6 de junho de 2011

Aula - Obediência e Resignação

Obediência e Resignação

Evangelho Seg. o Espiritismo – Cap. 9 – “Bem-Aventurados aqueles que são Mansos e Pacíficos”

Objetivos:

- Reconhecer a necessidade da ordem e da disciplina para alcançarmos a harmonia interior.

- Identificar a obediência e a resignação como virtudes a serem alcançadas para nossa evolução.

- Salientar a importância da fé, diante das provas e dificuldades da nossa vida, o que nos auxilia a desenvolver a obediência e a resignação.

- Conscientizar sobre a necessidade de conhecermos a nós mesmos e de nos esforçarmos para dominar e corrigir nossas más tendências.

- Compreender, relacionando à Parábola dos Dois Filhos, que nosso crescimento moral se dá em nosso íntimo, refletindo-se em nossas atitudes.

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo: cap.9; Programa de Evangelização da União Espírita Mineira; O menino ambicioso, o sevo insatisfeito e outras histórias – Célia Xavier Camargo; EDUCAÇÃO DO SER INTEGRAL - LAR FABIANO DE CRISTO.

Harmonização com música

Prece Inicial

Primeiro momento: Contar a história – Aprendendo a Viver de Célia Xavier de Camargo.

História - Aprendendo a Viver

Célia Xavier de Camargo

Morando numa pequena casa em um bairro humilde, Toninho vivia inconformado.

Na escola via colegas mais bem vestidos, calçando tênis caros, e sentia-se triste. Gostaria de ser como um deles, ter casa bonita, passear no “Shopping Center”, ter brinquedos sofisticados, “vídeo games”. Ouvia o relato dos amigos sobre programação de final de semana, e ficava humilhado.

Porque só ele tinha uma vida tão chata e tão sem atrativos?

Nunca podia comprar nada de diferente, usava o par de tênis que não servia mais para o seu irmão, e suas roupas estavam velhas e surradas. É bem verdade que a mamãe as trazia sempre limpa e bem passadas, mas Toninho sentia-se mal por usar sempre as mesmas roupas.

Ao chegar em casa para o almoço, reclamava. A comidinha era simples e nunca tinha pratos diferentes.

- Outra vez feijão com arroz?

O pai, operário de uma fábrica, respondia com paciência:

- E não está bom? Tem muita gente que não tem o que comer, meu filho! Vamos agradecer a Deus, pois nunca passamos fome.

Toninho não respondia. Baixava a cabeça e punha-se a comer, de má-vontade.

Certo dia, Toninho saiu de casa chateado. Brigara com os pais, pois queria uma calça jeans que tinha visto numa loja no centro da cidade e seu pai lhe dissera que era impossível naquele momento. Não tinha dinheiro.

Nervoso, engolindo as lágrimas e chutando uma lata, Toninho foi para a rua. Andou bastante, sem destino. Cansado aproximou-se dele e pediu uma moeda.

Ele olhou admirado para a garota, afirmando:

- Não tenho dinheiro!

- Mas você parece rico. Deveria ter dinheiro.

Espantado, Toninho olhou melhor para a menina, achando graça.

- Então, acha que sou rico?

- Pois não é? Está limpo, bem vestido, bem calçado. Aposto que tem até uma casa!

Toninho, que sempre se considerara muito pobre, perguntou:

- Tenho. Por quê? Você não tem uma casa?

A menina respondeu, apontando para um lugar ali perto:

- Não. Moro debaixo daquele viaduto ali.

Toninho, que nunca se dera conta da verdadeira pobreza, estava horrorizado. A menina, cujo nome era Júlia, convidou-o para conhecer “sua casa” e ele a acompanhou.

Lá chegando, Toninho viu um casal simpático acendendo o fogo num fogão improvisado com tijolos. Também havia outras famílias dividindo o local.

Os pais de Júlia o receberam com um sorriso. Haviam alguns gêneros alimentícios e estavam contentes. Teriam o que comer naquele dia e poderiam até ajudar outras famílias que ali estavam.

- Não se assuste – disse a mãe de Júlia a Toninho -, sem sempre estivemos nessa situação. Acontece que há alguns meses meu marido foi dispensado na indústria onde trabalhava e está desempregado até hoje. Não pudemos mais pagar o aluguel e fomos despejados. Para comprar o que comer, fomos vendendo os móveis e eletrodomésticos que possuímos. Assim, perdemos o jogo de sofá, a geladeira, o fogão, o aparelho de som, as camas. Agora, estamos morando aqui debaixo deste viaduto. Mas, não pense que estamos tristes. Não, de modo algum! Sempre agradecemos a Deus por termos onde nos abrigar. Existem pessoas que nem isso possuem!

Toninho sentiu um nó na garganta. Despediu-se, emocionado.

Chegando em casa, Toninho sentiu a segurança e o aconchego do ambiente doméstico. Entrou na cozinha e um cheiro bom de comida veio do fogão.

Seu pai chegou da fábrica e sentaram-se para comer. Toninho pediu para fazer a oração de agradecimento.

- Muito obrigado, Senhor, por tudo que nos concedeste. Pela nossa casa, pela família, pela comida. E que nunca nos falte o necessário para viver. Assim seja.

Notando que o filho estava emotivo e diferente, o pai explicou:

- Meu filho, amanhã eu irei receber um dinheiro extra e poderei comprar aquela calça jeans que você tanto deseja.

Para sua surpresa, Toninho respondeu:

- Não, papai, não precisa. Isso agora já não tem qualquer importância.

Vendo o espanto dos pais, que nada estavam entendo, o menino contou-lhe a história da Júlia, sua nova amiga.

Os pais de Toninho também quiseram conhecer a família de Júlia, que tanto bem fizera a seu filho, e tornaram-se amigos. O pai de Toninho explicou o caso na fábrica e, dentro de poucos dias, surgindo uma vaga, o pai de Júlia foi contratado.

Na escola, agora o comportamento de Toninho era completamente diferente. O exemplo de otimismo e resignação daquela família havia tocado seu coração. Mostrava-se mais alegre, satisfeito e nunca mais se sentiu infeliz, reconhecendo que a vida é um bem muito precioso e que Deus dá a cada um o necessário para poder viver.

Segundo momento: Explorar o tema da aula com perguntas.

Toninho aceitava o fato de não poder ter as mesmas roupas e objetos que seus colegas? Qual atitude dele quando não podia ter o que queria? O que seus pais aconselhavam? O que ele aprendeu quando conheceu Júlia e sua família?Quando chegou em casa depois da conversa com a nova amiga, que ele percebeu? Qual sua reação quando o pai lhe disse que poderia comprar a calça que desejava? Toninho mudou sua atitude depois que conheceu a história de Júlia? Por que?

Terceiro momento: Explicar que a qualidade que Toninho aprendera era de resignação. Resignação quer dizer aceitar com calma o que não pode ser mudado, mas não significa se acomodar a uma situação e não trabalhar para mudá-la.

* OBEDIÊNCIA e RESIGNAÇÃO são virtudes ativas que possuímos necessárias ao nosso relacionamento no LAR, na ESCOLA e nas DIFICULDADES DA VIDA, que também é escola, praticando-as.

* Obediência ás leis de Deus e o acatamento das determinações daqueles que Ele coloca em nosso caminho como orientadores na presente existência (pais, mães, etc.) são virtudes que todos devemos conquistar.

* Obediência aos pais, professores, patrões e a todos a quem servimos ou devemos respeito, não significa fraqueza ou falta de personalidade, mas coragem, desprendimento e compreensão do que é a vida e de nossas necessidades.

* Devemos obedecer sempre e, além de executar as ordens recebidas, acrescentar algo de nossa parte como empenho, boa vontade, sinceridade, abnegação.

* Obedecer é estar na posição de colaborador.

* Ser obediente é ser resignado, aceitando a vontade de Deus frente a tudo que não podemos mudar embora o desejássemos.

* Sem automatismo ou passividade, a obediência construtiva é antes de tudo o desempenho consciente de nosso dever, diante de Deus e dos homens.

* A obediência nos induz ao serviço fiel e honesto, onde fomos colocados sem melindres ou desajustes.

* A obediência leva a ordem e a disciplina, pois a criatura obediente é disciplinada e respeita a ordem estabelecida, acata as leis e procura dar-lhes cumprimento.

* A ordem e a disciplina são fatores indispensáveis ao progresso individual e coletivo, estando presentes nas leis que regem o universo (movimento da T erra, da Lua, estações do ano, etc.).

* O espírita busca, desde cedo, atender com pontualidade os seus compromissos (horário escolar, hora de levantar, de fazer as refeições, de estudar, de recrear, de deitar- se, etc.)

* Ao espírita, mais do que a qualquer outra pessoa, compete o dever de ser ordeiro e disciplinado, a fim de que possa servir de instrumento de progresso para toda a coletividade de que faz parte e, ao mesmo tempo, conquistar o seu próprio aprimoramento espiritual.

Quarto momento:
- Apresentar a seguinte situação:
Joaquim e João são dois irmãos. A mamãe prometeu que, no domingo, toda a família ia fazer um passeio muito agradável. Eles poderiam tomar banho de mar, ir ao parque de diversões, andar no carrossel e fazer muitas brincadeiras. Os meninos esperavam felizes o dia de domingo. Na madrugada de domingo caiu um temporal muito forte. Pela manhã a chuva continuava e... Não puderam fazer o tão sonhado passeio.

- Apresentar a figura e dizer:
Joaquim reclamou, chorou, gritou de tristeza e raiva.
João também ficou triste, mas não reclamou, nem chorou, nem berrou. Ficou pensando como poderia divertir-se naquele dia de chuva, mesmo dentro de casa.




Pedir que as crianças observando a figura respondam:
– Quem foi o mais inteligente? Por quê?
Explicar que João aceitou o que não podia mudar. Pedir às crianças que digam o nome dessa qualidade. Ele aceitou com calma o que não pode ser mudado e no caso, a chuva. Mas o menino não deixou de pensar como poderia melhorar a situação. Assim devemos sempre fazer.

Quinto momento: ATIVIDADE REFLEXIVA -Levar as crianças a refletir:
a- sobre situações que viveram e não gostaram.
b- se poderiam ou não ter mudado a situação.
c- como reagir: com calma ou com raiva.
A partir das situações apresentadas pelas crianças, auxiliá-las a perceber qual a forma mais inteligente de agir, mantendo-se calmos diante do que não pode ser mudado.

Distribuir folhas de exercício para que escrevam e/ou desenhem explicando as situações.

Prece Final


4 comentários:

andre disse...

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Anônimo disse...

muito obrigada!

luz e paz!

abraços,

Maíra

Anônimo disse...

Adorei as sugestões e estou montando um trabalhinho bem interessante para as crianças. Obrigada por manter esse blog com tantas ideias. Cidinha, RJ, Grupo Esp. Trabalhadores Humildes

Anônimo disse...

Parabéns pelo blog, Simone!, obrigada por compartilhar! :) Um abraço. Célia