24 de novembro de 2012

Aula - Orai e Vigiai


TEMA:  ORAI E VIGIAI

CAPÍTULO DO EVANGELHO: 23 - MORAL ESTRANHA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Evang. Seg. Espiritismo, cap. 23; Fonte Viva - Chico/Emmanuel; Ação e Reação (André Luiz / F. C. Xavier), cap. 19 ; Conteúdo Programático da UEMG.       

OBJETIVOS: A criança deverá reconhecer que a prece é de valor inestimável na vida da criatura, por trazer-lhe alento nas horas de tristeza, alívio nos momentos de dor, esclarecimento nas situações de dúvida, ajuda na necessidade.

PRECE INICIAL


PRIMEIRO MOMENTO: Diálogo inicial
Quais  os meios de comunicação que vocês conhecem? Na atualidade, encontramos muitos meios de comunicação com as pessoas, pela TV e rádio, pela escrita (carta, jornal, revista, livro, desenho, telegrama), internet, email, telefone fixo e celular, por exemplo. Por meio deles conversamos com pessoas que estão muito distantes.  
O telefone foi o meio de comunicação mais eficiente e rápido de se comunicar por muito tempo até o advento da internet, através deste aparelho nossa voz percorre longas distâncias. E ainda existe aparelhos que possibilitam pessoas na Terra comunicarem com os astronautas no espaço.
Para entendermos melhor, podemos simular uma comunicação aqui mesmo.

SEGUNDO MOMENTO: Incentivação Inicial: Confecção do telefone

Material: cola lápis de cor, molde do telefone imprimido em papel A4 60 kg.
O evangelizador deverá ter trazido já o material para montagem do telefone preparado, ou seja, o molde já recortado.
Distribuir o material para o evangelizando propondo a montagem do seu próprio telefone.
Depois de concluída essa atividade, perguntar: Para que serve o telefone?
Pedi que, em duplas, os evangelizando simulem uma conversa ao telefone.
Depois feitas às experiências, possibilitando a movimentação das crianças e a interatividade, o evangelizador prossegue com a exposição.
TERCEIRO MOMENTO: Nós temos necessidades de nos comunicar, pois através delas interagimos uns com os outros, a necessidade é de aprendizagem e troca (conhecimentos e sentimentos).
Assim como existe várias formas de comunicação entre os homens, há uma que é muito importante que põe o homem em comunicação com Deus.
Perguntar: Vocês sabem qual é essa forma? Esperar que respondam e depois o evangelizador responderá que é a prece.       A Prece serve como um telefone para podermos falar com Deus.
A prece é o recurso mais valioso que temos e muitos preferem ignorar, e é o recurso que nos faz descobrir a finalidade de nossa existência, nos faz superar todos os percalços da vida, é ela que nos faz estar em ligação com o criador.
Utilizamos os meios de comunicação como rádio, TV, telefone, que é possível pelas ondas magnéticas que transmite o som e as imagens, para nos comunicar com as pessoas. Mas para comunicar com Deus qual o mecanismo que ela é transmitida? Caso os evangelizando não saiba responder, o evangelizador responderá que a prece é transmitida pelo pensamento.
Jesus nos ensinou o “Pai Nosso” resumindo nossos deveres e necessidades, explicou uma lição muito importante: "Orai e vigiai para que não caias em tentação".
O que Jesus quis dizer com orar e vigiar? O que é Prece? O que é vigiar?
A prece é uma conversa com Deus, um momento de ligação entre a criatura e o Criador. É um recurso que temos para nos comunicar com Deus. É um importante alimento espiritual. É um momento de sua vida que você reserva para conversar com Deus. Pela prece nos comunicamos com Deus, Jesus e os bons Espíritos.
Vigiar significa estar atento e desperto para tudo o que acontece com você e a sua volta.
Jesus ensinou: vigiai e orai. Vigiar quem? A vida alheia? Não. Vigiar nossos próprios pensamentos, sentimentos e atitudes.
Vigilância, na sua expressão correta, como nos ensina Jesus com o “vigiai e orai”, não é fiscalizarmos as atitudes alheias, mas objetiva, acima de tudo, nos prevenir acerca de nossas próprias imperfeições e falhas.
As nossas fraquezas nos prendem à retaguarda espiritual, nos induzindo a ações menos edificantes que nos dificultam a marcha evolutiva.
Como espíritas, conhecedores do Evangelho à luz da Terceira Revelação, grande é a nossa responsabilidade e, por isso, precisamos estar vigilantes com relação aos nossos próprios atos, palavras e pensamentos, para que externem sempre o que de melhor temos aprendido na doutrina que nos felicita o entendimento.
Vigiar os pensamentos quer dizer mentalizar sempre o bem para todos os que nos cercam e para toda a humanidade, evitando assim colaborar para o acréscimo das ansiedades que envolvem tantas pessoas nos dias atuais.
 Vigiar as palavras, não só evitando tudo o que possa desdobrar o mal, prejudicar o próximo ou exagerar os acontecimentos menos felizes, como também disseminando, sempre que possível, palavras de carinho, entendimento, ânimo, esperança e conforto.
Vigiar ações, afim de que sejamos sempre instrumentos úteis nas mãos da espiritualidade maior, no auxílio aos necessitados.
Vigiar será finalmente estarmos atentos para que não venhamos a ser escravos de ilusões e imperfeições, transformando‑nos em verdadeiros espíritas que vêem na existência terrena uma oportunidade gloriosa de aprender, amar, ajudar e servir sempre, em nome de Jesus, em favor de nossa própria felicidade espiritual. 
A vigilância constante como nos foi ensinada por Jesus é condição indispensável para conseguirmos a vitória sobre nós mesmos, facilitando o nosso reencontro com a verdadeira vida.
Muitas vezes, descuidados da vigilância nos entregamos ao comodismo, compartilhando a experiência daqueles que ainda se comprazem na ilusão das glórias e facilidade terrenas, acarretando para nós sérias conseqüências para o futuro.
Se vigiarmos nossos atos, evitaremos escandalizar os que nos seguem e confiam em nós. Selecionando palavras evitamos nossa identificação com o mal, pois, segundo os ensinos de Jesus, o que contamina o homem é o que lhe sai pela boca, por proceder do coração. Através do pensamento atraímos o bem ou o mal, pois nos ligamos às faixas vibratórias com eles condizentes.
Jesus, conhecendo a nossa fraqueza, nos adverte que oremos, mas que vigiemos também, a fim de não cairmos em novas tentações.
Orar quando? Onde? Orar a qualquer momento e em qualquer lugar, com palavras simples e sinceras. Lembrar que se estamos desenvolvendo a fé, a confiança em Deus e vigiando nossos pensamentos e atitudes, quando um problema surgir, nosso preparo espiritual (através do “vigiai e orai”) tornará a situação mais fácil de ser enfrentada.
A prece tem um grande valor,  qual o valor em nossas vidas? A importância da oração é de nos elevar, é nossa ligação mental com Deus. A prece verdadeira é uma comunhão com as Forças Superiores.
Ela não dever ser uma simples repetição de palavras decoradas, como se fossem uma fórmula mágica, as soluções para os seus problemas chegarão de forma automática. Não, a prece verdadeira não é isso! Utilizamos a prece para pedir e agradecer a Deus.
Feita assim, a prece, além de movimentar recursos dos Bons Espíritos em nosso favor, ou em favor de alguém por quem pedimos, alimenta-nos espiritualmente, fortalecendo-nos a resistência às investidas do mal.
Ela proporciona disposição para o enfrentamento de situações difíceis, a tranqüilidade necessária à aceitação de situações que não conseguimos modificar.
A prece não nos faz ficar livre de nossas faltas e imperfeições. Mas a prece tem o poder de renovar, de melhorar o nosso modo de ser, de agir.
Ela não remove os obstáculos que estão em nosso caminho, mas dá-nos forças para vencê-los, ao mesmo tempo em que nos vacina contra o mal em que podemos reincidir.  Além disso, a prece facilita a nossa aproximação com os benfeitores que nos amparam, auxiliando-nos na organização de novo roteiro para uma caminhada segura.
A prece tem uma ação muito positiva porque Revigora o Espírito, elevando-lhe o padrão vibratório, o tornado mais forte; Ajuda na aceitação das provas, propiciando compreensão e tranqüilidade;
Proporciona amparo ao semelhante; Age como elemento de equilíbrio, criando ambiente favorável à ação dos Bons Espíritos; Higieniza o ambiente e alimenta-nos espiritualmente, como pão do Espírito que é; Impregna o lugar onde é proferida de energias positivas, saudáveis, reconfortantes, calmantes, causando benefício geral.
A eficácia da prece está na dependência da renovação íntima de nós próprios, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, ligar-se a Deus.

QUARTO MOMENTO: 
É dado a cada criança um pequenino pedaço de chocolate e pede-se que ela engula inteiro (é um pedaço bem pequeno, assim que colocar na boca, sem nem sentir o gosto, rapidamente mesmo).
Depois, dá-se a cada criança um outro pedaço de chocolate do mesmo tamanho do anterior e pede-se que ela saboreie o chocolate, deixe-o derreter na boca, enfim, que coma bem devagar. 
Explicar que, quando fizemos nossas preces sem pensar, com pressa, sem sentimentos, é como comer o chocolate sem sentir o gosto, não fica o gosto em nossa boca, é quase como se não tivéssemos comido.
Se oramos com amor e sinceridade no coração, com calma, pensando no que estamos fazendo, é como comer o chocolate devagarzinho, saboreando-o, com vontade, sentindo o gosto do chocolate que fica na boca.

QUINTO MOMENTO: Atividade escrita.

PRECE FINAL

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