18 de maio de 2017

Aula - Honrar Pai e Mãe

PLANO DE AULA



HONRAR PAI E MÃE

“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá." - Êxodo - Capítulo 20:1

"Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falsos testemunhos; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe.” - Lucas 18:20; Mateus 19:18-19
        
 Objetivos da aula: Levar o evangelizando a compreender a importância dos pais ou daqueles que tem responsabilidades sobre eles. Que devem amá-los respeitá-los e ter gratidão para com eles durante toda a vida, cumprindo o mandamento cristão do amor ao próximo.
Abordagens: Honrar pai e mãe; Dia das Mães.

Bibliografia: Conteúdo programático da UEM; 52 lições de Catecismo Espírita; O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 14, Itens 1 a 4; O Consolador - Questões 190 e 191, Espírito Emmanuel/ Chico Xavier.
Harmonização com música

         Prece inicial

         Primeiro momento: Nos primeiros momentos introduzir o tema com perguntas propiciando momentos de reflexão através uma conversa fraterna.

         * Que se comemora no segundo domingo de maio?

         * Que sua mãe representa pra você?

         * Como é o seu relacionamento com sua mãe? Explique.
*Qual importância ela tem na sua vida?

         * Como você gostaria que sua mãe fosse ou agisse com você, e por quê?
* Você tem deveres com seus pais? Quais são?

         Segundo momento: Desenvolvimento do Tema.
Os Espíritos superiores transmitiram a Moisés os dez mandamentos, um chamado para que “Honremos nosso pai e a nossa mãe”, que lembra aos filhos o dever de gratidão para com aqueles que o receberam na Terra, até que tivessem condições de dirigir a própria vida.
Segundo o dicionário, a palavra ''Honrar'' significa: reverenciar, tratar com respeito, reconhecer o seu valor.
Portanto o 5º mandamento é um “chamado” de Deus para o cumprimento de nosso mais alto dever de amor ao próximo, ou seja, cumprindo nosso dever para com eles,
AMANDO-OS
RESPEITANDO-OS
SENDO PACIENTE, AMÁVEL E TOLERANTE COM ELES NA VELHICE
CUIDANDO DELES COM AMOR, CARINHO QUANDO VELHINHOS
SER GRATOS ETERNAMENTE PELO QUE FIZERAM POR NÓS
AJUDÁ-LOS SEMPRE QUE NECESSITAREM
NUNCA DEIXÁ-LOS DESAMPARADOS
* Pode-se pedir as crianças que citem seus deveres com os pais e escrever a relação no quadro.
Honrar a nossos pais é uma consequência da lei geral de caridade e de amor ao próximo, porque não se pode amar o próximo sem amar seu pai e mãe; mas a palavra honrai encerra um dever a mais a seu respeito: da piedade filial. Portanto, é respeitá-los; é obedecê-los; é socorrê-los nas necessidades; é proporcionar-lhes repouso na velhice; é cerca-los de carinho e cuidados como fizeram conosco quando éramos pequeninos. Tudo o que a caridade manda para com o próximo.
Esse dever se estende naturalmente às pessoas que fazem as vezes de pai e de mãe, pois também possuem todo o mérito.
Pensemos na dívida de gratidão que devemos a nossos pais: de quantos perigos eles nos livraram; que esforços eles ainda fazem para que possamos progredir. Para chegarmos a ser o que somos, quantas noites mal dormidas, quantos dias de sacrifícios, quanto trabalho eles tiveram.
Entretanto, existem alguns pais que não cumprem os seus deveres, ou seja, não são para os filhos o que deviam ser; mas é Deus que compete puni-los e não os seus filhos.  Os filhos não devem censurá-los, pois a lei da caridade manda que se pague o mal com o bem, que não se diga mal do próximo e perdoe os seus erros. Os filhos devem tomar como regra de conduta para com seus pais todos os ensinamentos trazidos por Jesus.  
Assim considerando, os filhos devem aos pais, mesmo quando estes não conseguem cumprir o seu compromisso, gratidão e respeito pela oportunidade abençoada do renascimento no corpo físico, no lar de que necessitam para evoluir.
Ninguém se vincula por laços parentescos a uma família sem justas razões, o acaso não existe nas obras da Criação. Um Espírito pode escolher nascer na família daquele com quem brigou em vidas anteriores, com objetivo de se reconciliar com ele.
A nossa mãe antes de nosso nascimento já aprendeu a nos amar. E qual seja nossa idade, ela é sempre dedicada a nós.
O dia das mães é uma homenagem prestada a sociedade a mulher mais importante em nossa vida, e compete ao espírito lembrar que nossa homenagem não pode se traduzir por presentes e lembranças materiais mas, acima de tudo, envolve-las com o carinho, respeito e gratidão. Lembremo-nos de que, todos os dias do ano é dia das abençoado por tê-la em nossa vida.
Pelas mães devemos guardar somente o amor a nós dedicado e as boas coisas que vivemos juntos, esquecendo os mal-entendidos. Apesar de algumas vezes não entendermos ou concordarmos com certas atitudes de nossas mães ou pais, elas certamente visam o bem de seus filhos. Além disso, as mães também são Espíritos em evolução e erram (tentando acertar) e merecem o perdão de seus filhos, assim como os perdoam, pois os filhos também erram.
Perguntas para fixação:
1. O que devemos fazer para honrarmos os nossos pais?
2. Qual é a dívida que devemos a nossos pais?
3. O que nossos pais fizeram e fazem por nós?
4. Qual é a obrigação material que devemos ter para com os nossos pais quando estiverem velhos?
5. Como demonstramos a nossos pais o amor que lhes consagramos?
6. Quais ensinamentos devem ser utilizados como regra de conduta para com os pais?
7. Estamos reunidos numa mesma família por acaso?
8. Você se imagina como pai ou mãe, e o que acham que isso vai significar na sua vida? (Renúncia, madrugadas em claro, mas também muitas alegrias).

        Quarto momento - atividade: Colocar à disposição das crianças papéis coloridos, cartolina e EVA para que façam uma lembrança para oferecer as mães. De preferência levar modelos prontos para que escolham e façam de sua preferência.

         Prece de encerramento

MODELOS DE CARTÕES



Imagens retiradas da internet

Aula - Anália Franco, o anjo da caridade

PLANO DE AULA


Anália Franco, o Anjo da Caridade

Abordagens: Caridade, Abnegação

Bibliografia: Os Grandes Vultos do Espiritismo, Paulo Alves Godoy.

HARMONIZAÇÃO

PRECE INICIAL

PRIMEIRO MOMENTO:

Qual o significado da palavra: Abnegação? Segundo o dicionário, abnegação é a ação caracterizada pelo desprendimento e altruísmo, superação das tendências egoísticas; dedicação extrema; altruísmo.
Trata-se do sacrifício que alguém faz de sua deliberada vontade, dos seus interesses. Em geral, esse sacrifício tem lugar por motivos religiosos ou por altruísmo.
A abnegação é um dos aspectos fundamentais do bom cristão. É a pessoa que não faz sempre aquilo que quer, pensa em si, mas pelo contrário, renuncia a si mesmo e aos seus interesses pessoais em favor do próximo.
A abnegação implica disciplina e saber controlar os desejos, os sentimentos, as paixões e os pensamentos. Implica em lutar contra o egoísmo. O objetivo é dar em vez de ter.
O Maior exemplo de Abnegação é Jesus Cristo, mas há outros como, Madre Teresa, Francisco de Assis, Irmã Dulce, Meimei, Chico Xavier, Irmã Scheilla, Anália Franco, e muitos outros exemplos de inúmeras virtudes.
Hoje vamos conhecer o trabalho pessoal de uma mulher abnegada, em favor dos necessitados, um anjo da caridade que passou na Terra. Seu nome: Anália Emília Franco ou simplesmente, Anália Franco.
Vamos conhecer a solidariedade, o amor ao próximo, a caridade vivida por essa nossa irmã especial. Ela, um exemplo de quem realmente amou seu próximo, e que ficará gravado no íntimo de cada um de vocês.
Antes de iniciarmos, falemos sobre a história de Anália Franco. Alguém sabe o que é uma biografia?  Biografia é a história de vida de uma pessoa. Em geral, são feitas biografias de figuras públicas e reconhecidas mundialmente, como políticos, escritores, cientistas, esportistas, artistas, ou de pessoas que deram uma contribuição importante para o mundo.

SEGUNDO MOMENTO: Contar a história de Anália Franco.

Biografia Anália Franco
Nascida na cidade de Resende, Estado do Rio de Janeiro, no dia 1º de fevereiro de 1856, e desencarnada em S. Paulo, no dia 13 de janeiro de 1919.

Seu nome de solteira era Anália Emília Franco. Após consorciar-se em matrimônio com Francisco Antônio Bastos, seu nome passou a ser Anália Franco Bastos, entretanto, é mais conhecida por Anália Franco.
Com 16 anos de idade entrou num Concurso de Câmara dessa cidade e logrou aprovação para exercer o cargo de professora primária. Trabalhou como assistente de sua própria mãe durante algum tempo. Anteriormente a 1875 diplomou-se Normalista, em S. Paulo.
Foi após a Lei do Ventre Livre que sua verdadeira vocação se exteriorizou: a vocação literária. Já era por esse tempo notável como literata, jornalista e poetisa, entretanto, chegou ao seu conhecimento que os nascituros de escravas estavam previamente destinados à “Roda” da Santa Casa de Misericórdia. Já perambulavam, mendicantes, pelas estradas e pelas ruas, os negrinhos expulsos das fazendas por impróprios para o trabalho.
Não eram, como até então “negociáveis”, com seus pais e os adquirentes de cativos davam preferência às escravas que não tinham filhos no ventre.
Anália escreveu, apelando para as mulheres fazendeiras. Trocou seu cargo na Capital de São Paulo por outro no Interior, a fim de socorrer as criancinhas necessitadas. Num bairro duma cidade do norte do Estado de S. Paulo conseguiu uma casa para instalar uma escola primária. Uma fazendeira rica lhe cedeu a casa escolar com uma condição, que foi frontalmente repelida por Anália: não deveria haver promiscuidade de crianças brancas e negras. Diante dessa condição humilhante foi recusada a gratuidade do uso da casa, passando a pagar um aluguel. A fazendeira guardou ressentimento à altivez da professora, porém, naquele local Anália inaugurou a sua primeira e original “Casa Maternal”. Começou a receber todas as crianças que lhe batiam à porta, levadas por parentes ou apanhadas nas moitas e desvios dos caminhos. A fazendeira, abusando do prestígio político do marido, vendo que a sua casa, embora alugada, se transformara num albergue de negrinhos, resolveu acabar com aquele “escândalo” em sua fazenda.
Promoveu diligências junto ao coronel e este conseguiu facilmente a remoção da professora. Anália foi para a cidade e alugou uma casa velha, pagando de seu bolso o aluguel correspondente à metade do seu ordenado.
Como o restante era insuficiente para a alimentação das crianças, não trepidou em ir, pessoalmente, pedir esmolas para a meninada. Partiu de manhã, à pé, levando consigo o grupinho escuro que ela chamava, em seus escritos, de “meus alunos sem mães”. Numa folha local anunciou que, ao lado da escola pública, havia um pequeno “abrigo” para as crianças desamparadas. A fama, nem sempre favorável da novel professora, encheu a cidade. A curiosidade popular tomou-se de espanto, num domingo de festa religiosa. Ela apareceu nas ruas com seus “alunos sem mães”, em bando precatório. Moça e magra, modesta e altiva, aquela impressionante figura de mulher, que mendigava para filhos de escravas, tornou-se o escândalo do dia. Era uma mulher perigosa, na opinião de muitos. Seu afastamento da cidade principiou a ser objeto de consideração em rodas políticas, nas farmácias. Mas rugiu a seu favor um grupo de abolicionistas e republicanos, contra o grande grupo de católicos, escravocratas e monarquistas.
Com o decorrer do tempo, deixando algumas escolas maternais no Interior, veio para S. Paulo. Aqui entrou brilhantemente para o grupo abolicionista e republicano. Sua missão, porém, não era política. Sua preocupação maior era com as crianças desamparadas, o que a levou a fundar uma revista própria, intitulada “Álbum das Meninas”, cujo primeiro número veio a lume a 30 de abril de 1898. O artigo de fundo tinha o título “Às mães e educadoras”. Seu prestígio no seio do professorado já era grande quando surgiram a abolição da escravatura e a República. O advento dessa nova era encontrou Anália com dois grandes colégios gratuitos para meninas e meninos. E logo que as leis o permitiram, ela, secundada por vinte senhoras amigas, fundou o instituto educacional que se denominou “Associação Feminina Beneficente e Instrutiva”, no dia 17 de novembro de 1901, com sede no Largo do Arouche, em S. Paulo.
Em seguida criou várias “Escolas Maternais” e “Escolas Elementares”, instalando, com inauguração solene a 25 de janeiro de 1902, o “Liceu Feminino”, que tinha por finalidade instruir e preparar professoras para a direção daquelas escolas, com o curso de dois anos para as professoras de “Escolas Maternais” e de três anos para as “Escolas Elementares”.
Anália Franco publicou numerosos folhetos e opúsculos referentes aos cursos ministrados em suas escolas, tratados especiais sobre a infância, nos quais as professoras encontraram meios de desenvolver as faculdades afetivas e morais das crianças, instruindo-as ao mesmo tempo. O seu opúsculo “O Novo Manual Educativo”, era dividido em três partes: Infância, Adolescência e Juventude.
Em 1º de dezembro de 1903, passou a publicar “A Voz Maternal”, revista mensal com a apreciável tiragem de 6.000 exemplares, impressos em oficinas próprias.
A Associação Feminina mantinha um Bazar na rua do Rosário nº 18, em S. Paulo, para a venda dos artefatos das suas oficinas, e uma sucursal desse estabelecimento na Ladeira do Piques nº 23.
Anália Franco mantinha Escolas Reunidas na Capital e Escolas Isoladas no Interior, Escolas Maternais, Creches na Capital e no Interior do Estado, Bibliotecas anexas às escolas, Escolas Profissionais, Arte Tipográfica, Curso de Escrituração Mercantil, Prática de Enfermagem e Arte Dentária, Línguas (francês, italiano, inglês e alemão); Música, Desenho, Pintura, Pedagogia, Costura, Bordados, Flores artificiais e Chapéus, num total de 37 instituições.
Era romancista, escritora, teatróloga e poetisa. Escreveu uma infinidade de livretos para a educação das crianças e para as Escolas, os quais são dignos de serem adotados nas Escolas públicas.
Era espírita fervorosa, revelando sempre inusitado interesse pelas coisas atinentes à Doutrina Espírita.
Produziu a sua vasta cultura três ótimos romances: “A Égide Materna”, “A Filha do Artista”, e “A Filha Adotiva”. Foi autora de numerosas peças teatrais, de diálogos e de várias estrofes, destacando-se “Hino a Deus”, “Hino a Ana Nery”, “Minha Terra”, “Hino a Jesus” e outros.
Em 1911 conseguiu, sem qualquer recurso financeiro, adquirir a “Chácara Paraíso”. Eram 75 alqueires de terra, parte em matas e capoeiras e o restante ocupado com benfeitorias diversas, entre as quais um velho solar, ocupado durante longos anos por uma das mais notáveis figuras da História do Brasil: Diogo Antônio Feijó.
Nessa chácara fundou Anália Franco a “Colônia Regeneradora D. Romualdo”, aproveitando o casarão, a estrebaria e a antiga senzala, internando ali sob direção feminina, os garotos mais aptos para a Lavoura, a horticultura e outras atividades agropastoris, recolhendo ainda moças desviadas, conseguindo assim regenerar centenas de mulheres.
A vasta sementeira de Anália Franco consistiu em setenta e uma Escolas, 2 albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãs, uma Banda Musical Feminina, 1 orquestra, 1 Grupo Dramático, além de oficinas para manufatura de chapéus, flores artificiais, etc., em 24 cidades do Interior e da Capital.
Sua desencarnação ocorreu precisamente quando havia tomado a deliberação de ir ao Rio de Janeiro fundar mais uma instituição, ideia essa concretizada posteriormente pelo seu esposo, que ali fundou o “Asilo Anália Franco”.
A obra de Anália Franco foi, incontestavelmente, uma das mais salientes e meritórias da História do Espiritismo.
TERCEIRO MOMENTO: Atividade: Distribuir os quadrinhos com a história de Anália Franco, e ensiná-los a fazer a capa de papel cartão, montando a seguir uma revistinha.

PRECE FINAL

HQ – ANÁLIA FRANCO