigiai e orai”) tornará a situação mais fácil de ser enfrentada.
A prece tem um grande valor em nossas vidas, e essa importância é de nos elevar, é nossa ligação mental com Deus. A prece verdadeira é uma comunhão com as Forças Superiores.
Ela não dever ser uma simples repetição de palavras decoradas, como se fossem uma fórmula mágica, as soluções para os seus problemas chegarão de forma automática. Não, a prece verdadeira não é isso! Utilizamos a prece para pedir e agradecer a Deus.
Feita assim, a prece, além de movimentar recursos dos Bons Espíritos em nosso favor, ou em favor de alguém por quem pedimos, alimenta-nos espiritualmente, fortalecendo-nos a resistência às investidas do mal.
Ela proporciona disposição para o enfrentamento de situações difíceis, a tranqüilidade necessária à aceitação de situações que não conseguimos modificar.
A prece não nos faz ficar livre de nossas faltas e imperfeições. Mas a prece tem o poder de renovar, de melhorar o nosso modo de ser, de agir.
Ela não remove os obstáculos que estão em nosso caminho, mas dá-nos forças para vencê-los, ao mesmo tempo em que nos vacina contra o mal em que podemos reincidir.  Além disso, a prece facilita a nossa aproximação com os benfeitores que nos amparam, auxiliando-nos na organização de novo roteiro para uma caminhada segura.
A prece tem uma ação muito positiva porque Revigora o Espírito, elevando-lhe o padrão vibratório, o tornado mais forte; Ajuda na aceitação das provas, propiciando compreensão e tranqüilidade;
Proporciona amparo ao semelhante; Age como elemento de equilíbrio, criando ambiente favorável à ação dos Bons Espíritos; Higieniza o ambiente e alimenta-nos espiritualmente, como pão do Espírito que é; Impregna o lugar onde é proferida de energias positivas, saudáveis, reconfortantes, calmantes, causando benefício geral.
A eficácia da prece está na dependência da renovação íntima de nós próprios, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, ligar-se a Deus.

TERCEIRO MOMENTO: 
a) DINÂMICA - DISCIPLINA E ORDEM

Dividir a turma em dois grupos, distribuindo a cada evangelizando um envelope onde estejam cartões com as letras isoladas das palavras DISCIPLINA E ORDEM.
1.      Pedir que organizem as letras procurando descobrir as palavras.
2.      Pedir que um elemento de cada grupo diga aos colegas a palavra descoberta.
3.      Orientar os grupos para que comentem as palavras descobertas, ou, falem o significado dessas palavras.
4.      Pedir que digam as conclusões dos grupos complementando-as quando necessário.

Escrever no quadro a seguinte frase:

"A ordem dos seus afazeres indica-lhe o grau de disciplina".
André Luiz- Do Livro: Espírito de Verdade - (Comentá-la com a colaboração da turma)

b) Explicação:  Orar e vigiar são importantes para nos proporcionar paz e forças nas lutas diárias, mas também há necessidade da ordem e da disciplina para alcançarmos a harmonia interior.

Mostrar figuras (separadamente) de locais desorganizados e locais organizados, como um quarto por exemplo. Refletir com as crianças sobre o que está se passando nas figuras. As reflexões devem levar a criança a perceber as escolhas que fazem com relação a hábitos, costumes e atitudes de cada um em casa, na escola e na sociedade em geral. Levar a criança a perceber através das gravuras, que tudo segue uma ordem e disciplina, começando na natureza; existentes nas leis que regem o Universo (o movimento da Terra, da lua, as estações do ano,...).

Trazer os conceitos de ordem e disciplina para a sociedade (perguntar a eles se existe ordem e disciplina na sociedade?).
Exemplos: o funcionamento dos ônibus (seu horário e trajeto), o funcionamento da escola (horários, limpeza, organização, professores preparados para cada disciplina, importância do intervalo), a rua e o bairro que moramos (limpeza e coleta de lixo, calçamento, esgoto encanado, água potável, energia elétrica).

A ordem e a disciplina facilitam nossas tarefas, evitam acidentes, aborrecimentos e fazem parte de nossos deveres.
- trazer o tema para os evangelizando: e para vocês, existe a disciplina e a ordem? Como?
- a ordem: acostumar a manter as próprias coisas em seu lugar, como roupa suja no cesto de lavar, brinquedos guardados após as brincadeiras, material da escola guardados depois da lição feita e estudada, toalha pendurada depois do banho,
- a disciplina: começar falando sobre o próprio ciclo do dia (24h) que nos indica o caminho a seguir e o volume de coisas a fazer, o mesmo horário de ir para a escola, ter um horário determinado para o estudo em casa (um pouco por dia), ter o horário para a diversão e as brincadeiras. E o nosso corpo, pede disciplina? Com certeza, pois temos os horários das refeições, do descanso, etc.
- e o papai e a mamãe têm disciplina?
- e qual o objetivo de ordem e disciplina para o homem e a sociedade? Progresso

É um desejo natural do homem, a evolução, que para ser atingida precisa que as duas palavrinhas andem juntas.

QUARTO MOMENTO:  Confecção do telefone DO AMOR.
Dizer aos evangelizando que não nos é possível realizar ligações normalmente com ele, que ele não faz ligações terrestres, com esse telefone só é possível realizar ligações com planos mais altos e seres de mundos mais elevados.
Material: cola lápis de cor, molde do telefone imprimido em papel A4 60 kg.
O evangelizador deverá ter trazido já o material para montagem do telefone preparado, ou seja, o molde já recortado.
Distribuir o material para o evangelizando propondo a montagem do seu próprio telefone.

QUINTO MOMENTO: Atividade – Quadrinhos para fixação do tema. 

PRECE FINAL

IMAGENS




TELEFONE DO AMOR




QUADRINHOS: A Prece






13 de outubro de 2013

Aula - Trabalhando a arte, vivenciando o Evangelho

Tema: Trabalhando a arte, vivenciando o Evangelho.

Objetivos: Realização de atividade dinâmica, movimento e ação. Atividade integrada, conduzindo a vivência do Evangelho e assim semeando com Jesus.

Referências – O Evangelho Segundo o Espiritismo: De acordo com o tema escolhido

TEMA: JESUS

PRIMEIRO MOMENTO: Aplicar a seguinte técnica de relaxamento e reflexão:

Pegadas na areia
"Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com Jesus, e através do céu, passavam cenas de minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era o meu e o outro era do Senhor. Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que, muitas vezes no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me e, então, perguntei ao Senhor:
- Senhor, tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, tu andarias sempre comigo em todo o caminho. No entanto, notei que durante as maiores tribulações do meu viver havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo por que nas horas em que eu mais necessitava de ti, tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de prova e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram meus pés. Foi exatamente aí que te carreguei nos braços!"
Material:
* Música suave de preferencial instrumental.
Como aplicar:
1)Coloque a música para tocar. Peça para as crianças que caminhem aleatoriamente pelo espaço.
2) Enquanto caminham, explique que estão dentro de um sonho. Cada um está andando na praia que você descreve, mas sem caracterizar muito o mar, o céu, a hora do dia.
3) Continue dizendo que, neste sonho, caminhamos ao lado de Deus. Narre a história como se cada um fosse o personagem.
4) Depois, o sonho acaba e vamos acordando. Todos podem bocejar e se espreguiçar, com o se tivessem acabado de acordar.
5) Diálogo: como cada um imagina Jesus? Como era a praia? Era dia ou noite?
6) Pergunte sobre a mensagem do texto: qual foi o significado, para cada um?
7) No diálogo explica que essa narração é para compreenderem que Jesus está sempre conosco protegendo e é nosso melhor amigo, que Ele nunca desampara, mas é preciso que o busquemos em prece, bons pensamentos, boas ações, com fé e esperança.

SEGUNDO MOMENTO: Hora de brincar trabalhando a arte

RECURSO DIDÁTICO - LIVRO EM E.V.A

Esta é uma das técnicas que pode ser utilizada para contar uma história. A história que utilizei para o tema do nosso momento arte foi: HANAH A menina que encontrou Jesus.

Material:
· folhas de E.V.A;
· cola para E.V.A;
· recortes de E.V.A diversos (flor, arvore, sol, lua, estrelas, animais, etc.)
· Texto e ilustrações da história.

Confecção:
1. Recortar o E.V.A 18 cm X 14 cm;
2. Colar na capa formando a paisagem desejada com os recortes de E.V.A;

3. Colar as ilustrações, o texto da história em ordem no formato de um livro na parte interior; 
4. contar a história, mostrando as gravuras uma a uma.








HISTÓRIA
 
HANAH
A menina que encontrou Jesus

Texto: Fátima Moura – edições CELD


Naqueles dias em Jerusalém, fazia muito calor. A multidão se acotovelava na feira. Os vendedores, com vozes desafinadas, anunciavam as suas mercadorias, fazendo de tudo aquilo, um circo muito barulhento.
Hanah, uma linda menininha de tranças negras como a noite, se dirigia ao mercado. Tirza, sua mãe, havia lhe pedido que fizesse compras na cidade.
As duas moravam num sítio que ficava bastante afastado de Jerusalém e sempre que precisavam de mantimentos, tinham que andar muitas horas até a feira mais próxima.
A menininha já estava acostumada a todo aquele movimento, mesmo  que para isso, tivesse que caminhar bastante, machucando muitas vezes os pezinhos pequeninos, com as alpercatas de couro cru que a mamãe Tirza costurava.
- Se tiver que ir sempre a cidade, mamãe, logo vou precisar de sandálias novas, dizia Hanah à Tirza, que sorria da ingenuidade da filha.



Mas, cada vez que a menina ia ao mercado, seu coração Zinho se acelerava, seus olhinhos ficavam cheios de admiração por todas aquelas tendas desbotadas, mas multicoloridas, que ficavam expostas ao sol e pelas frutas frescas e apetitosas, que até davam vontade de morder... Tudo isso era fascinante! Afinal, para uma criança que vivia nas cercanias da cidade, afastada de tudo, aquele era um grande espetáculo.

Hanah andava por entre as barracas, escolhendo o que precisava, quando um homem moreno de grandes bigodes enrolados, pôs-se a gritar:
- Olhem, é o Messias de Nazaré. Vão crucificá-lO, vão crucificá-lO!
- O Messias? Tem certeza disso, meu amigo? Retrucou um barrequeiro de olhos vivos, que vendia maças frescas e vermelhinhas.
- Sim; olhem lá a multidão. Já o estão levando...
- E para onde O estão levando? Perguntou Hanah curiosa...
- Olhe menina, estão levando-O até o Gólgota, lugar onde Ele irá perder o seu reinado.. E deu uma gargalhada tão horrível, que estremeceu o ar.
Hanah ficou com muito medo. Não era justo que zombasse assim daquele homem. Tirza já havia lhe falado de Jesus algumas vezes e ela sabia que Ele era um homem bom.


De repente, as pessoas que estavam na feira, começaram a seguir o cortejo e Hanah com passos incertos, juntou-se a multidão. Precisava saber que fim teria tudo aquilo.
Quando chegaram ao lugar, a menina conseguiu acomodar-se aos tropeções, entre um homem grande e ruivo e um velhinho de barbas brancas.
Tudo era muito estranho, mas ela esperou. Afinal, achou que gostaria de conhecer de perto, aquele homem de quem tanto falavam.
A multidão gritava. Uns, O chamamento de traidor, de falso Rei, enquanto outros O chamavam de “Meu Mestre”.
Tirza já lhe havia contado certa vez, que Ele fazia muitas curas. Quando falava, sua voz era doce como o mel. Quando contava histórias, seus olhos transmitiam as mais puras impressões.
Que poder teria aquele homem?
Que mistério existia para que Ele fosse ao mesmo tempo, tão amado e tão odiado?
Ela ainda estava pensando nisso, quando o Mestre surgiu, escoltado por muitos guardas.
Hanah se inquietou. Aquela figura não era exatamente a que ela esperava encontrar. Se o chamavam de Rei, porque Ele não estava vestido com belas roupas, com uma vistosa armadura como a dos soldados que o Empurravam contra a multidão? Não. O que ela viu, foi um homem simples, com uma túnica rasgada, que mal lhe cobria o corpo.


A menina ficou observando. O homem parecia muito triste; tão triste, que por um momento, teve a impressão de que chorava em silêncio.
Tentou com alguns empurrões chegar mais perto e quando conseguiu, pôde olhar fixamente para Ele. Ah! Sentiu um aperto tão grande no seu coraçãozinho infantil. Coitadinho de Jesus! Sozinho e humilhado na frente de todos.
Hanah não compreendia; não podia compreender. Olhou novamente aquele rosto e sentiu uma grande emoção. Jesus tinha um olhar tão piedoso... Era como se estivesse perdoando a todos aqueles que O condenavam injuriosamente.
Não conseguia desviar o olhar. Era uma figura simples e tinha uma expressão de paz.
Era um homem muito bonito. Bem, Hanah acou que era, apesar Dele estar bastante maltratado e quietinho. Fixou o olhar e teve a impressão de que de sua cabeça, saíam faíscas de luz.
Agora compreendia muito bem. Estava bastante assustada, mas sabia que tudo já estava decidido.
Os soldados deram gargalhadas. Depois, rasgaram suas roupas, colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça e O pregaram na cruz, enquanto gritavam:
- Vejam, este é o Rei dos Judeus! O que é que vocês acham disso?
Hananh ficou muito triste. Quis evitar as lágrimas, mas não conseguiu. Ninguém ligou pra ela e para o seu sofrimento. Foi aí que lembrou que precisava ir embora. Tirza já devia estar preocupada.


Começou a caminhar bem devagar. Ainda não conseguia acreditar. Ela ouvira dizer, que Jesus tinha muitos seguidores. Onde estavam? Onde estavam às pessoas que Ele havia curado? Ninguém se importou com Ele. Será que as pessoas grandes seriam capazes de compreender porque faziam aquilo com aquele homem? Então, era crime amar? Ouvira dizer também que Ele era muito carinhoso com as crianças. Que pena que ela não O tivesse conhecido num momento diferente daquele...
Hanah continuou se afastando; só que agora mais depressa. Queria sair correndo dali, fugir daquele lugar tão triste, que a sua cabecinha de criança se recusava a aceitar. Tirza havia lhe ensinado que o amor poderia despertar mais amor; que a verdade seria sempre reconhecida e respeitada em qualquer lugar. Então, por quê?


Apressou mais o passo. A única coisa que queria naquele momento era chegar logo em casa e atirar-se nos braços da mamãe Tirza, par que ela pudesse consolá-la.
As lágrimas caíam descontroladas. Os pés doíam. Sentia-se tão triste e tão cansada...
Por isso, achou que estava ficando doente, quando uma bonita luz formou-se a sua frente:
- O que é isso? Pensou com muito medo. O que será que está acontecendo?
- Hanan, por que choras? Perguntou uma voz suave.
A menininha ficou espantada. A sua frente, estava uma figura luminosa, que lhe sorria bondosamente.
- Como é possível? Eu nem posso acredita. Então, Ele sabe; sabe que todas as minhas lágrimas são por Ele?
- Hanah, vai em paz, respondeu a voz. Amo-te e te abençoo. Não quero as suas lágrimas; quero o seu amor.



Hanah soube então, que não devia ficar mais triste. De um momento para o outro, os seus sentimentos haviam se modificado. O que ela sentia era a mais pura alegria. Agora ela conhecia o valor daquelas palavras.
A menina correu mais. Os pés doíam, mas ela precisava chegar logo. Precisava contar a Tirza, o que havia acontecido.
Abriu a porta e jogo-se nos braços da mãe:
- Mamãe, mamãe, eu encontrei Jesus, agora sei que Ele vive...
- Sim, minha filha, respondeu Tirza emocionada. Jesus vive e viverá para sempre em nossos corações.

Ilustração: Simone Anastácio
* Obs.: As gravuras são desenhos meus para ilustrar essa história.

Encerramento com a prece final

30 de setembro de 2013

Aula – Meimei nossa amiga e protetora

Objetivo: - A criança deverá desenvolver um sentimento de segurança maior perante a Vida e sentir-se estimulada à prática do bem, pela certeza no amor de Deus, que nos concede a bênção de termos Espíritos Amigos a nos ampararem e inspirarem em Seu nome.
- A criança deverá ser capaz de caracterizar o que seja um Espírito Protetor, sentindo-se estimulada a nele confiar e a nele se ligar através da prece e dos bons pensamentos, que facilitam sua boa influência.

Incentivação Inicial: Iniciar um diálogo com as crianças, com perguntas, por exemplo: quem toma conta de vocês? Quando vocês estão tristes, quem os ajuda? Quando fazemos algo errado, quem nos chama a atenção? Quando nosso pai, mãe, avó, avo, tio, tia, etc. não está por perto, será que ninguém está nos olhando, nos protegendo?

Contar a historia

Era uma linda manhã de domingo. D. Adelaide e Nina estavam conversando na pracinha.
- Mamãe! Olhe só quantos patos!
- Estou vendo! E acho que pertencem a uma mesma família.
Os patinhos foram na direção da mãezinha que estava de asas abertas para recebê-los. Por que eles estão querendo ficar debaixo das asas da mamãe pata?
- Eles estão procurando proteção.
 - Os patinhos tem a mamãe pata. Eu e meu irmão temos você e o papai para nos protegerem!
- Isso mesmo! (um dos patinhos se afasta da família)
- O patinho está indo para longe da mãe. Vai ficar sem a proteção dela. Disse Nina.
- Neste lugar não há perigo porque muitos protegem o patinho: as crianças, o jardineiro, o guarda da pracinha...
- E eu, só tenho você e papai para me protegerem?
- Nina, você tem a proteção de Deus! Ele é nosso pai e nos ama muito.
- É mesmo! E como Deus Cuida de nós?
- Ele manda amigos bondosos que nos protegem. Nós não podemos ver, mas eles nos ajudam de muitas formas.
- Mamãe quem protege as crianças?
- Olha filha muitos amigos de Jesus. Mas tem uma moça em especial. O Nome dela é Meimei. Ela adora crianças e quando ela esteve encarnada ela não teve filhos, agora no plano espiritual ela é como uma mãezinha para todas as crianças.
- Todas as mamães? Sim! Mas principalmente daquelas que estão aprendendo o evangelho de Jesus.
- Novamente o patinho chamou a atenção de Nina. O patinho se afastava mais. De repente, caiu em um buraco. O patinho não conseguia sair!
- Quá!, quá! Quá (grita desesperado o patinho)
Nina se aproxima com cuidado, tira o patinho do buraco, colocando – o junto a família.
- Você agora fez como a tia Meimei, foi a protetora do patinho.
- Agora veja, a dona pata está indo embora com seus patinhos, acho que está na hora de irmos também.
- Sim mamãe! Hoje aprendi sobre a bondade de Deus e Jesus que nunca descuida de nós, nos protegendo o tempo todo.
Atividade:
Fazer um cartaz com os dizeres: as florzinhas de Jesus. Entregar uma flor para cada criança colorir e colocar seu nome. Depois colar todas meio fechadas no cartaz.

Cantar a musica
Eu sou uma florzinha de Jesus 
Eu abro a boquinha para cantar 
Fecho os olhinhos para orar 
Eu sou uma florzinha de Jesus 
















A Visão de Joaquina

Meimei

Psicografia Marilusa Moreira Vasconcelos
Editora Radhu


















Joaquina era uma jovem muito alegre, ativa e trabalhadeira.
Sabem por que ela era alegre?  Porque conhecia e tinha consigo um tesouro, o maior tesouro da Terra.
Este tesouro de Joaquina era tão valioso, que a fazia a mulher mais rica da Terra.
Podia haver um rei que possuísse coroas cravejadas de brilhantes, ou cofres cheios de ouro e pedras preciosas, que ele não seria mais rico que Joaquina.
Podia haver um negociante
que tivesse muitas fábricas e indústrias, onde milhares de trabalhadores ganhassem o pão
de cada dia, que este negociante, não seria mais rico que Joaquina.
Podia haver um fazendeiro, dono
de imensas terras e muita plantação e gado, que ele não seria mais rico que Joaquina.
Podia haver um homem que fosse dono de uma frota imensa de aviões, trens e caminhões, que ele não seria mais rico que Joaquina.
Um dia Joaquina ia por uma estrada cheia de sol. Ia feliz colhendo flores, quando encontrou um lindo menino
de nome Marcelo.
-Olá, Marcelo, bom-dia- disse ela.
-Bom-dia -disse Marcelo, que era muito educado e inteligente.
O menino olhou para ela curioso. Iam pela mesma estrada.
Joaquina tomou umas flores e deu a Marcelo.
-Para que quero flores?
-perguntou o menino que estava aborrecido com alguma coisa.
-Você não quer as flores, Marcelo? Está bem.
Continuaram andando. Adiante,  Joaquina tomou um lanche que levava, que era um bolo muito gostoso, e quis dar a Marcelo.
-Para que eu quero um bolo? Perguntou o menino que continuava aborrecido com alguma coisa.
-Você não quer o bolo Marcelo? Está bem.
Mais adiante, como estivesse ameaçando chuva, Joaquina e Marcelo viram uma cabana e foram se abrigar. Ela acendeu a lareira e falou:
-Quer ouvir uma estória, Marcelo?
-Para que eu quero uma estória? -perguntou o menino.
Nisto bateram à porta
e Joaquina foi atender.
Eram muitas crianças.
Elas entraram. Colocaram as flores no vaso, serviram-se do bolo que Joaquina trazia e pediram para ouvir estórias.
Joaquina contava todas as histórias que sabia.
O menorzinho dos meninos, um pretinho bem pretinho, com um lindo sorriso, chamado Francisco,
lhe perguntou:
-Joaquina, onde está o teu tesouro?
-Do que ele é feito? – Perguntou Soraia.
Ela, tomando o Guri no colo, respondeu:
-Meu tesouro é o Amor. Ele é feito de carinho, paciência e perdão. Ele é feito de ternura e trabalho
-Quem foi que deu o amor pra você? – Quis saber Vinicius.
-Quem me deu o Amor foi Jesus, Ele me ensinou que por mais rico que alguém possa ser, por mais inteligente, por mais querido, se este alguém não tiver Amor pelos outros será sempre muito pobre, um verdadeiro mendigo.
-E como você distribui o Amor de Jesus? Perguntou André.
-Nós distribuímos este amor de muitas formas, também em formato de estórias, como Jesus gostava de fazer. As estórias de Jesus chamavam parábolas.
-E para que serve estas estórias?-quis saber Alan.
-Enquanto as estórias são contadas, os anjinhos da guarda aproveitam para acender luzinhas dentro das crianças. Estas luzinhas podem ser de todas as cores, podem ser acesas no coração,
na cabeça, nas mãos,
no estômago, e nos
olhos e nos pés.
-O que acontece quando se acendem luzinhas no coração? –perguntou Jussara.
-Quando acesas no coração, a criança fica cada vez mais bondosa.
-E quando acendem luzinhas na cabeça? –perguntou Tiago, que parara de chorar, pois sempre queria a mamãe por perto.
-Quando acesas na cabeça,
a criança fica cada vez mais inteligente.
-E quando acendem luzinhas no estômago? –perguntou Fabiana.
-Quando acendem luzinhas no estômago a criança fica cada vez mais calma.
-E quando acendem luzinhas nos olhos? Perguntou curiosa Karina.
-Quando acende luzinha nos olhos a criança fica cada vez mais esperta.
-E quando acendem luzinhas nas mãos? – quiz saber Raquel.
-Quando acendem luzinhas nas mãos a criança fica cada vez mais estudiosa e trabalhadeira – respostou Joaquina.
-E quando acendem luzinhas nos pés? – perguntou Renata.
-Quando acendem luzinhas nos pés a criança fica cada vez mais forte.
-E para que servem estas luzinhas? -perguntou Flávia.
-Estas luzinhas servem para iluminar o caminho, quando chega a noite – falou Joaquina.
-Para iluminar o caminho à noite a gente usa as luzes das casas, dos postes, dos carros ou lanternas – falou Marcelo.
-Mas a noite que estamos falando, chama-se sofrimento, e para enfrentar esta noite é preciso ter pelo menos uma destas luzinhas acesas dentro de nós, Marcelo.
A chuva tinha passado e Joaquina ia continuar seu caminho e convidou as crianças:
-Vamos juntos?
-Que estrada é aquela? –Perguntou Juliana.
-Aquela é a Estrada da vida! Todos nós temos que seguir por ela, mas como tem muitos atalhos, às vezes as pessoas entram nos atalhos e se perdem, porque eles não levam a lugar nenhum.
-Quantos quilômetros ela tem? –perguntou Otávio.
-Ela não se mede por quilômetros, conta-se pelas horas, pelo tempo, pelos anos.
-Onde ela começa? – perguntou Mayra.
-Ela começa na cidade chamada berço, e termina quando encontramos a porteira da morte, que abre a fazenda do Mundo Espiritual.
-Você nos leva com você? –perguntou João.
-Podemos seguir juntos, pelo menos por um pedaço da estrada. E eu repartirei com vocês tudo de bom que tiver em meu tesouro.
-Mas e as outras crianças? Você não pode levar todas – inquiriu Estevão.
-Há muitas irmãs minhas pela estrada. As crianças que não vierem comigo irão com estas minhas irmãs, que também tem
o tesouro do Amor que Jesus
lhes deu.
-E este tesouro não acaba?
–foi a vez de Cristina falar.
-Este é um tesouro mágico, diferente. Quanto mais você tira dele mais ele aumenta. E nós deixaremos pedrinhas de valor pelo caminho para marcar a estrada certa. Vocês podem me ajudar a marcar a estrada?
-Eu ajudo – falou Rodolfo, que era o menor do grupo, ganhando até de Francisquinho e do Tiago.
-O que eu faço?
-Seja obediente para o papai e a mamãe. Aqui está a pedra da obediência. Ela é transparente como a água.
-Eu sou obediente redarguiu Nazira.
-Eu também – falou José.
-Eu também quero deixar marcas na estrada, como
o João e a Maria daquela estória que todo o mundo conhece – falou Isabela.
-Nunca se canse de aprender – disse Joaquina. –Esta é a pedrinha verde do esforço próprio.
Mauro gostou tanto da pedra que quis uma igual.
-Está bem –disse Joaquina, dando-lhe uma pedra turquesa.
-Que pedra é esta? –falou Antonio.
-É a pedra do respeito aos outros.
-E eu? –perguntaram ao mesmo tempo Carolina e Vitor.
-Vocês dois marcarão o caminho com estas pedrinhas vermelhas que representam o carinho que devemos dar a todas as criaturas.
-Mas deste jeito não vai sobrar pedra nenhuma para mim – falou Nazira.
-Você leva estas pepitas douradas.
-O que elas representam?
-Elas representam a alegria, que é o sorriso, a palavra boa, à confiança.
-E eu? –perguntou José.
-Você leva com você a pedra lilás da amizade. Sem amigos a estrada seria um deserto muito triste.
-E que pedrinha eu levo? –pediu Marcelo Antonio.
-Aqui para você temos a pedra prateada. Ela é feita toda feita de lágrimas e representa o perdão. Às vezes precisamos perdoar as pessoas, por que elas não nos entendem.
-E eu? Tem uma pedrinha para mim levar? –exclamou João Marcos.
-Você marcara o caminho com a pedra rósea do trabalho. Sem trabalho nada existe.
-Marcelo estava a um canto quieto e calado. Joaquina olhou para ele e pediu:
-Vamos, Marcelo. Para você guardei uma pedra muito valiosa, e gostaria que você a levasse consigo.
-Que pedra e essa? –quis saber o menino.
Ela tomou de si uma linda gema em forma de coração, feita com todas as cores do arco-iris e lhe mostrou: 
-Esta, meu querido, é a pedra da Esperança. Eu a venho guardando há muito tempo, para todos aqueles que mito amo, e gostaria partilhassem comigo do tesouro de Jesus.

Meimei


Nota: Joaquina representa todas as jovens, senhoras, intelectuais e espíritos que se dedicam a levar as crianças até o Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Procuremos ajudar, marcando também a estrada com algumas pedrinhas de valor.