10 de julho de 2011

Aula - Amai os Vosso inimigos




AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XII

Sub-tema:

  • · RETRIBUIR O MAL COM O BEM
  • · AMAR OS INIMIGOS COMO APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CARIDADE
  • · INIMIGOS DESENCARNADOS
  • · A OUTRA FACE

Objetivos: Levar o evangelizando compreender que o amor ao inimigo é uma aplicação do amor ao próximo. É não lhe ter ódio, nem rancor, nem desejo de vingança, é perdoar sem segunda intenção e incondicionalmente o mal que se faz, é desejar-lhe o bem e não o mal. Que devemos amar os nossos inimigos porque o amor é a única força capaz de transformar o inimigo em um amigo.

Bibliografia: Evangelho. Seg. Espiritismo cap.12; 52 Lições de Catecismo Espírita; O Evangelho Seg. o Espiritismo para a infância, de Maria Helena Fernandes Leite.

Harmonização musical

Prece Inicial

Primeiro Momento:

Todos nós queremos ser felizes, mas só adquiriremos a felicidade quando nos esforçamos por encontrá-la, e muitas vezes a procuramos pelos caminhos errados.

Todo sentimento contrário ao amor, ensinado por Jesus, é o caminho errado.

E só seremos felizes quando trabalharmos para fazer os outros felizes; quando aprendermos a fazer o bem aos outros.

Jesus ensinou o caminho quando disse que devemos amar aos nossos semelhantes sem distinguir as pessoas, fazendo-lhes todo o bem possível.

E também ensinou que uma das maiores aplicação do amor ao próximo é amar aos inimigos ou aqueles que não temos simpatia, aquela pessoa difícil que nos prejudicou, ofendeu ou humilhou.

“Amai os vossos inimigos, fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam.” (Mateus 5: 20)

Amar quem nos ama é fácil, mas amar a quem nos prejudica é que é mais difícil... Mas, na verdade que Jesus nos pedia não é amar os inimigos com o mesmo amor que amamos nossos amigos, não é abraçar, beijar, expressar afeição, tratá-lo como amigo. Ele sabe que é difícil para nós ainda.

O que nos ensina Jesus é não guardar raiva e ressentimento, nem desejo de vingança. É perdoar, sem segunda intenção o mal que nos fizerem. É não se opor à reconciliação. É desejar-lhes o bem em lugar do mal e alegrar-se sinceramente pelo bem que os alcança. É estender-lhes a mão em caso de necessidade. É evitar prejudicá-los por palavras e atitudes. Em resumo, é retribuir o mal com o bem apesar de nos desejarem o mal. Quem assim age sabe amar seus inimigos.

Jesus disse retribuí o mal com o bem, e disse mais: “Se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra”. Apresentar a outra face não é deixar que o outro te machuque, é não pagar o mal com o mal, é não revidar a violência com a violência. É você não se sentir ofendido ou machucado em seu orgulho e revidar. Pois, é mais notável ser ferido que ferir, suportar a injustiça que cometer uma, ser enganado que enganar, ser prejudicado que prejudicar.

Enquanto estamos encarnados é que é à hora de restabelecermos a harmonia entre nós e nossos inimigos, transformando as inimizades em amor.

Podemos evitar fazer inimigos. Aqui na escola de evangelização, estamos aprendendo a combater o mal que existe dentro de nós. O mal são nossas tendências de bater e revidar, falar mentiras, ser briguento, vingativo e rancoro.

Se formos deixando tudo isso, só teremos amigos.

Ninguém é totalmente bom nem totalmente ruim todos somos aprendizes na vida, todos nós somos capazes de melhorar.

Não podemos mudar as pessoas, nem fazer que elas nos queiram bem, nós é que devemos mudar, retribuindo todo o mal que nos fizerem com o bem. Tendo sempre bons pensamentos e orando pelos nossos inimigos.

Jesus deu o maior exemplo de amor. Ele amou até aqueles que O perseguiram e O crucificaram. Devemos perdoar, esquecer toda ofensa e orar por eles.

Se alguém nos prejudicar, sigamos os ensinamentos de Jesus. Não devemos nos vingar, a vingança nos torna brutos e insensíveis. Mas, se perdoarmos conseguiremos fazer com que o malvado se torne bom, pelo nosso exemplo.

Segundo Momento: Contar a história – Pagar o Mal com o Bem

Terceiro Momento: Atividade – As crianças vão confeccionar um fantoche e depois de confeccionado, em dupla, vão elaborar um pequeno teatro com os fantoches com o tema da aula dada e apresentarem para turma.

* Ver a postagem Fantoche menino e menina no arquivo do blog julho 2011, descrevo como fazer o fantoche

Prece Final


História

Pagar o mal com o bem

Caminhando apressado rumo à escola, Orlando encontrou um grupo de colegas com quem estava tendo problemas. Sem motivo, desde algum tempo, Pedro tomara-se de antipatia por ele e passara a tratá-lo mal em qualquer lugar onde estivesse.

Por isso, vendo que o grupo se aproximava, Orlando ficou preocupado.

E não deu outra. Passando por ele, Pedro jogou a mochila de Orlando no chão, numa atitude provocadora, e depois se afastou dando uma gargalhada.

Orlando, porém, não reagiu. Com tranqüilidade, abaixou-se, apanhou a mochila, e continuou seu trajeto como se nada tivesse acontecido.

Na escola, enquanto a professora escrevia no quadro-negro, Pedro levantou-se de sua carteira e jogou todo o material de Orlando no chão.

Ouvindo o barulho, a professora virou-se. Pedro, já no seu lugar, ria disfarçadamente, acompanhado pelos demais alunos.

— O que houve Orlando? — perguntou ela ao ver os cadernos e livros espalhados no chão.

Recolhendo o material, o menino desculpou-se:

— Não foi nada, professora. Derrubei sem querer.

E isso se repetia todos os dias. Pedro encontrava sempre novas maneiras de agredir o colega: no jogo de futebol, na escola ou na rua.

Orlando nunca reagia, o que deixava Pedro cada vez mais irritado.

Certo dia, Orlando estava passeando de bicicleta quando viu Pedro e sua turma que vinham em sentido contrário. Tentou se esquivar, mas não teve jeito. Eles o encurralaram de encontro a um muro.

Orlando desceu da bicicleta, enquanto os garotos o cercavam. Pedro aproximou-se com ar ameaçador.

— É agora que eu lhe arrebento a cara, seu pirralho!

E assim dizendo, levantou os punhos cerrados, prontos para espancar o outro. Orlando continuou olhando-o sem dizer nada.

— Vamos, seu covarde! Lute!

Mas Orlando continuou calado, embora lágrimas surgissem em seus olhos.

A turma ria, incentivando Pedro que, cansado de esperar, partiu para cima do menino.

Nisso, um homem que passava viu o que estava acontecendo e correu para socorrer Orlando. O bando, assustado, saiu correndo, mas ainda a tempo de ouvir o homem perguntar:

— Sabe quem são aqueles meninos? Quer que os siga?

Enxugando as lágrimas, o pequeno Orlando respondeu:

— Não. Não foi nada. Eles não fizeram por mal. Deixe-os ir embora, senhor.

Apesar de admirado, o homem respeitou a vontade de Orlando. E, depois de se certificar de que ele estava bem, afastou-se, aconselhando-o a tomar cuidado porque a turma poderia voltar.

Na tarde do dia seguinte, Orlando saíra para fazer uma tarefa e viu Pedro que vinha de bicicleta descendo a rua. Certamente estivera fazendo compras para sua mãe, porque trazia uma sacola presa no guidão.

De súbito, tentando ajeitar melhor a sacola, Pedro não viu um buraco no asfalto. A bicicleta se desequilibrou e ele foi jogado sobre o meio-fio, batendo a cabeça na quina da calçada. Um filete de sangue escorreu pela sua testa. Sentindo muita dor, Pedro gemia.

Orlando aproximou-se, atencioso:

— Você está bem? Quer ir para um hospital? Está ferido e precisa de cuidados.

Surpreso ao ver quem o estava socorrendo, Pedro respondeu meio sem jeito:

— Não foi nada. Foi só um susto.

— Graças a Deus! Quer que o ajude a chegar em casa? — perguntou Orlando, recolhendo os tomates e cenouras que estavam espalhados pelo chão.

Pedro estava perplexo. Não entendia porque Orlando mostrava-se tão bondoso com ele. Pensativo, ficou olhando para o garoto à sua frente. Afinal, não se conteve:

— Orlando, você tem muitos motivos para me detestar. Trato-o muito mal e não perco oportunidade de desafiar, humilhar e diminuir você perante os colegas. Por que está me ajudando?!...

— Porque aprendi que não se deve retribuir o mal com o mal — respondeu o garoto com simplicidade.

Espantado com a resposta do colega, Pedro falou:

— Agora entendo porque nunca aceitou uma provocação. Mas com quem foi que aprendeu essas coisas?

— Com Jesus. A professora da aula de Moral Cristã, do Centro Espírita que freqüento, falou sobre esse assunto outro dia. Jesus ensinou que devemos retribuir o mal com o bem. Que se alguém nos bater numa face, devemos apresentar a outra. E, mais do que isso, que devemos amar, não apenas os nossos amigos, mas também os inimigos. É isso.

Calado, Pedro ouviu as explicações de Orlando. Na verdade, naquele momento se deu conta de que nunca havia conversado com ele, e não sabia como era, nem o que pensava. Agora, ouvindo-o, percebeu que Orlando era diferente dos outros colegas, mais consciente e responsável, apesar da pouca idade.

Pedro sentiu, naquele instante, que o rancor e a animosidade tinham desaparecido do seu coração.

— Obrigado! — disse simplesmente, afastando-se.

No domingo, ao chegar ao Centro, Orlando teve uma grata surpresa.

Lá estava Pedro, todo sorridente, embora um pouco encabulado, para também participar da aula de evangelização.

Tia Célia

4 comentários:

Eliane disse...

Obrigada por dividir conosco tão inspiradas aulas. Estou começando nessa seara, e suas aulas tem me ensinado e auxiliado muito. Esperi um dia poder retribuir ajudando evangelizadores iniciantes como vc faz comigo.
Obrigada e fique com Deus
Eliane

Yuri disse...

Olá! Obrigado pela aula! Uma dica é postar imagens da história, se não for pedir demais!

Bicho Solto disse...

Linda mensagem. Me auxiliou muito, obrigada pelas dicas!! Jesus continue te enviando essa luz para nos repassar! Smuak

Julia Nascimento disse...

Adorei a história...obrigada !
Vai me ajudar a dar aula amanhã no Celd.
😇😇😇😇