23 de maio de 2013

Aula - O Argueiro e a Trave no Olho


OBJETIVOS: Perceber a necessidade de observar e corrigir nossos próprios defeitos para evoluirmos;
Valorizar a tolerância e a indulgência em relação às diferenças e defeitos alheios, calando as maledicências;
Perceber, na passagem da Mulher Adúltera, a necessidade do autoconhecimento e da compaixão para com o próximo;
Compreender que é a nossa própria consciência que nos julga, de acordo com a nossa evolução espiritual. Portanto, da mesma maneira que “medirmos” os outros, seremos “medidos”

ROTEIRO / CONTEÚDO:
Música e prece.

Iniciar a aula escrevendo no quadro alguns sinônimos, (palavra que tem quase a mesma significação que outra).

VAMOS LIGAR OS SINÔNIMOS:
 ARGUEIRO     GLUTÃO, COMILÃO
 TRAVE           ALEGRE, LIGEIRO, JOVIAL, RADIANTE
 LÉPIDO         CISCO, COISA MÍNIMA.
 GARGANTÃO  VIGA, TRONCO GROSSO
Agora que sabemos esses sinônimos, vamos desenhar um argueiro e uma trave, um ao lado do outro?
 Eu (ressaltando bem a diferença de tamanho entre um e outro),   faço no quadro e vocês fazem na folha
Como estamos vendo, uma trave é algo bem maior que um argueiro.  Um argueiro, por ser pequeno, pode até passar despercebido ou incomodar menos, é um cisquinho de nada. Já uma trave,não; ela é grande, serve para sustentar teto de casa, travessão de gol, etc...

·        Dentre os ensinamentos extraordinários, colocou este:

NÃO JULGUEM AS PESSOAS, PORQUE COM A MEDIDA QUE JULGAREM, TAMBÉM SERÃO JULGADOS. COMO ALGUÉM PODERÁ JULGAR UM IRMÃO, SEM ANTES OBSERVAR SE NÃO POSSUI EM SI MESMO O DEFEITO QUE APONTA NO OUTRO? COMO ALGUÉM PODERÁ DIZER A UMA PESSOA: - DEIXA-ME TIRAR O ARGUEIRO QUE ESTÁ NO SEU OLHO, SE ELA PRÓPRIA TEM UMA TRAVE NO SEU?  ( S. Mateus, cap. VII, vv. 1 e 2.)

O que Jesus quis dizer com essas palavras?
Que não devemos julgar as pessoas, ficar apontando erros dos outros, antes de verificarmos se também nós não possuímos aquele defeito, ou outros piores até!
Não devemos criticar os outros, porque geralmente não sabemos, de verdade, o motivo que leva alguém a agir de determinada maneira. Só Deus conhece a intimidade de cada um. Quando detectarmos uma falha em algo ou alguém, saibamos ajudar para que o problema se resolva, sem condenarmos ou criticarmos negativamente.
Para entendermos melhor vou contar uma história acontecida nos tempos de Jesus e que está narrada no evangelho.

A mulher adúltera

           Uma mulher foi surpreendida em adultério e isso representava uma grave ofensa que levaria a adúltera à pena de morte por apedrejamento. O marido que a denunciou gritava:
- Morte a adúltera!

Fig. 1 – As autoridades seguidas pela multidão, conduziram a pobre mulher até o templo onde Jesus se encontrava. Chegando lá perguntaram:
- Mestre, essa mulher foi surpreendida em adultério. Segundo a lei de Moisés, ela deve ser apedrejada. E tu mestre? O que dizes?
Jesus nada falou. Inclinou a cabeça e começou a escrever na areia. As autoridades, confusas, insistiram na pergunta. Jesus, olhou para a multidão e, fixando o olhar sobre o marido da mulher infeliz, disse:
- Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra!
E novamente voltou a escrever na areia. A multidão surpreendida com a resposta começou a se retirar. Primeiro os mais velhos, seguidos, depois, pelos mais novos.
            Então, Jesus virando – se para a mulher, perguntou:
- Onde estão os seus acusadores? Ninguém te condenou?
- Não, senhor! Ninguém! – respondeu ela.
- Nem eu, também, te condeno! Vá, e não tornes a pecar... – Disse – lhe Jesus.
A mulher lançou um olhar de gratidão a Jesus e se retirou feliz. Perdoou – se também!

Fig. 2 – Dizem que ela, depois desse episódio, renovou a vida. Procurou reparar o seu erro através de uma conduta reta, devotando – ao bem. Um dia, bateu – lhe a porta o esposo que, naquela ocasião, a conduziu ao apedrejamento. Profundamente arrependido, pediu - lhe perdão, pois a consciência lhe advertia que, também ele, tinha sido um mau companheiro e, por isso, não tinha o direito de julga – la.

Fig. 3 – A mulher lembrou – se de Jesus e, em seguida, abraçou fraternalmente aquele que tinha sido seu marido. No seu coração, não havia mágoas nem culpas. Em prece, agradeceu ao mestre pelo grande ensinamento do perdão.
( adaptação: S. João, cap. VIII, vv. 3 a 11)
O Cristo nos adverte: não podemos pretender tirar o argueiro dos olhos dos nossos irmãos, se temos em nossos olhos a trave que nos cega, dificultando-nos a caminhada. Que devemos ser tolerantes eindulgentes.
A Indulgência é o sentimento fraternal que necessitamos cultivar para com os nossos irmãos, evitando censurar, criticar, fazer observações chocantes e falar mal de quem quer que seja.
A pessoa indulgente não vê os defeitos dos outros, ou, se os observa, evita falar deles ou divulgá-los, a fim de que não se tornem conhecidos por outrem.         Devemos ser severos para conosco e indulgentes para com as fraquezas alheias, reconhecendo que todos nós temos inúmeros defeitos a corrigir e hábitos a modificar.
         A criatura indulgente demonstra sempre ser caridosa e fraterna, não compactua com o mal e busca sempre ver o lado positivo de tudo e as coisas boas do semelhante.
         A indulgência nos leva, quando preciso, a esclarecer a outrem sem magoar ou ferir e a compreender as deficiências de todos sem pruridos de falsa superioridade.

CONCLUSÃO:
A falta de indulgência ainda é no mundo, a característica dos seus habitantes. Geralmente habituamo-nos a ver o lado mal das coisas, esquecendo-nos de que todosnós somos portadores de imperfeições que precisamos exterminar.
O nosso dever básico deve ser o de vigiarmos a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios. Sejamos indulgentes, rogando perdão para os nossos erros e perdoando os que erram.

“Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.” (Jesus)
Se hoje não somos portadores de determinadas imperfeições já o fomos no passado, e ainda hoje a nossa caminhada evolutiva prossegue cheia de tropeços.
Sejamos indulgentes uns para com os outros, procurando silenciar ante as fraquezas de nossos irmãos, pois, se formos chamados ao testemunho de nossas obras, não saberemos ao certo, em que condições iremos nos apresentar.
O desenvolvimento do ser espiritual se processa em grande parte por meio da comunicação e podemos nos comunicar pelo pensamento, pelas palavras e gestos, pela escrita, etc.. A nossa comunicação revela o que somos intimamente. Sendo assim, é importante o autoconhecimento, como já vimos, para que nossas relações interpessoais e espirituais se deem de forma saudável. Quanto maior anoção e percepção que  tivermos, sobre essas emoções, maior será o nosso nível de consciência a nosso respeito. Isto significa autoconhecimento.

ATIVIDADE:Fazer um cartão para um amiguinho que te ofendeu e você conseguiu perdoar.

BIBLIOGRAFIA:
O Evangelho segundo o espiritismo, Allan Kardec. Cap. 10.






2 de maio de 2013

Aula - BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO



BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO


Tema: Deixai vir a mim as criancinhas                                                             


Objetivos:
  •  Estimular a compreensão dos evangelizando que quando Jesus diz: “Deixai vir a mim as criançinhas”, quer dizer: os humildes, puros de coração – esclarecer que a pureza do coração é algo a ser conquistado e praticado com esforços em ter e manter bons pensamentos e boas ações junto à vigilância dos pensamentos e da oração.
  •  Enfatizar que a pessoa bondosa é semeadora de felicidade, que sabe servir, compreender e ajudar. Aquele que é bondoso, cuida, ensina, consola, espalha alegria, fé e esperança por onde passa.
  •  Compreender que a bondade e a gentileza é fruto da fraternidade, que é oferecer ao próximo tudo aquilo que de melhor há em nosso íntimo;
  •  Esclarecer que a formação de bons hábitos é imprescindível para nossa reforma espiritual, e que devemos, portanto, buscar vivenciar a cada momento a bondade, gentileza, amizade, bons sentimentos, retirando de nosso convívio todo preconceito, seja de cor, raça, religião ou posição social.
Bibliografia: Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. 8; O Evangelho Seg. o Espiritismo para a Infância, de Maria Fernandes Leite; O Livro dos Espíritos Q.: 208, 383, 625.

Harmonização com musicas

Prece Inicial

Primeiro momento: Incentivar inicial

Vamos brincar de STOP? 
Distribuir uma folha de papel pra cada um com palavras positivas e negativas: Alegria, desânimo, amizade, preguiça, ajuda, educação, fé, doença, tristeza, fofoca, harmonia, prece, humildade, pureza, reclamação, qualidade, amor, respeito. E combinar com eles que a cada palavra eles escreverão o que vem à sua cabeça até que o evangelizador fale STOP. Estes significados ficarão guardados com cada um para servir de reflexão para a atividade de fixação.

Segundo momento: Entendendo o Evangelho:
Introduzir o tema da aula trazendo a pergunta sobre o Sermão da Montanha e falar sobre esta passagem, sua importância e focar nesta Bem Aventurança os “Puros de coração”, bem como seu significado (Aventurança, Pureza de coração etc.).
Expor no quadro a passagem “vinde a mim os pequeninos...” ( São Marcos, cap. X, v. de 13 a 16) e pedir ajuda para interpretá-la trazendo a leitura para nosso mundo hoje.
Instigá-los a participar com as perguntas:
- As crianças são puras?
- Jesus disse que o Reino dos Céus é para as crianças?
- O que é pureza?
- Como termos um coração puro?

Explicar o significado das palavras do trecho lido:
Criança: símbolo de pureza que nos traz a lembrança da nossa missão enquanto espírito nesta encarnação. Temos no corpo físico a fragilidade, meiguice e inocência que nos dão a oportunidade de aprender, se redimir, ser humilde enquanto “aprendizes da vida”; crianças no corpo, mas Espíritos com muitas vivências.

Reino dos Céus: atingir o mundo celestial. Temos que progredir bastante para sermos merecedores desta morada. Temos a eternidade para chegar lá; então é preciso começar agora porque o tempo passa muito rápido.
O Reino dos Céus representa o estado de paz interior e plenitude a que todos chegaremos quando formos puros de coração.

Pureza: ausência de maldade, de vícios. Um coração puro é isento de todo o mal.
Para facilitar a compreensão, fazer analogia com um copo sujo de barro, que colocamos embaixo de uma torneira de água limpa: o que acontece? O copo vai ficando limpo. E se ao mesmo tempo em que jogamos água limpa, jogamos também lodo?

Exemplo de pureza: Jesus Cristo. Obviamente estamos bastante distantes de atingirmos a perfeição, nobreza e pureza de sentimentos como o Amado Mestre; no entanto, todas as vezes que tivermos dúvidas, voltemos nossos pensamentos ao nosso anjo de guarda e perguntemos “se eu fosse Jesus, como agiria?”. Esta atitude pode evitar atitudes que possam causar tristeza, dor, egoísmo, arrependimento etc. Quem na nossa vida tem como exemplo de ter um coração puro, desejar e fazer o bem ao próximo, tolerar os erros do outro, ser amigo de verdade, perdoar?

Terceiro momento: Desenvolvimento da aula
Jesus disse: “Vinde a mim os pequeninos” porque Ele ama as crianças, e Seu coração é de uma criança pura em sentimentos.
Jesus dizia que queria que as pessoas adultas fossem como as crianças, e o que tem no coração de uma criança que faz com que Jesus recomende-a?
Em outro ensinamento de Jesus, numa passagem do evangelho, podemos entender que Ele quer nos dizer, foi quando recomendou a algumas pessoas da época em que viveu não se preocuparem tanto em limpar o exterior, mas sim o interior.
 Limpar o exterior é cuidar da higiene do corpo que aprenderam com seus pais: lavar as mãos, tomar banho, escovar os dentes, que é muito importante para a saúde do corpo físico; e também limpar o ambiente que se vive, seu quarto, lavar as roupas, sua casa.
Limpar o interior é fazer a higiene da alma. Na higiene da alma é preciso não ser agressivo, egoísta e orgulhoso, não falar mal dos amigos, provocando confusões, não ser irritado e impaciente, sendo deseducado e responder mal as pessoas e amigos, não desejar ser sempre o melhor e achar que tudo seu é melhor, não se achar mais esperto e inteligente, e não aceitar conselhos e ajuda dos mais experientes, não se desculpar quando preciso achando que é humilhante, guardar a mágoa no coração. Tudo isso são características de uma alma que não possui o coração puro ou limpo.
Aquele que pensa, mas não faz o mal, é como se tivesse feito o mal. Estes têm impurezas na alma, mesmo sem fazer, pois a intenção existe e pode levá-lo a fazer. Por isso devemos conter os pensamentos, e transformar pensamento e intenção em bons pensamentos e ações. Deve ser assim, se penso em brigar e discutir, por exemplo, eu procuro desculpar, perdoar e ser amigo do ofensor.
A verdadeira pureza, segundo Jesus ensinou, a pureza da alma, são daqueles que sabem desculpar e perdoar as ofensas recebidas, daqueles que não desejam guardar as coisas só para si e compartilha o que tem, confia que nunca vai lhes faltar, e por amor aos semelhantes sabe doar de si o afeto e o alimento do corpo. São aqueles que sabem que precisam aprender muitas coisas e não ficam orgulhosos do que sabem e da sua posição no mundo; que amam toda a criação de Deus e a respeita, os animais, as plantas; é aqueles que respeitam os pais, família, amigos e todos semelhantes independente de sua crença, pobre ou rico, feio ou bonito, inteligente ou ignorante. São aqueles que fazem da caridade, perdão e fraternidade parte de sua existência. Todas essas coisas são características de um coração puro e limpo.
A pureza do coração é algo a ser conquistado e praticado com esforços em ter e manter bons pensamentos e boas ações junto à vigilância dos pensamentos e da oração.
Jesus com esse ensinamento nos chama a fazermos a renovação de nossos sentimentos para nossa própria iluminação interior, baseados nas virtudes representadas simbolicamente nas crianças, ou seja, a simplicidade, humildade, espontaneidade e a sinceridade que a criança de bons sentimentos possui.
É imprescindível formar bons hábitos de pensamentos/sentimentos para nossa reforma espiritual, e devemos, portanto, buscar vivenciar a cada momento a bondade, gentileza, amizade, bons sentimentos, retirando de nosso convívio todo preconceito, seja de cor, raça, religião ou posição social, aceitando as pessoas com os seus defeitos, mas ajudando-as a melhorara também com o conhecimento do evangelho que já possuímos.
Jesus ensinava que a aparência exterior, isto é, a do corpo, é diferente da interior, a da alma. E devemos nos preocupar com a interior, pois dela depende nossa felicidade real nessa vida, nas próximas vidas e no mundo espiritual. Ninguém será mais bem recebido no plano espiritual ou não irá para planos superiores, porque foi rico ou muito importante na Terra. O lugar nos planos espirituais será de acordo com o bem a caridade e o amor que espalhamos sobre a Terra.  A maior riqueza e a pureza da alma vêm do amor que possuímos e doamos.

Quarto momento: Fixação: Cartão de dicas
Que tal agora fazermos uma reflexão sobre: Como eu deveria agir para ter um coração mais puro? Quais seriam as ações e pensamentos?
Que ações/pensamentos/sentimentos são como o lodo (impurezas) que sujam o copo?

Sugestão:
Levar em folha A4 com os dizeres: “Eu devo” e “Eu não Posso”.
Pedir para que cada um preencha sua folha, fazendo uma reflexão individual sobre si mesmo, pois nossas impurezas de coração variam em relação aos nossos colegas.

Reforçar com eles, que:
- “Eu devo” é aquilo que ainda não faço, mas deveria fazer, para purificar meu coração;
- “Eu não posso” é aquilo que ainda faço e que devo lutar para deixar de fazer (as impurezas do coração).
Pedir que vejam o que escreveram na brincadeira inicial do STOP, pois como disse Jesus, a boca fala do quem tem o coração. O que faz impuro o homem é o que sai pela boca...

Prece final


6 de abril de 2013

AULA - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS




Capitulo 5 - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

Objetivos: 
- Compreender que somente as provas bem suportadas podem nos conduzir ao Reino de Deus.                           - Identificar a fé “como o remédio do sofrimento, pois ela mostra sempre os horizontes do infinito.”                              - Valorizar a vida como oportunidade valiosa de evolução concedida por Nosso Pai Maior.                                          -Conscientizar o evangelizando da importância do otimismo e da confiança em Deus na certeza de que o Pai a nenhum dos seus filhos desampara por mais áspera que seja a crise e por maior que seja o sofrimento ou desilusão.                                                                                                                                                                                -Conscientizar o evangelizando da importância de observar seu próprio caminho, vigiando-se intimamente para bem utilizar o patrimônio que o Senhor lhe concedeu.

Prece inicial

Primeiro momento: LEVE NO CORAÇÃO

OBJETIVO: Perceber características de nossas emoções.

MATERIAL: Objetos leves e pesados diversos; Lousa ou quadro branco.

COMO APLICAR:

1- Dispor os objetos no chão ou sobre uma mesa, explicando as crianças que ali temos objetos leves e pesados e pedindo que aquelas que queiram venham experimentar levantá-los.

2- Divida a lousa em dois, escrevendo, de um lado, LEVE e, de outro, PESADO. Converse com as crianças sobre o que significam estas palavras para elas, e anote. Uma das características do leve é ser "fácil de carregar", enquanto o pesado é "difícil de carregar".

3- Pergunte se elas já perceberam que há sentimentos fáceis de carregar, e outros que parecem pesar em nosso coração, no nosso rosto, no nosso jeito de andar.

Como caminha uma pessoa que suportam problemas e dificuldades sem se revoltar, mas não se abate diante do sofrimento, esforça e trabalha no bem com amor, confia em Deus e em Jesus que todas as coisas têm propósitos e são para seu bem, tem coragem e determinação para enfrentar e superar as situações? (Tem sentimentos leves no coração, sente-se bem e caminha em paz e com tranqüilidade)

Como caminha uma pessoa que com problemas e dificuldade vive reclamando, lamentando, choramingando, revoltado, “culpa tudo e a todos, Deus e o mundo”, não luta e desanima, desconta a dor nos outros? (Tem sentimentos pesados, sente-se mal sempre e caminha angustiado e infeliz)

4- Peça sugestões sobre sentimento LEVE e PESADO anotando no quadro, e que fazer com sentimentos que pesam dentro de nós.

Sentimentos bons como amor, perdão, fé, coragem são leves; sentimentos maus como mal humor, revoltado, lamentando, desanimado são pesados.

Segundo momento: Desenvolvimento do tema. Expor imagens em pps de diversas dificuldades, extrema miséria, doenças, solidão, perda de entes queridos,etc.

Por que uns sofrem mais do que os outros?
Por que nascem uns em ambiente de extrema miséria sem oportunidade de uma vida digna e outros nascem na riqueza com todas as oportunidades nas mãos?
Por que uns se esforçam e nada conseguem, ao passo que para outros tudo sorri?
Por que sofrem criancinhas?
Sendo Deus Bom e Justo, por que as diferenças?

Tópicos para desenvolver:
Uma das grandes questões existenciais sempre foi nosso desejo em compreender o porquê do sofrimento. Pelo desconhecimento de suas causas, milhões de pessoas se revoltam, se desesperam, entram em depressão, vivem com medo e tantos outros sentimentos negativos.
Por estas palavras: Bem- aventurados os aflitos, porque serão consolados,
Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera aqueles que sofrem, e a resignação que faz abençoar o sofrimento como o prelúdio da cura.
Para se falar nas causas do sofrimento é necessário compreendermos algumas coisas, tais como:

A lei de ação e reação, onde todo efeito tem uma causa. Já estudamos que o Universo é regido por Leis Divinas, a Lei de ação e reação funciona assim: Todos os atos nossos praticados é seguido de uma conseqüência. Ato bom traz boas conseqüências. Ato mal traz más conseqüências. E a escolha é nossa, pois temos o livre-arbítrio para fazer escolhas, mas temos que aguentar as conseqüências do que fazemos. E as conseqüências de praticar o mal, é uma reencarnação dolorosa.
Se comer muito, pode adquirir doenças como diabete, pressão alta, etc.
Se for pessoa agressiva, irritada, intolerante pode afetar o corpo e adquirir doenças no coração.

Outra causa de sofrimentos nessa vida pode ser erros cometidos numa outra existência ou nessa mesma. Vamos lembrar que somos espíritos que vivemos muitas vidas e erramos muito, então a maioria de nossos sofrimentos foi causado anteriormente por nós mesmos, e estamos aqui apenas liquidando débitos passados, satisfazendo assim a justiça divina. Isso quer dizer que se sofremos é porque já muito erramos e essa causa de sofrimento pode estar na outra vida ou nessa mesma.
Concluímos que não existe sofrimento sem causa e também que todo sofrimento é uma prova, como um teste de resistência às nossas próprias fraquezas morais.

Vamos conversar agora sobre esse tema, Sofrimento e dor física e moral.

Todos os que sofrem é porque não usaram o seu livre-arbítrio para a prática do bem. Se fui muito rica em uma existência  humilhei e feri muitas pessoas, fui orgulhosa, egoísta  e materialista, não fiz bem algum, posso vir a reencarnar muito pobre e privada até do necessário.
Muitas vezes antes de reencarnar nós pedimos e escolhemos nossas provas, por isso é nosso dever aceitar com coragem, sem murmurar, todas as dificuldades e sofrimentos que a vida impõe.
O Sofrimento e a dificuldade podem ser de formas (seja físico, moral, intelectual ou social) como, por exemplo, moral e físico.
Os desafios (dificuldades) são provas que temos que passar, chega à nossa vida para auxiliar a nossa evolução ou para nos despertar para o caminho do bem por meio de dores físicas e morais.

Que são dores físicas e morais? Se refletirmos ou paramos para pensar vamos entender que eles têm uma razão de ser muito profunda.
O Sofrimento e a dificuldade são um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. O mal sempre está no que sentimos e como agimos em relação conosco e com o próximo.
O nosso processo de crescimento espiritual está associado à dor e ao sofrimento.

Quando temos um problema físico que fazemos? Procuramos um médico e ele poderá pedir exames e nos receitar remédios. E se acontece ser uma doença demorada que sentimos muito mal e tomamos muitos remédios, poderemos sofrer um pouco, não é verdade?
Mas, se for uma dor moral, ou seja, dor da alma, aquela causado por sentimentos de tristeza, angústia, mágoa, aflição, falta de fé, incredulidade, etc., poderemos sofrer muito também.

Então podemos sofrer de dois jeitos com dor no corpo e dor na alma. A dor no corpo que surge por ferimentos ou doenças é curada com medicamentos, tratamentos mudanças de hábitos muitas das vezes.

E se a dor for moral? Aquelas dores causadas por tristeza, mágoa, doenças, por mortes de pessoas queridas ou pode ser também provocadas por nós mesmos por nossos sentimentos e ações negativas; sentimentos de rancor, raiva, vingança, mentira que se refletem no corpo provocando doenças físicas. Como podemos curar? (Com o esforço de melhorar, transformar nosso sentimento)

Existe também o sofrimento causado por pobreza extrema, que é uma grande provação quando as pessoas são privadas materialmente até do básico, ou seja, não tem o que comer nem vestir, não conseguem estudar, ter um emprego estável.

Cada existência é planejada, com antecedência, no Mundo Espiritual, antes da reencarnação. A duração da existência, saúde, doenças mais sérias, riqueza, pobreza fazem parte do planejamento. E todos os espíritos reencarnam com o objetivo de progredir, de só fazer o bem e de resgatar as dívidas contraídas em outras existências. Ninguém vem a T erra para fazer o mal.

Depois de reencarnados, os espíritos conservam o livre- arbítrio. Podem desviar-se dos rumos traçados no Mundo
Espiritual, abandonar os planos de trabalhar pelo próprio aperfeiçoamento e desviar- se para o caminho do mal. Os espíritos mais imperfeitos (que ainda não adquiriram virtudes fortes em seu coração) correm maior risco de cometer tais desvios, enquanto os que já conquistaram certas virtudes costumam cumprir os planos traçados antes da reencarnação.
Deus não intervém no livre arbítrio, para que possamos crescer com nossos erros e acertos, mas sempre nos amparando, pois todos nós temos destino futuro certo que é a perfeição.
Existe um BEM sofrer e MAL sofrer. Mas como pode ser isso?
Se me acontece que eu passe por situações que me façam sofrer e ficar reclamando, lamentando, choramingando, revoltar, “culpar tudo e a todos, Deus e o mundo”, não lutar e desanimar, descontando a dor nos outros... É uma forma de sofrer, mas é uma forma má de sofrer, e se assim agirmos sofreremos mais, e não fazendo os outros que amamos e convivemos sofrer também.
Aquele que sofre BEM é resignado, Suporta problemas e dificuldades sem se revoltar, mas não se abate diante do sofrimento, esforça e trabalha no bem com amor, confia em Deus e em Jesus que todas as coisas têm propósitos e são para seu bem, tem coragem e determinação para enfrentar e superar as situações; é otimista que coisas boas o aguardam;

O homem pode suavizar ou agravar a amargura de suas dificuldades pela maneira de encarar a vida terrena.

Alonga o sofrimento quando murmuram; os que não têm paciência nas aflições; os que falam contra a pobreza em que vivem; os que não se contentam com o que possuem; os que usam a riqueza apenas para a satisfação de seus caprichos; os que usam da força apenas para oprimir os fracos; todos esses não sabem cumprir suas provas nem suportar suas expiações, estes sofrem mal ou não sabem sofrer.

Encurta o sofrimento quando aceita as aflições sem ódio, mágoa ou revolta, ainda que chorem por desabafo, este é o bem sofrer. É preciso ter coragem para enfrentar os problemas quaisquer que eles sejam, pois, na realidade, são conseqüências de nossas atitudes menos felizes nas vidas passadas, ou então são necessárias á nossa própria evolução. Somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus ou a paz, a tranqüilidade, a felicidade. Ninguém recebe uma prova ou expiação superior suas forças, as provas na Terra são justas, pois Deus é justo e bom.

Podemos, então, concluir que:
a) se sofremos é porque, por ignorância ou rebeldia, ficamos em débito com a Lei Divina, seja nesta ou em anteriores vidas;
b) Fomos criados para a felicidade completa, no entanto, só a conheceremos quando formos perfeitos; e para que isso ocorra necessitamos das várias e sucessivas experiências encarnatórias, através das quais vamos nos depurando, vamos reajustando o espírito, reajuste este que se dá por meio das provas, expiações sofrimentos e dores e pela forma pela qual os vivenciamos.

Quando Jesus disse: Bem-Aventurados os aflitos, pois deles é o reino dos Céus:
Não se referia que é bom sofrer ou ser aflito, que as pessoas que sofrem conquistam o reino do céu, mas sim, COMO você passa pelas situações a que é desafiado com coragem, fé e resignação, sem desânimo.

As provas têm o objetivo de exercitar a inteligência, a paciência e a resignação. Lembrem-se tudo que vivemos são possibilidades de crescimento pessoal. 

Segundo momento:  DINÂMICA: O QUE VOCÊ SENTE? 

Objetivo: Fazer o evangelizando descobrir que uma vida futura de felicidade depende da construção de um mundo interior onde as virtudes reinem e comandem nossas ações.
Material: Cartela, lápis

Desenvolvimento: O evangelizador entregará a cada evangelizando uma cartela e um lápis. Em seguida explicará que esses irão escutar três histórias diferentes e que deverão marcar em cada quadro o sentimento quem têm ao ouvir as músicas.
(contar duas situação de revolta e irresignação, outra de fé e coragem. No final, dizer que a situação podia ser diferente e contá-la novamente, mas positivamente)
No final pedir os evangelizando para lerem suas respostas e conversar com eles os seguintes pontos: Será que todos nós temos os mesmos sentimentos e reações em situações difíceis? Revolta, lamentação, pessimismo, desânimo é solução para os problemas? Quais sentimentos deveriam ter em situações como 1? 2? e 3 ?

Reflexão: Estamos construindo a cada nova existência nossa felicidade, mas para que isso seja possível, precisamos ter vontade de nos transformar, fé, coragem e perseverança nas dificuldades e de buscar na prática das virtudes as respostas para superar nossas dificuldades. Que possamos lembrar que o nosso futuro é resultado do nosso presente, desse modo, construamos mais momentos de alegria e paz para conseguir encontrar a felicidade que tanto desejamos.

Concluindo: Perguntá-los a história poderia ser diferente se entre os personagens da história houvesse FÉ, CORAGEM, OTIMISMO, RESIGNAÇÃO?

A seguir, contar a história com os mesmos personagens, porém estes enfrentando as situações com fé, coragem, otimismo e resignação.


Prece Final


Situações 

HISTÓRIA DE ALBERT
Albert vivia na extrema pobreza com fome e sem educação com sua família ou pais e seis irmãos. Comiam uma vez por dia, não tinha como estudar, conseguiu apenas a fazer o 1º grau.
Não tinha fé e nem crença em Deus, vivia revoltado, pedia até esmola e às vezes roubava os distraídos. Não estudou não tinha condição e por achar difícil trabalhar e estudar. Um dia fumou maconha e gostou acabando viciando, foi preso varias vezes e um dia teve problema de saúde grave e ficou com um lado do corpo paralisado vivendo infeliz e  revoltado à custa de caridade dos outros.

A história de Albert poderia ser diferente?
Albert vivia na extrema pobreza, com fome e sem educação com sua família ou pais e seis irmãos. Comiam uma vez por dia, não tinha como estudar, conseguiu apenas a fazer o 1º grau, mas mesmo assim procurou estudar. Estava determinado a fazer tudo o que pudesse para receber algum tipo de educação. Sempre que podia ia a uma pequeníssima biblioteca da sua localidade, lia livros de ciências, especialmente de biologia e mesmo não entendendo muitas vezes os idiomas de alguns livros, via os diagramas e as fotos para aprender as palavras ao redor delas.
Lutou e trabalhou desde os 8 anos fazendo qualquer tipo de serviço, rapazinho trabalhava o dia todo e estudava a noite passando no vestibular de medicina com as melhores notas em faculdade gratuita. Mesmo assim passou fome e nem tinha o que vestir para pagar os livros, mas venceu e formou-se. Hoje em dia é um médico que cuida de sua família e dos doentes mesmo que não possam pagar por consultas e ainda compra remédios para os mais pobres.  Caridoso, fraterno e humilde foi o que Albert se tornou, mesmo diante das grandes dificuldades não se abateu.

HISTÓRIA DE TONY

Era uma vez uma linda criança, ele se chamava Tony e vivia pelas ruas da cidade, morava de baixou de uma ponte ele não conheceu seus pais. Não tinha que comer, ninguém o ajudava não davam nem esmola para ele pensando que era um ladrão de rua, quando conseguia o que comer era os restos de comidas que tirava das latas de lixo do restaurante.
Um dia, como ninguém estava ajudando decidiu roubar, e desde esse dia não parou. Era preso e apanhava, quando o soltavam voltava a roubar, assim cresceu e tornou-se mau e bandido até um dia ir para prisão. Passou metade de sua vida lá.

A história de Tony poderia ser diferente?
Era uma vez uma linda criança, ele se chamava Tony e vivia pelas ruas da cidade, morava de baixou de uma ponte ele não conheceu seus pais. Não tinha que comer, ninguém o ajudava não davam nem esmola para ele pensando que era um ladrão de rua, quando conseguia o que comer era os restos de comidas que tirava das latas de lixo do restaurante.  
Ele acreditava em Deus e tinha fé. Um dia, tomou uma decisão em vez de pegar os alimentos da lata de lixo do restaurante pediu para trabalhar em troca de comida, e conseguiu, mas após o serviço ainda não tinha onde dormir e dormia debaixo de uma ponte. Tony era muito simpático e alegre e conquistou amizades de clientes do restaurante.
 Até que um dia um simpático casal conheceu o menino e sua história e decidiram adotá-lo.
Anos depois adulto, estudou formando-se em assistência social e procurava nas ruas os meninos de ruas e os ajudavam a encontrar emprego, escola, família ou abrigo que os encaminhassem nos caminhos do bem.

HISTÓRIA DE FERNANDA
Fernanda era muito doente desde que nasceu, tinha leucemia. Fraquinha, por causa da doença, não brincava como as outras crianças.  Chorava revoltada e dizia que não acreditava em Deus porque Ele era injusto. Nada queria fazer, não brincava e não estudava e seus pais tristes não a forçavam.
Adulta não trabalhava porque se dizia sempre incapaz pela doença que a acometia. Era triste, pessimista e queixosa. Cresceu dependente dos outros e não se esforçava em nada. Vivia da compaixão da família muito infeliz.

A história de Tony poderia ser diferente?
Fernanda era muito doente desde que nasceu, tinha leucemia. Fraquinha, por causa da doença, não brincava como as outras crianças. Sua família era muito pobre e tinha mais duas irmãs. Todas as noites ao lado de sua mãe rezavam e agradecia a Deus por sua vida mesmo que não compreendesse o porquê o Senhor deu-lhe um corpo tão doente.
Era alegra, gentil e carinhosa, procurava ajudar no que podia em casa e os amigos, confiava que Deus reservava  para ela algo especial e não se desanimava.
Ela cresceu com a doença não limitando sua vontade, e com apoio de amigos e seus pais estudou música e se dedicou a ela. Tornou-se uma pianista muito talentosa e feliz.

* Histórias fictícias, criadas para as crianças compreenderem como a forma de enfrentar as dificuldades de sentir e agir pode mudar as pessoas e suas existências.

**************************
“Quem tem Fé, tem Força.
O fardo mais pesado se faz leve.
Pode plasmar muitas realizações e anseios da alma.”

“A Fé precede as realizações.”

“Fé é energia, força que move a alma.
Utilizando-se de semelhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas do do caminho da evolução, levar fardos pesados”

“Todas as operações da existência se desenvolvem, sob algum modo, sob a energia da fé.”

“ A fé Conduz o pensamento em força, coragem e perseverança.”

Fragmentos da lição 6 (FÉ) do livro: Pensamento e Vida, Francisco C. Xavier/Emmanuel