11 de fevereiro de 2012

Dinâmica de Aula - Desenho Revelado – Tema: As três Revelações

*Desenho modificado.

O evangelizador, em casa, escreverá em folha de cartolina branca (três), usando giz de cera branco, a palavra REVELAÇÃO, e abaixo LEI de JUSTIÇA, LEI de AMOR, LEI de VERDADE, com letras bem grossas.

Preparará, também, um pouco de tinta guache em cor viva, mais muito rala; e um pincel.
Ao iniciar a aula, mostrará às crianças a cartolina, perguntando-lhes se podem ler o que está ali escrito.
Como elas terão dificuldade para fazê-lo, dizer-lhes que irá revelar, ou seja, tornar claro, fazer aparecer as palavras ali grafadas.

Pincelará, então, a palavra Revelação com a tinta guache sobre o cartaz; o papel ficará
colorido e as letras, como não “pegam” a tinta, aparecerão em branco.

Não revelar as três Leis, por enquanto, apenas fazê-lo a medida que expor o tema, ou, as revelações.

Comentar, rapidamente, antes de iniciar a exposição que revelar significa tornar visível, fazer aparecer, tornar claro, e que o estudo do dia versará sobre algumas revelações importantes para nosso progresso espiritual.

3 de fevereiro de 2012

Aula - A Presença Divina

OBJETIVO:

- Identificar a presença de Deus em nossa vida: na natureza, nas pessoas e em nós mesmos.

- Diferenciar leis humanas e leis divinas: caráter transitório e caráter permanente.

- Reconhecer a paternidade divina: Deus – Nosso Pai, portanto, somos todos irmãos.

- Identificar e reconhecer a oração como meio imediato de nossa comunhão com o Pai Celestial – A oração “Pai Nosso”

BIBLIOGRAFIA: Evangelho Seg. o Espiritismo para Infância, de Maria Helena Fernandes Leite; Evangelho Seg. o Espiritismo para Infância e juventude, vol. 1 – Allan Kardec; Pai Nosso, de Meimei / F.C.Xavier; 52 Lições de Catecismo Espírita; site: WWW.searadomestre.com.br.

HARMONIZAÇÃO COM MÚSICAS

PRECE INICIAL

PRIMEIRO MOMENTO:

Incentivação inicial: Técnica de relaxamento e reflexão - Desenho.

Escrever no quadro a palavra DEUS, em letras bem grandes. Pedir que as crianças a leiam, e a repitam vagarosamente, algumas vezes. Depois solicitar que fechem os olhos e pensem em Deus (música suave ao fundo), durante um minuto (que será marcado pelo evangelizador). A um sinal sonoro abrirão os olhos e receberão uma folha em branca na qual desenharão (apenas com lápis preto) alguma coisa que as faça lembrar-se de Deus, ou que está associado a Ele.

Após dez minutos o evangelizador recolherá os desenhos como estiverem, colocando em cada um o nome do respectivo dono.

SEGUNDO MOMENTO:

Iniciar a aula mostrando como o Universo é grande (figura de uma galáxia). Dizer que há bilhões de galáxias como a Via-Lactea, cada uma com bilhões de estrelas como o nosso sol, que por sua vez tem planetas orbitando em volta.



Fazer várias perguntas aos evangelizando, com relação ao tema a ser estudado e anotar as respostas no quadro.
Sugestões de perguntas:
* Deus é nosso Pai. Por que dizemos que Ele é nosso pai? Porque Ele nos criou. Lembrar que somos Espíritos criados por Deus e estamos reencarnados em um corpo material para evoluir. Através de nossos pais recebemos o corpo material (corpo físico).
* Coisas que Deus criou: sol, natureza, seres humanos, animais.
* Pegar novamente a gravura da galáxia e da flor, perguntar quem criou tudo isso. Seria possível ser criado pelo ser humano? Por quê?



* Alguém já viu Deus? Perguntar como podemos saber – ter certeza - de que Deus existe, se não podemos enxergá-Lo? Também não podemos ver o vento, mas podemos senti-lo. Podemos sentir Deus e Seu amor, através da sua obra (flores, plantas, estrelas, sol, mar, animais).

Deus se revela na sua criação: os seres humanos, a natureza. O homem não poderia fazer o sol, a lua, as estrelas, os oceanos, os animais, planetas. Podemos sentir Deus nas vibrações de seu infinito amor. Deus ama a todos os seus filhos igualmente.

Deus tudo pode, tudo vê, tudo sabe. Ele criou todo o Universo (o universo não é obra do acaso). Deus está presente em nossa vida também através de seus mensageiros, como o nosso anjo da guarda. A bondade de Deus está presente através de suas leis de amor, perdão e evolução.

TERCEIRO MOMENTO: Colocar sobe a mesa copinhos com água doce e salgada, e convidá-los que provem sem nada dizer do sabor, depois comentar:

Se a gente pegar dois copos d’água, um com água e açúcar, e outro com água e sal, como poderemos saber qual deles está doce e qual está salgado? Os dois estão iguais, pois a água não tem cor, e quando misturada com o açúcar ou o sal, não muda em nada. Mesmo não vendo o açúcar ou o sal, nós sabemos que eles estão lá. A única maneira de sabermos qual deles está com açúcar e qual está com sal, é sentindo o gosto da água.

Com Deus é a mesma coisa, mesmo não o vendo, sabemos que Ele existe... É só sentir.

Mas como podemos sentir Deus? Basta vocês olharem na janelinha do seu quarto... Olhem para o Céu, vocês estão vendo algum passarinho voando, ou uma borboleta, ou uma flor no jardim, ou mesmo o Sol, ou a Lua? Quem poderia criar coisas tão belas?

Será que algum homem tem uma inteligência tão sábia e criou essas coisas? Ora, já vimos que nem uma flor ele consegue fazer como a de verdade! Imagina se ele faria o Sol ou a Lua!

Se não foi o homem, tem que ter sido alguma coisa, e esta tem que ser muito sábia para criar tudo isso, com tanta beleza e tanta harmonia.

O que criou tudo isso? DEUS.

QUARTO MOMENTO:

Deus criou todas as coisas, inclusive as leis que mostram como as coisas funcionam.

Há leis para as coisas materiais. E há leis para coisas espirituais.

As Leis que Deus criou são chamadas Lei Divina ou Natural elas indicam o que se deve e o que não se deve fazer, servem para que a gente não se esqueça de que devemos sempre viver buscando fazer as coisas boas e certas, pois só assim faremos com que a nossa vida e a vida das outras pessoas sejam tranqüilas e felizes.
A lei Divina é eterna e Imutável ou nunca muda porque é perfeita, conservam-se firmes e constantes, elas sempre vão existir como Deus sempre existirá.

A lei dos homens mudam se alteram e acabam.

Todas as coisas da Natureza são leis divinas porque Deus é o autor de todas as coisas.

Temos como exemplos de leis humanas e Divinas:

· LEIS HUMANAS – As leis de transito – Vermelho – Pare; Amarelo – Atenção e Verde – Seguir,organizam nossa vida em sociedade ao transitarmos pelas ruas. Mas, se transgredirmos as leis de trânsito o que acontece?As leis são boas? Servem para tornar nossas vidas melhores ou piores?

As leis dos homens mudam porque são imperfeitas. Valem por um certo tempo.

Constituição do Brasil
Constituição do Estado
Constituição do Município
Regulamento da Escola.


· LEIS DE DEUS – São as leis de amor e caridade: Devemos sempre ajudar nosso próximo – “Amar ao próximo como a nós mesmos” – fazer ao próximo o que você deseja para você (colar gravura e a frase); lei de livre arbítrio (somos livres para fazer nossas escolhas); lei de causa e efeito (todas nossas atitudes retornam para nós), lei da reencarnação, etc.

As leis de Deus não mudam porque são perfeitas.


QUINTO MOMENTO:

1 - Quem conhece a oração do Pai Nosso?
2 - Que outros nomes possui esta oração? (Oração Dominical ou Oração do Senhor, porque os discípulos chamavam Jesus de Dominus - Senhor em latim)
3 - Quem ensinou esta prece?
4 - A quem é dirigida esta oração?

Nós não podemos ver Deus, com os olhos, mas podemos senti-lo e sabemos da sua existência através dos mares, das estrelas e tudo o que está na natureza criada por Ele. E para Senti-lo e nos comunicar com Ele é por meio da Oração. A oração é o meio de estarmos em contato com o Pai Celestial. Quando rezamos conversamos com Deus. Conversar com Deus é conversar com alguém que ama-nos muito e que sempre vai nos ouvir com carinho nossas rogativas. O Pai Celestial houve todas nossas preces e nos dá tudo o que precisamos.

Quem nos ensinou a rezar o Pai Nosso foi Jesus, e Ele iniciou dizendo assim:

- Pai Nosso, que estais nos céus...

O Mestre queria dizer-nos que Deus, acima de tudo, é nosso Pai.

Criador dos homens, das estrelas e das flores.

E sendo Criador de todos e de tudo, Ele é Pai de todos nós, portanto somos todos irmãos e fomos criados todos iguais, sem sabermos nada para que assim evoluíssemos pelos nossos próprios méritos.

Nenhum de nós foi criado mais inteligente ou bom por nosso Pai Celeste. Para Ele, todos somos filhos queridos e abençoados. Jesus com essa afirmativa quis também nos explicar que somos no mundo uma só família e que, por isso, sendo todos nós irmãos, temos o dever de ajudar-nos uns aos outros.

Se sentirmos Deus como Nosso Pai, reconheceremos que os nossos irmãos se encontram em toda parte e estaremos dispostos a ajudá-los, a fim de sermos ajudados um dia, mais cedo ou mais tarde.

SEXTO MOMENTO:

Desenvolvimento: Narração Contar história

EXISTÊNCIA DE DEUS (Do livro "Pai Nosso", de Meimei / F.C.Xavier)

SÉTIMO MOMENTO:

Material didático: Papel colorido, lápis de cor, canetinha, cola colorida.

Fixação: Desenho, pintura.

1. Depois repetindo a técnica da incentivação inicial, ou seja, pedir que fechem os olhos pensem em Deus, enquanto isso colocar música suave, porém, na incentivação final o evangelizador lê um pequeno texto do livro "Pai Nosso", de Meimei / F.C.Xavier em voz baixa.

2. Depois devolver às crianças as folhas com os desenhos que fizeram na Incentivação inicial para que completem e pintem ou façam colagem.

3. Os pequeninos deverão ser incentivados a mostrar no desenho uma maneira pela qual reconhecem o amor e a inteligência divina.

PRECE FINAL


27 de janeiro de 2012

Mães Más



MÃES MÁS

O texto abaixo foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objetivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os alunos da sala de aula para que entregassem à seus pais. A única condição solicitada pelo mesmo, foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura.

O Referido texto foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

- "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos à toda hora (ligava no nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:

- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como ela foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Para meditação: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Provérbios 22:6

10 de dezembro de 2011

Dinâmica - Dar de Si

DINÂMICA – DAR DE SI

Vamos fazer uma atividade legal baseado naquilo que aprendemos (Aula - A coragem da fé)? O que você pode dar de si para os irmãos que estão distantes das verdades cristãs?

DAR DE SI

Tipo de atividade: Reflexiva/Escrita

Objetivo: Descobrir a importância das dádivas do coração.

Material: folha com imagens diferentes e questão para refletirem e responderem, lápis.

Como Aplicar:

1. Formar duplas;

2. Ponha os evangelizando a uma distância em que possam falar sem que ouçam as outras duplas;

3. Distribua as folhas da atividade;

4. Explique que vai ser dado um tempo, e que neste tempo cada dupla deverá observar a imagem e reflitam, escrevendo na folha, que poderiam dar de si, ou, como poderiam orientar aquela criança segundo o que aprenderam na doutrina e no evangelho durante as aulas de evangelização.

5. Dar um tempo (segundo a necessidade da turma) e, ao final do mesmo, cada dupla vai apresentar a turma a situação e o que foi oferecido segundo o evangelho. Se os demais da turma desejarem apresentar outras abordagens para o tema, deixarem que exponham trocando entre si conhecimentos evangélicos.

Questões:

Segundo os ensinos da doutrina espírita e do evangelho de Jesus, reflita e responda:


1. Como você instruiria esta criança que fuma e distribui cigarros aos seus colegas?


2. Como você instruiria essa criança que não compartilha os brinquedos com seus irmãos?

3. Como você instruiria as crianças que zombam de seu colega por que faz uma prece?



4. Como você instruiria a criança que desobedeceu aos pais e saiu para rua para brincar?


5. Como você instruiria a criança que acusa o colega?

6. Como você instruiria a criança que mente para os pais?


7. Como você instruiria a criança que agride seu colega?


8. Como você instruiria a criança que provoca briga com o colega?

9. Como você instruiria a criança que teve o brinquedo quebrado por seu irmão?




10. Como você instruiria as crianças que estão tumultuando a aula?

© Em situações que pede auxílio da palavra esclarecida pela luz do evangelho, não se detenha, não tenha vergonha de agir; fale da maneira cristã de agir.

© Fale aos amigos que só seremos felizes e viveremos em paz harmonia e amor se vivenciarmos os ensinamentos de Jesus.

Aula - A Coragem da Fé



A coragem da Fé

CAPÍTULO DO EVANGELHO: 24. NÃO PONHAIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE

Tópicos:

· CARREGAR A CRUZ. QUEM QUISER SALVAR A VIDA

· O SAL DA TERRA

Objetivos: - Explicar aos evangelizando que não devemos ter vergonha em demonstrar a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus, pois este caminho nos auxilia e fortalece, lembrando que cada um de nós é um tempero que faz a diferença na vida de cada pessoa.

- Esclarecer que em diversas ocasiões do nosso dia-a-dia precisamos mostrar confiança em Deus para nos guiarmos inclusive nos momentos difíceis, pois necessitamos carregar nossa própria cruz, com aceitação e perseverança, em busca que estamos de nossa evolução espiritual.

- Mostrar às crianças que precisamos ter coragem para levarmos a ação do Evangelho para dentro de nós, para nossas vidas, alicerce de luz que nos sustenta e ampara.

- É preciso coragem para assumir que somos cristãos (Espíritas) perante a sociedade, não esquecendo acima de tudo do respeito que precisamos ter para com as opções diferentes dos nossos irmãos que estão a caminho conosco na jornada terrena.

- Levar as crianças a refletir: O que é ser Espírita em nosso dia a dia.

Bibliografia: E.S.E cap.24; Evang. Seg. Espiritismo para Infância, Maria F. Leite; 52 Lições de Catecismo Espírita; Evang. Seg. Espiritismo para infância e juventude, vol. 2, Allan Kardec.

Primeiro momento:

Jesus, às vezes, falava de um jeito simples, por meio de pequenas histórias que as pessoas pudessem entender. Esse jeito são as parábolas. Ele assim falava porque naquela época as pessoas não estavam bem preparadas espiritualmente.

Jesus não falava todas as verdades porque ficaria para o futuro. Para quando os homens estivessem mais preparados, mas o amor e a conduta que um homem de bem deveria ter, Ele falou e deu muitos exemplos.

Ele não pode ensinar e nem falar tudo naquela época porque as pessoas não tinham evolução espiritual necessária e não iriam compreender e então deixou para o momento certo trazer as verdades. E coube a doutrina espírita trazer algumas das verdades como a sobrevivência do espírito após a morte e a reencarnação que Jesus não falou claramente naquela época, deixou quando estivermos mais evoluídos para saber mais da vida espiritual. Pois seria como colocar uma criança no jardim de infância na 5ª série, ela não entenderia nada; tudo vem a seu tempo.

Quando desencarnou prometeu deixar um Consolador, lembram? Aí veio o espiritismo através de Allan Kardec e a mediunidade. Para que os que são bons se fortaleçam no bem e os que têm vícios se corrijam.

Mas, os espíritas conhecedores de verdades enviadas por Jesus têm grandes responsabilidades com essas revelações que foram trazidas. Será que devemos guardar todo conhecimento dela para nós mesmos? Será que Jesus as revelou apenas para consolar e esclarecer só nosso coração ou de alguns poucos?

Jesus que é muito sábio disse alertando futuramente aos apóstolos de seu evangelho de forma alegórica explicando o que devemos fazer com o conhecimento espiritual que ele deixou e com as verdades do Consolador com essa expressão: "Não se deve pôr a candeia debaixo do alqueire, mas sobre o candeeiro, a fim de que todos os que entrem a possam ver.", ou “Ninguém acende uma lamparina para cobri-la com um vaso”.

Quis Ele ensinar que não se coloca uma luz embaixo do móvel, porque ela não vai iluminar. Quer dizer também que se temos conhecimentos do evangelho devemos ensinar o que sabemos para aqueles que não têm a luz do evangelho, do amor no coração.

“Como não se acende uma luz senão para dissipar a escuridão e iluminar o ambiente, do mesmo modo aquele que possui o conhecimento das leis divinas não deve guardá-lo para si, mas divulgá-lo através da palavra para o maior número possível de criaturas e, sobretudo, do exemplo.”

Não espalhar os conhecimentos espirituais é esconder egoisticamente a luz que poderia beneficiar a muitos.

Isto que dizer também que não devemos ter vergonha das palavras de falar sobre as coisas que Jesus ensinou não temer se seus amigos achem você chato e zombem de você.

Temos de ser fiel a nossa fé, ter coragem e lutar por aquilo que acreditamos.

Isso significa a coragem da fé! Quem tem fé, já possui alguma luz.

Portanto, não por a candeia (lamparina) debaixo do alqueire (móvel), é isto, espalhar a luz.

E como colocar em prática no dia-a-dia?

© Se você tem um amiguinho que briga muito, que é rancoroso egoísta fale pra ele sobre as coisas que você conhece e aprende na evangelização; fale pra ele que Jesus ensinou que devemos perdoar compartilhar e ser pacíficos, ser bons uns com os outros, pois todos precisamos da compreensão e bondade dos outros.

© Em situações que pede auxílio da palavra esclarecida pela luz do evangelho, não se detenha, não tenha vergonha de agir; fale da maneira cristã de agir.

© Não tenha vergonha de fazer oração na frente dos outros, por exemplo, no momento da refeição;

© Fale aos amigos que só seremos felizes e viveremos em paz harmonia e amor se vivenciarmos os ensinamentos de Jesus.

Não devemos ter vergonha em demonstrar a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus, pois este caminho nos auxilia e fortalece, lembrando que somo o sal da terra, ou seja, cada um de nós é um tempero que faz a diferença na vida de cada pessoa.

É preciso coragem para assumir que somos cristãos (Espíritas) perante a sociedade, não esquecendo acima de tudo do respeito que precisamos ter para com as opções diferentes dos nossos irmãos que estão a caminho conosco na jornada terrena.

O que é ser espírita? Espírita é toda pessoa que vive de acordo com os ensinamentos da doutrina espírita. Seu primeiro dever é melhorar a si mesmo, e o segundo é auxiliar o progresso de seus irmãos ou em seu adiantamento moral e espiritual. O dever do espírita é instruir e para ensinar é preciso primeiro aprender e para aprender é preciso estudar, colocando em prática tudo que aprende.

Precisamos ter coragem para levarmos a ação do Evangelho para dentro de nós, para nossas vidas, alicerce de luz que nos sustenta e ampara.

É importante observar que precisamos ensinar as verdades a todos, mas não vamos insistir com aqueles que Jesus chamava de “gentios”, isto é, aqueles que são materialistas e zombam das coisas espirituais. Todos nós temos o momento de despertamento para a verdade cristã, respeitemos esse tempo nos outros. Para esses não insistamos, prece, carinho pelo companheiro e silêncio é melhor remédio.

Temos de ter a compreensão cristã para as dificuldades e defeitos dos outros, pois todos temos nossos sofrimentos. Como uma cruz, devemos carregá-las. Para isso devemos ter fé. Acreditar na vida eterna do espírito e na felicidade que poderemos alcançar, se formos bons. Portanto, não devemos reclamar do sofrimento. Devemos abençoá-la, pois ele tem o poder de nos fazer amadurecer.

Segundo momento: Vamos fazer uma atividade legal baseado naquilo que aprendemos? O que você pode dar de si para os irmãos que estão distantes das verdades cristãs?

DAR DE SI

Tipo de atividade: Reflexiva/Escrita

Objetivo: Descobrir a importância das dádivas do coração.

Material: folha com imagens diferentes e questão para refletirem e responderem, lápis. (As imagens e questões estão no arquivo do blog de dezembro de 2011)

Como Aplicar:

1. Formar duplas;

2. Ponha os evangelizando a uma distância em que possam falar sem que ouçam as outras duplas;

3. Distribua as folhas da atividade;

4. Explique que vai ser dado um tempo, e que neste tempo cada dupla deverá observar a imagem e reflitam, escrevendo na folha, que poderiam dar de si, ou, como poderiam orientar aquela criança segundo o que aprenderam na doutrina e no evangelho durante as aulas de evangelização.

5. Dar um tempo (segundo a necessidade da turma) e, ao final do mesmo, cada dupla vai apresentar a turma a situação e o que foi oferecido segundo o evangelho. Se os demais da turma desejarem apresentar outras abordagens para o tema, deixarem que exponham trocando entre si conhecimentos evangélicos.

PRECE FINAL

"Ah! compreendo agora que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não se escandalizar com as suas fraquezas, em edificar-se com os mais pequenos atos de virtude que se lhes vir praticar; mas compreendi, sobretudo, que a caridade não deve ficar encerrada no fundo do coração:«Ninguém, disse Jesus, acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas coloca-a sobre o candelabro para alumiar todos os que estão em casa». Creio que essa luz representa a caridade, que deve iluminar e alegrar, não só os que são mais queridos, mas todos aqueles que estão em casa, sem excluir ninguém."


(Santa Teresinha do Menino Jesus)

30 de novembro de 2011

Em Torno da Prece

No Templo do Socorro, o Ministro Clarêncio comentava a importância

da prece, e nós o ouvíamos com a maior atenção.

— Todo desejo — dizia — é fonte de poder. A árvore que cresce fabricando o fruto é um ser que quis multiplicar-se.

— Mas todo pedido precisa de alguém que escute - disse um dos companheiros. — Quem teria respondido aos pedidos desta árvore?

O orientador respondeu tranqüilo:

— A Lei de Deus manifesta-se em tudo e em todos, através dos trabalhadores no bem. No caso da árvore, o Sol a sustentou, dando-lhe recursos para alcançar os objetivos que queria atingir.

E continuou:

— Em nome de Deus, as criaturas atendem às criaturas. Assim como na eletricidade existem os transformadores de energia para o aproveitamento da força, temos também, em todo o universo, os transformadores da bênção, do socorro, e do esclarecimento.

As correntes centrais da vida partem de Deus e descem ate nós de maneira infinita. Da luz suprema à treva total, temos o fluxo do sopro de Deus, através de milhões de espíritos do bem que modificam a energia divina no lugar em que se encontram. Cada degrau da vida está lotado de milhões de criaturas espirituais.

O caminho da evolução espiritual é muito longo!

A prece, qualquer que ela seja, é uma ação que provoca uma a reação! Conforme a natureza da prece, ela fica parada onde foi feita ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou demorada, dependendo do que foi pedido.

Desejos bobos podem ser atendidos por espíritos inferiores!



Desejos mais nobres são respondidos pelos espíritos mais evoluídos.

— Cada prece então se caracteriza pela sua FORÇA, e nos estamos cercados por espíritos capazes de ouvir nossos pedidos, como uma central receptora!

A humanidade está em todo o universo. Cada espírito, quando vai se aperfeiçoando, vai se harmonizando com Deus e com a LEI DIVINA!

Quanto mais se eleva, maior é seu poder de ajudar a humanidade

respondendo aos seus pedidos em nome de Deus, que nos criou a todos para o Infinito Amor e para a Infinita Sabedoria...

O irmão Hilário perguntou:

—E quando a pessoa quer fazer o mal?- E Clarencio respondeu:

— Quando alguém tem o desejo de fazer o mal está chamando

forças inferiores e atraindo forças do mal, e se responsabilizará por isso.

Através dos desejos infelizes de nossa alma, muitas vezes descemos às

vibrações do ódio ou do vício e, assim, é fácil cairmos no poço da maldade, que está ligado a espíritos inferiores.

Todos os nossos desejos movimentam energias para o bem ou

para o mal. Por isso mesmo, a direção deles é da nossa responsabilidade.

Analisemos com cuidado a nossa escolha, em qualquer problema ou situação do caminho que devemos percorrer, porque o nosso pensamento voará, atraindo e formando a resposta que desejamos.

Em qualquer época, a vida responde de acordo com os nossos pedidos Seremos devedores da vida pelo que tivermos recebido.

— Estejamos certos, porém, de que o mal é sempre um círculo fechado. Os espíritos que estão dentro deste círculo podem demorar muito ou pouco a descobrirem o caminho do bem, dependendo da sua vontade (livre-arbítrio) de agir fazendo o bem ou fazendo o mal.

O mal reage sobre aqueles que o praticam, ajudando-os a entender a

importância e a imortalidade do bem, que é o fundamento da Lei de DEUS.

Todos somos donos de nossas criações e, ao mesmo tempo, somos

escravos delas. Pedimos e recebemos, mas pagaremos por tudo que pedirmos. A responsabilidade é um principio divino e ninguém poderá fugir dela.

Adaptado do livro “Entre a Terra e o Céu” – André Luiz – Psicografado por Chico Xavier.