14 de novembro de 2010

Aula - A Riqueza Espiritual da Amizade

PLANO DE AULA

A RIQUEZA ESPIRITUAL DA AMIZADE


Objetivo: Compreender que a amizade é um laço de amor, sinceridade, respeito e de companheirismo. Reconhecer em Jesus, o nosso melhor amigo, que nos ouve e ampara a todo o momento.

Bibliografia: Conteúdo programático U.E.M; Site da CVDEE; Atividades Técnicas pedagógicas da FEB; Redação do Momento Espírita; O Consolador, questão 174.

Harmonização com música

Prece Inicial

Primeiro momento:


Motivação:
Ao som da música: “É tão simples ser amigo” de Cássio e Junia, pedir que todos se levantem e caminhem pela sala cumprimentando-se uns aos outros, apertando as mãos, abraçando com alegria, perguntando: Qual é o seu nome? Quantos anos você tem? Onde você mora? Onde você estuda? O que você gosta de fazer? De que você gosta de brincar ou fazer?
O evangelizador depois deve verificar se elas sabem as informações do coleguinha ao lado. Caso não incentive a buscar estas informações.
Gancho: E aí? Gostaram de fazer novos amigos? Pois é! É sobre isso que falaremos hoje! (Colar um cartaz com título: “Amigos”).


Segundo momento: Pedir aos evangelizando que falem tudo que pensam saber sobre a amizade e ir anotando no quadro.

Terceiro momento: Contar a história: Amigos sempre
Quarto momento: Conversar com os evangelizando sobre a história.

Quinto momento: Desenvolver o tema -
O que é amizade? Vamos falar um pouquinho desse sentimento que nasce do amor.A amizade é sentimento elevado que nos aproxima uns dos outros é uma das maiores riquezas que possuímos aqui no mundo, pois ele nasce do amor. 


A amizade é uma troca, damos e recebendo.Os amigos são espíritos simpáticos, por quem temos afeto e confiança, são os nossos companheiros de jornada que facilitam a nossa existência e como exemplo de bons amigos temos os nossos pais aqui na Terra. Eles são os companheiros que nos auxiliam, consolam, estando presente nas horas difíceis e nos momentos alegres.
Amigos sempre se ajudam buscando serem pessoas melhores.


O que é mais importante: TER amigos ou SER amigo?Nós temos o hábito de dizer que temos muitos amigos, mas não sabemos bem o que é ser amigo, por causa do nosso egoísmo.
Ocorre muita das vezes não nos preocuparmos em ouvi-los, pois só preocupamos em falar e sermos ouvidos, isso é TER amigos, querê-los apenas para atender necessidades.
SER amigo é compreender, ouvir o outro, perdoar, não esperar retorno pelo bem que faz não pedir nada em troca. É sempre dar conselhos para o bem, não colocar o amigo em situações difíceis ou de perigo, mentir ou enganar.
Somos egoístas quando não estamos abertos para ouvir, compartilhar e dar atenção aos nossos amigos só desejando receber deles essas coisas.

Vale à pena fazer uma reflexão para tentar modificar algumas atitudes que temos em relação a eles.
Não devemos nos preocupar em TER muitos amigos, isso será uma conseqüência natural se soubermos SER bons amigos. Na nossa família temos a oportunidade de exercitar e aprender a ser amigo de verdade de alguém.
Lembrando também que para sermos amigos, não precisamos compactuar com o que não achamos correto.
Existem amigos de ocasião que na verdade, não são amigos, mas simplesmente colegas. Eles só se aproximam por interesses ou com intenções e depois vão se embora.
Reconhecemos os amigos naquela pessoa que está sempre nos fortalecendo em nossas realizações e nos estimulando na construção do melhor.
Precisamos aprender a sermos pessoas amigas, e isso só acontecerá se começarmos a exercitarmos o amor ao próximo, o desejo de lhe ser útil, independente de reconhecimento ou retorno.


Temos a oportunidade todos os dias de exercitarmos a amizade, nos importando com o que se passa com o outro. Quando fazemos isso estamos combatendo o egoísmo e trabalhando para fortalecermos bons valores em nós.
Um Amigo maior já nos trouxe há muito tempo os valores da amizade e do amor. Deus nos enviou esse grande Amigo para nos esclarecer e dar o seu exemplo de amor e nos mostrar o caminho para a verdadeira felicidade, é Jesus. Deus quer que aprendamos com Ele a viver com amor e compreensão uns com os outros.
Jesus tinha os apóstolos como grandes amigos que o seguiam e o dava suporte ao longo de sua caminhada.
Quem sabe ser amigo verdadeiro será, sempre, o emissário da alegria e da paz, tornando-se também discípulo de Jesus.
O que é preciso para conservar uma verdadeira amizade? Tempo, amor, carinho, respeito, perdão, tolerância, paciência, sinceridade, lealdade.

Sexto momento:



Atividade CriativaDesenhando o amor
Material: Papel, lápis preto, lápis de cor.
Após distribuir o papel, pedir às crianças que façam conforme pedido:
· Se o amor tivesse uma forma ou pudesse ser desenhado, como seria?
· Se o amor tivesse uma cor, que cor seria?


Sétimo momento:

Atividade para assimilação de conteúdo – História temática


Características: Técnica indicada para análise de um assunto, tendo com base uma ou mais histórias.


Objetivos: Desenvolver a capacidade de ler e interpretar uma história; promover um debate sobre determinado assunto, tendo como base uma história.


Tamanho do grupo: 20 a 25 pessoas


Material: história; ficha de interpretação de texto; lápis.


Desenvolvimento:Pedir-lhes que realizem as seguintes tarefas:
1. Leitura silenciosa individual da história: O Valor da Amizade;
2. Organização de dupla;
3. Correlação (troca) de idéias;
4. Preenchimento da ficha de interpretação de texto;
5. Escolha do relator para apresentar, em plenário, a ficha de interpretação de texto da dupla.
· O evangelizador fundamentando-se na apresentação dos grupos promove um debate geral fechando o assunto, contextualizando a principal mensagem vinculada pela história com a vida cotidiana.


Prece final
HISTÓRIAS
Amigos
Harry e Lawrence são primos em primeiro grau. Nasceram com a diferença de seis meses e separados apenas por poucas quadras.
Desde a mais tenra idade, conviveram. Descobriram que eram muito parecidos. Falavam, gostavam e pensavam de forma muito semelhante.
Quando ambos tinham em torno de cinco anos, Lawrence foi para a festa de aniversário do primo. Era mais uma grande reunião de família, onde se misturavam primos, tias, sobrinhos.
Harry ganhou de um dos convidados uma maravilhosa coleção de soldadinhos de chumbo, pintados com cores vivas e aos olhos da criançada pareciam reais. O aniversariante os pegou e mostrou a todos com orgulho.
Brincaram até tarde. Na hora da saída, Lawrence enfiou todos os soldadinhos no bolso da calça.
Eram tão lindos que ele os desejou para si. Fingindo naturalidade, foi saindo de fininho, encaminhando-se para a porta.
O que ele não sabia é que o bolso da calça estava furado e os soldadinhos caíram com estardalhaço no chão.
Os adultos se viraram todos para o pequeno, com olhos acusadores. Sua mãe lhe desferiu aquele olhar de: O que você fez?
O garoto se sentiu acuado. Tinha vontade de sair correndo, fugir, mas as pernas lhe pesavam. Pareciam pregadas ao chão.
Foi o pior momento de sua vida, lembra Lawrence, hoje com mais de setenta anos.
Então, o primo Harry veio em seu socorro. Colocou-se ao lado dele e com segurança falou em voz alta e clara:
Eu dei os soldadinhos para ele.
Recordando aqueles momentos, o escritor que viaja pelo mundo todo, pergunta:
De que outro motivo preciso para amar esse sujeito?
E são amigos até hoje. Mesmo que, crescidos, tenham seguido caminhos diferentes, prosseguiram a cultivar esse sentimento maravilhoso que nos faz florescer e que se chama: amizade.
* * *
A amizade sincera é um oásis de repouso para o caminheiro da vida, na sua jornada de aperfeiçoamento.
A amizade leal é a mais formosa modalidade do amor fraterno, que santifica os impulsos do coração.
Quem sabe ser amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da ventura e da paz.
Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa nas horas mais amargas da vida.
Redação do Momento Espírita com base no artigo O último calouro, publicado pela revista Seleções Reader’s Digest, março/2000 e na pergunta 174 do livro O consolador, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.Disponível no livro Momento Espírita v.2.Em 13.03.2009.

Amor de Amigo
Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por uma rádio e ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue.
Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o sangue preciso. Reuniram então as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar o sangue.
Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng. Ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre.
O médico lhe perguntou se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada.Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... Minutos depois ele estava novamente tranqüilo.
A enfermeira então explicou aos americanos: "Ele pensou que ia morrer; não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer."O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou:
- "Mas, Heng, se era assim, então porque você se ofereceu a doar seu sangue?"E o menino respondeu com muita simplicidade:
- "Ela é minha amiga."

Redação do Momento Espírita, com base na história Não há amor maior,
de John W. Mansur, disponibilizado na Internet (col. John W. Mansur,
 extraído de The Missileer).
Disponível no CD Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.
Em 19.10.2009.


FICHA DE INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

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