15 de agosto de 2012

Aula - Família/Compromissos Afetivos


OBJETIVOS:
·        Levar o evangelizando a compreender os passos necessários para a formação da família, as etapas do relacionamento afetivo: amizade, namoro e casamento;
·        Propiciar ao evangelizando a compreensão dos papéis e funções de cada um na família: pai, mãe e filhos (deveres e direitos,de cada um), e a importância da vivência cristã no lar (formação e aperfeiçoamento de valores e sentimentos cristãos – amor, respeito, alegria, gratidão entre outros), despertando a noção de responsabilidade nos relacionamentos afetivos dentro e fora da família.


Prece inicial

         Primeiro momento: questionar:

         
Todos nós pedimos para nascer?

         
Pedimos para reencarnar na família que temos?

         
O que mais pedimos? O corpo, os amigos. Escolhemos a nossa família, ela é a família ideal para nossa evolução.

         
Escolhemos só as coisas boas? Não, escolhemos o necessário para nossa evolução. Também escolhemos situações que vão nos auxiliar a evoluir, que podem ser boas ou não (nosso corpo físico, situação financeira, doenças).

         Lembrar que nem todas as pessoas tiveram condições de escolher, muitas vezes são os amigos espirituais que escolhem as melhores condições para nossa reencarnação, aquelas que irão nos oportunizar a evolução espiritual.

         Sempre temos um bom relacionamento com os membros de nossa família? Nem sempre. Alguém que brigou com uma pessoa, ficou de mal, pode pedir para reencontrar aquele Espírito em outra vida a fim de fazer as pazes. Se magoou, traiu a confiança de alguém nos negócios, no casamento, causou mal a alguém, depois do desencarne, no Mundo Espiritual se dá conta que errou e pede uma nova oportunidade para se reconciliar.

         
Por bondade de Deus não lembramos o que aconteceu, mas Deus nos dá uma nova oportunidade com os mesmos Espíritos (em outros corpos). Se temos dificuldades com alguém pode ser que tenhamos tido dificuldades em outra existência. Mas também pode ser que não, que seja apenas má vontade nossa nesta existência.

Segundo momento: exposição dialogada: Como você acha que iniciou a sua família?Mostrando gravuras da criação, dois de cada espécie, também do homem e da mulher para a formação da família, falar dos primeiros relacionamentos como:amizade, namoro, casamento.
Falar sobre a importância da família, lembrar que muitas crianças estão em orfanatos por não terem família. Devemos valorizar a nossa família, respeitando nossos pais, avós, irmãos, as pessoas que cuidam de nós e as demais pessoas que fazem parte dela.

         Nem sempre a nossa família é formada por pai, mãe, avós, pois pode haver aqueles que já desencarnaram e várias outras situações.

         Devemos nos lembrar que família são aquelas pessoas que convivem conosco. Podemos morar apenas com o pai ou com a mãe ou com nossos avós, ou com outra pessoa como uma tia, mas mesmo assim estamos em família.

         Devemos agradecer ao Mestre Jesus pela família que temos e pedir forças para que saibamos agir com amor e respeito com nossos familiares, para contribuirmos com a felicidade do nosso lar.
 Aproveitar a oportunidade e falar da situação em que uma família adota uma criança: não possuem laços corporais (sangüíneos), porém, como nada acontece por acaso, eles poderão ter laços espirituais, podendo ser uma oportunidade de apertar os laços de afeto que já os unem ou de desenvolver bons sentimentos em família (aprender a se amar e se respeitar mutuamente).
 Lembrar que herdamos de nossos pais a semelhança física, os olhos, o nariz, o jeito de falar, mas não as virtudes, as qualidades. Ex.: calma, humildade, bom humor.

         Ex.: pais caridosos podem ter filhos de natureza má e vice-versa. Filhos pacientes e bem humorados podem ter pais tristes e impacientes.

 Nós escolhemos a família que desejamos reencarnar para conviver com certas pessoas, aprender determinadas coisas. Reencarnamos para evoluir. A convivência pode gerar laços de afeto. Um dia faremos parte de uma grande família espiritual. Lembram da semana passada que falamos da Família Universal?
 Salientar que o nosso grande desafio está em amarmos os nossos inimigos e aquelas pessoas que não simpatizamos. Isso exige esforço e perseverança de nossa parte. Podemos começar a desenvolver o amor, respeitando, tratando bem; desejando somente o bem a quem não gostamos.
 Explicar que, apesar das brigas e discórdias no ambiente familiar, “os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, na maioria das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações de amizade e afeto”. Lembrando que é na família que desenvolvemos nossas potencialidades de sentimentos, como: -respeito alegria gratidão de uns para com os outros enfim o Amor ensinado por Jesus, “Meus irmãos são todos os que fazem a vontade de MEU PAI que estás no céu”.       

   Terceiro momento: contar a historia Porco-Espinho
(Levar dois porcos espinhos feito de batatas e palitos, para as crianças terem ideia de como é esse animal)
O PORCO ESPINHO

Durante a era glacial, há milhares de anos atrás,muitos animais sobreviviam apesar das intempéries.
Uma lenda muito antiga fala que durante este período,a era glacial,o frio era tão intenso que os bichos não conseguiam sobrevivere morriam aos montes.
Os Porcos Espinhos, quando viram e perceberam a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e protegiam-se mutuamente, mas o espinho de cada um feria o companheiro mais próximo, justamente os que forneciam mais calor, aqueles que estavam mais perto;e por isto tornaram a se afastar uns dos outros, voltando a morrer congelados.
Precisavam fazer uma escolha:
  •         desaparecer da face da terra ou
  •         aceitar o espinho dos semelhantes.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam a conviver com as feridas que uma relação muito próxima podia causar – já que o mais importante era o calor do outro.E terminaram sobrevivendo.

APLICAÇÃO
O animal, Porco Espinho, descobriu aquilo que muitos já sabem também:
Aqueles que mais nos ferem são aqueles que mais próximos estão de nós.
Somente juntos poderemos sobreviver.
A sobrevivência importa em aceitarmos os espinhos que nos ferem.
 Sem a presença daqueles que as vezes nos ferem, não teremos o calor que nos mantêm vivos;
Só existe relacionamento quando entendemos que precisamos suportar nosso semelhante.
O calor que emana de cada um de nós nos manterá vivos, apesar da dor.

  "O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades". 

Amando e respeitando mutualmente.

Apesar de nossas diferenças, com oamor de Cristo que nos une,   essas diferenças serão  vencidas  pelo “aceitar o outro como ele é” e respeitar o nosso próximo. Somos diferentes em muitas coisas: somos desiguais até na impressão digital e no DNA, mas temos uma coisa tremenda em comum: O AMOR DE DEUS.
Prece final.

BIBLIOGRAFIA:
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec. Cap. XIV;







3 comentários:

Anônimo disse...

Obrigada por me ajudar a escolher um tema tão bonito quanto esse para orientar as crianças da Evangelização da qual tenho a honra de poder conviver.
que Jesus derrame rios de felicidade em sua vida! Muito obrigada irmã de caminhada.
Beijos
Regiane de Itu - Cabaninha

Anônimo disse...

Adorei essa aula!
Tem me ajudado muito a organizar minhas aulinhas !!!

Obrigada...

Márcia Magalhães disse...

Muito esclarecedora as aulas.
Obrigada!
Paz e luz!!