5 de março de 2014

AULA - BENS ESPIRITUAIS E BENS MATERIAIS

PLANO DE AULA  -  BENS ESPIRITUAIS E BENS MATERIAIS

Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 2 – MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO

Objetivo:
- Alertar sobre o apego aos bens terrenos: um dos maiores obstáculos ao nosso adiantamento moral e espiritual.
- Compreender que tudo aquilo que possuímos nessa vida nos foi dado por Deus para nosso progresso espiritual e nada levaremos dessa vida, senão as conquistas intelectuais e morais.
- Conscientizar o evangelizando quanto à importância de adquirirmos os valores espirituais, pois estes são os verdadeiros bens do espírito, e são os que o acompanharão durante todo o seu processo evolutivo.

- Identificar que no Reino de Jesus as maiores riquezas são as virtudes morais e espirituais.

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XVI; Caminho, Verdade e vida – FCX/Emmanuel, Cap. 21, 24, 64.

Harmonização com músicas

Prece Inicial

Primeiro momento:  Brincadeira – Caça ao Verdadeiro Tesouro

Material

Dois Baú de madeira. Um contendo nome de virtudes dentro de corações de acrílicos; outro baú com imagens de pessoas fazendo caridade, de carros, casas, dinheiro, riquezas e bijuterias.

Preparação da sala:
Colocar os baús em uma mesa e explicar aos evangelizando que agora se inicia um momento em que todos terão a grande chance de ajuntarem um tesouro muito precioso.

Passos
1- Dê a cada criança envelope com o desenho de um baú e a frase escrita “Aqui guardo o TESOURO do coração”, e diga que eles peguem apenas cinco ”tesouros” que desejam para si.
2 - Especifique o tempo.
3 - Depois de esgotado o tempo reúna todos.
4 – Questionar os evangelizando: “Qual é o VERDADEIRO TESOURO? Aquele que a traça e a ferrugem não corroem e os ladrões não roubam!”

Observação: No primeiro momento é aplicado à dinâmica, no segundo momento expor o tema da aula que fala sobre o verdadeiro tesouro de nosso espírito. No final da exposição do tema exposto pedir que eles separem e coloquem no baú apenas os tesouros do coração.

Segundo momento: Após a dinâmica desenvolver o tema da aula.
Os tesouros da Terra são os bens materiais que permanecem aqui na Terra após nosso desencarne, porque não podemos levá-los para a espiritualidade. Dar Exemplos: (casa, automóvel, jóias, terras, vestuários etc. Pedir sugestões as crianças. São enfim as coisas materiais, perecíveis, sujeitas a deterioração, a serem roubadas, invejadas, e destruídas.
Jesus ensinou: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu". -  (Mateus 6:19-20).
Com isso Jesus queria dizer, que os bens da Terra as coisas materiais podem ser tirados de nós, eles são perecíveis, passageiros e de pouca duração, eles não são tesouros realmente, pois não podemos levá-los para a pátria espiritual.

   Seriam então desprezíveis? Não, eles são de uso para a nossa vida material, portanto necessários. Jesus quis somente demonstrar que não são os verdadeiros tesouros. São necessários somente para nossa vida material, são bens de empréstimo e uso provisório.

     Nosso Amigo divino nos aconselha amealhar, juntar, conquistar os verdadeiros tesouros, os tesouros imperecíveis (que dura muito tempo; eterno) e estes são os bens do Espírito como: A BONDADE para com todos os seres da criação. Seja o nosso irmão do caminho, sejam as plantas, os animais, as coisas infinitamente pequenas ou as coisas infinitamente grandes com as do Céu. 
     Juntar riquezas como a humildade a Paciência e as conquistas intelectuais, tais como as ciências e as filosofias. A CARIDADE para com todos nossos irmãos necessitados de pão e carinho. O carinho, amizade, respeito, responsabilidade, honestidade, caridade, humildade e muitos outros que levamos com a gente para o plano espiritual e são conquistas que ninguém pode nos tirar.

Se nos preocupamos muito com as coisas materiais, sofremos muito ao desencarnar, porque elas não vão nos acompanhar. Já se cultivamos os valores espirituais não teremos grandes problemas ao deixar a vida corpórea.
Os bens da Terra têm uma importância muito menor que as coisas do coração, como as coisas simples que podem nos dar um prazer muito maior do que aquelas que se compram com bastante dinheiro.
Vamos agora citar coisas simples que trazem felicidade?
Deixar que falem, em seguida, auxiliá-los com alguns exemplos: o amanhecer e o entardecer; o canto dos passarinhos; uma fruta madura no pé; um abraço de avó; a carta de um amigo distante, ou um telefonema; soltar pipa no céu; brincar no parque, no zoológico, ou fazer piquenique no final de semana com a família; olhar o céu à noite e contar as estrelas; deitar no chão e ver as formas que as nuvens fazem; conversar com os amigos; o cheiro de comida quentinha; um banho quando estamos cansados; a nossa cama, depois de um dia longo; o vento batendo no rosto; brincar na chuva; ouvir ou ler uma história interessante; uma surpresa; uma visita inesperada de quem não se vê muito tempo; ouvir ou dizer palavras de afeto; ficar perto de que se gosta muito...
Valorizar as coisas simples e dar importância maior aos bens do coração não é invenção nossa (evangelizador) ou conversa de antigos.
Precisamos alimentar a alma da mesma forma que nosso corpo tem necessidade de alimento. Como assim? Precisamos dar algum tipo de comida para nosso espírito. E a alma se alimenta do Amor. Quanto mais suave for o alimento, mais saudável será a alma. Aquele espírito que se "alimenta" com coisas pesadas como álcool, drogas, cigarro, ódio, inveja, mentira, acaba por adoecer e fica preso às zonas inferiores da Terra, onde a felicidade não está presente.
Tudo isso quer dizer que devemos tratar os bens materiais, o dinheiro como coisas necessárias, sem apego, porque ele é importante para a vida na Terra e precisamos estar conscientes quem é o dono de quem. Não podemos ser escravos dele, em momento nenhum. A falta dele não é o fim do mundo, embora pareça, algumas vezes.
É preciso amar e não se esquecer de vigiar nossos pensamentos, para não cairmos em tentações. Como dissemos tudo o que é material aqui permanece. No Céu não há ladrões, não há ferrugens nem traças ou cupins. Disse Jesus, "Onde está o teu tesouro, ai está o teu coração".
     Se nosso tesouro, são as coisas materiais, ali estará o nosso coração e por isso sofreremos quando as vemos danificadas, perdidas ou roubadas. Não devemos nos preocupar demasiado com as coisas materiais. Deus vela por seus filhos e nada lhes faltará.   Nossa maior preocupação deve ser com os bens do Espírito.

    Terceiro momento: Pedir que eles separem e deixem no seu envelope apenas os tesouros do Espírito.

Quarto momento:  JOGO DE ADVINHAÇÃODAS VIRTUDES – O QUE É QUE É...

O evangelizador lançará as questões e aqueles que acertarem ganha um cartão-coração com o nome da virtude. 
Os cartões serão colados na atividade.

1.     Virtude que nos faz esquecer todas as ofensas. (Perdão)
2.     Virtude que doamos alimentos, roupas, amizade, abraço, tempo, etc. (Caridade)
3.     Virtude que nos dá confiança em Deus. (Fé)
4.     Virtude que nos permite reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações; simplicidade. (Humildade)
5.     Virtude que temos a capacidade de tolerar contrariedades, dissabores, infelicidades. (Paciência)
6.     Virtude que temos disposição natural que nos leva a fazer o bem a todos e nunca mal. (Bondade)
7.     Virtude que possuímos um sentimento que nos impede de fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém; honramos, obedecemos, tememos o outro. (Respeito)
8.     Virtude que é um misto de franqueza e verdade. (Sinceridade)
9.     Virtude que nos faz ser dócil e manso. (Brando)
10.   Virtude daquele que é Tranqüilo, Sereno. (Calma)
11.  Virtude daquele que tem compaixão pela desgraça alheia. (Piedade)
12.  Virtude em que aceitamos os outros, seu modo de pensar, de agir e de sentir, mesmo que seja diferente do nosso. (Tolerância)
13.  Virtude em que temos reconhecimento por alguém por um benefício que ele nos tenha feito; agradecimento. (Gratidão)
14.  Virtude daquela pessoa que tudo no mundo é o melhor possível; Tendência a ver tudo bem; tendência daqueles que se consideram satisfeitos com o atual estado de coisas. (Otimismo)
15.  Virtude a qual somos exigentes conosco e compreensíveis com os outros. (Indulgência)


Prece Final



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