27 de agosto de 2012

Aula - A Necessidade da Caridade



A NECESSIDADE DA CARIDADE

Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XV – Fora da Caridade não há salvação

“Define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.”

Sub-tema:
· O MAIOR MANDAMENTO
· A CARIDADE SEGUNDO PAULO

Objetivo: - Evidenciar que a caridade é o amor em ação, que ela está ao alcance de todos, independe da crença, condição financeira ou posição social;
- Sensibilizar o evangelizando sobre a importância de começar a praticar a caridade dentro do próprio lar, junto a seus familiares, através de pequenos gestos, como por exemplo: usar as palavrinhas mágicas (por favor, obrigada (o), com licença,...) oferecer-se para ajudar nas tarefas de casa, para buscar um copo d’água ao irmão, etc;
- Levar o evangelizando a compreender que podemos praticar a caridade em diversas situações pelas quais passamos em nosso dia-a-dia, através de um ombro e de uma palavra amiga, da paciência, da alegria, da tolerância, de um gesto fraterno, do respeito para com o próximo e do companheirismo;
- Conscientizar o evangelizando sobre a importância de praticar a caridade com desprendimento e humildade.

Bibliografia: Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XV; Brincando e Aprendendo Espiritismo, volume 4.

Prece inicial

Primeiro momento: Iniciar o diálogo perguntando aos evangelizando:
Qual o maior mandamento que Jesus nos ensinou? Esperar as respostas e pregar o cartaz no quadro: “Amar a Deus, sobre todas as coisas. Amar ao próximo, como a si mesmo.”
“Um dia um fariseu que era doutor da lei, fez a seguinte pergunta para Jesus:
- Mestre, qual o maior mandamento da lei?
Jesus respondeu:
- “Amarás a Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Esse é o primeiro mandamento.” O segundo é semelhante ao primeiro: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
Nesses dois mandamentos está toda a lei (de Amor).”
Com esses dois ensinamentos, Jesus ensina que devemos amar a Deus.
Como demonstramos amor a Deus? Para amar a Deus é preciso saber amar o próximo.
E como demonstramos amor ao próximo? Amar o próximo é fazer para ele todo bem ao nosso alcance. E isso é CARIDADE.
Amar a Deus é amar ao próximo, e amamos o próximo fazendo todo o bem possível a ele, e fazer o bem ao semelhante é praticar caridade.
Jesus praticou a caridade para com o próximo em todos os momentos. A caridade está colocada na codificação espírita como a maior das virtudes porque envolvem todas as outras: humildade, perdão, misericórdia, compaixão, etc.

Segundo momento: NECESSIDADE DA CARIDADE, SEGUNDO PAULO 

Qual a necessidade da Caridade? Que importância ela tem para nós?
Um discípulo de Jesus de nome Paulo que O seguiu um tempo depois de sua morte, conta-se que Jesus surgiu para ele na estrada de Damasco e deu-lhe a missão de levar os ensinamentos de D’Ele a muitas comunidades distantes na Europa e Ásia.
Mas acontecia que ele não conseguia viajar e levar os ensinamentos de Jesus em algumas das distantes regiões, então ele passou a escrever cartas com instruções para orientar as comunidades cristãs.
Em uma das cartas, uma das mais bonitas que Paulo escreveu, ele ensina as diversas formas de praticar a caridade. Ela é conhecida como a Primeira Carta aos Coríntios.
Aqui está um pequeno trecho da carta:

*Levar ela escrita em um rolo imitando pergaminho e pedir que um evangelizando a leia.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como o sino ruidoso (que faz muito barulho) ou como címbalo (Instrumento musical formado por dois pratos de bronze (com alça de couro para a mão), que eram batidos um contra o outro) estridente.
Ainda que eu tivesse o Dom da profecia (coisa dita antes de acontecer), o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda fé, a ponto de transportar montanhas, se eu não tivesse o amor, eu não seria nada.
O amor é paciente, o amor é prestativo, não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor.
Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. (...)
Agora, portanto, permanecem essas três coisas:
A fé, a esperança e o amor.
A maior delas, porém, é o amor.”     

( Paulo, 1ª epístola aos Coríntios, cap. 13, v. 1 a 7 e 13)

O que nos ensina Paulo nessa carta é que a virtude que nos torna moralmente superior é a caridade; e que nada nos vale possuir grandes conhecimentos, a inteligência e a intelectualidade, a ciência, sua posição social, seu poder e influência, se tem imensa fé ou se distribui altas quantias em favor dos pobres, se você, sinceramente, de todo seu coração não for caridoso e piedoso com seu semelhante.
Pois, aquele que tem caridade é aquele que se compadece de seus irmãos, aquele que tem compaixão, é aquele que senti a dor dos que sofrem e ajuda-os a superar suas dificuldades e provações (como pobreza, doença e solidão). E não é apenas aquele que doa coisas materiais e não é capaz de dar uma palavra amiga, fazer um gesto de gentileza, de não desculpar uma ofensa. Doar coisas materiais ajuda, mas o mais importante é fazer sentindo amor por aqueles que ajudamos.
A caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre e independe de qualquer crença particular.
CARIDADE é necessidade do espírito, é ato de amor, e sua importância é de natureza moral.
Assim como o corpo precisa crescer e tornar-se forte, precisa de alimentos e exercícios adequados, assim também o espírito reclama cuidados para que possa se iluminar e atingir a perfeição moral.
Necessitamos da caridade, pois só através dela que vamos desenvolver o amor e todas as outras virtudes, através dela que chegaremos à perfeição. Através dela aprenderemos a amar de toda nossa alma, com sinceridade nossos irmãos.
Somente através da caridade sincera, despretensiosa, incondicional, nossa alma se reveste de luz e de amor.
Sem caridade não podemos ser bons. Todas as virtudes são inúteis, sem o veículo da caridade. Com a caridade conseguimos ver o ser humano com os olhos que Jesus mesmo nos vê.
Precisamos e dependemos da caridade, se refletimos veremos que:
Para ser BOM vai depender de quanto ajudo o outro em suas necessidades.
Para ser COMPREENSIVO vai depender de quanto procuro compreender o outro.
Para ser PACIENTE vai depender de quanto sou paciente com os outros.
Para ser PIEDOSO e MISERICORDIOSO vai depender de quanto socorro e auxilio meu semelhante
Para PERDOAR vai depender de esquecer as ofensas ou não me ofender.
Todas essas virtudes são CARIDADE. Portanto, é preciso exercitar as virtudes praticando.
Se você pratica um só em seu dia, com alguém uma dessas virtudes, você está exercitando a caridade.
Jesus Cristo ensinou que sem caridade, não há salvação, e o Espiritismo, de acordo com o evangelho e os ensinos dos espíritos superiores nos instrui: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.
Começamos a praticar a caridade dentro do próprio lar, junto a nossos familiares, através de pequenos gestos, como por exemplo: usar as palavrinhas mágicas (por favor, obrigada (o), com licença,...), oferecer-se para ajudar nas tarefas de casa, para buscar um copo d’água ao irmão, etc.
Podemos praticar a caridade em diversas situações pelas quais passamos em nosso dia-a-dia, através de um ombro e de uma palavra amiga, da paciência, da alegria, da tolerância, de um gesto fraterno, do respeito para com o próximo e do companheirismo.

Terceiro momento:  DINÂMICA – Trenzinho da Caridade

Objetivo: Fixar o conteúdo dado.

Material: Um trenzinho com várias janelinhas. Cada janelinha tem um número. Cartões numerados de 1 á 10. Sortear a ordem dos participantes. O primeiro deverá escolher uma janelinha. EX: número 2, então deverá pegar o cartão número 2 e ler a pergunta, analisá-la e responder a questão. Se não souber pode pedir ajuda aos amiguinhos de sala.



Quarto momento: Atividade escrita.

Prece final

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