29 de maio de 2011

Aula - Bem-Aventurados Aqueles que são Mansos e Pacíficos

Evangelho Seg. o Espiritismo – Cap. 9 – “Bem-Aventurados aqueles que são

Mansos e Pacíficos”

Objetivos:

- Incentivar o evangelizando a ser um verdadeiro filho de Deus através da prática da doçura e afabilidade, paciência e compreensão.

- Conscientizar sobre a importância de ser pacífico intimamente, nos gestos, nas palavras através do esforço diário.

- Frente a toda dificuldade é imprescindível lembrarmos-nos dos exemplos de Jesus, como guia e modelo.

- Entender que o desenvolvimento do menino Jesus em nosso coração exige a mansidão que traz a paz interior em nós e ao nosso redor.

- Sensibilizar através de exemplos de mansos e pacíficos que nos auxiliam na educação moral.

Sub-temas:

· A Afabilidade e a Doçura

· A Paciência

· A Paz Do Cristo

Bibliografia/Fonte de pesquisa: Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. IX; Evangelho Segundo o Espiritismo para a infância – Maria Helena Fernandes Leite; Conteúdo Programático da UEM; 52 Lições de Catecismo Espírita.

Harmonização Inicial

Primeiro momento: ATIVIDADE INTRODUTÓRIO-Dinâmica

Dinâmica: Quebra-cabeça

OBJETIVO: levar os participantes a refletirem sobre a necessidade de cultivo da paciência, fraternidade e cooperação.

MATERIAL: envelopes com quebra-cabeças diferentes.

PROCESSO: Pedir que formem grupos e dar um envelope com um nº de peças para cada evangelizando. Preparar os envelopes com as peças misturadas. Distribuir os envelopes.

Proceder às instruções:

Regra nº 01: “Todos devem montar seus quebra-cabeças dentro de 10 minutos”.

Regra nº 02: “Deverão se movimentar com o menor barulho possível”

Regra nº 03: “Poderão trocar entre si as peças”

Regra nº 04: “Poderão se unir ou formar dupla ou mais”.

Dizer-lhes que “A dinâmica será concluída quando todos formarem seus quebra-cabeças”.

O educador irá observar as atitudes das crianças até a finalização da tarefa. Quando concluírem a atividade, explicar que o ‘vencedor’ não é aquele que montou primeiro o quebra-cabeça, mas aquele cuja atitude é de cooperação, união, fraternidade e paciência. E pedir para eles mesmos avaliarem suas atitudes e pensarem sobre isso.

Segundo momento: Colar no quadro: “Bem aventurados aqueles que são Mansos e Pacíficos” e dizer-lhe que hoje conversaremos sobre essa bem-aventurança sobre esse ensinamento de Jesus.

- Nessa bem-aventurança Jesus ensinou importantes virtudes e com elas em ação, desenvolvidas ou em desenvolvimento em nós, seremos bem-aventurados ou muito felizes.

- Escrever no quadro: MANSO E PACÍFICO e logo abaixo PACIÊNCIA, AFABILIDADE e DOÇURA.

- Ser manso e pacífico é ser paciente com todas as pessoas e em todas as situações, é não se deixar irritar por qualquer motivo. Quando não permitimos que nada nos irritem ou exalte, quando procuramos soluções com entendimento e diálogo com o semelhante irritado, mal-humorado ou colérico, mas respeitando-lhe os pontos de vistas e as idéias. São aqueles que não prejudicam ninguém nem por palavras nem por atos; por isso são felizes e Jesus os considera verdadeiros filhos de Deus.

- E vocês, são pacientes ou impacientes?

- Como se comporta uma pessoa impaciente? (deixar que respondam e concluir)
IMPACIÊNCIA é precipitação e PRECIPITACÃO traduz DESARMONIA, PERTURBAÇÃO.

- E como nos sentimos depois de um ataque de impaciência? Mal, não é mesmo?

- Comumente ouvimos frases que demonstram paciência e impaciência, citem algumas.

- Quando ouvem a frase: "PERDI A PACIENCIA!" ou "NÃO ME FAÇA PERDER A PACIENCIA!" É possível perder uma virtude adquirida?
Não. Se a pessoa já adquiriu a virtude da paciência ela agirá com tranqüilidade, equilíbrio, perseverança em qualquer situação, incluindo principalmente as mais difíceis. Portanto aquele que diz ter perdido, na verdade nunca teve.

- Mas o que é paciência? Segundo o dicionário é virtude de quem suporta males e incômodos sem queixas ou revolta; qualidade de quem espera com calma o que tarda; perseverança em continuar um trabalho, apesar de suas dificuldades e demora.

- Paciência conosco - dar tempo a nós mesmos, sempre que estivermos aprendendo algo novo ou quando fizemos algo errado, lembrar que somos espíritos em evolução, não estamos prontos ainda.

- Paciência com os outros, com pessoas idosas, com os irmãos mais novos, em esperar alguém falar, esperar os pais comprar aquele brinquedo que pediu, nos estudos, etc.

- Paciência frente aos problemas da vida, nos relacionamentos, com nossos pais, nossas amizades, não nos irritando ou explodindo por qualquer coisa.

- A paciência é uma virtude que pode ser adquirida por todos, e reconhecendo que a falta de paciência é um fator que está dificultando nossa vida, nossos relacionamentos, lembremo-nos que, a paciência é de relevante importância para tudo que desejamos conquistar, mas acompanhada dela deve vir a afabilidade e a doçura.

- Afabilidade ou Afável é aquele que é cortês, delicado, amável, agradável, bondoso, com quem se pode falar facilmente, acessível.

- Doçura ou ter doçura é aquele que é doce de coração, aquele que é suave, meigo, sereno, terno.

- A afabilidade e a doçura são manifestações naturais daquele que é benevolente (bondoso, boa vontade) é por sua vez aquele que tem amor ao próximo.

- Isso significa que não basta ter atitudes exteriores de boa educação, de gestos e atitudes suaves, ser afável no falar, se são resultados de treinamentos sociais, aparências de uma boa educação, de boa índole.

- Quem deseja ser afável e suave nos relacionamentos com os outros, precisa cultivar o amor ao próximo, e apara aplicar é preciso ter boa vontade com os erros dos outros, compreender suas imperfeições, suas dificuldades. É de importância ser pacífico intimamente, nos gestos, nas palavras através do esforço diário.

- São bem-aventurados os que, se esforçando por compreender e aceitar todas as pessoas como são, querendo para elas o que de melhor for possível, usando de benevolência para com suas faltas e omissões, tiver sempre atitudes de delicadeza e de afabilidade em todos os relacionamentos.

- Esses sentimentos vão nos facilitar a convivência uns com os outros.

- Atrai a simpatia, a amizade e o afeto do próximo para conosco.

- O oposto a raiva, a cólera e a intolerância levam ao impulso de agredir, revidar; é contrário ao amor, provoca o mau-humor, violência e isso se reflete na solidão, doença e sofrimento.

- Não se tem a paz e a serenidade no coração, enquanto não se compreender, com paciência, as necessidades dos semelhantes, principalmente quando a ignorância é dirigida pela violência; só se alcança esta compreensão com a afabilidade, a doçura, a tolerância, a brandura e a pacificação.

- Se estamos assim é hora de reformar nossas atitudes, reprimir as más tendências sempre que nos surpreendemos em atitudes negativas. Lembrando que no esforço do bem proceder, atraímos para nós a amizade, a simpatia dos outros, e assim evitamos o sofrimento.

- A brandura e a mansidão complementam a delicadeza de espírito.

- Frente a toda dificuldade é imprescindível lembrarmos-nos dos exemplos de Jesus, que é o único guia e modelo.

Segundo momento: Narrar à história: O ANIVERSÁRIO DE GUIGUI.

Guigui é um menino muito esperto. Ele é um pouco gago, mas faz tratamento e cada dia está melhor.
Quando era menor Guilherme demorava em conseguir dizer seu nome; daí o apelido carinhoso de Guigui.
O dia do seu aniversário está chegando.
Guigui pediu a seu pai um patinete de presente.
O Seu José está fazendo o brinquedo com todo capricho.
Sua mãe prometeu fazer uma coisa bem gostosa – um pudim de leite – o que Guigui mais gosta.
O menino todo dia pensa ver seu patinete pronto.
Mas, tem que ter paciência e esperar o dia do aniversário.
O dia chegou! Bem cedo Guigui pulou da cama.
Obrigado, papai! – disse Guigui ao receber o seu abraço. E olhou para ver se via o presente.
Mas, que pena! O patinete estava ainda sem as rodinhas.
Com paciência ele vai esperar o pai terminar. Guigui se arrumou, foi para a escola.

Quando voltou mamãe falou:
– Olha o que está na mesa. É todo para você.
Sua boca se encheu d’água ao ver o pudim cheio de calda!


Sua boca se encheu d’água ao ver o pudim cheio de calda!

Guigui foi logo lavar as mãos e... Quando voltou...

O prato estava caído no chão e o pudim desmanchou-se todo.
– Não acredito!... Mãe! A Ritinha jogou o pudim no chão!


Guigui fez um gesto de quem ia bater na irmãzinha.
O menino olhou a mamãe e, vendo sua calma, baixou a tempo sua mão, dizendo:
– Eu sei mamãe. Ela é pequena, não sabe o que faz. Preciso ter paciência com ela. À noite Guigui já se preparava para dormir. D. Margarida chamou o menino na sala:
– Outro pudim? E ainda maior! E com calda de chocolate! – falou surpreso Guigui.
– É todo seu.

Guigui pegou uma colher e dividiu seu pudim com a irmãzinha, a mamãe e o papai. Foi uma festa!
Naquela noite o papai terminou o patinete de Guigui.
E quando o menino acordou...


Ali estava o seu tão desejado presente!

Terceiro momento: Avaliar a compreensão da história através das perguntas:
– O que Guigui deve ter sentido quando viu que seu brinquedo não estava ainda pronto?
– E o que sentiu quando viu seu pudim caído no chão? Será que ele ficou triste?
– O que ele teve vontade de fazer?
– Por que não fez?
– E o que aconteceu de noite?
– A mamãe disse que o pudim era todo dele. Mas, ele comeu o pudim sozinho?
– Valeu à pena Guigui esperar, com paciência?
– Gostamos quando alguém tem paciência com a gente?
– E os outros também gostam de serem tratados com paciência?

Quarto momento:

1.Harmonização Final - ATIVIDADE CRIATIVA
a) Pedir que imaginem, com os olhos fechados, que tem na mão um vasinho com terra e dentro uma sementinha bem pequenina... a sementinha começa a inchar devagarzinho. .. sai da casquinha... com paciência surge a primeira folhinha... cresce... depois, com paciência, aparece outra folhinha... Aos poucos cresce na terra a plantinha... E agora, bem devagar... eu coloco no chão, na minha frente, a minha plantinha...”

b) Agora vamos imaginar que somos essa plantinha: Criar com todo o grupo uma vivência corporal que represente a germinação e o crescimento de uma semente. Os gestos devem ser lentos para representar as etapas do desenvolvimento.

Meditar:
Com paciência a plantinha cresce...
A paciência também me ajuda a crescer feliz.
Pedir que abram os olhos e bem devagarzinho coloquem a sua “plantinha” no jardim (real ou imaginário).

Prece Final


2 comentários:

Anônimo disse...

Oi, sempre venho recorrer ao seu blog quando preciso de ideias novas para encrementar minhas aulas xD
Achei muito linda esta aula, mas como temos pouco tempo de sala com os evangelizandos no C.E. que trabalho, usaremos diferentes etapas da aula associadas a outras ideias para compôr o trabalho do mês xD

Mais uma vez, PARABÉNS!
Veronyca - SC

Anônimo disse...

Simone,

Suas aulas são ótimas!
Vc está de parabéns. Sempre uso suas aulas como base.