12 de setembro de 2011

Aula - A verdadeira Propriedade


A VERDADEIRA PROPRIEDADE – Conquistas Espirituais

Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon

Objetivo:

- Refletir sobre a verdadeira propriedade, sobre o que realmente possuímos que são nossas conquistas e valores morais (que devem ser trabalhados em nosso dia-a-dia) e que nos levam ao crescimento, tais como: o amor, a caridade, generosidade, o estudo – conhecimento, paciência, benevolência, caridade, etc.

- Sensibilizar os evangelizando sobre a importância do desprendimento dos bens materiais independente do valor sentimental ou financeiro.

- Estimular o cuidado com o que nos é dado, com o que adquirimos e com o que é do próximo.

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XVI; www.techs.com.br/meimei/historias; Caminho, Verdade e vida – FCX/Emmanuel, Cap. 21, 24, 64.

Harmonização com músicas

Prece Inicial

Primeiro momento: Brincadeira Lúdica – CAÇA AO TESOURO

Antes do início da aula preparamos o ambiente para a brincadeira. Colocamos as pistas nos locais determinados e os dois baús.

Após a prece inicial anunciar a brincadeira, dizer que existe dois baús, mas apenas um contém o TESOURO VERDADEIRO. Formar grupos com as crianças, distribuir o mapa do tesouro e a primeira pista para cada grupo.

A brincadeira termina quando encontrarem os dois baús. E então, reunidos na sala pedir aos grupos que encontraram o baú que o abram. Após abrirem os baús, questioná-los: “Qual é o VERDADEIRO TESOURO? Aquele que a traça e a ferrugem não corroem e os ladrões não roubam!”

* Ver o Arquivo do Blog: Setembro de 2011, onde descrevo passo a passo como realizei a brincadeira da Caça ao Tesouro.

Segundo momento: Após a reflexão e discussão desenvolver o tema da aula.

Os tesouros da Terra são os bens materiais que permanecem aqui na Terra após nosso desencarne, porque não podemos levá-los para a espiritualidade. Dar Exemplos: (casa, automóvel, jóias, terras, vestuários etc. Pedir sugestões as crianças. São enfim as coisas materiais, perecíveis, sujeitas a deterioração, a serem roubadas, invejadas, e destruídas.

Jesus ensinou: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu" (Mateus 6:19-20). Quis assim dizer Jesus, que a traça um bichinho que se alimenta de nossas coisas e objetos, tais como roupa, papéis, livros... Os ladrões que assaltam e roubam os pertences materiais das pessoas... Que são tesouros materiais ou bens da Terra, eles são perecíveis, passageiros e de pouca duração.
Não são tesouros realmente.
Não podemos levá-los para a pátria espiritual.
São danificados por diversos agentes e indiscutivelmente são falsos tesouros.

Seriam então desprezíveis? Não, eles são de uso para a nossa vida material, portanto necessários. Jesus quis somente demonstrar que não são os verdadeiros tesouros. São necessários somente para nossa vida material.
Então, nosso Mestre e Senhor nos aconselha amealhar, juntar, conquistar os verdadeiros tesouros.
Os tesouros imperecíveis (que dura muito tempo; eterno) são os bens do Espírito como: A BONDADE para com todos os viventes. Seja o nosso irmão do caminho, sejam as plantas, os animais, as coisas infinitamente pequenas ou as coisas infinitamente grandes com as do Céu.

A humildade a Paciência e as conquistas intelectuais, tais como as ciências e as filosofias.

A CARIDADE para com todos nossos irmãos necessitados de pão e carinho.

O carinho, amizade, respeito, responsabilidade, honestidade, caridade, humildade e muitos outros - levamos com a gente para o plano espiritual e são conquistas que ninguém pode nos tirar. Se nos preocupamos muito com as coisas materiais, sofremos muito ao desencarnar, porque elas não vão nos acompanhar. Já se cultivamos os valores espirituais não teremos grandes problemas ao deixar a vida corpórea.

Os bens da Terra têm uma importância muito menor que as coisas do coração.

As coisas simples podem nos dar um prazer muito maior do que aquelas que se compram com bastante dinheiro. Vamos agora citar coisas que trazem felicidade e não são difíceis de adquirir.

* Deixar que falem. Em seguida, auxiliá-los com alguns exemplos: o amanhecer e o entardecer; o canto dos passarinhos; uma fruta madura no pé; um abraço de avó; a carta de um amigo distante, ou um telefonema; soltar pipa no céu; brincar no parque, no zoológico, ou fazer piquenique no final de semana com a família; olhar o céu à noite e contar as estrelas; deitar no chão e ver as formas que as nuvens fazem; conversar com os amigos; o cheiro de comida quentinha; um banho quando estamos cansados; a nossa cama, depois de um dia longo; o vento batendo no rosto; brincar na chuva; ouvir ou ler uma história interessante; uma surpresa; uma visita inesperada de quem não se vê muito tempo; ouvir ou dizer palavras de afeto; ficar perto de que se gosta muito...

Valorizar as coisas simples e dar importância maior aos bens do coração não é invenção nossa (evangelizador) ou conversa de antigos.

Quando Jesus nos disse:

“Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Onde estiverem os bens que tivermos adquirido, estará o nosso coração, quer dizer a nossa felicidade. As coisas caras e os prazeres materiais que requerem dinheiro não duram para sempre, nem podem ser adquiridos a qualquer tempo. Seremos mais felizes se dermos valor aos bens singelos e às boas sensações do espírito, que podemos cultivar em qualquer tempo. Aquele que só se importa com as coisas do corpo tem seu tesouro no plano físico e a ele fica preso ao morrer, o que dificulta muito seu crescimento espiritual.

Precisamos alimentar a alma da mesma forma que nosso corpo tem necessidade de alimento. Como assim? Precisamos dar algum tipo de comida para nosso espírito. E a alma se alimenta das sensações, dos prazeres e das dores. Quanto mais suave for o alimento, mais saudável será a alma.

Aquele espírito que se "alimenta" com coisas pesadas como álcool, drogas, cigarro, ódio, inveja, mentira, acaba por adoecer e fica preso às zonas inferiores, onde a felicidade não está presente.

Tudo isso quer dizer que devemos tratar os bens materiais, o dinheiro como coisas necessárias, sem apego, porque ele é importante para a vida na T erra e precisamos estar conscientes quem é o dono de quem. Não podemos ser escravos dele, em momento nenhum. A falta dele não é o fim do mundo, embora pareça, algumas vezes.

É preciso amar e não se esquecer de vigiar nossos pensamentos, para não cairmos em tentações. Como dissemos tudo o que é material aqui permanece. No Céu não há ladrões, não há ferrugens nem traças ou cupins. Disse Jesus, "Onde está o teu tesouro, ai está o teu coração".

Se nosso tesouro, são as coisas materiais, ali estará o nosso coração e por isso sofremos, quando as vemos danificadas ou roubadas. Não devemos nos preocupar demasiado com as coisas materiais. Deus vela por seus filhos e nada lhes faltará.

Terceiro momento: Contar a história – As Duas Irmãs

Lúcia e Marina são duas irmãs muito diferentes uma da outra.

Lúcia é meiga, bondosa e estudiosa.

Marina ao contrario, não gosta de estudar. Só se preocupa com a vaidade. Só quer vestidos novos, sapatos, jóias. Tudo que vê cobiça. Tudo o que os outros têm Marina também quer.

Mamãe se preocupa muito com isso. Diz a mamãe a Marina:

- Tenha paciência, as coisas não são como você quer. Precisamos saber se Papai pode comprar, se o dinheiro que ganha dá para este gasto.

Marina sempre teimosa bate o pé, quero, quero e quero. Por isso é uma menina aflita, inquieta e na sua fisionomia reflete-se o seu estado de alma. Sempre mal humorada e nervosa, com o olhar procurando ver o que os outros possuem. Vive inquieta e insatisfeita, porque sempre está invejando as outras crianças.

Lúcia, ao contrario, se contenta com o que possui. Por isso vive feliz. Suas roupas estão sempre limpas, seus sapatos engraxados e os cabelos bem penteados. É amiga dos bichinhos, das plantas e dos passarinhos. Paciente e atenciosa com todos. Por isso todos gostam dela e se sentem felizes em sua companhia. Não inveja as outras crianças. Por isso é bonita, seus cabelos e olhos têm o brilho da felicidade.

Lúcia pensa assim: Para que precisamos de tantas roupas? Tantos pares de sapato? Há tantas crianças que não tem nem um agasalho para o frio! Crianças que andam descalças e não tem às vezes nem o pão para alimentá-las. Isso que é triste.

Diz Lúcia para sua irmã:
- Devemos visitar a casa dos pobrezinhos para levar-lhes alguma coisa de que necessitam.
Vamos com mamãe hoje fazer um plantão no Albergue Noturno, lá tem algumas crianças que vem de cidades distantes e pobres de recursos, tratarem-se no hospital daqui da cidade porque estão doentes. Fico penalizada. Ajudo no que posso... São magrinhas e tristes, mal tem um par de chinelos. Ficam tão felizes quando levamos roupas e brinquedos... Jesus nos ensinou Amar ao próximo como nos amamos, e como amamos nossa família e amigos.

Deus nosso Pai sabe de tudo o que necessitamos Lúcia, e desde que procuremos ser justos e bons nada nos faltará. Se formos calmos e caridosos, teremos Paz, saúde e harmonia no Lar. Papai e Mamãe nos dão tudo o que precisamos e nossa vida decorrerá de forma que nada nos falte. O importante é saber disso: Estudar para aprender, ser bondoso e humilde para viver feliz. Não será essa a felicidade que todos procuramos?
VAMOS JUNTAR TESOUROS PARA A ESPIRITUALIDADE?

Mas, Marina cujo coração ainda padece endurecido diz aborrecida:

- Prefiro vê TV! Hoje vai passar um seriado legal e meus desenhos preferidos!

Fonte: www.techs.com.br/meimei/historias

* Explorar a história fazendo perguntas, avaliando o entendimento da turma.

Quarto momento: Atividade escrita

Prece Final

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