16 de agosto de 2017

Aula - Prudência

PLANO DE AULA

Prudência


"De maneira que andem na prudência dos justos."
(Lucas: capítulo 1º, versículo 17.)
"Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos, sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas." (Mateus, 10:16)

Bibliografia: LE Q. 864 e item 872; ESE cap. XXVII item 12; “Convites da Vida”, Divaldo Franco / Joanna de Angelis, Capítulo 43; 52 Lições de Catecismo Espírita, Eliseu Rigonatti, 36ª lição.

Objetivo: Ante as situações da vida tenhamos prudência.

Harmonização com músicas e Prece Inicial

PRIMEIRO MOMENTO:

Dinâmica: Entrando numa Fria

Objetivo: Refletir sobre a prudência, a imprudência e suas consequências.

Material: Pedras de gelo, copos descartáveis.

Procedimento:

– Organizem os alunos em círculo.
– Peçam para que os alunos relatem situações que aconteceram com eles que envolvam a prudência ou a imprudência.
Quando o relato exemplificar a prudência, todos devem bater palmas.
Quando o relato exemplificar a imprudência, todos devem falar: “Entrou numa fria!” e ganhará um copo descartável com gelo.
Falem o que significa a expressão “entrar numa fria”: confusão, encrenca, não fez do jeito correto.
Peçam para que os alunos deixem seus copos com gelo reservados, porque depois serão utilizados.
– A partir destes relatos falem sobre a importância da prudência e os resultados positivos. Também falem sobre as consequências negativas da falta de prudência.
– Agora, peçam para que os alunos que “ganharam” o copo com gelo, observem como está o gelo. Deve ter havido degelo. Então, aproveitem e falem que esta transformação pode nos remeter a mudança de comportamento do imprudente que “entrou numa fria” para uma situação diferente com mudanças de atitudes. Em toda situação devemos discernir antes de agir.

SEGUNDO MOMENTO: Desenvolvendo o tema.

É certo que Deus nos deu o Livre arbítrio para que cada um de nós faça ou não uma coisa qualquer. Ou seja, façamos nossas escolhas, para que nós mesmos construíssemos o nosso destino. Porém, o livre arbítrio nos torna plenamente responsável por todos os nossos atos. Cada ato praticado é seguido de uma consequência. Um ato bom traz boas consequências. Um ato mau traz más consequências. Podemos praticar ações más, mas temos que aguentar as consequências, que será uma reencarnação dolorosa. Enfim, toda causa terá uma consequência.
Todos os que sofrem é porque não usaram o seu livre arbítrio no bem, no perdão e na caridade, então sofrem as consequências de suas ações, pois estão fora da Lei de Amor Universal.  E se fugimos agir na lei de amor o efeito são angústias, dificuldades e aflições.
Nos sublimes ensinamentos, o Cristo procurou demonstrar a necessidade imperiosa da prudência em nosso modo de viver.
Grande maioria das tribulações da vida se devem as nossas atitudes e ações em desarmonia pelo mal caminho que nos conduzimos. Aquele que bebe e fuma muito, e não possui hábitos saudáveis, adoece e sofrerá por essa má escolha.
O Homem é o autor da maioria de seus sofrimentos, e é responsável por todas as suas escolhas, se agisse com mais prudência se pouparia.
A Prudência é um virtude que é muito mais que cuidado e cautela. Ser prudente significa, considerar, além do objetivo a ser atingido, a forma correta de proceder, o como se faz. 
A Prudência é uma virtude que controla a razão e está intimamente relacionado à forma de agir; é uma manifestação do conhecimento.
AGIR COM PRUDÊNCIA É PROVA DE SABEDORIA.
É muito difícil manter a calma e ter um momento de reflexão antes de adotar qualquer tipo de decisão. A maioria dos erros cometidos está associada à falta de prudência, irreflexão, a precipitação, ao seguir as irrupções das emoções do momento são sem dúvida uma forma de insensatez.
Se agirmos de modo imprudente, não alimentando ódio, inveja, orgulho, egoísmo ou ciúme, contra os nossos irmãos, não iremos adquirir vícios e excessos morais, e viveremos com mais harmonia.
As regras de prudência nos indicam que devemos viver o Evangelho de Jesus, manancial de vida eterna, que contribui de modo decisivo para impulsionar nosso crescimento moral.
Prudência no falar; prudência no agir; prudência quando pensar. Falar com prudência conduz o homem a atitude refletida.
Pensar prudentemente, pois uma palavra que nos chega aos ouvidos, nos ferindo, pode fazer com que nos exaltemos, impedindo, em consequência, de pensar com acerto e calma.
Com prudência Jesus pensou, falou e agiu. E se há tantos males e enfermidades, consequências de nossas ações desarmonizadas, tenhamos prudência.

TERCEIRO MOMENTO: Para fixação do tema leia as questões e os evangelizando marcaram no papel suas respostas. Ao terminar de responderem, somem os pontos.

Questionário Auto avaliativo: PRUDÊNCIA E HONESTIDADE

Objetivos: Fazer com que as crianças compreendam com o resultado de suas respostas o que venha ser a prudência na tomada das decisões.

Material: Papel e lápis.

Técnica: Distribuir papel e orientar os evangelizando a ouvir com atenção as situações que serão colocadas. Orientar como escrever e responder no papel. Ao terminar, reler as situações colocadas e pedir que se avaliem se foram prudentes em cada uma daquelas situações e conversarem sobre isso.

1ª Situação: Você trabalha e recebe por mês R$1.000,00 por mês. Suas contas diárias (aluguel, água, luz, telefone, alimentação) ficam em R$600,00. Um dia, passando num shopping viu o celular IPHONE 7 por R$3.200, 00, que parcelavam em até 12 X 340,00.

a)     Você nem pensa e compra.
b)     Faz as contas e vê que vai ficar muito “apertado” seu orçamento, mas compra assim mesmo.
c)     Faz as contas e vê que vai ficar muito “apertado” seu orçamento, e pensa que m mais para frente vai receber 13º salário terá oportunidade de poder comprar. Decide aguarda a oportunidade.

2ª Situação: Num certo dia, um professor de escola esquece na mesa o IPHONE e vai embora apressado.

a)     Você pega o celular e leva para casa. Fica um tempo com ele, mas acaba voltando com ele pra sala sem ninguém ver.
b)     Pega o celular e leva para casa e fica com ele, pois afinal o professor ganha salário e pode comprar outro e você não.
c)     Pega o celular e procura entrega-lo imediatamente para o professor.

3ª Situação: Num certo dia, um amigo diz que maconha o deixa com uma sensação incrível! Que ele precisa experimentar e ... procura te convencer.

a)     Você fica interessado de tanto o seu “amigo” te falar e acaba que experimenta e gosta...
b)     Você fica receoso, mas você anda com tantas coisas na cabeça, tantos problemas e o “amigo” diz que vai “aliviar a pressão dentro de você” etc.... Então experimenta e gosta...
c)     Você já ouviu palestras na escola, seus pais advertindo, mas nem dá ouvidos e experimenta, gosta e passa a usar.
d)     Você nem pensa duas vezes! já ouviu palestras na escola, seus pais advertindo sobre as consequências. Então procura aconselhar o amigo e abrir lhe os olhos.

4ª Situação: Você conhece alguém na internet. Essa pessoa é alguém que te entende, compartilha seus gostos, divertida e muito positiva. Também é uma (um) garota (o) de sua idade que te convida a se encontrarem no estacionamento de um determinado shopping a noite.

a)     Você concorda e marca hora, e no dia e hora vai ao encontro desse (a) amigo (a). Não comenta nada com ninguém e nem seus pais para não colocarem empecilhos.
b)     Você fica meio (a) receoso (a), comenta com uma amiga que te aconselha não ir sozinho (a), mas você vai assim mesmo.
c)     Você fica receoso (a), comenta com um amigo que diz que vai te acompanhar pra não ir sozinho (a), e então vão ao encontro.
d)     Você pensa sobre isso, e conversa com seus pais, e juntos procuram uma solução juntos.

5ª Situação: Um conhecido seu te pede para fazer um serviço durante um tempo pra ele, que vai te render uma boa quantia em dinheiro, que é apenas entregar um pacote fechado num determinado local. Você:

a)     Fica interessado, pois a quantia em dinheiro é tentadora, e concorda.
b)     Fica interessado na quantia em dinheiro, acha estranho um serviço fácil e só entregar um pacote, mas resolve fazer assim mesmo. Qualquer coisa você larga o serviço.
c)     Você acha estranho um serviço tão fácil, diz que vai pensar, comenta com um amigo, que diz pra você pedir mais dinheiro. Então pede mais dinheiro para seu conhecido que aceita seu preço, e você se encoraja com o dinheiro e concorda.
d)     Você acha muito estranho, diz que vai pensar, consulta seus pais, que te aconselha a não aceitar, e você não aceita apesar da insistência e da oferta em dinheiro. Afinal, não vale a pena se encrencar por causa de dinheiro.
Prece Final
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Dicionário:
1.    IMPRUDÊNCIA:  Ação irresponsável; falta de observação àquilo que poderia evitar um mal; precipitação.
2.    INSENSATEZ: Ação que resulta da ausência de prudência; imprudência: uma insensatez que lhe custou muito.
3.    PRUDÊNCIA: A prudência é a capacidade que algumas pessoas têm de analisar e avaliar sua ação e possíveis consequências antes de adotar uma decisão. Normalmente é sinônimo de sensatez, moderação, cautela, maturidade e reflexão.
4.    IRRUPÇÃO: Invasão súbita, entrada brusca.
5.    SABEDORIA: Qualidade da pessoa sábia, com muitos conhecimentos; Conhecimento adquirido pela experiência; Excesso de conhecimento que se acumula; Em que há ou demonstra sensatez, reflexão.

TEXTO DE APOIO

Convite à Prudência

"De maneira que andem na prudência dos justos." (Lucas: capítulo 1º, versículo 17.)

Este, precipitando conclusões mentais chegou, através de raciocínios falsos, a desequilíbrio injustificado.
Aquele, acoimado por inquietação exorbitante, atirou-se em torvelinho pela rota, cansando-se, exaustivamente, a meio da jornada.
Esse, por distonia da razão, desesperou-se sem motivo real e exauriu as possibilidades da serenidade interior.
Aquele outro, pelo hábito contumaz da irreflexão, saltou no despenhadeiro da loucura, perdendo a oportunidade feliz.
Este outro, condicionado pelas aflições exteriores, deixou-se empolgar pela ira e agiu com desacerto.
Esse outro, vitimado pelos condicionamentos da vida em desordem, permitiu-se corromper, antes de usar as ensanchas do bem, perdendo-se a si mesmo.
A prudência é atitude de sabedoria. Prudência no falar; prudência no agir; prudência quando pensar.
Falar com prudência conduz o homem a atitude refletida, pois falando o homem perde o domínio das palavras, que, desatreladas, lavram incêndios, promovem conflitos, desarticulam programas salutares.
A palavra não pronunciada é patrimônio precioso de que o homem se pode utilizar no momento justo; a palavra liberada pode converter-se, quando dita sob impropérios, em látego que volta a punir o irresponsável que a libera.
A ação precipitada, sem a necessária prudência, invariavelmente engendra desacertos e aflições sem nome, conduzindo o aturdido ao despenhadeiro do insucesso, em cuja rampa o remorso chega tardio.
Antes de agir o homem é depositário de todos os valores que pode investir. Após a ação colhe os resultados do ato.
Agir, portanto, através da ponderação a fim de que a atitude não se converta em algoz, que escravize o próprio instrumento.
Pensar prudentemente.
Uma palavra que nos chega aos ouvidos, ferindo, conduz-nos a uma posição exaltada, impedindo, em consequência, a perfeita ordenação mental, que assim nos induz, através de ângulos falsos da observação perturbada, a resultados danosos.
Pensar-refletindo predispõe a ouvir, acostumando a ver, criando o hábito de ponderar para, então, chegar às legítimas conclusões em torno dos veros problemas da vida.
Precipitado, Napoleão conquistou a Europa e, refletindo, meditou tardiamente nos erros cometidos, em Santa Helena.
Conduzido pela supremacia da força, Alexandre Magno dominou o mundo e febres estranhas tomaram-lhe o corpo jovem, antes das reflexões de que muito necessitava.
Com prudência Jesus pensou, falou e agiu.
Construído, paulatinamente, surge um reino de venturas plenas que a pouco e pouco, não obstante a precipitação destes ou daqueles apaniguados do mundo, vai fixando os seus alicerces no imo dos homens, como bandeira de paz e de esperança para a humanidade inteira na direção dos milênios.
Prudência, pois, como atitude de santificação interior.
FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 43.
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Aula - Discernimento

Plano de Aula

Discernimento
(O bem e o mal)



OBJETIVO:
. Levar a criança a entender a diferença entre o bem e o mal
. Levar a criança a selecionar o bem do mal, buscando na consciência essa seleção

Bibliografia:
* A Gênese – Capitulo III
* O Evangelho Segundo o Espiritismo – pp 1: 10/186/200/220/260; CAP.V,19-XII,1
* O Livro dos Espíritos – itens: 75- 97- 120- 133- 144- 148- 196- 222- 258- 629- 1009- 1018; 97à131- 196- 222- 257- 399-
431- 466- 470- 630.
* Aulas de transformação – O programa de educação em valores humanos – Marilu Martinelli – p. 25
* Os Valores Humanos – uma viagem do Eu ao nós – Antonio e Sylvie Craxi – pp 14/15 - O Bem e o Mal
* Atividades de Educação emocional e intuitiva – de: Rita Foelker

Primeiro Momento:

Discernimento: É a utilização da inteligência e do poder discriminatório do que é certo ou errado para tomar uma posição perante uma circunstância ou fato, de acordo com a nossa consciência. O discernimento é um processo constante de refinamento do intelecto para atingir maior poder de percepção e conclusão a respeito de fatos, coisas e pessoas, distinguindo um estágio de um objetivo. Nossa capacidade de discernimento cresce na medida em que exploramos as regiões mais sutis da mente e ampliamos o poder de captação e percepção da verdade, reconhecendo o ser interno como guia. É a conexão entre a lógica e o sentimento.

Desenvolvimento:
Apresentar às crianças a seguinte situação:
. A turma está brincando toda feliz e harmoniosa, quando chega um menino pedindo para brincar com eles; só que esse menino tem rixas com uma parte da turma, porque tiveram um desentendimento grande. O que vocês fariam? Qual seria a atitude de vocês? Como resolver a questão? (Deixá-los dizer e apresentar a solução para o impasse.)

Colocar após a primeira figura (seta indicativa) e a resolução que as crianças deram à situação.
A partir das respostas, ir levantando os questionamentos seguintes:
a) Qual a diferença que existe entre o bem e o mal?
b) Como a gente sabe o que é o mal? Será que a gente sabe isso por que muitos fazem?
c) Como a gente sabe o que é o bem? Será que a gente sabe isso por que poucos fazem?
d) Já que todos fazem, eu também faço é correto? Por que?
e) O mal está em nós?
f) O bem sempre triunfa?
g) Você lembra de alguma vez em que tenha resistido ao mal?
h) Somos mais felizes se vivemos no bem? Por quê?

A partir de cada pergunta e de cada resposta ir desenvolvendo o tema e na seta indicativa da resolução colocar a palavra bem ou mal, conforme a resolução dada pelas crianças e durante a conversa, colocar outra seta com a segunda resposta de situação com a palavra indicativa dela.
O fechamento se dará com o cartaz da página 15 do livro os valores humanos, com as seguintes frases:
Mal é mal, mesmo que todos o façam
Bem é bem, mesmo que poucos o façam.

Segundo Momento:

1ª) ATIVIDADE Colagem e montagem de um cartaz individual.

As palavras separadas, para que as crianças as juntem formando as frases acima
Flores e pequenos recortes para decoração.

Material didático:
Cartaz com as situações:
· grupo de crianças conversando/brincando
· mesma situação acrescida de uma criança sozinha chegando
· crianças acolhendo a sozinha
· crianças isolando a sozinha

Cartaz já montado:
Mal é mal, mesmo que todos o façam
Bem é bem, mesmo que poucos o façam.
. Folha em branco
. Palavras recortadas (c om os dizeres do cartaz)
. Figuras decorativas
. Cola, lápis, régua.

2ª) ATIVIDADE DISCERNIMENTO

Tipo de atividade: Escrita

Objetivo: Observar resultados de nossas escolhas, aumentar o discernimento.

Material:
·        Lápis ou canetas e folhas com questões suficientes para todos.

Como aplicar:
1)     Numa exposição breve, mostrar como tudo em nossas vidas está relacionado a alguma escolha feita por nós ou por outras pessoas. (você também pode contar uma história que demonstre isto.)
2)     Distribuir as folhas contendo as seguintes questões:
o   Conte uma escolha que você tenha feito durante esta semana.
o   Como se sentiu com relação a ela? Como se sente agora?
o   Sua escolha já deu resultados? Se deu, foram os que você esperava?
3)     Dialogue a partir das respostas obtidas, observando que nossas escolhas geram conseqüências. Escolher o amor e a verdade gera boas conseqüências. Escolhas egoístas podem não ser tão boas quando parecem. As escolhas que visam o bem de todos podem ser melhores que aquelas feitas em função de um interesse pessoal.


PRECE FINAL

Aula - Honestidade

PLANO DE AULA


HONESTIDADE


1. OBJETIVO: A criança deverá compreender a honestidade como uma virtude que, exercitada, contribui para uma posição confortável do Espírito diante da própria consciência, pois que ela se traduz por fidelidade não só às leis humanas, mas, sobretudo, às leis divinas.

2. BIBLIOGRAFIA:  Depois da Morte (Léon Denis), cap. XLIII; Desperte e Seja Feliz (Joanna de Ângelis / Divaldo P. Franco), cap. 24; O Consolador, Francisco C. Xavier/Emmanuel, questões 191, 192.

HARMONIZAÇÃO COM MÚSICA e PRECE INICIAL

PRIMEIRO MOMENTO: Para o desenvolvimento do tema:
Dinâmica: Descobrindo a verdade e a mentira
Objetivo: Conscientizar os alunos da importância de sermos verdadeiros.
- Conscientizar os evangelizando que a nossa conduta pessoal demonstra os defeitos em nosso íntimo;
- Conscientize-os que a mentira não é só um ato, mas um vício que se alimentado torna-se uma tendência constante no coração;
- Mostre que quem vive a verdade é honesto de natureza.

Material: Cartões verde e vermelho.

Procedimento: Distribua, para cada participante, um cartão verde escrito "VERDADE" e um cartão vermelho escrito "MENTIRA". Peça para alguns alunos falar duas verdades e uma mentira. (Exemplo: fiz duas amizades hoje no Facebook; minha mãe me prometeu um notebook; não gosto de abacate).
Em seguida, quem achar que é verdade deverá levantar o cartão verde e quem achar que é mentira deverá levantar o cartão vermelho. Peça para que eles procurem ser bastante convincentes. Para o aluno finalizar, ele deve dizer se é verdade ou mentira e dar uma breve explicação.

SEGUNDO MOMENTO: Distribuir texto Para Reflexão: Mentira não é coisa de cristão.

Quem nunca mentiu? Começando pelos falsos elogios – exemplo, essa saia fica-te mesmo bem -, passando pelas desculpas "esfarrapadas" - p.ex., não pude fazer os trabalhos de casa porque faltou a luz - ou pelas mentiras descaradas, chegam mesmo existir casos em que os pais, que parecem tão preocupados quando os filhos mentem, os incitam a mentir - p.ex. quando lhes pedem para dizer que eles não estão em casa.
Desde que nascemos temos a tendência a mentir e enganar as pessoas ao nosso redor para obter algum benefício. A mentira está presente na mais diversa situação. Da criança que mente visando obter dinheiro pra comprar doces, ao empresário que mente para vender seu produto. E muitos são sustentados por ela. Não são poucas as Organizações e empresas que são erguidas e sustentadas com propagandas mentirosas, os relacionamentos amorosos e de amizade totalmente falsos, a religiosidade hipócrita e a inversão de valores. Em nossa sociedade muitos são os que estão vivendo no engano.

Os cristãos, entretanto, devem viver na verdade, pois Jesus condenou a mentira de forma vigorosa aos fariseus. É importante também você meditar em quais as consequências produzidas pela mentira.

Em Provérbios (12: 17, NTLH) diz: “Quando a verdade é dita, a justiça é feita; mas a mentira produz a injustiça”. Essa sempre será a consequência terrena da mentira. Ainda que ninguém a descubra, ela sempre será um ato de injustiça pra quem está sendo enganado.

A pessoa que vive mentindo pode até enganar os outros como aconteceu aqui hoje, e muitas vezes enganar a si mesma, mas assim como é curta nossa vida nesta terra, por mais longevidade que tenhamos, assim também é com a mentira. Um dia todo mentiroso terá que comparecer diante do tribunal de sua própria consciência, e terá de prestar conta dos seus atos com a justiça divina. Mentir, enganar e fraudar são as principais características dos vícios e sombras em nossa alma. Essas más qualidades não podem haver nos filhos de Deus, que caminham em sua direção, tal qual o filho pródigo da parábola. Por isso seja sempre verdadeiro, honesto. Essas são as características do homem de bem na Terra.

TERCEIRO MOMENTO: Comentar:

Jesus nos ensinou que não devemos causar prejuízo a ninguém. Quando disse: ''Dai a César o que é de César'', mostrou que é necessário dar-lhe o que lhe pertence, mas quis também ensinar um princípio geral. Ele condena todo prejuízo material e moral que se possa causar a outra pessoa. Prescreve o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus.
Devemos ser honestos sempre, mesmo que ninguém esteja nos observando, pois Deus vê tudo, e sem falar em nossa consciência que é nosso juiz severo, assim que a pessoa desperta para as verdades que Jesus deixou.
Em qualquer circunstância da vida, devemos respeitar os pertences alheios. Nada justifica o roubo, ou seja, a apropriação dos pertences de a outra pessoa, sem o consentimento dela, pois isto é contrário a lei de Deus.
Considera-se um furto, aquele que pega uma borracha ou um lápis, sem permissão; aquele que falsifica alguma coisa ou adultera um produto, por exemplo: adiciona água no leite; álcool em perfume; aquele que tem consciência que recebeu o troco a mais num comércio, mas não o devolve, etc. Não devemos tirar vantagens dos outros, devemos agir com honestidade.
Entretanto, respeitar os pertences das outras pessoas não se resume apenas em não se apropriar dos bens materiais do próximo, mas também em preservar tudo aquilo que não nos pertence. Não pisar em um gramado público, não estragar flores dos jardins, não danificar móveis ou materiais escolares que utilize, não rabiscar paredes e pichar muros. Respeitar também é valorizar o tempo que deve ser dedicado para o estudo, não prejudicar a tranquilidade do próximo, não desperdiçar alimentos etc.  
Todos erramos às vezes, afinal, ainda estamos aprendendo, mas temos que nos perdoar e continuar tentando acertar.
Quando estamos com dúvida sobre que atitude tomar, é importante orar e pedir a ajuda da espiritualidade para seguir no caminho do bem (conversar com nosso espírito protetor).
Sempre podemos escolher que atitude tomar. As nossas atitudes sempre têm consequências.
A mentira retarda o desenvolvimento do Espírito.
Ser honesto, não mentir, respeitar o que é dos outros são escolhas que fazemos todos os dias.
         Não é Deus quem escolhe por nós. Todos temos liberdade de escolha, também conhecida como livre-arbítrio.
         Deus não é culpado pelas escolhas que fizemos. Logo Ele não é culpado pelo resultado das nossas atitudes erradas e nem pelas dificuldades que elas vão trazer no futuro.
A verdade é sempre mais admirável e fácil perdoar do que a mentira. A mentira é uma ação maldosa que procura tirar o proveito imediato para si, violentando os interesses e direitos dos outros.
Mentira é a desonestidade com o semelhante e principalmente consigo mesmo; essa é a atitude que mais humilha que a diz, retardando, por todos os modos, a evolução moral do Espírito.
Honestidade e verdade é atitude de pessoas corajosas. Mas, aquele que não procura viver na disciplina dessas virtudes, a dor e o sofrimento é a consequência para remodelar e aperfeiçoar a alma com vistas ao futuro espiritual do indivíduo.
Pedir que as crianças citem exemplos de honestidade. Abaixo segue algumas situações:
1.     Devolver o troco que recebeu a mais.
2.     Falar a verdade quando alguém pede sua opinião, sem ferir.
3.     Devolver o que encontrar perdido.
4.     Não pegar as coisas dos irmãos ou amigos escondido.
5.     Não aproveitar de uma situação e pegar os pertences dos outros
6.     Roubar uma ideia de uma amigo e dizer aos outros que foi sua.
7.     Pegar as coisas de casa sem pedir.
8.      Tomar um livro ou caneta emprestado de um amigo e não devolver.
9.     Dizer que fez o dever de casa e não fazer.
10. O estudante que, por preguiça, não cuida de seus deveres, furta os pais, que tanto se sacrificam para mantê-los na escola e, se recorre à “cola” nos dias de prova, furta também aos colegas honestos a classificação melhor a que eles fazem jus.
         Obs.: uma criança contou uma pequena história de um menino que sempre fingia que estava se afogando para que os outros o socorressem e quando as pessoas chegavam perto começava a rir. Um dia ele estava se afogando de verdade, gritou por socorro e ninguém socorreu, pois pensaram que ele estava brincando, acabou morrendo afogado.

QUARTO MOMENTO:

Atividade escrita: realizar as tarefas abaixo:

         * Escrever três frases sobre o tema da aula (honestidade);
         * Descrever uma situação que envolva o tema da aula (honestidade);
         * Fazer um desenho que represente uma atitude de honestidade.
         
Obs.: concluída a atividade todos deverão compartilhar suas respostas com os colegas. Quem desenhou deverá explicar o significado do desenho. Se necessário o evangelizador deverá auxiliá-los nos relatos, incentivando todos a participarem.


PRECE FINAL